junho 27, 2019

[DIÁRIO] TECNOLOGIA E LEITURA: UMA COMBINAÇÃO QUE DÁ MATCH

 

Se você tem como hábito navegar nas redes sociais mais populares do momento, já deve ter percebido que, às quintas-feiras, acontece uma enxurrada de postagens com a hashtag #TBT. Para quem nunca viu, ou nem faz ideia do que se trata, #TBT é uma sigla para o inglês Throwback Thursday, algo como “traga de volta, quinta-feira!”, ou, ainda, de forma mais literal, “quinta-feira do retorno”. Trocando em miúdos: um saudosismo da e para a internet sobre eventos passados.

Por que eu estou falando sobre isso? Porque essa postagem é o meu super #TBT sobre dois eventos incríveis os quais eu tive a honra de ser convidada a participar e porque eu também sou extremamente saudosista.

 

 

O primeiro evento foi uma palestra que eu ministrei no IF Sudeste MG Campus Muriaé. Até hoje não acredito que uma coisa dessas aconteceu, mas, felizmente, tenho o banner acima e fotos (abaixo) para provar (inclusive, para mim!). Fui convidada pela equipe da Biblioteca do Campus Muriaé para conversar com os alunos sobre leitura aliada à tecnologia, ou seja, mostrar formas de aproveitar essas horas (sim, são HORAS!) que passamos online para criar um hábito de leitura, ou fortalecê-lo.

Até o dia deste evento eu tinha praticamente zero experiência em dar palestras e conversar (sozinha) com um público maior do que vinte ou trinta pessoas. Mas fui com a cara, a coragem, um roteiro todo colorido de marca texto e os slides que fiz pelo Canva (que, aliás, é o salvador de todo blogueiro-escritor-design-amador que eu conheço). Posso dizer, com humildade, que deu bastante certo!

Fiz um resumo abaixo com um pouco do que conversamos neste dia (incluindo links para saber mais) e se você que está lendo agora é professor de português ou mediador/incentivador de leitura, pode ficar à vontade para copiar as imagens, se quiser, e usar como achar melhor.

 

 

Esse primeiro slide, sobre a quantidade de livros que eles leram neste ano, não foi uma forma de exaltar a quantidade e sim agir como um lembrete sobre o hábito de leitura. Um pontapé inicial depois que eu me apresentei aos alunos, uma forma de conhecê-los enquanto leitores. Recebi boas respostas, a maioria disse ter lido entre dois e quatro livros, decorridos cinco meses do ano e tendo em vista que são jovens estudantes da rede pública tecnológica de ensino (a matriz curricular deles é imensa!).

 

 

Nesse slide, recebi várias indicações ótimas de leituras. É importante ouvir, ao invés de só falar (aprendi isso no Estágio do curso de Letras).

 

 

Com esses dados divulgados pela TAG Experiências Literárias nas redes sociais, aproveitei para falar um pouco sobre a falta de tempo para ler. Todo mundo tem, ou pode dispor de dez ou vinte minutos por dia, tirando, por exemplo, dez minutos daquela olhadinha no Facebook e dez do Instagram. Desta forma, já que cada pessoa lê, em média, duzentas palavras por minuto, dá para ler, tranquilo, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, em um mês (por exemplo)!

 

 

Quem me acompanha no Instagram ou Facebook já deve ter visto alguma divulgação sobre esse projeto super bacana da TAG, o #Desafio1LivroPorMês. É simples e nem precisa ser assinante (mas, se quiser assinar, tá aqui o link). O desafio funciona como um incentivo para ler pelo menos um livro por mês, independente do tamanho ou gênero. Apenas criar ou fortalecer o hábito da leitura. Você faz um cadastro rápido e gratuito e recebe, da forma que achar melhor, conteúdos/lembretes no seu e-mail ou Whatsapp. Nesta última opção, tem grupos com ou sem interação.

 

 

A ideia da conversa foi justamente o que está escrito no slide acima: poder ficar na internet sem culpa, pois tem muita coisa boa para ler online!

 

 

Falei sobre o Skoob, pois não vivo sem! Não conhece? Monte a sua estante virtual clicando aqui (e me adiciona como amiga, clicando aqui).

 

 

Dá para ler milhares de e-books com o aplivativo do Kindle para o celular. Eu uso muito também o Kindle Cloud Reader para ler no computador. Não precisa baixar nada, só acessar direto no navegador usando o seu login da Amazon.

 

 

Falando em Amazon, e-books gratuitos: todo dia tem sempre tem um montão para baixar e ler no app do Kindle!

 

 

Tinha um bocado de gente interessado também em escrever, o que eu achei maravilhoso! Levei essas dicas do Wattpad e Sweek, que são os sites para ler (e postar o que se escreve) que eu conheço mais.

 

Veja também: Histórias ótimas e curtinhas para ler no Wattpad!

 

 

As revistas Trasgo e Mafagafo, são uma ótima opção para quem curte ficção científica e fantasia: leitura de muita qualidade com possibilidade de publicação com uma experência mais próxima do formato tradicional (com edição, revisão de texto, capa profissional etc.).

 

 

Uma newsletter que eu amo é a Contém um contoda Companhia das Letras. Eles enviam um conto de alguns de seus autores para o e-mail dos assinantes, sempre uma leitura rápida e prazerosa.

 

 

Momento jabá #1: no dia da palestra deixei todos os meus e-books grátis para baixar na Amazon!

 

 

Momento jabá #2: óbvio que eu indiquei o meu bloguinho porque tem muita coisa para ler aqui também!

 

 

O último slide é uma frase bacana da Cyana Leahy-Dios, que usei para terminar a conversa. A literatura, é importante ressaltar, é bem mais que só entretenimento. É uma forma de conhecer a si mesmo e também ao outro. É treinar nossas habilidades linguísticas e também conhecer o mundo. Queria ter dito isso ao invés de só ter lido esse slide no dia. Mas os meus ouvintes, que foram muito gentis e pacientes comigo, entenderam bem a mensagem.

 

 

Momento jabá #3: sigam-me nas redes sociais! Tô no Facebook, Instagram, Twitter e também no Skoob e Pinterest.

 

Agora dá uma olhada nas fotos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enfim, foi incrível! Toda a gratidão do mundo ao IF Campus Muriaé, especialmente ao pessoal da Biblioteca e ao professor Natalino, pelo convite!

 

***

 

Outra ocasião ímpar foi ter participado do Academia Cultural, programa semanal de rádio da Academia Muriaeense de Letras, transmitido pela Rádio Catedral às quintas-feiras (olha só, #TBT) por volta das 20 horas. No dia 25 de abril conversei com o querido Elias Muratori sobre os meus livros, leituras e as atividades que envolvem as publicações aqui do blog. Infelizmente o programa não fica gravado, mas foi muito legal e tenho as fotos abaixo como registro desta noite especial. Na ocasião, tive o apoio do maridão, que ficou do meu ladinho me lembrando de respirar e de não falar tão rápido (não necessariamente nessa ordem)!

 

 

 

Taí, esse é o meu #TBT de hoje! <3

 

junho 24, 2019

[LETRAS] EU, ESTAGIÁRIA (PARTE IV – FINAL)

“Onde houver professores haverá sempre alguém dando o passo além” (Içami Tiba). 

 

Leia desde o começo: Estágio I, Estágio II e Estágio III.

 

Enfim cheguei ao Estágio Supervisionado IV, o último estágio! Aqui fui invadida por um estranho sentimento de saudosismo, ao mesmo tempo que o cansaço batia forte e a vontade de terminar (no meu caso, também, o curso) era maior que tudo.

O que eu mostro a seguir são os principais registros dessa trajetória e alguns excertos do meu Relatório Final de Estágio IV, que foi feito mostrando as atividades deste semestre e também relembrando todo o aprendizado dos outros três estágios.

 

“Com a experiência adquirida nos últimos semestres e chegando ao final desta jornada, é impossível não relembrar os momentos marcantes proporcionados pelos Estágios Supervisionados I, II, III e IV. O desafio de aplicar os conhecimentos estudados em prática na sala de aula, nas diversas atividades realizadas, ficarão na memória, sem dúvida, entre os momentos mais especiais do curso de Licenciatura em Letras.” (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

Fachada do Polo CEDERJ Itaperuna, onde fiz boa parte das atividades presenciais do meu curso de Letras.

 

“O aluno do EAD, em geral, tem poucos momentos de descontração e entrosamento com os colegas; basicamente os encontros se dão nos dias de Avaliações Presenciais (APs), em algumas tutorias e/ou visitas docentes. Esses momentos de encontro físico são mais raros quanto mais longe o aluno residir do polo em Itaperuna. No meu caso, são pouco mais de 40 km percorridos para estar no polo ou na escola base. No entanto, cada viagem dessas valeu a pena.” (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

Minha escola querida, o Colégio Estadual Rotary <3

 

“Os quatro semestres de estágio foram realizados no Colégio Estadual Rotary, localizado no bairro Ministro Sá Tinoco, em Itaperuna-RJ. O Rotary é uma escola que, atualmente, oferece apenas turmas de Ensino Médio, nos períodos matutino e noturno. Em outras épocas, no entanto, o colégio teve turmas que iam da Classe de Alfabetização até o 3º ano do Ensino. Tenho grande carinho por esta escola, pois fui aluna da antiga 4ª série do Ensino Fundamental (hoje, 5º ano) até o terceiro ano do Ensino Médio.” (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

Relembrando a trajetória desde o comecinho:

“No Estágio Supervisionado I tínhamos ainda uma visão bastante superficial do que era, realmente, uma escola. Adentramos à rotina de confeccionar relatórios e selecionar leituras sobre a área da educação, mas o mais importante desse estágio foi aprender a ouvir. Foram realizadas algumas entrevistas com a Diretora do Colégio Rotary, Marilda Aleixo, sobre as condições materiais e estruturais da escola. Também houve um diálogo com as funcionárias de limpeza e da cozinha, o que proporcionou um panorama atual e realista do funcionamento da unidade escolar. Ainda no Estágio I, entrevistei a professora da rede pública estadual Julia Neri, e no Estágio II pude fazer semelhante arguição com a professora regente, Joelma Pimentel. Tais conversas versaram sobre planejamento e desafios da profissão docente, informações que foram muito úteis nos Estágios III e IV, os quais são realizadas a maior quantidade de atividades práticas.” (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

Do Estágio I eu não tenho muitas fotos, apenas das dependências da escola, pois as atividades foram, basicamente, ouvir, ouvir e ouvir (e relatar). Ainda acho graça quando lembro do susto que eu tomei ao perceber que, a partir do Estágio II, a carga de trabalho (mão na massa MESMO) seria muuuuuuito maior.

 

A professora Joelma Pimentel e eu, no Estágio II, em uma apresentação sobre Bullying em que foi utilizado o varal poético elaborado para o estágio, sobre o poeta Manoel de Barros.

 

A professora Regente, Joelma, me acompanhou por praticamente todo o estágio. Fui aluna de inglês dela no ensino fundamental e sou muito grata pelos três semestres de acompanhamento, paciência, dicas e boa vontade que ela me dedicou nos trabalhos na escola.

 

No Polo CEDERJ Itaperuna, em um dia de apresentação de uma proposta de material didático para o Estágio II — dinâmica “telefone sem fio”.

 

Falando em paciência, a tutora presencial dos estágios (todos eles!), Danielle Marreiros Valleriote, essa que me ouve gaguejar com toda atenção do mundo nesta foto, foi uma das pessoas mais incríveis que eu tive o privilégio de contar no curso de Letras. Foi ela que, com toda a calma do mundo, explicou (VÁRIAS VEZES) o que era para fazer em determinada atividade, ouviu as minhas repetidas lamúrias e foi dando aquele super apoio até o final. Digo que fui sortuda em dobro, pois tive ótimas pessoas me acompanhando na escola e no CEDERJ.

 

“Do Estágio Supervisionado II a atividade mais marcante, sem dúvida, foi a de observação das aulas. É muito diferente assistir uma aula não sendo, necessariamente, uma aluna. Para o estagiário, como é evidente, importam as técnicas utilizadas pelo professor, ou seja, o jeito dele de dar aula. Esse primeiro contato com diversas turmas e a posterior escolha da turma base nos causa aquela conhecida sensação de frio na barriga ao percebermos o estágio acontecendo de fato, na sala de aula. Outra atividade interessante foi a de comparação entre livros didáticos, a partir das duas resenhas que fizemos. Como futuros professores, é fundamental que saibamos escolher ou reconhecer o melhor material para trabalhar em sala de aula. Essa foi uma atividade que estudamos teoricamente na disciplina de Fundamentos da Educação e que pudemos realizar na prática no Estágio Supervisionado.”  (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

Em uma das aulas para o Estágio III, sobre texto dissertativo-argumentativo.

 

Em outro momento do Estágio III, apresentando no Polo CEDERJ Itaperuna a proposta de “bingo literário”.

 

“Já no Estágio Supervisionado III foi o momento da prática, no sentido mais estrito da palavra em um curso de licenciatura: dar aula! O frio na barriga, as mãos suando e trêmulas e a dificuldade de iniciar o assunto que, no plano de aula parece bastante simples, foram algumas das dificuldades que logo foram superadas com o apoio, sobretudo, da professora regente Joelma. Ela que, anos atrás, foi minha professora de Inglês, agora me ajudou a dar o tom certo das aulas, colocando a minha disposição seus muitos anos de prática docente. Nesta altura do estágio podemos entender o real significado da palavra didática.”  (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

O Estágio III é O ESTÁGIO! É onde você sua mais que tampa de panela, mas também começa a perceber se a profisão de docente é ou não a sua praia. Sem exagero algum, o Estágio Supervisionado foi um curso de Letras dentro do curso de Letras. Isso porque você acha que sabe tudo até precisar expor as suas ideias com clareza para um grupo de pessoas não necessariamente dispostas a ouvir você falar por mais que dez minutos. O aluno da licenciatura, em geral, mesmo sabendo que está estudando para dar aula, se acostuma com as boas notas das provas das disciplinas teóricas. Estudar e tirar nota boa em prova é fichinha perto de encarar uma sala de aula!

 

“Neste semestre, em vias de finalizar o Estágio Supervisionado IV, os sentimentos de dever cumprido e de amor por esta profissão a qual desejo muito atuar, são os mais fortes. Já não vejo como difíceis ou impeditivas as  papeladas e a burocracia que envolve esse processo, pois nenhuma dificuldade chega perto da experiência e dos momentos extraordinários proporcionados pelo estágio.

 O Estágio Supervisionado é realmente o divisor de águas de um curso de licenciatura. Cumprindo os requisitos, trabalhando, escrevendo e aprendendo a cada dia o que é ser de verdade um professor, especialmente tendo como base a rede pública estadual, o aluno saberá se tem condições e se deseja, ou não, atuar como docente.”  (Extraído do meu Relatório Final do Estágio IV)

 

Projeto de boas-vindas do Colégio Estadual Rotary, o qual pude participar logo no princípio do semestre.

 

Sala de leitura do Colégio Estadual Rotary, onde passei boa parte do meu tempo dos trabalhos de campo.

 

Na sala de leitura, com professoras e com a Diretora do Colégio Rotary, Marilda, presenteando a escola com um livro de minha autoria.

 

Em outro momento, também na sala de leitura, com a funcionária Tatiana, doando para o Colégio Rotary alguns livros do meu acervo pessoal.

 

Uma selfie com o material do plano de aula sobre o conto “Olhos D’Água”, da escritora mineira Conceição Evaristo.

 

Com o varal poético do plano de aula sobre o escritor Cruz e Sousa.

 

Varal poético (sim, eu gosto de fazer varal!) sobre o poeta Cuti.

 

Apresentação da proposta de projeto pedagógico “Racionais na Roda”, no polo CEDERJ Itaperuna.

 

E se dar aula pode ser uma das coisas mais aterrorizantes para quem não tem muita experiência em falar em público (leia-se experiência nenhuma e timidez quase extrema), aos poucos, para quem realmente tem essa vocação, começa a ser algo prazeroso como fazer uma tatuagem. Dói um pouco no começo, mas você sai da sala já pensando na próxima vez!

Outra experiência ímpar do Estágio, e aqui eu tiro todos os chapéus do mundo para os professores da rede pública, é que você, com zero experiência docente, chega na escola de salto alto, cheio de projetos bacanosos para revolucionar o ensino de língua portuguesa e literatura (no meu caso) e se depara com falta de papel, de caneta, pincel, data show… a lista é grande, então vou parar por aqui.

No Estágio IV eu já estava mais consciênte e pensando em projetos pedagógicos que não precisassem de tantos recursos da escola e que não fossem tão caros caso eu precisasse pagar (spoiler: precisei). A realidade pode ser (e é) muito mais difícil do que as pessoas ou alguns políticos gostam de falar nas redes sociais. Muitos trabalhos e projetos feitos na escola, idealizados por mim ou não, foram feitos com recursos dos professores, os mesmos que sempre me receberam de braços abertos e com um sorriso no rosto. Teve dia de eu ver professor trabalhar doente. A diretora teve Chikungunya e não tirou um único dia de repouso absoluto. Tudo isso pela escola, pelos alunos. E eles dizem que vale a pena, principalmente quando veem que um ex-aluno está bem encaminhado na vida.

 

Eu, orgulhosamente exibindo os meus Relatórios Finais de Estágio I, II, III e IV!

 

Eu tive muito mais que apenas o aprendizado formal nesses dois anos de estágio. Aprendi muito com as pessoas que eu reencontrei na escola, que eu conheci e que puderam me conhecer. A minha dica para você que chegou aqui interessado em informações extra-plataforma sobre o estágio na prática é: faça tudo o que puder fazer e faça bem feito. Pesquise, se informe, converse, pergunte e saiba ouvir. Talvez não seja possível fazer tudo o que é pedido da forma como é pedido; temos muita dificuldade, ainda, em estabelecer um modelo próprio de estágio para os alunos de educação a distância, mas pelo menos tente! Não deu para aplicar o projeto na turma? Apresente a proposta para o professor regente, ou para um grupo de professores. Converse com os alunos, com a equipe de limpeza e cozinha da escola, mostre as suas ideias, ouça o que eles têm a dizer. Você vai expandir seus horizontes!

Não acho que eu esteja plenamente preparada, pois nunca acho que estou até fazer o que tem de ser feito. Muitas vezes não acho que estava preparada mesmo depois de fazer. Mas agora só me resta esperar pela vida real, pois já treinei o bastante.

 

abril 16, 2019

[DIÁRIO] Quer que eu leia com você? – Refletindo sobre as práticas e os espaços de leitura para a educação infantil

Sinopse: Este livro contribui para estimular o debate, a reflexão e a criação de novas metodologias para incrementar a leitura e a contação de histórias, inclusive com o envolvimento e a participação ativa das crianças. Apresenta experiências desenvolvidas na Biblioteca Flor de Papel da UFF, um espaço de mediação dedicado a incentivar as crianças da educação infantil a terem contato com a literatura e demais gêneros textuais, buscando trabalhar o gosto e a prática cotidiana da leitura. Uma obra de grande interesse para pais, professores, bibliotecários e todos os que se interessam pelo desenvolvimento das práticas de leitura infantil.” 

 

Um grande pedagogo, reconhecido internacionalmente, uma vez disse que “antes da leitura da palavra impressa, o indivíduo lê o mundo”. Acertou quem reconheceu nesta frase as palavras de Paulo Freire! Deste modo, engana-se quem pensa que o hábito de leitura só precisa ser incentivado com a criança já mais velha, quase beirando a adolescência. O próprio conceito de leitura, segundo Eni Orlandi, é polissêmico, ou seja, há muitos sentidos, embora apenas um deles geralmente seja mais lembrado ou valorizado: o de alfabetização. Saber decodificar sílabas, reconhecer palavras escritas, no entanto é diferente de saber ler. Mais ainda: esse conhecimento não é condição suficiente para que haja gosto pela leitura.

O livro Quer que eu leia com você? – Refletindo sobre as práticas e os espaços de leitura para educação infantil, das autoras Luciana Esmeralda Ostetto, Maria Clara Cavalcanti de Albuquerque, Ninfa Parreiras e Raquel Polycarpo da Silva, apesar de breve (menos de 100 páginas) é uma ótima leitura inclusive para a família, pois contém um apanhado teórico e de experiências práticas para incentivar a leitura na infância, antes mesmo da alfabetização (bem antes). Se você é professor (a), trabalha com educação infantil e quer incentivar a leitura, ou é bibliotecário (a) e quer organizar um espaço que acolha pequenos leitores, não tem erro: esse livro é o que você precisa para começar! Partindo da experiência da Biblioteca Flor de Papel, da UFF, encontram-se aqui indicações de leitura e organização do espaço, dentre várias outras informações valiosas que contribuem como um sólido embasamento para que a leitura seja incentivada desde os primeiros meses de vida da criança.

 

“Por isso, principalmente em nossos tempos em que a tecnologia vai cada vez mais ganhando espaço e diminuindo a interação social tão necessária para nossa formação (…) faz-se necessário contar muitas, muitas, muitas histórias para que não se perca a capacidade de ouvir o outro, de imaginar nossos próprios cenários e personagens e de exercer nossa criatividade.”

 

Participe do sorteio de um exemplar do livro “Quer que eu leia com você?” e um kit de bottons! Basta clicar na imagem (até 10/05/2019)!

 

Sobre as autoras:

Ninfa Parreiras é mestre em literatura pela USP e graduada em letras e psicologia pela PUC-RJ. É também professora de literatura, psicanalista e escritora de obras literárias e de ensaios. Trabalha com literatura para instituições como FNLIJ, Estação das Letras, Casa da Leitura no Rio de Janeiro, além de ser curadora de eventos literários, consultora de programas de leitura.

Luciana Esmeralda Ostetto é doutora em educação pela Unicamp, professora da Faculdade de Educação da UFF, autora de diversos livros sobre educação infantil.

Maria Clara Cavalcanti de Albuquerque é psicóloga, especialista em literatura infantojuvenil e leitura, pesquisadora do Instituto Interdisciplinar de Leitura/Cátedra Unesco de Leitura/PUC-Rio, autora de livros de literatura infantil, contadora de história do Grupo Confabulando.

Rachel Polycarpo da Silva é mestre em ciência da informação, bibliotecária da Biblioteca Flor de Papel da UFF, desde 2011, tendo idealizado e organizado as mesas-redondas Bibliotecas na Educação Infantil, de 2012 a 2015.

 

 

Quer que eu leia com você? – Refletindo sobre as práticas e os espaços de leitura para a
educação infantil
Série Nova Biblioteca, v. 1
Autoras: Luciana Esmeralda Ostetto, Maria Clara Cavalcanti de Albuquerque, Ninfa Parreiras e Rachel Polycarpo da Silva
Páginas: 75
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-228-1191-5
Eduff (2017)

Leia a apresentação e introdução deste livro clicando aqui.

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Leia também: Oxford e Harvard amam Paulo Freire.

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