dezembro 18, 2019

[LISTA] OS (12) MELHORES LIVROS QUE EU LI EM 2019

 

“Então é natal, e o que você fez?” [continue com a trilha sonora da Simone tocando em seu cérebro. De nada!]

Eu poderia responder que “li muitos livros e vou indicar os melhores pra você”, em uma tentativa de paródia muito estranha e lugar comum [desculpa], mas a verdade é que dezembro é mesmo O MÊS de “fechar a conta e passar a régua”, não sei se pela música da Simone tocando em todos os lugares do Brasil, ou pelo cansaço por este ano que pareceu uma década [com você também foi assim?]. Por aqui já é de praxe: gosto de encerrar o ano com uma lista das minhas melhores leituras, como sugestão para a sua lista de leituras do ano seguinte! Como estive engajada no #Desafio1LivroPorMês, a lista de 2019 é das minhas doze melhores leituras. Começo com janeiro e termino em dezembro, porque “não sou capaz de opinar” e vários títulos empatariam na primeira colocação! Confira abaixo e me conta nos comentários qual ou quais foram os seus melhores livros lidos neste ano, assim você me ajuda com a minha listinha para o ano que vem! Boas Festas e Boas Leituras!

 

A volta de Mary Poppins, de P. L. Travers
Quem conhece sabe: Mary Poppins não é dada a explicações. Quase da mesma forma em que os ventos mudaram e ela deixou as crianças Banks no número 17 da Cherry Tree Lane, a babá volta pela linha da pipa de Michael, saída de trás de uma nuvem, em uma tarde qualquer. E maiores explicações não são necessárias. Mary Poppins voltou e tudo se tornará mágico outra vez. Continue lendo…
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A amiga genial, de Elena Ferrante
Com a série da HBO, My Brilliant Friend, exibida no final do ano passado, o nome Elena Ferrante voltou a circular pela internet e eu fiquei encantada com as personagens principais, Lila e Lenu, e também por todo aquele contexto pós Segunda Guerra Mundial, em uma Nápoles não tão glamurosa quanto a que nos vem em mente quando ouvimos falar desse lugar. A tetralogia napolitana conta a história de gente comum, de uma periferia violenta de uma Itália que estava engatinhando para uma realidade mais pacífica, seja lá o que isso queira dizer na prática.  Continue lendo…
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 Poldark: Demelza, de Winston Graham
Poldark: Demelza, segundo volume da série Poldark, de Winston Graham, retoma a história do livro anterior no momento do nascimento da filha de Ross e Demelza, Julia. Esse segundo livro, como mostra o título, é centrado em Demelza e este romance consegue ser ainda mais envolvente que a história anterior. 

Demelza precisa se posicionar como Sra. Poldark de Namparra, e para isso precisa deixar de lado suas inseguranças sobre sua origem, mas, sobretudo, precisa constantemente superar a espécie de competição subentendida que existe entre ela e Elizabeth. É interessante perceber que a Demelza que ascendeu socialmente não deixou de lado a sua visão de mundo e sua personalidade. Continue lendo…

Revolução Laura, de Manuela D’Ávila

Em que possa pesar os posicionamentos políticos da autora para alguns leitores na escolha deste livro (não é o meu caso, mas acho importante fazer essa observação), Revolução Laura: Reflexões sobre maternidade e resistência, de Manuela D’Ávila (Belas-Letras, 2019) é um livro sobre mães e para mães, sejam elas de esquerda ou de direita (ou de nenhum lado). Continue lendo…

 A metamorfose, de Franz Kafka

Kafka é um autor que a gente já conhece mesmo antes de ler, por sua forte influência na cultura, coisa natural dos livros clássicos. Mas esse autor, sobretudo esse livro, é uma narrativa que você não pode passar pela vida sem conhecer por si próprio, da fonte original. A Metamorfose é um livro poderoso, que mexe com a cabeça da gente. Não por acaso a Antofágica o escolheu para iniciar os seus trabalhos editoriais. Continue lendo…

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 O sentido de um fim, de Julian Barnes

Quão frágil pode ser a nossa memória? Essa pergunta ficou se repetindo na minha cabeça desde que cheguei à última página de O sentido de um fim, de Julian Barnes, enviado aos assinantes da TAG Curadoria no mês de junho de 2019. O livro, que teve como curador o escritor brasileiro Michel Laub, é uma leitura que prende, incomoda e nos faz criar diversas teorias sobre os personagens, suas trajetórias e as ligações que estabeleceram durante a vida. Continue lendo…

 

 Morreste-me, de José Luis Peixoto

Morreste-me, de José Luís Peixoto, é simplesmente o livro mais lindo que li na vida. Delicado e profundo é uma prosa poética sobre a perda que corrói e muda definitivamente a nossa vida: a orfandade. Continue lendo…

 O olho mais azul, de Toni Morrison

Ninguém que tenha o mínimo de sensibilidade vira a última página de O olho mais azul, de Toni Morrison, sendo a mesma pessoa de antes desta leitura. Tendo a pensar que, mesmo entre os mais insensíveis, pode haver certo incômodo com as situações vividas pelos personagens deste livro, especialmente se compararmos ao que vivemos hoje, no Brasil e no mundo, em matéria de racismo estrutural. Continue lendo…

 

 Intérprete de males, de Jhumpa Lahiri

Esplêndido. É o que foi, para mim, o livro Intérprete de males, de Jhumpa Lahiri (TAG/Biblioteca Azul, setembro-2019). Quem leu, sabe que o adjetivo não foi escolhido por acaso: é o que a centenária Sra. Croft acha sobre o homem ter posto uma bandeira (americana) na lua, retirado do último conto da coletânea, “O terceiro e último continente“. Continue lendo…

 

 

 Tempo de Graça, Tempo de Dor, de Frances de Pontes Peebles

Tempo de Graça, Tempo de Dor é uma verdadeira viagem — geográfica, histórica, emocional… Das dores é nossa condutora, desde sua vida difícil como órfã crescida em um engenho de açúcar nos anos 1920, até a realização do ambicioso sonho da emancipação social e econômica através da música. Continue lendo…

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 Laços, de Domenico Starnone
Laços, do escritor italiano Domenico Starnone (Todavia, 2017), foi um dos livros mais intensos que eu li neste ano de 2019. Fiquei profundamente mexida, a ponto de ter que engolir o choro — meu marido e minha filha de três anos talvez não entendessem tamanho descontrole (e eu não conseguiria explicar). Foi impressionante perceber que um homem do outro lado do oceano tenha escrito algo que poderia ser sobre o casamento dos meus própios pais. Continue lendo…
 O mundo se despedaça, de Chinua Achebe
O mundo se despedaça, de Chinua Achebe, fala dos efeitos da colonização nas aldeias Igbos, na Nigéria, mas não se restringe a isso, nem se ocupa em dar destaque aos colonizadores. Aqui temos a história e a cultura de um povo pela rotina e cultura deles próprios, em um romance em que o protagonista é um anti herói.

É uma ótima maneira de conhecer “o outro lado da história”, de entender como acontece a mudança cultural (por meio de imposição), que apaga a cultura local e a substitui por outra, dentre outras coisas.
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