julho 19, 2017

[RESENHA] UM AMOR INESPERADO, DE SILVIA SPADONI

Sinopse: “Na antiga Inglaterra, Amélia embarca em um plano mirabolante com o único objetivo de se livrar do seu terrível tutor: casar-se com um total desconhecido e, ainda por cima, prisioneiro da Coroa Britânica à espera da execução. O plano parece dar certo. Ela se considera viúva e já não sente mais a presença obscura de seu guardião. Mas o mundo de Amélia vira de ponta-cabeça quando Lorde Cunnington, o herdeiro até então ignorado do conde de Hartford, assume as propriedades e é recebido como herói na sociedade local. Tudo estaria bem, não fosse o fato de ele ser o prisioneiro com quem ela havia se casado no submundo daquela fétida prisão. Amélia, agora, precisa enfrentar a vingança do homem cujo nome ela comprou e os novos sentimentos que a simples presença daqueles olhos negros desperta nela.”

 

Um Amor Inesperado é o segundo livro da série independente Amores, da escritora Silvia Spadoni. É o tipo de leitura que você termina com um sorriso no rosto, dá até vontade de abraçar o livro antes de colocá-lo de volta na estante. Um romance de época leve e encantador, perfeito para ler em um único dia.

Lady Amélia de Wintour procura por um marido no submundo da prisão de Fleet, em Londres, a fim de se livrar de seu terrível tutor. O mirabolante plano tinha como objetivo obter o documento que libertaria Amélia e a colocaria na confortável condição de viúva, tendo em vista que o noivo era um prisioneiro da Coroa Britânica à espera da execução.

James Cunnington não teve outra alternativa a não ser aceitar casar-se com Amélia. Tratava-se de um acordo vantajoso para o diretor da prisão, que recebera uma boa quantia em ouro para viabilizar o matrimônio. Sendo assim, mediante tortura, James disse o sim que Amélia tanto precisava.

Dois anos depois, Amélia vivia tranquila, mantendo a farsa de um rápido casamento com um soldado que foi a óbito em batalha. Estava passando uma temporada na casa da amiga Lady Snowden, que estava grávida, quando receberam a notícia de que a propriedade vizinha receberia o seu novo dono, o sobrinho-neto e herdeiro do conde de Hartford. O novo conde era um herói de guerra que esteve infiltrado na prisão de Fleet como um traidor da Coroa, mas tudo parte de um teatro para obter informações. Em uma inteligente manobra, ele fugiu do enforcamento e conseguiu se infiltrar no exército francês e assim obteve informações importantes para o exército inglês. Retornou para Inglaterra, pois sofrera um ataque e seu disfarce estava prestes a ser descoberto. Qual não foi a surpresa de Amélia ao ouvir o nome James Cunnington como o responsável por essas extraordinárias ações! Seria um homônimo ou o seu noivo que retornara do mundo dos mortos para atormentá-la? Seria possível ela ter saído das mãos de um tirano para cair nas mãos de outro?

James nunca esquecera os olhos verdes da mulher que o forçara a casar-se com ela na fétida prisão, quase pondo por água abaixo seu disfarce. Ele estava disposto a achá-la para se vingar pela humilhação. Mas não contava encontrar uma pessoa tão diferente da qual ele sempre imaginou ser a sua Amélia.

De forma ainda mais envolvente que no primeiro livro, o leve suspense que permeia o romance entre os protagonistas dá um toque super especial a essa história. Recomendo muito a leitura e mal posso esperar para ler o Um Amor Apaixonado, terceiro e último livro da série Amores, à venda no site da Pedrazul Editora neste link.

 

 

Veja a resenha de Um Amor Conquistado, primeiro volume da série Amores, aqui.

 

 

Título: Um Amor Inesperado (Série Amores, livro 2)
Autora: Silvia Spadoni
Editora: Pedrazul
Páginas: 240

 

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julho 12, 2017

[RESENHA] UM COCHEIRO EM PARIS, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse: “Quando o duque de Belvoir teve que sair às pressas da casa de Juliette Drouet, a amante de Victor Hugo, para não ser pego em flagrante pelo próprio escritor, sua única alternativa foi dirigir a própria carruagem pelas vielas de Paris. O que ele não esperava, contudo, era que tivesse que socorrer uma dama que acabara de chegar à cidade. A carruagem do Hôtel de Ville, que fora buscá-la no porto, havia quebrado um eixo e ele passava no exato momento do acidente. Não teve alternativa senão esconder a sua identidade, pois a jovem estava acompanhada justamente da ordinária baronesa viúva de Patchetts, uma antiga vizinha do duque seu pai, no Norte da Inglaterra. Tudo o que ele — o duque inglês bastardo — não podia, naquele momento, era ser reconhecido. Assim, apresentou-se como o cocheiro do conde Filippo Raspail e prestou socorro às damas.

Fruto da relação de um poderoso duque inglês, que não tivera filhos no casamento, com uma cortesã francesa, Belvoir — assumido pelo pai — vivia uma vida desregrada em Paris. Embora na juventude tivesse tido certa proteção moral por parte dos amigos, o duque de Prudhoe e o conde de Northumberland, sofrera muita rejeição da aristocracia britânica, sendo chamado de ‘lorde bastardo’. Por isso, tinha convicção absoluta de que nunca se casaria com a filha de nenhum deles. Belvoir só não contava que Harriet Neville, a lady que socorrera, se apaixonaria de verdade por ele, mesmo achando que fosse um humilde cocheiro.”

 

Um Cocheiro em Paris é o terceiro livro da série independente O Quarteto do Norte, de Chirlei Wandekoken, publicado pela Pedrazul Editora. Aqui, temos a história de um simples cocheiro e de uma dama, que se apaixonam contrariando todas as expectativas da sociedade.

O simples cocheiro na verdade, nós logo descobrimos, é Oliver Ashlie Stanhope, o duque de Belvoir. Ele vivia uma aventura com ninguém menos que a amante de Victor Hugo e no meio da noite teve de sair às pressas do quarto da mulher, pois o escritor, por pouco, não os pegara em flagrante.

Chegando à sua carruagem, Belvoir percebe que o cocheiro havia sumido, de forma que resolve, ele próprio, conduzir o veículo. Um pouco à frente, um acidente travava o caminho e ele resolve ajudar os feridos, desalinhado como estava.

Entre os feridos estavam a velha baronesa de Patchetts e Harriet Neville, esta última, a prima prometida em casamento ao conde de Northumberland via acordo familiar, amplamente discutido em A Estrangeira.

A baronesa, histérica, ordena que o maldito cocheiro, aquele bastardo, tirem-nas logo daquela confusão de carruagens quebradas. Belvoir as ajuda, assumindo ser um simples cocheiro, e fica encantado com a doçura de Harriet, que corresponde.

Harriet Neville, embora prometida ao primo, jamais pensara em se casar com ele. Inclusive, soube que ele estaria fortemente envolvido com a tal estrangeira, a miss Schumacher. Ela achava melhor assim. Era uma jovem fora dos padrões físicos impostos pela sociedade, tinha formas voluptuosas e era complexada pelo tamanho dos seios, bastante fartos. Belvoir adorava-a também por ser assim, uma moça que não era bela como as mais belas da sociedade, como fora sua mãe, uma mulher promíscua na juventude.

Um Cocheiro em Paris é menos picante que A Ama Inglesa, mas sua história é igualmente linda e tem seus toques de sensualidade. Em meio a casamentos por interesse e arranjos matrimoniais selados na infância, esta novela mostra que um amor verdadeiro pode nascer na situação mais improvável.

 

 

 

Título: Um Cocheiro em Paris (O Quarteto do Norte, livro 3)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 86

 

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julho 10, 2017

[RESENHA] A AMA INGLESA, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse:  “Desde pequena, a menina Leonora se perguntava por que sua mãe sabia ler e escrever em dois idiomas e o pai sequer sabia ler em um deles. Instruída pela mãe francesa, a filha de um simples cuidador de cavalos muito cedo se vê sozinha no mundo, à mercê de uma tia autoritária e de um padrasto violador. Um encontro na infância provoca uma reviravolta em sua vida e ela vai trabalhar como ama da duquesa viúva de Pudhoe, uma dama autoritária, mas que a respeitava. Entretanto, quando lady Muriel Browne chega de Londres para passar uma temporada em Pudhoe Castle, no Norte da Inglaterra, tudo à sua volta muda. Leonora começa a ser destratada pela duquesa e até pelos outros servos, até então seu amigos.

Numa noite gelada em Newcastle, sem ter para onde ir, ela acaba se abrigando no celeiro, aconchegada à vaca da duquesa, para não morrer de frio. Ali ela é acordada brutalmente pelo capataz da propriedade e amparada por aquele cuja imagem permeara seus pensamentos durante cinco longos anos, o poderoso duque de Pudhoe, conhecido em toda a Europa por Lorde Perverso. Mas Leonora não o via assim. Pelo contrário. Achara-o caridoso. Afinal, se não fosse por ele, certamente não teria sobrevivido àquela noite.”

 

A Ama Inglesa é uma novela de época e o segundo volume da série independente O Quarteto do Norte, da escritora Chirlei Wandekoken. Quem leu A Estrangeira pode estranhar, a princípio, a linha narrativa dos outros livros do quarteto. Isso porque o primeiro livro é histórico, inspirado na Batalha de Otterbourne e consumiu vários anos de pesquisa para ser escrito. Nos outros três livros, Chirlei quis dar voz aos personagens secundários de A Estrangeira não focando, portanto, no contexto histórico. Foram estilos diferentes adotados pela autora, mas que não comprometeu em nada a qualidade das histórias.

 

Importante: Você sabe a diferença entre Clássico, Romance de Época e Romance Histórico?, por Mara Sop.

 

A Ama Inglesa é um verdadeiro conto de fadas para adultos. Trata-se de um livro com um apelo bem sensual, verdadeiramente picante. A mocinha, Leonora, amargou momentos de tristeza e abandono afetivo por ter sido posta, após o falecimento dos seus pais, aos cuidados de uma tia que não a amava. Seu consolo era a velha amiga Mary Ponsonby e Arthur Pearl Clifford, por quem era apaixonada desde os 13 anos. Era um amor impossível, pois Arthur em breve se tornaria o duque de Prudhoe.

Arthur ficou bastante tempo afastado de Prudhoe Castle. Passaram-se 1825 dias, para ser bem exata, até os caminhos dos dois se cruzarem novamente, com Leonora em apuros dormindo no celeiro de Prudhoe Castle. O duque era conhecido como lorde perverso, mas ele não o era. Leonora sabia disso. E ele a amava, embora um segredo do passado os impedisse de ficarem juntos.

Uma história de amor com todos os elementos que esperamos de uma boa narrativa do gênero. E com o plus da sensualidade que transborda das páginas do e-book! Um dos pontos positivos de A Ama Inglesa é a capacidade que a autora teve de, mesmo em uma história curta, promover tantas reviravoltas na vida dos personagens. A novela é envolvente e a escrita polida de Chirlei faz com que a leitura seja bem rápida. Se você leu A Estrangeira, certamente vai querer ler essa história. Se não leu, não se preocupe: tratando-se de uma série independente, mesmo que os livros mencionem os personagens do romance a experiência de leitura aqui e nas outras duas novelas é completa.

 

 

 

Título: A Ama Inglesa (O Quarteto do Norte, livro 2)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 119

 

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