janeiro 21, 2020

[RESENHA] FRANTUMAGLIA: UM RETRATO ESCRITO DE ELENA FERRANTE

Sinopse: Cartas, entrevistas e trechos inéditos oferecem visão única de uma das maiores escritoras da atualidade.

Elena Ferrante, voz extraordinária que provocou grande comoção na literatura contemporânea, tornou-se um fenômeno mundial. O sucesso de crítica e de público se reflete em artigos publicados em importantes jornais e revistas, como The New York Times, The New Yorker e The Paris Review. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?

Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.

Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância da frantumaglia para seu processo criativo, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para o processo criativo. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.

Frantumaglia é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.”

 

 

Leia outros textos sobre livros de Elena Ferrante clicando aqui.

 

Frantumaglia foi o primeiro livro que li neste ano, ainda extasiada por ter lido em 2019 todos os romances de Elena Ferrante lançados em português (até o momento). Foi uma boa escolha, ter lido a ficção dela primeiro, pois Frantumaglia retoma e discute vários aspectos desses livros, além de traçar um retrato da autora.

Este foi um dos poucos livros de “autoensaio”, se é que posso nomeá-lo assim de forma geral, que me fez ficar por dias e dias pensando não só em Elena Ferrante e como ela é maravilhosa, mas também no que eu faço ou penso fazer quando digo que escrevo e divulgo literatura. Elena Ferrante, para quem ainda não leu (L E I A  A G O R A  M E S M O), tem esse poder de nos mostrar aquilo que não entendemos sobre nós mesmos. O modo como ela lida com a própria escolha de não aparecer, de ser “o nome que assina os livros e só”, é inspirador quando penso no tempo precioso que passamos nos “divulgando” nas redes sociais. Será que isso é realmente importante? Isso é divulgar literatura? Será que o prazer da leitura não fica perdido no meio desses algoritmos todos que lutamos para entender e desses seguidores que lutamos para conseguir? Mesmo com a fama enorme que a escritora italiana alcançou, ela ainda prefere a paz de poder escrever sempre e de publicar quando o texto lhe parece adequado para isso. Qualquer pessoa que leia Frantumaglia vai entender e respeitar essa escolha de Ferrante de falar através de seus livros, sem ter de ser o escritor-personagem que a nossa sociedade cismou que precisa e exige (e algumas editoras também). A autora, entretanto, deixa bem claro que essa foi uma escolha dela, para ela que tivesse mais liberdade para escrever. Não que esse seja o único caminho possível para se fazer literatura, mas foi o melhor caminho para E L A. Se Ferrante tivesse de dar as caras e mostrar quem é a mulher por traz do pseudônimo (sim, neste livro — e em todos os outros — fica bem claro que Elena Ferrante é uma mulher), ela não publicaria mais nada.

Eu fechei o livro e fiquei pensando como uma senhora lá da Itália pôde falar tanto comigo, me dar conselhos que eu nem sabia que precisava. Cá pra nós, passei muito tempo tentando ser uma “blogueira literária”, daquelas com parcerias com mil editoras e autores, mas eu nem tenho esse perfil. Obviamente não sou contra parcerias, mas não funciona para mim se eu tiver de ler algo que não quero ou tenha um prazo rígido para ler um livro e fazer resenha dele. Nada deve comprometer o meu (o seu, o nosso!) prazer em ler. Eu tenho esse blog e uma estante cheia de livros. Não preciso sofrer por nada além de não ter tempo para ler e reler todos o livros que eu já tenho. [Fim do parágrafo de divagação]

Frantumaglia é um verdadeiro presente para os leitores de Elena Ferrante. Tive pena por todas as entrevistas em que os jornalistas direcionaram as perguntas para a questão da “verdadeira identidade” da autora. Certamente perderam a oportunidade de perguntar algo mais relevante. Gostei de saber sobre as escritoras que ela gosta (e que vou ler), dentre elas a nossa Clarice Lispector. Não sei vocês, mas eu não preciso de uma foto de Elena Ferrante. Eu já sei quem ela é. Ferrante está em seus livros e ainda nos deu uma bela fotografia sua chamada Frantumaglia.

 

“Minha mãe me deixou um vocábulo do seu dialeto que ela usava para dizer como se sentia quando era puxada para um lado e para o outro por impressões contraditórias que a dilaceravam. Dizia que tinha dentro de si uma ‘frantumaglia’. A frantumaglia a deprimia. Às vezes, causava-lhe tonteira, um gosto de ferro na boca. Era a palavra para um mal-estar que não podia ser definido de outra maneira, remetia a um monte de coisas heterogêneas na cabeça, detritos em uma água lamacenta do cérebro. A frantumaglia era misteriosa, causava atos misteriosos, estava na raiz de todos os sofrimentos que não podiam ser atribuídos a uma razão única e evidente. A frantumaglia, quando minha mãe não era mais jovem, a acordava no meio da noite, a induzia a falar sozinha e, depois, a se envegonhar do que fizera, sugeria alguns temas indecifráveis cantados a meia voz e que logo se extinguiam em um suspiro, empunhava-a para fora de casa de repente, abandonando o fogão aceso, o molho queimando na panela. Muitas vezes, também a fazia chorar, e essa palavra ficou na minha mente desde a infância para definir, sobretudo, os choros imprevistos e sem um motivo consciente. Lágrimas de frantumaglia.” (p. 105,106)

 

“O nome Elena Ferrante começa e acaba nas páginas de cada um dos seus livros. Veio com a escrita, ela deu-lhe uma identidade. Pode definir-se? Quem é Elena Ferrante, escritora?

Elena Ferrante? Treze letras, nem mais nem menos. A sua definição está toda contida nelas.” (p. 231 – em resposta à Isabel Lucas)

 

“Os autores, como tal, moram em seus livros. Ali se mostram com a máxima vontade. E os bons leitores sempre souberam disso.” (p. 353)

 

 

 

Título: Frantumaglia: Os caminhos de uma escritora

Autora: Elena Ferrante

Tradução: Marcello Lino

Editora: Intrínseca

Páginas: 416

Compre na Amazon: Frantumaglia.

fevereiro 28, 2019

[DIÁRIO] EM NÁPOLES COM ELENA FERRANTE: A AMIGA GENIAL

Sinopse: “A reclusa autora italiana que conquistou a crítica internacional tem sua série napolitana lançada no Brasil pela Biblioteca AzulAclamada pela crítica e pelo público, Elena Ferrante se tornou conhecida por escrever sobre questões íntimas com muita clareza, sem se expor para divulgar seus livros. Sua ficção parece apresentar traços autobiográficos, mas não é possível identificar os pontos comuns entre sua vida e sua obra, uma vez que a escritora se recusa a comentar sua intimidade.A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história de duas amigas ao longo de suas vidas. O primeiro, A amiga genial, é narrado pela personagem Elena Greco e cobre da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela.As duas se unem, competem, brigam, fazem planos. Em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo o medo constante, as meninas sonham com um futuro melhor. Ir embora, conhecer o mundo, escrever livros. Os estudos parecem a melhor opção para que as duas não terminem como suas mães entristecidas pela pobreza, cansadas, cheias de filhos. No entanto, quando as duas terminam a quinta série, a família Greco decide apoiar os estudos de Elena, enquanto os Cerrulo não investem na educação de Raffaella. As duas seguem caminhos diferentes. Elena se dedica à escola e Raffaella se une ao irmão Rino para convencer seu pai a modernizar sua loja. Com a chegada da adolescência, as duas começam a chamar a atenção dos rapazes da vizinhança. Outras preocupações tornam-se parte da rotina: ser reconhecida pela beleza, conseguir um namorado, manter-se virgem até encontrar um bom candidato a marido.Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor.”

 

Há até bem pouco tempo o nome Elena Ferrante não dizia muita coisa para mim. Sabia que se tratava de uma autora que eu talvez leria, talvez não, mas eu não fazia ideia da febre que envolvia essa escritora e sua tetralogia (veja a hashtag #ferrantefever), menos ainda que ela (ou talvez ele, duvido, mas há a possibilidade) era uma escritora reclusa e que já fizeram até uma “séria” investigação para saber quem é, realmente, Elena Ferrante.

 

Saiba mais: A verdade sobre o caso Elena Ferrante, por El País.

Leia também: Uma noite na praia, de Elena Ferrante.

 

Com a série da HBO, My Brilliant Friend, exibida no final do ano passado, o nome Elena Ferrante voltou a circular pela internet e eu fiquei encantada com as personagens principais, Lila e Lenu, e também por todo aquele contexto pós Segunda Guerra Mundial, em uma Nápoles não tão glamurosa quanto a que nos vem em mente quando ouvimos falar desse lugar. A tetralogia napolitana conta a história de gente comum, de uma periferia violenta de uma Itália que estava engatinhando para uma realidade mais pacífica, seja lá o que isso queira dizer na prática.

Tentei não assistir aos episódios, mas as reprises em horário vespertino quando eu estava de férias foram tentação demais para que eu pudesse resistir. Tentei não ver com tanta regularidade, deixei de ver a série após a fase da passagem da infância para a adolescência, com medo de que pudesse prejudicar a minha leitura, mas A Amiga Genial (Biblioteca Azul, 2015) prende tanto, mais tanto MESMO, que a única ressalva que eu faço para quem ainda estiver vivendo o dilema “leio primeiro ou assisto” é de que a série é muito fiel ao primeiro livro, então pode ser um incômodo (para mim, não foi) ler quase exatamente o que assistiu. É como assistir a série Pride and Prejudice (BBC 1995) e só depois ler Orgulho e Preconceito. A parte uma cena ou outra, o livro está todo ali na tela, dividido em episódios.

A Amiga Genial começa com Lenu já mais velha, recebendo a notícia de que sua amiga Lila teria simplesmente desaparecido, sem deixar qualquer vestígio de sua existência. Não havia roupas, sapatos e até as fotos em que ela figurava foram cortadas. Com raiva, Lenu decide dar o troco: Lila podia tentar, mas não ia desaparecer facilmente. Ela escreveria a história da amiga, delas duas, com todos os detalhes de que se lembrava.

 

Elisa del Genio como “Lenu” e Ludovica Nasti como “Lila” em “My Brilliant Friend” (HBO, 2018).

 

“Como sempre Lila exagerou, pensei.

Estava extrapolando o conceito de vestígio. Queria não só desaparecer, mas também apagar toda a vida que deixara para trás.

Fiquei muito irritada.

Vamos ver quem ganha desta vez, disse a mim mesma. Liguei o computador e comecei a escrever cada detalhe de nossa história, tudo o que me ficou na memória.” (p. 17)

 

A partir daí, Lenu e nós, leitores, viajamos no tempo, para a periferia de Nápoles dos anos 1950, quando ela e Lila eram crianças. Toda a história é narrada por Lenu, Elena Greco, e o primeiro livro mostra a infância e adolescência das duas.

 

“ Na época já havia algo que me impedia de abandoná-la. Não a conhecia bem, nunca tínhamos trocado uma palavra, mesmo competindo continuamente entre nós, na classe e fora dela. Mas eu sentia confusamente que, se tivesse fugido com as outras meninas, lhe teria deixado algo de meu que ela nunca mais me devolveria.” (p.26)

 

A Amiga Genial é um livro com poucos diálogos, tendo em vista o tamanho. Longe de ser cansativo, pelo contrário, por toda a leitura me senti como se estivesse ouvindo uma senhora contar suas alegrias e tristezas para mim. Elena Ferrante é extremamente detalhista, mas sua escrita é cirúrgica: embora os quatro livros da série somem mais de mil e setecentas páginas (!) até o momento (estou na metade do segundo livro) a leitura está fluindo muito bem. Falando bem claramente, estou devorando os livros e dói ter de parar de ler para fazer qualquer outra coisa.

Esse livro toca em temas bastante delicados ao público feminino, pois aqui as mulheres são protetoras e cruéis na mesma medida. Lila e Lenu são amigas, mas além do carinho e da admiração entre as duas, há uma rivalidade pesadíssima. Como o livro é narrado pela Lenu, que tem uma relação distante e de asco com a mãe dela, o “ser mulher desde pequena” é uma das nuances mais fortes dessa primeira parte da série e também o que mais me chamou a atenção, obviamente.

 

Margherita Mazzucco como “Lenu” e Gaia Girace como “Lila” em “My Brilliant Friend” (HBO, 2018).

 

“Lila é mais bonita que eu. Então eu era a segunda em tudo. E torci para que ninguém jamais percebesse.” (p. 45)

 

 

Do livro à tela, por trás das câmeras da adaptação da HBO:

 

Eu não saberia resumir essa história ou apontar tudo o que ela tem de maravilhoso com apenas uma única leitura, em um único texto. O que posso dizer é que Elena Ferrante virou quase uma obsessão literária para mim, quero ler todos os seus livros, aprender com a sua escrita limpa e profunda, e me reconhecer nos pontos fortes e nas fraquezas de suas personagens, porque isso é inevitável.

 

“ ‘Sabe o que é a plebe, Greco?’

‘Sei: a plebe, os tribunos da plebe, os Graco.’

‘A plebe é uma coisa muito feia.’

‘Sim.’

‘E se alguém quer continuar sendo plebe, ele, seus filhos e os filhos de seus filhos não serão dignos de nada. Deixe Cerullo pra lá e pense em você.’” (p. 65)

 

Resguardadas as devidas proporções entre ficção x realidade, Brasil x Itália etc., eu me vi muito em A Amiga Genial. Diria até que eu sou Lenu e tenho minha própria Lila, a quem eu amo, mas já invejei muito e ainda invejo por ela ser, para mim, perfeita em tudo. Até ler esse livro eu pensava que existia um limite rígido entre admiração e inveja, mas talvez eu tenha sido manipulada pelo maniqueísmo comum da nossa sociedade. No mais, preciso continuar em Nápoles com Elena Ferrante para saber como termina essa história.

 

“Temia que lhe acontecessem coisas, boas ou ruins, sem que eu estivesse presente. Era um temor antigo, um temor que eu nunca superara: o medo de que, perdendo partes de sua vida, a minha perdesse intensidade e centralidade.” (p. 207)

 

Um trecho de uma cena corrida, mas que eu considero como um dos mais brilhantes do livro A Amiga Genial é o que eu reproduzo abaixo. Antes de explicar o porquê, já aviso que não é spoiler o que eu vou dizer, pois é algo que o leitor vai projetando logo no começo da história e aqui, como em muitos outros livros, o conceito de spoiler é discutível. A tetralogia napolitana definitivamente não é um thriller com diversos pontos de virada etc., que teria a leitura prejudicada com revelações da trama. Ele nos tira o fôlego por outros motivos, mesmo o enredo sendo um pouco previsível em algumas partes. Enfim, quando todos pensamos que Lila é a amiga genial, pois ela é extraordinária em sua rebeldia e em sua facilidade de aprendizado, ela diz para Lenu “ei, você é minha genial”. Essa fala da Lila, quer o leitor ou Lenu aceite, quer não, mina aquela chata dicotomia boa e má, sensata e passional etc., ou até questionamentos mais simplórios que acabam por roubar a cena do que é realmente importante para a história, como em Dom Casmurro, de Machado de Assis, com o insistente questionamento Capitu traiu ou não traiu Bentinho?

Quando Lila diz que Lenu é a amiga genial a gente se dá conta de que é mesmo, aquilo é verdade. As duas são geniais, cada qual a seu modo. Se eu já não estivesse perdidamente apaixonada pela Elena Ferrante, ela me ganharia definitivamente com essa cena.

“ ‘Qualquer coisa que aconteça, continue estudando.’

‘Mais dois anos: depois pego o diploma e terminou.’

‘Não, não termine nunca: eu lhe dou dinheiro, você precisa estudar sempre.’

Dei um risinho nervoso e disse:

‘Obrigada, mas a certa altura a escola termina.’

‘Não para você: você é minha amiga genial, precisa se tornar a melhor de todos, homens e mulheres.’” (p. 312)

 

Sobre a pobreza, sobre não pertencer ou não querer pertencer ou continuar na pobreza, o trecho a seguir também é marcante:

“O que era a plebe eu soube naquele momento, e com muito mais clareza do que quando, anos antes, Oliviero me fizera aquela pergunta. A plebe éramos nós. A plebe era aquela disputa por comida misturada a vinho, aquela briga por quem era servido antes e melhor, aquele pavimento imundo sobre o qual garçons iam e vinham, aqueles brindes cada vez mais vulgares. A plebe era minha mãe, que tinha bebido e agora se deixava levar com as costas contra o ombro de meu pai, e ria de boca escancarada às alusões sexuais do comerciante de metais. Todos riam, inclusive Lila, com o ar de quem tinha um papel e o desempenharia até o fundo.” (p. 330)

 

Por hora, sigo com a leitura de A História do Novo Sobrenome, segundo livro da tetralogia, que retoma a história de onde A Amiga Genial parou, com o mesmo poder de nos prender às páginas como o seu antecessor. Na lista de desejados, alguns livros citados em A Amiga Genial: Mulherzinhas; Três homens num barco; Bruges, a morta; Os irmãos Karamazov; dentre outros títulos e autores. Leiam tudo, leiam Elena Ferrante e me chamem para um café para conversarmos sobre essa autora maravilhosa.

 

 

Veja o trailer da série My Brilliant Friend (legendado):

 

Título: A Amiga Genial

Autora: Elena Ferrante

Tradução: Maurício Santana Dias

Editora: Biblioteca Azul

Páginas: 336

Compre na Amazon: A Amiga Genial.

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