agosto 26, 2019

[RESENHA] NENHUM OLHAR, DE JOSÉ LUÍS PEIXOTO

Sinopse: “O cotidiano de uma vila rural do Alentejo é matéria para o aguçado olhar de José Luís Peixoto sobre o sofrimento humano. Os amores, as traições, a violência, as mortes e o luto atravessam o dia a dia dos personagens, que ganham voz nos múltiplos narradores, aproximando o leitor de sentimentos muito vivos. A cozinheira, o serralheiro, o pastor: eis a história de duas gerações, no livro vencedor do Prêmio José Saramago, que colocou Peixoto entre os mais importantes escritores contemporâneos. No espaço de um ano, entre 2000 e 2001, o autor lançou Morreste-me, este Nenhum olhar e A criança em ruínas. Entre poesia, memória, narração e ficção, em diferentes doses em cada volume, esse trio parece anunciar temas, olhares, formas de expressão e espaços que, com mais ou menos evidência, viriam a surgir na sua obra. Essa espécie de trilogia na obra de José Luís Peixoto atravessa gêneros e funda não só uma literatura, mas um universo. Agora, com esta reedição de Nenhum olhar, as três estreias do autor estão finalmente reunidas no Brasil. “Não é só ao emprestar poesia para a alma bruta dos personagens às voltas com a morte, o adultério, a ideia de família, que Nenhum olhar dribla o realismo cru. Surge, neste romance tecido por variados pontos de vista, a potência imaginativa de José Luís Peixoto que mistura com simplicidades cotidianas um homem com mais de cento e cinquenta anos, um gigante, o demônio, uma cadela que acompanha duas gerações da família, uma voz presa em uma arca e uma galeria de personagens inusitados que podem ser lidos como metáforas, ou como parte de uma realidade que nos escapa.” Reginaldo Pujol Filho.”

 

Quando terminei de ler Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez, eu fiquei um bom tempo pensando: como é que esse livro, de realismo mágico, com personagens tão incomuns e acontecimentos tão desconectados da minha realidade pode dizer exatamente uma coisa que eu sinto e não sabia que sentia antes de ler? Pode parecer estranho começar a falar de Nenhum Olhar, do escritor português José Luís Peixoto, evocando outra leitura, que fiz há muito mais tempo, de um escritor colombiano. Pode parecer, mas não é. Só confirma um dos vários poderes que a literatura tem: nos transportar a outro lugar, outro tempo e nos permitir, com isso, olhar para dentro de nós mesmos.

Nenhum Olhar (e também Morreste-me e A criança em ruínas) preciso dizer, fazem parte da belíssima Coleção Gira, da editora Dublinense, com curadoria de Reginaldo Pujol Filho, dedicada às escritas contemporâneas em português não brasileiro, pois a língua portuguesa não é uma pátria, é um universo que guarda as mais variadas expressões.

 

“Tem aquela frase de Proust que talvez já comece a se tornar um lugar-comum: ‘Os mais belos livros são escritos em uma espécie de língua estrangeira’. O escritor, esse deslocado, inadequado, como criador de uma língua própria, única. Lugar-comum ou não, é uma afirmação precisa. E sempre me vem à mente quando penso sobre ler autores de língua portuguesa não brasileiros. Parece que na leitura de José Luís Peixoto essa descoberta de outra língua na minha se torna mais evidente e estranha. Perceber que, com o mesmo dicionário e a mesma gramática, se faz outra língua. E este prazer (que encontro não só em Peixoto) me move a ler a produção contemporânea de outros países que têm o português como idioma. Prazer que agora virou missão: a partir deste Morreste-me, junto com a Dublinense, vou dividir com você o prazer de ler autores de Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé, Cabo Verde e Guiné.” (Reginaldo Pujol Filho no livro Morreste-me, de José Luís Peixoto)

 

Nenhum Olhar é, sem dúvida, um dos melhores livros que eu li na vida. Vencedor do Prêmio Saramago em 2001, é um livro que não se pode resumir, apenas pincelar alguns trechos e características mais marcantes, porque não se resume poesia, não se resume sentimento. Nenhum Olhar é o que comumente chamamos de prosa poética, como se a poesia só pudesse existir dissociada da prosa, e vice versa. Aqui a gente percebe que o texto pode ser tudo isso ou outra coisa, não há limite ou termo técnico que defina plenamente este livro.

Vários narradores nos conduzem entre as histórias sobre a vida em uma pequena vila rural do Alentejo. Neste lugar, o real coabita com o fantástico para mostrar o que temos de mais humano: o amor, força e fraqueza, a solidão e o luto, dentre tantas outras coisas com as quais somos atravessados ao longo da vida. Os personagens não poderiam ser os mais incomuns: um demônio, um gigante, a cadela que vive além do normal, uma voz presa dentro da arca, um homem com mais de 150 anos, uma prostituta cega, uma cozinheira… Gosto do que Reginaldo Pujol Filho diz na orelha deste livro: “uma galeria de personagens inusitados que podem ser lidos como metáforas, ou como parte de uma realidade que nos escapa”.

Nenhum Olhar é um livro que continua comigo, mesmo depois de passados vários dias desde que li a última página. Gosto de tê-lo por perto, reler alguns trechos, mergulhar novamente em suas páginas. São personagens que, sinto, viverão para sempre comigo. Espero que eles possam, também, encontrar cada vez mais leitores.

 

“Penso: os homens são ovelhas que não dormem, são ovelhas que são lobos por dentro.” (p. 10)

 

“Essa voz abafada falava solene como se estivesse a ler uma epopeia de um livro, disse: talvez os homens existam e sejam, e talvez para isso não haja qualquer explicação; talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique.” (p. 27)

 

“Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros.” (p. 29)

 

“Ainda que o peso do meu peito seja custoso, qual é o peso de um abismo?” (p. 38)

 

“Mesmo que seja para sofrer sofrer, tenho de ir ao encontro daquilo que serei, por ter sido isto e não poder fugir, não poder fugir de me tornar alguma coisa.” (p. 38)

 

“Penso: talvez haja uma luz dentro dos homens, talvez uma claridade, talvez os homens não sejam feitos de escuridão, talvez as certezas sejam uma aragem dentro dos homens e talvez os homens sejam as certezas que possuem.” (p. 50)

 

“Penso: um homem é um dia, um homem é o sol durante um dia. E é preciso continuar.” (p. 113)

 

“Penso: sempre e nunca mais são o mesmo lugar.” (p. 115)

 

“E, de repente, a voz que está fechada dentro de uma arca disse: o vento passa e permanece nas folhas que ainda tremem depois dele; nenhum homem pode deter o vento, porque todos os homens são uma parte do vento.” (p. 136)

 

“Penso: o lugar dos homens é uma linha traçada entre o desespero e o silêncio.” (p. 179)

 

“Penso: chega devagar, mas vem; aproxima-se e será um dia infinito, uma noite eterna, um instante parado que não será um instante; e os assuntos grandes serão menores que os mais ridículos, e os assuntos maiores serão ainda maiores porque serão únicos. Penso: é hoje.” (p. 215)

 

“Não tenho medo das palavras. Vê como digo morte: morte morte morte morte morte. Repito-a assim e roubo-lhe o sentido. Roubo morte à morte. Roubo trevas e solidão. Morte morte morte morte morte. Não tenho medo das palavras. Torno a ver os teus olhos diante dos meus, manhã, e quero que esta seja a nosso última palavra: amor.” (p. 217, 218)

 

 

Sobre o autor: José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prêmio Literário José Saramago ao romance Nenhum olhar. Em 2007, Cemitério de pianos recebeu o Prêmio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado na Espanha. Com Livro, venceu o Prêmio Libro d’Europa, atribuído na Itália ao melhor romance europeu do ano anterior. Em 2016, Galveias foi o vencedor do Prêmio Oceanos (Fonte: Editora Dublinense).

 

 

Título: Nenhum Olhar

Autor: José Luís Peixoto

Editora: Dublinense

Páginas: 224

Compre na Amazon ou no site da Dublinense (dá uma olhada neste kit com três livros do JLP, clique aqui)!

agosto 22, 2019

[DIÁRIO] SERTÃO, SELVA E LETRA: EUCLIDES DA CUNHA EM ATRAVESSAMENTOS, DE ANABELLE LOIVOS CONSIDERA

Sinopse: Após “Euclides da Cunha – da face de um tapuia”, biografia atualizada e acessível aos principiantes na leitura desse autor, Anabelle Loivos Considera surpreende com esta obra, conjunto de ensaios que ultrapassa os limites do discurso euclidiano.

Com profundo conhecimento do assunto, rigorosa e rica pesquisa bibliográfica e análise do interdiscurso dos textos de e sobre Euclides, o estilo de Anabelle Considera – misto de paixão pelo tema, poesia e certa dose de ironia – introduz o leitor em uma reflexão sobre a tese de Gumplowickz presente em “Os sertões”; passa pela cultura popular brasileira e a carnavalização nessa obra; envereda pela selva e na prática de uma “ecoleitura” da Amazônia euclidiana, relatando um projeto efetuado com alunos do ensino fundamental e médio, sobre a dicção ecopolítica do autor, de cujos textos brotou uma “ecopedagogia”.

Essa incursão se prolonga em “intertextos errantes” de um Euclides presente e plural; passeia pela rua do Ouvidor, em cujos cafés sempre fervilhou a resistência dos intelectuais cariocas, retomando a interessante história desse logradouro; resgata as memórias de Sinzig, franciscano alemão enviado a Canudos logo após chegar ao Brasil; desemboca na paideia euclidiana e nas releituras do sebastianismo em “Os sertões”.

Para os que se lançam ao estudo da produção literária de Euclides da Cunha, escritor tão complexo e contestador, uma leitura indispensável.”

 

Euclides da Cunha foi o autor homenageado da Flip deste ano e a Eduff, na ocasião, lançou o livro Sertão, Selva e Letra: Euclides da Cunha em Atravessamentos, de Anabelle Loivos Considera, após a mesa de debates sobre a vida e a obra do homenageado, na Casa da Literatura da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Eu não estive presente no evento, infelizmente, mas a Eduff (parceira linda como é) me enviou um exemplar do livro e eu preciso dizer: QUE LIVRO!

Para início de conversa, preciso admitir que Os Sertões é um desafio que eu ainda não consegui encarar. Estudei o autor e a obra, mas não desbravei ainda, como leitora, a narrativa de Euclides da Cunha sobre a rebelião de Canudos. Algumas pessoas têm certa resistência em ler livros que podem dar alguns detalhes sobre o enredo de outro livro, mas acredito que em certos casos o conceito de spoiler é irrelevante. Certas obras, sobretudo os clássicos da literatura, são mais fáceis de serem compreendidos quando bucamos textos de apoio (e também vídeos, dá uma uma olhada abaixo!).

Sertão, Selva e Letra tem sido uma leitura com menos spoilers do que inicialmente pensei e que proporciona muito mais possibilidades de interpretação do texto de Euclides da Cunha. São oito artigos que podem ser lidos da forma que o leitor achar melhor, na ordem ou alternadamente, com prefácio de Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia – Davis (ver Literatura Fundamental, vídeo abaixo) e uma espécie de posfácio da autora, intitulado Sofro de euclidianamentos…, que nos mostra brevemente o amor e a dedicação de Anabelle por Euclides da Cunha e sua obra, desde bem cedo, uma vez que a autora é, como Euclides, da cidade de Cantagalo-RJ e viveu rodeada por imagens e referências a ele.

Um capítulo particularmente importante deste livro para mim é Ecoleitura da Amazônia euclidiana: praticando “letras verdes” na sala de aula. É uma forma de ler (e ensinar) Euclides da Cunha chamando a atenção para a ecologia, os ecossistemas e a preservação do meio ambiente, dentre outros aspectos, alguns bastante pioneiros tendo em vista a época de sua primeira publicação. É um assunto sempre importante e muito atual, especialmente no contexto político atual.

Sertão, Selva e Letra é leitura para degustar, aprender e muito refletir. Uma obra indispensável tanto para quem já leu Os Sertões, quando para aqueles que ainda irão desbravar a obra desse importante escritor brasileiro.

 

 

Sobre a autora – Anabelle Loivos Considera nasceu em Cantagalo, também cidade natal de Euclides. Licenciada em Letras pela Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, em 1994, concluiu o mestrado em Letras – Literatura Portuguesa, na UFF – Universidade Federal Fluminense, em 1999, e o doutorado também em Letras – Literatura Comparada, na mesma universidade, em 2005. É docente no ensino superior desde 2000; lecionou na Faculdade de Filosofia Santa Doroteia da Universidade Estácio de Sá e na Universidade Salgado de Oliveira, onde também ocupou o cargo de coordenadora do curso de Letras. Desde janeiro de 2007 é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Faculdade de Educação.

 

 

Sertão, selva e letra: Euclides da Cunha em atravessamentos
Autora: Anabelle Loivos Considera
Páginas: 296
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-228-1340-7
Editora: Eduff

Compre no site da Eduff, clicando aqui.

 

 

Para enriquecer ainda mais a leitura:

‘Os Sertões’ em 1 minuto:

 

Literatura Fundamental 20 – Os Sertões – Leopoldo Bernucci:

 

Documentário Os Sertões:

junho 27, 2019

[DIÁRIO] TECNOLOGIA E LEITURA: UMA COMBINAÇÃO QUE DÁ MATCH

 

Se você tem como hábito navegar nas redes sociais mais populares do momento, já deve ter percebido que, às quintas-feiras, acontece uma enxurrada de postagens com a hashtag #TBT. Para quem nunca viu, ou nem faz ideia do que se trata, #TBT é uma sigla para o inglês Throwback Thursday, algo como “traga de volta, quinta-feira!”, ou, ainda, de forma mais literal, “quinta-feira do retorno”. Trocando em miúdos: um saudosismo da e para a internet sobre eventos passados.

Por que eu estou falando sobre isso? Porque essa postagem é o meu super #TBT sobre dois eventos incríveis os quais eu tive a honra de ser convidada a participar e porque eu também sou extremamente saudosista.

 

 

O primeiro evento foi uma palestra que eu ministrei no IF Sudeste MG Campus Muriaé. Até hoje não acredito que uma coisa dessas aconteceu, mas, felizmente, tenho o banner acima e fotos (abaixo) para provar (inclusive, para mim!). Fui convidada pela equipe da Biblioteca do Campus Muriaé para conversar com os alunos sobre leitura aliada à tecnologia, ou seja, mostrar formas de aproveitar essas horas (sim, são HORAS!) que passamos online para criar um hábito de leitura, ou fortalecê-lo.

Até o dia deste evento eu tinha praticamente zero experiência em dar palestras e conversar (sozinha) com um público maior do que vinte ou trinta pessoas. Mas fui com a cara, a coragem, um roteiro todo colorido de marca texto e os slides que fiz pelo Canva (que, aliás, é o salvador de todo blogueiro-escritor-design-amador que eu conheço). Posso dizer, com humildade, que deu bastante certo!

Fiz um resumo abaixo com um pouco do que conversamos neste dia (incluindo links para saber mais) e se você que está lendo agora é professor de português ou mediador/incentivador de leitura, pode ficar à vontade para copiar as imagens, se quiser, e usar como achar melhor.

 

 

Esse primeiro slide, sobre a quantidade de livros que eles leram neste ano, não foi uma forma de exaltar a quantidade e sim agir como um lembrete sobre o hábito de leitura. Um pontapé inicial depois que eu me apresentei aos alunos, uma forma de conhecê-los enquanto leitores. Recebi boas respostas, a maioria disse ter lido entre dois e quatro livros, decorridos cinco meses do ano e tendo em vista que são jovens estudantes da rede pública tecnológica de ensino (a matriz curricular deles é imensa!).

 

 

Nesse slide, recebi várias indicações ótimas de leituras. É importante ouvir, ao invés de só falar (aprendi isso no Estágio do curso de Letras).

 

 

Com esses dados divulgados pela TAG Experiências Literárias nas redes sociais, aproveitei para falar um pouco sobre a falta de tempo para ler. Todo mundo tem, ou pode dispor de dez ou vinte minutos por dia, tirando, por exemplo, dez minutos daquela olhadinha no Facebook e dez do Instagram. Desta forma, já que cada pessoa lê, em média, duzentas palavras por minuto, dá para ler, tranquilo, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, em um mês (por exemplo)!

 

 

Quem me acompanha no Instagram ou Facebook já deve ter visto alguma divulgação sobre esse projeto super bacana da TAG, o #Desafio1LivroPorMês. É simples e nem precisa ser assinante (mas, se quiser assinar, tá aqui o link). O desafio funciona como um incentivo para ler pelo menos um livro por mês, independente do tamanho ou gênero. Apenas criar ou fortalecer o hábito da leitura. Você faz um cadastro rápido e gratuito e recebe, da forma que achar melhor, conteúdos/lembretes no seu e-mail ou Whatsapp. Nesta última opção, tem grupos com ou sem interação.

 

 

A ideia da conversa foi justamente o que está escrito no slide acima: poder ficar na internet sem culpa, pois tem muita coisa boa para ler online!

 

 

Falei sobre o Skoob, pois não vivo sem! Não conhece? Monte a sua estante virtual clicando aqui (e me adiciona como amiga, clicando aqui).

 

 

Dá para ler milhares de e-books com o aplivativo do Kindle para o celular. Eu uso muito também o Kindle Cloud Reader para ler no computador. Não precisa baixar nada, só acessar direto no navegador usando o seu login da Amazon.

 

 

Falando em Amazon, e-books gratuitos: todo dia tem sempre tem um montão para baixar e ler no app do Kindle!

 

 

Tinha um bocado de gente interessado também em escrever, o que eu achei maravilhoso! Levei essas dicas do Wattpad e Sweek, que são os sites para ler (e postar o que se escreve) que eu conheço mais.

 

Veja também: Histórias ótimas e curtinhas para ler no Wattpad!

 

 

As revistas Trasgo e Mafagafo, são uma ótima opção para quem curte ficção científica e fantasia: leitura de muita qualidade com possibilidade de publicação com uma experência mais próxima do formato tradicional (com edição, revisão de texto, capa profissional etc.).

 

 

Uma newsletter que eu amo é a Contém um contoda Companhia das Letras. Eles enviam um conto de alguns de seus autores para o e-mail dos assinantes, sempre uma leitura rápida e prazerosa.

 

 

Momento jabá #1: no dia da palestra deixei todos os meus e-books grátis para baixar na Amazon!

 

 

Momento jabá #2: óbvio que eu indiquei o meu bloguinho porque tem muita coisa para ler aqui também!

 

 

O último slide é uma frase bacana da Cyana Leahy-Dios, que usei para terminar a conversa. A literatura, é importante ressaltar, é bem mais que só entretenimento. É uma forma de conhecer a si mesmo e também ao outro. É treinar nossas habilidades linguísticas e também conhecer o mundo. Queria ter dito isso ao invés de só ter lido esse slide no dia. Mas os meus ouvintes, que foram muito gentis e pacientes comigo, entenderam bem a mensagem.

 

 

Momento jabá #3: sigam-me nas redes sociais! Tô no Facebook, Instagram, Twitter e também no Skoob e Pinterest.

 

Agora dá uma olhada nas fotos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enfim, foi incrível! Toda a gratidão do mundo ao IF Campus Muriaé, especialmente ao pessoal da Biblioteca e ao professor Natalino, pelo convite!

 

***

 

Outra ocasião ímpar foi ter participado do Academia Cultural, programa semanal de rádio da Academia Muriaeense de Letras, transmitido pela Rádio Catedral às quintas-feiras (olha só, #TBT) por volta das 20 horas. No dia 25 de abril conversei com o querido Elias Muratori sobre os meus livros, leituras e as atividades que envolvem as publicações aqui do blog. Infelizmente o programa não fica gravado, mas foi muito legal e tenho as fotos abaixo como registro desta noite especial. Na ocasião, tive o apoio do maridão, que ficou do meu ladinho me lembrando de respirar e de não falar tão rápido (não necessariamente nessa ordem)!

 

 

 

Taí, esse é o meu #TBT de hoje! <3

 

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