março 05, 2019

[LANÇAMENTO] GRANDES OBRAS DE JANE AUSTEN, BOX 2 NOVA FRONTEIRA

Sinopse: “Poucos romancistas conseguiram transmitir as sutilezas e nuances de seu próprio meio social com a inteligência e a perspicácia de Jane Austen. Uma das principais romancistas da literatura mundial, consagrou-se pela ironia presente em seus romances, repletos de diálogos afiados. Neste boxe estão reunidas três grandes obras da autora. “Mansfield Park” (1814) é considerado o romance mais ambicioso e profundo de Jane Austen. Em “Abadia de Northanger” (1818) é feita uma paródia ao romance gótico, muito em voga na Inglaterra na segunda metade do século XVIII. E “Persuasão” (1818), uma sátira da sociedade provinciana inglesa do início do século XIX, é considerado o mais maduro e bem-realizado romance da memorável carreira da escritora.”

 

Se você, assim como eu, comprou o box/caixa Grandes obras de Jane Austen, incluindo os títulos Orgulho e Preconceito, Emma Razão e Sentimento, e estava esperando (e pedindo encarecidamente o box com as outras obras nas redes sociais da Nova Fronteira) já pode começar a guardar as moedinhas de troco do pão! comemorar! A Nova Fronteira está lançando o box 2, com os outros três romances consagrados e indispensáveis para quem quer ler Jane Austen: Mansfield Park, A Abadia de Northanger Persuasão. 

 

Adicione à sua lista de desejos (ou compre agora mesmo!): Box Grandes Obras de Jane Austen 2.

 

Capa do box e capas individuais dos livros “Mansfield Park”, “A Abadia de Northanger” e “Persuasão”.

 

 

 

Sobre a caixa lançada anteriormente, se você busca uma boa edição, que combine beleza e texto de qualidade, sugiro que considere comprar as edições da Nova Fronteira. Não é a única no Brasil que seja de qualidade, mas é uma das melhores. Prova disso é que eu tenho edições dos livros de Jane Austen de outras editoras e mesmo assim comprei o box 1 (e também vou comprar o 2, não me julguem!). Veja as informações do box/caixa 1 abaixo:

 

Sinopse: “Jane Austen foi uma das romancistas mais populares da literatura mundial. Publicados originalmente no século XIX, seus livros causam encantamento no público até hoje e já ganharam diversas adaptações no cinema e na TV. Neste boxe especial da Nova Fronteira, encontram-se as três obras mais importantes da carreira da escritora inglesa, com as renomadas traduções de Lucio Cardoso e Ivo Barroso. Orgulho e preconceito é uma comédia de costumes em que Jane Austen mostra os perigos do julgamento à primeira vista e evoca as amizades, fofocas e vaidades da classe média provinciana. Em Razão e sentimento, as irmãs Dashwood, após a morte do pai, terão que lidar com as convenções de uma sociedade extremamente rígida, em que sofrerão as desilusões e os desafios da busca pelo amor. Já Emma narra a história de uma menina linda, inteligente e rica que acredita que não precisa de envolvimentos amorosos. Porém, ao tentar resolver a vida romântica dos outros, a inexperiência e os erros de julgamento sobre as próprias emoções rendem a Emma muitas surpresas e decepções. Um boxe imperdível para os fãs de um bom romance.”

Compre na Amazon: Grandes Obras de Jane Austen – Caixa.

 

 

 

Se você nunca leu nada de Jane Austen, saiba que ela é o tipo de autora que muda a nossa percepção sobre os sentimentos e a vida em sociedade. Nunca mais fui a mesma depois que li Jane Austen pela primeira vez. Tenho o projeto de reler pelo menos dois de seus livros a cada ano, de tanto que gosto! Uma vez, olha só que orgulho, tive um texto meu publicado no site Minas Nerds sobre Jane Austen (quer ler? Clique aqui!), além de ter começado a colaborar com o saudoso blog Escritoras Inglesas a partir de uma resenha (que precisa ser refeita urgentemente) do livro Razão e Sensibilidade. Ainda, a tia Jane me ajudou a escrever Anne Emma, dois continhos fofinhos inspirados nos seus romances Persuasão Emma, respectivamente. Acho que você já entendeu que eu sou muito fã, não é?! Quero você também nesse clube, o clube das/dos Jainetes!

Importante: para quem não está habituado à leitura de romances clássicos não precisa ter receio: Jane Austen não tem um jeito de escrever rebuscado, com muito floreamento e palavras complicadas, embora tenha sutilezas que careçam de duas ou mais leituras para que possamos entender em profundidade. Escolha um romance, leia e depois me conta (sugiro não começar por Mansfield Park, mas se quiser, pode).

fevereiro 08, 2017

[RESENHA] PALÁCIO DAS ILUSÕES, FILME 1999

 

Mansfield Park, no Brasil traduzido como Palácio das Ilusões, é uma adaptação em filme do romance homônimo de Jane Austen, e também de algumas cartas que revelam dados sobre a biografia da autora e informações históricas da época. Foi uma produção da Miramax e da BBC filmes (EUA/Reino Unido), do ano de 1999.

Mesmo não sendo uma adaptação tão fiel ao livro, o roteiro de Patrícia Rozema foi muito acertado ao misturar Jane Austen e a personagem principal de Mansfield Park. Fanny Price (Frances O’Connor) passa de extremamente reservada a uma mulher vivaz e com grande imaginação para a escrita. Isso tornou a história mais ágil e atraente.

 

 

A história começa com a jovem Fanny deixando a pobreza da casa de seus pais em Portsmouth para viver no luxo com seus tios em Mansfield Park. Como sabemos, sua rotina na mansão não vai ser das mais fáceis, pois ela não é tratada como alguém da família, e sim com um objeto de caridade. Desta forma, sempre tem de ser útil, especialmente para a sua tia Norris e para a sonolenta tia Bertram. Na propriedade, contudo, tem acesso a livros e a uma educação refinada, que não seria possível junto a seus pais e irmãos. Edmund é o único membro da família a tratar a prima com sincero carinho e respeito. Alguns anos depois da chegada de Fanny, a rotina tediosa de Mansfield será abalada pela chegada dos irmãos Crawford. A partir daí, os sentimentos e as ações dos personagens ficarão confusos e nem Fanny, que no livro é praticamente inabalável, vai resistir a certas tentações e provações.

Algumas relações foram colocadas de acordo com o contexto da época (o livro é de 1814), o que foi muito positivo para a história. A questão dos escravos e a situação econômica da propriedade, por exemplo, explicam a viagem de negócios de Mr. Bertram. Seu interesse suspeito pela sobrinha pobre e que vive de favor em Mansfield é previsível pela posição social de ambos e pelo caráter de Mr. Bertram no filme.

Edmund (Jonny Lee Miller) demonstrou mais seus sentimentos por Fanny, em comparação ao livro, e isso torna a história mais agradável de assistir. Numa primeira leitura do romance pode ficar uma impressão de que ele não a ama como mulher e sim sempre a amou apenas como uma pessoa de sua família. Nesta adaptação a atração mal resolvida entre os dois fica mais evidente. Em defesa do livro, entretanto, temos a limitação da época em que foi escrito, além do estilo de Jane Austen, que deixava as situações no ar, sem dar detalhes mais quentes de seus personagens.

 

Mary Crawford (Embeth Davidtz) é bastante ousada nesta adaptação e seu irmão, Henry (Alessandro Nivola), é belo e sedutor. Fica claro e compreensível como eles conseguiram confundir os sentimentos de pessoas como Edmund e Fanny. Não ficou chato e insistente, pelo menos não a princípio.

 

Mansfield Park, ou Palácio das Ilusões, tem um roteiro muito bem amarrado, em que as histórias se encaixam perfeitamente. Até hoje é considerada uma das melhores adaptações de Mansfield Park, ainda que não tenha sido tão fiel ao romance de Jane Austen. A BBC fez uma nova adaptação, desta vez para a televisão, no ano de 2007, de forma mais fiel ao livro, contudo não foi feliz na escolha dos atores. Billie Piper (Rose Tyler, de Doctor Who) interpretou uma Fanny que nem os fãs mais amorosos conseguiram entender. Definitivamente ela não se encaixou naquilo que esperamos de uma Fanny Price. Frances O’Connor, mesmo tendo interpretado uma Fanny com toques de Jane Austen, ainda é a favorita de grande parte dos fãs de Mansfield Park.

 

Veja o trailer abaixo (em inglês):

 

Mais informações sobre a produção e o elenco aqui.

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

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