janeiro 08, 2019

[SORTEIO] LIVRO DISCUTE O DIÁLOGO EUROPA-BRASIL NA OBRA DE MACHADO DE ASSIS

Para além do uso do francês como segunda língua de trabalho, Machado de Assis se valeu de referências europeias para a construção de uma leitura crítica de tradição que o precedeu, mas ao mesmo tempo de reconhecimento à herança cultural por ela proporcionada. A ligação da obra machadiana com a literatura feita na Europa é discutida na coletânea bilíngue lançada pela Eduff, “O diálogo Europa-Brasil na obra de Machado de Assis”, organizada por José Luís Jobim, Maria Elizabeth Chaves de Mello e Olinda Kleiman.

Escrito em português e francês, o livro é fruto da colaboração entre professores do Centre de Recherchessur lês Pays Lusophones (CREPAL) da Universidade Sorborne Nouvelle (Paris 3) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFF. A obra também contou com a colaboração de uma rede de pesquisadores machadianos, que incluiu outras universidades, como UERJ, Princeton e LaSapienza.

A publicação apresenta os seguintes artigos:

“Machado de Assis e a literatura francesa”, de Jacqueline Penjon;

“Uma poética da emulação: uma leitura de Machado de Assis”, de João Cezar de Castro Rocha;

“Uma visão político-social do Brasil nas crônicas de Machado de Assis”, de José Luís Jobim;

“Sobre a narrativa, entre Sterne e Machado“, de Maria Elizabeth Chaves de Mello;

“Encenação e ilusão em Dom Casmurro de Machado de Assis”, de Matildes Demetrio dos Santos;

“Machado de Assis leitor de Victor Hugo“, de Olinda Kleiman;

O futuro abolido: anotações sobre o tempo no Memorial de Aires”, de Pedro Meira Monteiro;

“Machado de Assis no Inferno de Dante”, de Sonia Netto Salomão.

 

Título: “O diálogo Europa-Brasil na obra de Machado de Assis”

Organizadores: José Luís Jobim, Maria Elizabeth Chaves de Mello e Olinda Kleiman

Editora: Eduff, Faperj e Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3

Páginas: 319

Onde comprar: Site Eduff

Quer saber um pouco mais sobre o livro? Leia a apresentação clicando aqui.

 

 

Em parceria com o blog, a Eduff disponibilizou um exemplar do livro “O diálogo Europa-Brasil na obra de Machado de Assis”, organizado por José Luís Jobim, Maria Elizabeth Chaves de Mello e Olinda Kleiman, para sorteio! Para participar é simples, basta preencher pelo menos uma das entradas do formulário Rafflecopter abaixo. A primeira entrada já garante a participação, no entanto, preenchendo todos os requisitos o participante terá mais chances de ganhar (cada entrada garante um número de fichas de participação). Quanto mais entradas você preencher, mais chance terá de ganhar! Leia as regras e boa sorte!

  • O sorteio é válido apenas em território nacional (Brasil);
  • Haverá apenas 1 (um) ganhador, e o prêmio é de 1 (um) exemplar do livro “O diálogo Europa-Brasil na obra de Machado de Assis”, organizado por José Luís Jobim, Maria Elizabeth Chaves de Mello e Olinda Kleiman, e marcadores diversos do Blog Tamires de Carvalho e parceiros;
  • O livro será enviado via Correios, por registro módico, pelo Blog Tamires de Carvalho, em até três dias úteis após o contato do ganhador, que deverá informar o endereço completo e CPF para envio;
  • É importante ressaltar que o ganhador que não tiver cumprido os requisitos solicitados para participar do sorteio será desclassificado. Tivemos casos de pessoas que preencheram o formulário, mas não curtiram a página do facebook, por exemplo.
  • O Blog Tamires de Carvalho custeará o envio do prêmio ao sorteado (a) apenas no primeiro envio. Caso haja algum problema com a entrega e o envelope seja devolvido, o ganhador (a) bancará a segunda remessa;
  • O sorteio será realizado no dia 15 de fevereiro de 2019 (sexta-feira) e o resultado ficará visível nesta página, além de ser compartilhado nas redes sociais do Blog Tamires de Carvalho.
  • O ganhador deve entrar em contato com o Blog Tamires de Carvalho por e-mail ou mensagem privada (Facebook, Instagram ou Twitter) em até 48 horas após a divulgação do resultado do sorteio, caso contrário, o sorteio será refeito.

 

 

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dezembro 18, 2018

[SORTEIO] COLETÂNEA RESGATA A TRAJETÓRIA DE INTELECTUAIS E SEUS PROJETOS EDITORIAIS

Qual é o espaço entre a atuação consciente de um indivíduo e as ações condicionadas socialmente? A análise da trajetória de escritores, jornalistas, historiadores, seus projetos editoriais e engajamento político une os nove artigos que integram a coletânea “Intelectuais e palavra impressa” (Eduff, 2016), organizada pela historiadora Giselle Martins Venancio. Escrito por jovens pesquisadores da UFF, o livro propõe uma reflexão sobre os diferentes projetos de impressos e o uso político e social que é feito deles pelos seus idealizadores.

Mais do que apresentar nomes de destaque na história política e social do Brasil, “Intelectuais e palavra impressa” segue a tendência historiográfica que retoma a participação dos sujeitos na história e propõe um questionamento sobre quem são as vozes que falam e dialogam num dado momento. “Esse livro se insere nessa tradição de se pensar os sujeitos num espaço condicionado socialmente e com alguma possibilidade de liberdade, de ação consciente. Quer dizer, não é nem um sujeito consciente plenamente, nem o contrário, um sujeito completamente subordinado às condições sociais”, destaca Giselle Venancio.

A coletânea está dividida em duas partes, sendo a primeira dedicada aos projetos editoriais e à análise de publicações de revistas e coleções de livros. Nessa linha, surge a atuação de Sérgio Buarque de Holanda e sua coordenação na coleção “História geral da civilização brasileira” (“HCGB”), que transformou a forma de se pensar e fazer história no Brasil, ao propor um modelo de livro cuja autoria é coletiva e especializada. Considerando o veículo de difusão científica do Império, a revista Arquivos do Museu Nacional é também objeto de estudo no que se refere à atuação de Ladislau Netto e um projeto que serviu ainda para colocar o Brasil no cenário científico internacional, seja na Europa ou mesmo na América do Sul.

Na segunda parte da obra, o estudo se volta para a ação de intelectuais engajados em questões sociais e como eles usaram os impressos para fazer circular suas ideias e projetos políticos. Nesse contexto, estão a atuação do jornalista João Batista de Paula na sua coluna diária “Plantão Militar”, publicada pelo jornal Última Hora, na década de 1960, e o aparecimento da chamada onda verde da imprensa, na década de 1920, com a publicação da Revista Florestal, primeiro meio de comunicação brasileiro a se voltar para questões de preservação da natureza.

 

Título: Intelectuais e palavra impressa

Autora: Giselle Martins Venancio

Editora: Eduff

Páginas: 204

Compre no site da Eduff clicando aqui.

 

Você pode ganhar um exemplar desse livro (+ um kit de marcadores) participando do sorteio no Instagram (sorteio no dia 10/01/2019)! Leia as regras, participe e boa sorte!

https://www.instagram.com/p/BrhubGWgMeD/

dezembro 03, 2018

[SORTEIO] RELAÇÃO DE LIMA BARRETO COM O SUBÚRBIO CARIOCA É TEMA DE NOVO LIVRO DA EDUFF

Homenageado na 15ª Festa Literária Internacional de Paraty, Lima Barreto é tema de um estudo historiográfico de Pedro Belchior, publicado pela Eduff, no livro “Tristes subúrbios: literatura, cidade e memória em Lima Barreto (1881-1922)”. Na obra, o autor analisa a relação do escritor com a cidade do Rio de Janeiro, as tensões culturais, de classe e de raça existentes no início do século XX e como Lima se posicionou em relação às transformações da cidade.

Lima Barreto foi o primeiro escritor a se voltar para o subúrbio e a elegê-lo como fonte de inspiração. Matéria-prima do escritor, o subúrbio muitas vezes deixa de ser pano de fundo e aparece como um verdadeiro personagem de Lima. “Ele fala das casas, das mansões, dos casebres, das favelas do subúrbio e em algumas passagens é como se os personagens de carne e osso ficassem em segundo plano e em primeiro plano o subúrbio em sie sua configuração geográfica, espacial. É como se Lima fosse um etnógrafo do subúrbio”, explica.

Essa relação ambígua de observador e ao mesmo tempo morador suburbano é explorada a fundo no livro de Pedro Belchior. Embora já existisse na bibliografia sobre o escritor críticas a essa postura ambivalente, o autor afirma que também notou a existência de um certo senso comum que vê Lima como um escritor suburbano por excelência, na melhor acepção da palavra, um escritor do povo e para o povo. “O que talvez diferencie o meu trabalho é o foco nessa ambiguidade da obra dele, nas tensões. É a relação de pertencimento com a cidade e de olhar sobre o subúrbio que vai se construindo. Eu acho o que eu aponto no livro é que muitas das visões anteriores dão como dada essa relação, e eu procuro mapear o processo de construção”, explica.

No livro, não há uma oposição entre obra e vida do escritor. A ideia principal é analisar de que forma Lima Barreto produziu uma memória sobre o subúrbio carioca e de que forma essa memória alterou a visão sobre o subúrbio naquela época e ainda hoje. “O Lima é muito autobiográfico, muito autoliterário. Ele se elegeu, talvez, como o principal autorreferenciado, os dramas dele, as tragédias pessoais foram tematizados de forma muito massiva ao longo de sua obra”, conta o autor que usa como exemplo “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, primeiro romance publicado por Lima Barreto, em 1909, e considerado por muitos quase como um relato do real ao tratar da inserção de um escritor mulato no mundo jornalístico e as dificuldades que teve para vender preconceitos de origem racial e social.

Em “Tristes subúrbios”, Belchior pretende, ainda, desconstruir a ideia de um escritor maldito e isolado, pouco reconhecido pelos seus pares e alheio ao mundo literário. De acordo com o autor, essa era uma imagem muito comum sobre o escritor, principalmente nas décadas de 1970 e 1980. “Quando você lê a biografia do Lima, você descobre várias cartas e vários textos em que ele atua praticamente como crítico literário. E ele era muito elogiado no Brasil todo”, explica Belchior.

Para Pedro Belchior, Lima Barreto foi um encontro entre sua vivência e um desejo historiográfico. Mineiro de São João Del Rei, Pedro Belchior mudou-se para o Rio em 2006 para trabalhar em Botafogo. Morando em Madureira com a família, viveu a experiência diária de deslocamento entre as Zona Sul e Norte do Rio, e pôde testemunhar os preconceitos e interditos que existe entre o ser suburbano e o ser carioca.

Ao entrar no mestrado em História da UFF, Belchior se deparou com o romance “Clara dos Anjos”, que o impressionou pela forma como Lima ambientou e retratou o subúrbio e pela posição de distanciamento do autor em relação ao local em que morava. “Tem uma frase que me chama muito atenção que é ‘O subúrbio é o refúgio dos infelizes’, e enormes passagens nesse livro em que Lima se coloca como uma espécie de etnógrafo do subúrbio carioca, um observador privilegiado que, ao mesmo tempo em que vive no subúrbio, não se sente parte do subúrbio. Eu me identifiquei um pouco com a figura do Lima, que é como se ele fosse um suburbano por acidente”, conta o autor.

SOBRE O AUTOR: Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense, Pedro Belchior é mestre em História também pela UFF e bacharel em História pela Universidade Federal de São João Del Rei. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Museus, Belchior trabalha no Museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Participa do grupo Perspectivas Analíticas para a Obra de Heitor Villa-Lobos (PAMVilla/USP) e é coautor do livro “Nova Fase da Lua – Escultores Populares de Pernambuco” (Recife: Caleidoscópio, 2012), com Flávia Martins e Rogerio Luz.

 

Ficha técnica:

Livro: “Tristes subúrbios: literatura, cidade e memória em Lima Barreto (1881-1922)”

Autor: Pedro Belchior

Editora: Eduff

Páginas: 224

ISBN: 978-85-228-1273-8

Onde comprar: site da Eduff

 

Em parceria com o blog, a Eduff disponibilizou um exemplar do livro “Tristes subúrbios: literatura, cidade e memória em Lima Barreto (1881-1922)”, de Pedro Belchior, para sorteio! Para participar é simples, basta preencher pelo menos uma das entradas do formulário Rafflecopter abaixo. A primeira entrada já garante a participação, no entanto, preenchendo todos os requisitos o participante terá mais chances de ganhar (cada entrada garante um número de fichas de participação). Quanto mais entradas você preencher, mais chance terá de ganhar! Leia as regras e boa sorte!

  • O sorteio é válido apenas em território nacional (Brasil);
  • Haverá apenas 1 (um) ganhador, e o prêmio é de 1 (um) exemplar do livro “Tristes subúrbios: literatura, cidade e memória em Lima Barreto (1881-1922)”, de Pedro Belchior, e marcadores diversos do Blog Tamires de Carvalho e parceiros;
  • O livro será enviado via Correios, por registro módico, pelo Blog Tamires de Carvalho, em até 48 horas após o contato do ganhador, que deverá informar o endereço completo e CPF para envio;
  • O Blog Tamires de Carvalho custeará o envio do prêmio ao sorteado (a) apenas no primeiro envio. Caso haja algum problema com a entrega e o envelope seja devolvido, o ganhador (a) bancará a segunda remessa;
  • O sorteio será realizado no dia 17 de dezembro de 2018 (segunda-feira) e o resultado ficará visível nesta página, além de ser compartilhado nas redes sociais do Blog Tamires de Carvalho.
  • O ganhador deve entrar em contato com o Blog Tamires de Carvalho por e-mail ou mensagem privada (Facebook, Instagram ou Twitter) em até 48 horas após a divulgação do resultado do sorteio, caso contrário, o sorteio será refeito.

 

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