fevereiro 28, 2019

[DIÁRIO] EM NÁPOLES COM ELENA FERRANTE: A AMIGA GENIAL

Sinopse: “A reclusa autora italiana que conquistou a crítica internacional tem sua série napolitana lançada no Brasil pela Biblioteca AzulAclamada pela crítica e pelo público, Elena Ferrante se tornou conhecida por escrever sobre questões íntimas com muita clareza, sem se expor para divulgar seus livros. Sua ficção parece apresentar traços autobiográficos, mas não é possível identificar os pontos comuns entre sua vida e sua obra, uma vez que a escritora se recusa a comentar sua intimidade.A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história de duas amigas ao longo de suas vidas. O primeiro, A amiga genial, é narrado pela personagem Elena Greco e cobre da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela.As duas se unem, competem, brigam, fazem planos. Em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo o medo constante, as meninas sonham com um futuro melhor. Ir embora, conhecer o mundo, escrever livros. Os estudos parecem a melhor opção para que as duas não terminem como suas mães entristecidas pela pobreza, cansadas, cheias de filhos. No entanto, quando as duas terminam a quinta série, a família Greco decide apoiar os estudos de Elena, enquanto os Cerrulo não investem na educação de Raffaella. As duas seguem caminhos diferentes. Elena se dedica à escola e Raffaella se une ao irmão Rino para convencer seu pai a modernizar sua loja. Com a chegada da adolescência, as duas começam a chamar a atenção dos rapazes da vizinhança. Outras preocupações tornam-se parte da rotina: ser reconhecida pela beleza, conseguir um namorado, manter-se virgem até encontrar um bom candidato a marido.Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor.”

 

Há até bem pouco tempo o nome Elena Ferrante não dizia muita coisa para mim. Sabia que se tratava de uma autora que eu talvez leria, talvez não, mas eu não fazia ideia da febre que envolvia essa escritora e sua tetralogia (veja a hashtag #ferrantefever), menos ainda que ela (ou talvez ele, duvido, mas há a possibilidade) era uma escritora reclusa e que já fizeram até uma “séria” investigação para saber quem é, realmente, Elena Ferrante.

 

Saiba mais: A verdade sobre o caso Elena Ferrante, por El País.

Leia também: Uma noite na praia, de Elena Ferrante.

 

Com a série da HBO, My Brilliant Friend, exibida no final do ano passado, o nome Elena Ferrante voltou a circular pela internet e eu fiquei encantada com as personagens principais, Lila e Lenu, e também por todo aquele contexto pós Segunda Guerra Mundial, em uma Nápoles não tão glamurosa quanto a que nos vem em mente quando ouvimos falar desse lugar. A tetralogia napolitana conta a história de gente comum, de uma periferia violenta de uma Itália que estava engatinhando para uma realidade mais pacífica, seja lá o que isso queira dizer na prática.

Tentei não assistir aos episódios, mas as reprises em horário vespertino quando eu estava de férias foram tentação demais para que eu pudesse resistir. Tentei não ver com tanta regularidade, deixei de ver a série após a fase da passagem da infância para a adolescência, com medo de que pudesse prejudicar a minha leitura, mas A Amiga Genial (Biblioteca Azul, 2015) prende tanto, mais tanto MESMO, que a única ressalva que eu faço para quem ainda estiver vivendo o dilema “leio primeiro ou assisto” é de que a série é muito fiel ao primeiro livro, então pode ser um incômodo (para mim, não foi) ler quase exatamente o que assistiu. É como assistir a série Pride and Prejudice (BBC 1995) e só depois ler Orgulho e Preconceito. A parte uma cena ou outra, o livro está todo ali na tela, dividido em episódios.

A Amiga Genial começa com Lenu já mais velha, recebendo a notícia de que sua amiga Lila teria simplesmente desaparecido, sem deixar qualquer vestígio de sua existência. Não havia roupas, sapatos e até as fotos em que ela figurava foram cortadas. Com raiva, Lenu decide dar o troco: Lila podia tentar, mas não ia desaparecer facilmente. Ela escreveria a história da amiga, delas duas, com todos os detalhes de que se lembrava.

 

Elisa del Genio como “Lenu” e Ludovica Nasti como “Lila” em “My Brilliant Friend” (HBO, 2018).

 

“Como sempre Lila exagerou, pensei.

Estava extrapolando o conceito de vestígio. Queria não só desaparecer, mas também apagar toda a vida que deixara para trás.

Fiquei muito irritada.

Vamos ver quem ganha desta vez, disse a mim mesma. Liguei o computador e comecei a escrever cada detalhe de nossa história, tudo o que me ficou na memória.” (p. 17)

 

A partir daí, Lenu e nós, leitores, viajamos no tempo, para a periferia de Nápoles dos anos 1950, quando ela e Lila eram crianças. Toda a história é narrada por Lenu, Elena Greco, e o primeiro livro mostra a infância e adolescência das duas.

 

“ Na época já havia algo que me impedia de abandoná-la. Não a conhecia bem, nunca tínhamos trocado uma palavra, mesmo competindo continuamente entre nós, na classe e fora dela. Mas eu sentia confusamente que, se tivesse fugido com as outras meninas, lhe teria deixado algo de meu que ela nunca mais me devolveria.” (p.26)

 

A Amiga Genial é um livro com poucos diálogos, tendo em vista o tamanho. Longe de ser cansativo, pelo contrário, por toda a leitura me senti como se estivesse ouvindo uma senhora contar suas alegrias e tristezas para mim. Elena Ferrante é extremamente detalhista, mas sua escrita é cirúrgica: embora os quatro livros da série somem mais de mil e setecentas páginas (!) até o momento (estou na metade do segundo livro) a leitura está fluindo muito bem. Falando bem claramente, estou devorando os livros e dói ter de parar de ler para fazer qualquer outra coisa.

Esse livro toca em temas bastante delicados ao público feminino, pois aqui as mulheres são protetoras e cruéis na mesma medida. Lila e Lenu são amigas, mas além do carinho e da admiração entre as duas, há uma rivalidade pesadíssima. Como o livro é narrado pela Lenu, que tem uma relação distante e de asco com a mãe dela, o “ser mulher desde pequena” é uma das nuances mais fortes dessa primeira parte da série e também o que mais me chamou a atenção, obviamente.

 

Margherita Mazzucco como “Lenu” e Gaia Girace como “Lila” em “My Brilliant Friend” (HBO, 2018).

 

“Lila é mais bonita que eu. Então eu era a segunda em tudo. E torci para que ninguém jamais percebesse.” (p. 45)

 

 

Do livro à tela, por trás das câmeras da adaptação da HBO:

 

Eu não saberia resumir essa história ou apontar tudo o que ela tem de maravilhoso com apenas uma única leitura, em um único texto. O que posso dizer é que Elena Ferrante virou quase uma obsessão literária para mim, quero ler todos os seus livros, aprender com a sua escrita limpa e profunda, e me reconhecer nos pontos fortes e nas fraquezas de suas personagens, porque isso é inevitável.

 

“ ‘Sabe o que é a plebe, Greco?’

‘Sei: a plebe, os tribunos da plebe, os Graco.’

‘A plebe é uma coisa muito feia.’

‘Sim.’

‘E se alguém quer continuar sendo plebe, ele, seus filhos e os filhos de seus filhos não serão dignos de nada. Deixe Cerullo pra lá e pense em você.’” (p. 65)

 

Resguardadas as devidas proporções entre ficção x realidade, Brasil x Itália etc., eu me vi muito em A Amiga Genial. Diria até que eu sou Lenu e tenho minha própria Lila, a quem eu amo, mas já invejei muito e ainda invejo por ela ser, para mim, perfeita em tudo. Até ler esse livro eu pensava que existia um limite rígido entre admiração e inveja, mas talvez eu tenha sido manipulada pelo maniqueísmo comum da nossa sociedade. No mais, preciso continuar em Nápoles com Elena Ferrante para saber como termina essa história.

 

“Temia que lhe acontecessem coisas, boas ou ruins, sem que eu estivesse presente. Era um temor antigo, um temor que eu nunca superara: o medo de que, perdendo partes de sua vida, a minha perdesse intensidade e centralidade.” (p. 207)

 

Um trecho de uma cena corrida, mas que eu considero como um dos mais brilhantes do livro A Amiga Genial é o que eu reproduzo abaixo. Antes de explicar o porquê, já aviso que não é spoiler o que eu vou dizer, pois é algo que o leitor vai projetando logo no começo da história e aqui, como em muitos outros livros, o conceito de spoiler é discutível. A tetralogia napolitana definitivamente não é um thriller com diversos pontos de virada etc., que teria a leitura prejudicada com revelações da trama. Ele nos tira o fôlego por outros motivos, mesmo o enredo sendo um pouco previsível em algumas partes. Enfim, quando todos pensamos que Lila é a amiga genial, pois ela é extraordinária em sua rebeldia e em sua facilidade de aprendizado, ela diz para Lenu “ei, você é minha genial”. Essa fala da Lila, quer o leitor ou Lenu aceite, quer não, mina aquela chata dicotomia boa e má, sensata e passional etc., ou até questionamentos mais simplórios que acabam por roubar a cena do que é realmente importante para a história, como em Dom Casmurro, de Machado de Assis, com o insistente questionamento Capitu traiu ou não traiu Bentinho?

Quando Lila diz que Lenu é a amiga genial a gente se dá conta de que é mesmo, aquilo é verdade. As duas são geniais, cada qual a seu modo. Se eu já não estivesse perdidamente apaixonada pela Elena Ferrante, ela me ganharia definitivamente com essa cena.

“ ‘Qualquer coisa que aconteça, continue estudando.’

‘Mais dois anos: depois pego o diploma e terminou.’

‘Não, não termine nunca: eu lhe dou dinheiro, você precisa estudar sempre.’

Dei um risinho nervoso e disse:

‘Obrigada, mas a certa altura a escola termina.’

‘Não para você: você é minha amiga genial, precisa se tornar a melhor de todos, homens e mulheres.’” (p. 312)

 

Sobre a pobreza, sobre não pertencer ou não querer pertencer ou continuar na pobreza, o trecho a seguir também é marcante:

“O que era a plebe eu soube naquele momento, e com muito mais clareza do que quando, anos antes, Oliviero me fizera aquela pergunta. A plebe éramos nós. A plebe era aquela disputa por comida misturada a vinho, aquela briga por quem era servido antes e melhor, aquele pavimento imundo sobre o qual garçons iam e vinham, aqueles brindes cada vez mais vulgares. A plebe era minha mãe, que tinha bebido e agora se deixava levar com as costas contra o ombro de meu pai, e ria de boca escancarada às alusões sexuais do comerciante de metais. Todos riam, inclusive Lila, com o ar de quem tinha um papel e o desempenharia até o fundo.” (p. 330)

 

Por hora, sigo com a leitura de A História do Novo Sobrenome, segundo livro da tetralogia, que retoma a história de onde A Amiga Genial parou, com o mesmo poder de nos prender às páginas como o seu antecessor. Na lista de desejados, alguns livros citados em A Amiga Genial: Mulherzinhas; Três homens num barco; Bruges, a morta; Os irmãos Karamazov; dentre outros títulos e autores. Leiam tudo, leiam Elena Ferrante e me chamem para um café para conversarmos sobre essa autora maravilhosa.

 

 

Veja o trailer da série My Brilliant Friend (legendado):

 

Título: A Amiga Genial

Autora: Elena Ferrante

Tradução: Maurício Santana Dias

Editora: Biblioteca Azul

Páginas: 336

Compre na Amazon: A Amiga Genial.

fevereiro 28, 2019

[LANÇAMENTO] UM BEIJO SOB AS ESTRELAS, DE SILVIA SPADONI

Sinopse: “Drake Morgan está prestes a conquistar o lugar que sempre sonhou na sociedade. Tudo parece perfeito até que um desastre destrói seus sonhos. Abandonado por todos e perseguido por dívidas, ele foge, mas promete voltar para recuperar o que é seu e ter a sua vingança.
Annie é uma jovem em fuga. Envolvida em um homicídio, ela precisa escapar, mesmo sendo inocente. Quis o destino coloca-la no caminho de Drake, um homem que possui o desejo de vingança em suas veias, mas que se torna a sua melhor opção para sobreviver.
Depois de anos, Drake está prestes a se vingar por tudo que passou, porém, o destino tem outros planos para ele.
Colocados frente a frente pelas circunstâncias, Drake e Annie precisarão confiar um no outro para conseguirem o que querem. Mas como confiar em alguém sem saber quem realmente a pessoa é?”

 

Já está à venda em e-book na Amazon o novo livro da Silvia Spadoni, Um beijo sob as estrelas! Conhecendo o estilo da Silvia como conheço, já adianto que é satisfação garantida para quem gosta de uma boa história de amor. Se você ainda não tem leitura para o feriado de carnaval, recomendo fortemente este livro (já estou lendo e amando!).

 

Conheça outros títulos da Silvia Spadoni já resenhados aqui no blog:

 

 

Título: Um beijo sob as estrelas

Autora: Silvia Spadoni

Editora: Publicação Independente (e-book Amazon)

Páginas: 304

Compre na Amazon (grauito para assinantes Kindle Unlimited): Um beijo sob as estrelas.

fevereiro 05, 2019

[RESENHA] UM DIA PERFEITO PARA CASAR, DE JULIA STRACHEY

Sinopse: “Uma casa de campo, um vestido de noiva, uma garrafa de rum e um possível erro Era o dia do casamento de Dolly com o honorável Owen Bigham, diplomata e pretendente bastante adequado para a jovem britânica de classe média. O céu estava limpo, ainda que ventasse muito no local. O jardim florescia e os convidados chegavam aos poucos. As circunstâncias eram as ideais para a realização da cerimônia. O único porém era o fato de a noiva estar em dúvida quanto a com quem gostaria de se casar. Em Um dia perfeito para casar, um clássico da literatura inglesa, Julia Strachey presenteia o leitor com um senso de humor refinado e uma narrativa crítica e perspicaz sobre a sociedade britânica do final dos anos 1920.”

 

Eu ainda não conhecia a escritora inglesa (nascida na Índia) Julia Strachey (1901-1979) até ver o seu livro Um dia perfeito para casar (Record, 2013) na livraria Leitura de Campos dos Goytacazes, na minha viagem de volta para casa nestas últimas férias. A combinação capa e título me seduziram imediatamente e só na fila para pagamento desse e de outros livros título vi que estava levando para casa um livro publicado originalmente pela Hogarth Press. Isso mesmo, a editora de Leon e Virginia Woolf.

“Julia Strachey nasceu na Índia em 1901, filha de um funcionário civil do governo britânico. Depois do divórcio dos pais, foi morar com parentes na Inglaterra. Além de trabalhar como modelo para o revolucionário estilista Poiret, foi fotógrafa e revisora. Julia foi casada com o ecultor Stephen Tomlin. Embora não tenha participado oficialmente do círculo Bloomsbury, Strachey era bastante próxima de vários artistas e intelectuais do grupo. ‘Um dia perfeito para casar’ foi publicado inicialmente em 1932 pela Hogarth Press, editora de Leon e Virginia Woolf, que descreveu o livro como ‘surpreendentemente bom — completo, sagaz e original’. Julia Strachey faleceu em 1979.” (contracapa)

 

Não vou negar que essa informação me fez criar uma expectativa enorme em relação a essa leitura. Somada à publicação por ninguém menos que Virginia Woolf — que eu adoro — vi que muitas pessoas associam o enredo de Um dia perfeito para casar ao estilo de Downton Abbey. Mal podendo conter a minha euforia, parti para a leitura pouco tempo depois de chegar em casa. Qual não foi a minha surpresa em perceber que o livro é bom, mas não tão bom quanto eu esperava.

Um dia perfeito para casar é uma leitura perfeita desde que você só queira passar um tempo agradável (tolerável, Mr. Darcy diria) com um livro. É uma história curta, leitura fácil e tem seus momentos fortes e divertidos, mas é um livro que você fecha do mesmo jeito que abriu. Não chega a ser bom o suficiente a ponto de você querer ler novamente ou indicar com toda a chatice do seu ser para os amigos. Eu indico, mas não é uma indicação urgente. Aqui vemos um dia na vida da família Thatcham, na ocasião do casamento de sua filha mais velha, Dolly, com um ótimo partido e em um dia perfeito, com o clima mais agradável quanto é possível na Inglaterra (pelo menos é o que a mãe de Dolly pensa). O problema é que Dolly não está muito certa se é isso mesmo o que ela quer, mesmo estando a poucos minutos do altar. Ela nutre sentimentos confusos em relação ao primo, Joseph, que passa os últimos minutos antes da cerimônia refletindo se seria correto impedir o casamento e fugir com a prima ou não.

 

“— Isso é espantoso, espantoso demais! — exclamou ela, por fim. — Nunca poderia imaginar uma coisa dessas! Uma noiva bebendo rum em seu quarto! Da garrafa! Pouco antes de entrar na igreja para se casar!” (p. 68)

“‘Supondo, apenas supondo’, prosseguiu Dolly, ‘que Joseph virasse para mim agora, cinco minutos antes do casamento, e confessasse finalmente que sempre me amou, me implorasse para fugir com ele pela porta dos fundos, pelos campos, enquanto todos aqui esperavam por mim sentados na igreja, o que eu deveria fazer, afinal?” (p. 78 e 79)

 

“No turbilhão de pensamentos que o haviam assolado, um tanto inesperadamente, na última meia hora, sentimentos esses contra os quais ele era totalmente impotente para lutar, ou mesmo para encontrar-lhes o fio da meada, vinha-lhe agora uma ideia, por fim, que passou a martelar-lhe a mente aterrorizada.

‘Impeça o casamento! Impeça o casamento! Impeça o casamento! Impeça o casamento!…’ era só o que conseguia pensar.” (p. 83)

 

Um dos pontos fortes dessa edição é conhecer um pouco sobre a autora pelo prefácio escrito por uma grande amiga dela, Frances Partridge. A vida de Julia Strachey foi bem intensa, com muitos autos e baixos. Seria ótimo ter acesso à biografia dela em português.

 

 

 

Título: Um dia perfeito para casar

Autora: Julia Strachey

Tradução: Maria Alice Máximo e Heloísa Matias

Editora: Record

Páginas: 144

Compre na Amazon: Um dia perfeito para casar.

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