abril 03, 2017

[RESENHA] OS DARCYS DE DERBYSHIRE, DE ABIGAIL REYNOLDS

Sinopse: “Um conto de ‘Orgulho e Preconceito’, de Jane Austen.
Elizabeth Bennet anseia pela vista do topo das famosas Black Rocks, mas seus tios se recusam a permitir que escale sozinha até a rocha mais alta. A angústia de Elizabeth só piora com o fortuito encontro com o sr. Darcy — pelo menos até ele se oferecer para acompanhá-la ao topo. Mas mal sabia ela, as Black Rocks possuem um significado muito especial para ele. Enquanto Darcy conta-lhe a história da corte e casamento entre seus pais, Elizabeth, como a mãe de Darcy antes dela, é obrigada a confrontar o verdadeiro poder de família e destino no cume das Black Rocks.”

 

Como uma fã apaixonada por Jane Austen, sobretudo por um de seus romances mais famosos, Orgulho e Preconceito, é sempre uma felicidade encontrar histórias similares que usam os personagens do clássico, ambientados na época da história original ou nos dias de hoje.

Em Os Darcys de Derbyshire, Abigail Reynolds, uma grande fã de Austen que escreveu diversas variações de Orgulho e Preconceito, conta a história de amor dos pais do Sr. Darcy, Srta. Anne e James Darcy. Em poucas páginas, a autora consegue nos prender em uma história delicada e apaixonante sobre o casal, além de antecipar o desfecho amoroso entre Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy.

Elizabeth Bennet, em viagem a Derbyshire com seus tios, os Gardners, tem um encontro nada casual com o homem de quem ela recusara o matrimônio, Sr. Darcy. Estando bastante animada e curiosa para explorar as paisagens das Black Rocks, ela aceita o convite de Darcy para subir até o penhasco, com a permissão dos tios.

No alto das Blacks Rocks, Darcy conta rapidamente a Elizabeth como se deu a união de seus pais. Contudo, tendo ele se expressado de forma que não era possível reconhecer a força e a sinceridade dos sentimentos de seu pai, a conversa se alonga até que ele possa explicar a história em detalhes.

James Darcy, ou melhor, Tenente Darcy, era o filho mais novo, portanto sem direito a herdar a grande propriedade de Pemberley. Entretanto, era muito amigo de seu irmão, apenas alguns minutos mais velho, seu gêmeo não idêntico George. Anne era irmã de um grande amigo de James Darcy, Francis Fitzwilliam, e conhecera James aos quatro anos, quando este o salvara de um afogamento. Desde então, mesmo sem manter contato próximo com ele, ela sonhava em um dia tornar-se esposa de James, uma fantasia infantil que ela verbalizava com tanta frequência que irritara seu pai, que a proibiu de sequer falar o nome de James, principalmente sendo ele o filho mais novo. O rapaz nunca seria um pretendente ideal para Anne.

Tendo-a conhecido, o Tenente soube instantaneamente que se casaria com ela. Estava decidido e seria apenas uma questão de tempo. Seria complicado sustentar um lar apenas com o soldo do exército, mas ele daria um jeito. Apaixonara-se por Anne e ela seria sua esposa.

Anne surpreendera-se com a rapidez com a qual James falara sobre casamento. Eles haviam dançado em um baile e no dia seguinte ele já mostrara-se decidido. Ela disse, então, que, apesar de ser filha de um conde, não tinha dote que valesse a pena, pois seu pai estava afundado em dívidas. Além do mais, ela já estava prometida a outro homem, como parte em um acordo financeiro firmado pelo pai. Entretanto, isso não importava a James, na verdade, ele não aceitava o fato de que ela se casaria com outro.

Mesmo um pouco assustada com aquela conversa, algo havia sido despertado no coração de Anne. Seu casamento estava sendo planejado sem o seu consentimento, sem que ela amasse o seu futuro esposo. E James parecia realmente completamente apaixonado por ela.

Assim a história vai se desenrolando e ficamos cada vez mais grudados nas páginas de Abigail Reynolds para saber como será que os dois conseguiram ficar juntos, pois isso nós sabemos que acontecerá.

Nas Black Rocks, Sr. Darcy e Elizabeth Bennet mal conseguem disfarçar os sentimentos que nutrem um pelo outro. No romance de Austen, ainda são necessárias muitas páginas depois da viagem até Derbyshire para que os dois se acertem. Neste conto, a história de Anne e James Darcy, especialmente a de James, que conta sobre como os Darcys se apaixonam rápido e perdidamente por uma única mulher, contribuiu para que o orgulho e o preconceito fossem superados e Elizabeth e o Sr. Darcy pudessem planejar o seu futuro juntos. Essa história é daquelas que têm poucas páginas, mas dizem tudo. Perfeita do tamanho que foi escrita e altamente recomendada para quem ama uma boa história de amor.

 

 

 

Título: Os Darcys de Derbyshire
Autora: Abigail Reynolds
Tradução: Carolina Yonemoto
Editora: White Soup Press
Páginas: 85

 

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março 21, 2017

[RESENHA] A BELA E A ADORMECIDA, DE NEIL GAIMAN

Sinopse: “Uma rainha disposta a decidir o próprio futuro, e a princesa que precisa de resgate não é exatamente quem parece ser. Em uma sombria e fascinante história, as mais queridas heroínas dos contos de fadas são reinventadas de maneira brilhante por Neil Gaiman, em parceria com o ilustrador Chris Riddell. Em A Bela e a Adormecida, a história de Branca de Neve se entrelaça com a da Bela Adormecida em uma incrível releitura contemporânea, acompanhado das ilustrações de Chris Riddell.

Primeiro lugar na cobiçada lista dos mais vendidos do The New York Times, A Bela e Adormecida tem projeto gráfico sofisticado, edição em capa dura e sobrecapa com papel transparente. As ilustrações de miolo são em preto e branco, mas acompanhadas de pantone dourado que dão destaque a detalhes da trama.

No livro, uma jovem rainha é informada, na véspera de seu casamento, sobre uma estranha praga que assola as fronteiras do seu reino. Um sono mágico se espalhava pelo território vizinho e ameaçava os seus domínios. Na companhia de três anões, ela abandona o fino vestido da festa, pega sua espada e armadura e parte pelos túneis dos anões para o reino adormecido. Uma viagem repleta de ação e suspense, até uma estonteante descoberta.

Um dos maiores nomes da literatura de fantasia da atualidade, admirado por várias gerações de leitores em todo o mundo, Gaiman une-se a um dos mais premiados ilustradores britânicos para criar uma obra surpreendente, uma releitura atual das duas mais conhecidas princesas, repleta de magia e aventura capaz de hipnotizar o mais exigente dos leitores.” Fonte: Editora Rocco.

 

Lembro-me da polêmica em torno dessa publicação, na época de seu lançamento no Brasil, em 2015. Tratava-se de uma história para jovens com “beijo gay lésbico”! Um tremendo absurdo, segundo as mentes mais conservadoras e que muito provavelmente não dispuseram de alguns minutos do seu tempo para conhecer a história escrita por Gaiman, uma releitura dos contos de fadas Branca de Neve e os Sete Anões e A Bela Adormecida.   

O beijo polêmico.

 

Como em todos os seus livros, pelo menos os que eu li até o momento, A Bela e a Adormecida é uma história encantadoramente surpreendente. O autor usou de nosso conhecimento prévio sobre as protagonistas desses contos de fadas e transformou suas histórias em uma narrativa diferente, com suspense, magia e o mais importante: aqui não temos a figura do príncipe herói que precisa salvar a mocinha. Neste conto, as mulheres dominam a história.

“Existem escolhas, pensou ela quando já estava sentada ali por um tempo. Existem sempre escolhas.

Ela fez uma.”

 

Uma rainha, que nós rapidamente identificamos como sendo a Branca de Neve, está prestes a se casar, quando ouve sobre um feitiço que deixou toda uma cidade adormecida. Decide, então, trocar os preparativos de seu casamento pela missão de salvar aquelas pessoas, sobretudo uma jovem e bela adormecida. Mas as aparências muitas vezes enganam e a adormecida pode não ser verdadeiramente uma vítima nessa história.

A Bela e a Adormecida é uma história de leitura super rápida, dá para ler no caminho para o trabalho, horário de almoço ou pouco antes de dormir. Conta com ilustrações lindíssimas de Chris Riddell, que só enriquecem a história (mesmo em e-book). Para quem gosta de narrativas relacionadas aos contos de fadas, é uma ótima pedida. Neil Gaiman é sempre uma ótima pedida.

 

 

 

Título: A Bela e a Adormecida
Autor: Neil Gaiman
Tradução: Renata Pettengil
Editora: Rocco
Páginas: 72

 

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