julho 12, 2017

[RESENHA] UM COCHEIRO EM PARIS, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse: “Quando o duque de Belvoir teve que sair às pressas da casa de Juliette Drouet, a amante de Victor Hugo, para não ser pego em flagrante pelo próprio escritor, sua única alternativa foi dirigir a própria carruagem pelas vielas de Paris. O que ele não esperava, contudo, era que tivesse que socorrer uma dama que acabara de chegar à cidade. A carruagem do Hôtel de Ville, que fora buscá-la no porto, havia quebrado um eixo e ele passava no exato momento do acidente. Não teve alternativa senão esconder a sua identidade, pois a jovem estava acompanhada justamente da ordinária baronesa viúva de Patchetts, uma antiga vizinha do duque seu pai, no Norte da Inglaterra. Tudo o que ele — o duque inglês bastardo — não podia, naquele momento, era ser reconhecido. Assim, apresentou-se como o cocheiro do conde Filippo Raspail e prestou socorro às damas.

Fruto da relação de um poderoso duque inglês, que não tivera filhos no casamento, com uma cortesã francesa, Belvoir — assumido pelo pai — vivia uma vida desregrada em Paris. Embora na juventude tivesse tido certa proteção moral por parte dos amigos, o duque de Prudhoe e o conde de Northumberland, sofrera muita rejeição da aristocracia britânica, sendo chamado de ‘lorde bastardo’. Por isso, tinha convicção absoluta de que nunca se casaria com a filha de nenhum deles. Belvoir só não contava que Harriet Neville, a lady que socorrera, se apaixonaria de verdade por ele, mesmo achando que fosse um humilde cocheiro.”

 

Um Cocheiro em Paris é o terceiro livro da série independente O Quarteto do Norte, de Chirlei Wandekoken, publicado pela Pedrazul Editora. Aqui, temos a história de um simples cocheiro e de uma dama, que se apaixonam contrariando todas as expectativas da sociedade.

O simples cocheiro na verdade, nós logo descobrimos, é Oliver Ashlie Stanhope, o duque de Belvoir. Ele vivia uma aventura com ninguém menos que a amante de Victor Hugo e no meio da noite teve de sair às pressas do quarto da mulher, pois o escritor, por pouco, não os pegara em flagrante.

Chegando à sua carruagem, Belvoir percebe que o cocheiro havia sumido, de forma que resolve, ele próprio, conduzir o veículo. Um pouco à frente, um acidente travava o caminho e ele resolve ajudar os feridos, desalinhado como estava.

Entre os feridos estavam a velha baronesa de Patchetts e Harriet Neville, esta última, a prima prometida em casamento ao conde de Northumberland via acordo familiar, amplamente discutido em A Estrangeira.

A baronesa, histérica, ordena que o maldito cocheiro, aquele bastardo, tirem-nas logo daquela confusão de carruagens quebradas. Belvoir as ajuda, assumindo ser um simples cocheiro, e fica encantado com a doçura de Harriet, que corresponde.

Harriet Neville, embora prometida ao primo, jamais pensara em se casar com ele. Inclusive, soube que ele estaria fortemente envolvido com a tal estrangeira, a miss Schumacher. Ela achava melhor assim. Era uma jovem fora dos padrões físicos impostos pela sociedade, tinha formas voluptuosas e era complexada pelo tamanho dos seios, bastante fartos. Belvoir adorava-a também por ser assim, uma moça que não era bela como as mais belas da sociedade, como fora sua mãe, uma mulher promíscua na juventude.

Um Cocheiro em Paris é menos picante que A Ama Inglesa, mas sua história é igualmente linda e tem seus toques de sensualidade. Em meio a casamentos por interesse e arranjos matrimoniais selados na infância, esta novela mostra que um amor verdadeiro pode nascer na situação mais improvável.

 

 

 

Título: Um Cocheiro em Paris (O Quarteto do Norte, livro 3)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 86

 

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julho 10, 2017

[RESENHA] A AMA INGLESA, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse:  “Desde pequena, a menina Leonora se perguntava por que sua mãe sabia ler e escrever em dois idiomas e o pai sequer sabia ler em um deles. Instruída pela mãe francesa, a filha de um simples cuidador de cavalos muito cedo se vê sozinha no mundo, à mercê de uma tia autoritária e de um padrasto violador. Um encontro na infância provoca uma reviravolta em sua vida e ela vai trabalhar como ama da duquesa viúva de Pudhoe, uma dama autoritária, mas que a respeitava. Entretanto, quando lady Muriel Browne chega de Londres para passar uma temporada em Pudhoe Castle, no Norte da Inglaterra, tudo à sua volta muda. Leonora começa a ser destratada pela duquesa e até pelos outros servos, até então seu amigos.

Numa noite gelada em Newcastle, sem ter para onde ir, ela acaba se abrigando no celeiro, aconchegada à vaca da duquesa, para não morrer de frio. Ali ela é acordada brutalmente pelo capataz da propriedade e amparada por aquele cuja imagem permeara seus pensamentos durante cinco longos anos, o poderoso duque de Pudhoe, conhecido em toda a Europa por Lorde Perverso. Mas Leonora não o via assim. Pelo contrário. Achara-o caridoso. Afinal, se não fosse por ele, certamente não teria sobrevivido àquela noite.”

 

A Ama Inglesa é uma novela de época e o segundo volume da série independente O Quarteto do Norte, da escritora Chirlei Wandekoken. Quem leu A Estrangeira pode estranhar, a princípio, a linha narrativa dos outros livros do quarteto. Isso porque o primeiro livro é histórico, inspirado na Batalha de Otterbourne e consumiu vários anos de pesquisa para ser escrito. Nos outros três livros, Chirlei quis dar voz aos personagens secundários de A Estrangeira não focando, portanto, no contexto histórico. Foram estilos diferentes adotados pela autora, mas que não comprometeu em nada a qualidade das histórias.

 

Importante: Você sabe a diferença entre Clássico, Romance de Época e Romance Histórico?, por Mara Sop.

 

A Ama Inglesa é um verdadeiro conto de fadas para adultos. Trata-se de um livro com um apelo bem sensual, verdadeiramente picante. A mocinha, Leonora, amargou momentos de tristeza e abandono afetivo por ter sido posta, após o falecimento dos seus pais, aos cuidados de uma tia que não a amava. Seu consolo era a velha amiga Mary Ponsonby e Arthur Pearl Clifford, por quem era apaixonada desde os 13 anos. Era um amor impossível, pois Arthur em breve se tornaria o duque de Prudhoe.

Arthur ficou bastante tempo afastado de Prudhoe Castle. Passaram-se 1825 dias, para ser bem exata, até os caminhos dos dois se cruzarem novamente, com Leonora em apuros dormindo no celeiro de Prudhoe Castle. O duque era conhecido como lorde perverso, mas ele não o era. Leonora sabia disso. E ele a amava, embora um segredo do passado os impedisse de ficarem juntos.

Uma história de amor com todos os elementos que esperamos de uma boa narrativa do gênero. E com o plus da sensualidade que transborda das páginas do e-book! Um dos pontos positivos de A Ama Inglesa é a capacidade que a autora teve de, mesmo em uma história curta, promover tantas reviravoltas na vida dos personagens. A novela é envolvente e a escrita polida de Chirlei faz com que a leitura seja bem rápida. Se você leu A Estrangeira, certamente vai querer ler essa história. Se não leu, não se preocupe: tratando-se de uma série independente, mesmo que os livros mencionem os personagens do romance a experiência de leitura aqui e nas outras duas novelas é completa.

 

 

 

Título: A Ama Inglesa (O Quarteto do Norte, livro 2)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 119

 

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julho 04, 2017

[RESENHA] A ESTRANGEIRA, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse:  “Casamentos entre primos eram tradicionais entre duas nobres famílias inglesas. A aliança, que havia começado há muitos séculos a fim de fortalecer a família inglesa contra um clã escocês, agora incomodava o atual conde de Northumberland. Quando ele achava que este era seu maior problema, chega à casa do Lago Green, em Alnwick, a sobrinha de um falecido escudeiro de seu pai.

Na primeira metade do século XIX, na Prússia cheia de guerrilhas, uma jovem sem meios aceita se casar sem amor. Mas no dia do casamento algo terrível acontece. Forçada a viver em cativeiro, ela foge para a Inglaterra à procura de seus parentes. Porém, nada é como ela esperava. Não havia tia, nem tio e nem primos à sua espera. O encontro entre Eliza e o cavalheiro que herdara de seu antepassado, além do apelido, o ímpeto e a beleza, vai desenterrar antigos segredos, pois fala-se no condado que os membros do clã inglês, além de terem a estranha tradição de se casarem com primos, no passado casavam-se com seus próprios irmãos. Inspirado na Batalha real de Otterbourne, A Estrangeira, 340 páginas, narra duas histórias de amor que, embora separadas por 442 anos, se entrelaçam num verdadeiro turbilhão de emoção e mistério.”

 

A Estrangeira é o tipo de livro que você lê as últimas palavras, suspira, e tem vontade de ler tudo novamente no mesmo instante. Nesse romance histórico, Chirlei Wandekoken narra duas histórias que, embora separadas por séculos, são igualmente apaixonantes. É perceptível desde os primeiros parágrafos todo o zelo que a autora teve na escolha das palavras e na construção da história. Indiscutivelmente um livro super bem escrito, que não deve em nada se comparado a grandes livros de literatura inglesa.

Inicialmente, a narrativa se divide entre o presente, 1830, e o passado, 1388. Diferente do que acontece em algumas histórias que usam o recurso de vai e vem no tempo, aqui, os dramas envolvendo os Northumberland e os Douglas são instigantes da mesma forma. No passado ou no presente, os casamentos arranjados entre primos e as uniões à margem do permitido e esperado pela sociedade foram os combustíveis que alimentaram as histórias dos personagens.

A estrangeira é Eliza Schumacher, cujo o nome foi uma homenagem que Chirlei fez à sua bisavó, que também foi uma estrangeira, mas em terras brasileiras. A Eliza do livro saiu da Prússia, cidade de Leipzig, com destino à Inglaterra. Logo sabemos que ela guarda um segredo. Ou vários. Ela procura os tios John e Elizabeth, que residiam em uma cottage na propriedade de Alnwick Castle, domínio do nono conde de Northumberland. Chegando ao local, ela descobre que o tio havia falecido há pouco e que ninguém tinha notícisas de sua tia Elizabeth. Eliza, com pouquíssimos recursos, fica na cottage do tio e acaba protegida do conde, que nutria inestimável consideração pelo falecido John Baker.

 

“Foi quando lorde Hotspur a viu atravessando a rua. Ela e o cão. Os cabelos mal trançados, desgrenhados, caíam sobre os ombros e eram jogados no rosto pelo vento. Ela sacudia para tirá-los de sua visão. Trazia uma cesta na mão, uma simplicidade desconcertante, coloridamente intrigante, diferente de tudo que ele já vira.” (p. 11)

 

442 anos antes, Sir Evans planejava o casamento de sua filha, Mary Evans, com o conde de Douglas, mas ela já estaria irremediavelmente apaixonada por Henry Northumberland, filho do primeiro conde de Northumberland, e conhecido por seu vigor na guerra e nas paixões. O amor proibido por diversas razões alimentaria ainda mais o ódio ancestral que ao mesmo tempo unia e separava os Northumberland e os Douglas.

 

“Protegida atrás de uma moita de urzes, Mary Evans o viu chegar montado no mais bonito alazão que já tinha visto na vida. O animal brilhava de suor e o cavaleiro reluzia disposição e firmeza. Inicialmente, ela se assustou com a valentia que viu naqueles olhos verdes escuros, mas acabou seduzida pelo poder que emanava dele – uma força que se agigantava na robustez da montaria – e que, ao apear, somente aumentou sua exuberância, tão alto que era.” (p. 38)

 

“Nada podia ser como antes, algo mudara repentinamente, mas de maneira indelével; e seus planos tomaram outro rumo. Como podia se casar com o conde de Douglas se o cavalheiro do rio não lhe saía da mente?” (p. 57)

 

Até aqui contei apenas o comecinho das duas histórias, mas muita coisa (muita mesmo!) acontece em A Estrangeira. Trata-se de um romance riquíssimo, com muitas reviravoltas e muitos detalhes, mas nenhum deles fica solto. Achei bem bacana cada capítulo começar com uma citação e as notas de rodapé, tradicionais nas edições da Pedrazul, enriqueceram ainda mais a leitura. Foi ótimo a autora ter escrito as outras três novelas que compõem O Quarteto do Norte! Tendo terminado de ler o último livro, Fronteira da Paz, antes de terminar A Estrangeira, fiquei relembrando os detalhes das histórias e dos personagens. Só posso dizer que esses livros me deixaram com o que chamam de ressaca literária: seus personagens continuaram em meu pensamento por dias e ganharam lugar cativo em meu coração.

 

 

Título: A Estrangeira (O Quarteto do Norte, livro 1)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 344

 

 

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