agosto 28, 2019

[LETRAS] Análises de um mundo significado: a visão semiolinguística do discurso, de Beatriz Feres e Rosane Monnerat (Orgs.)

Os textos reunidos nesta coletânea foram produzidos por professores e discentes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal Fluminense e apresentam um resultado concreto de pesquisas em teorias do discurso, do texto e da interação – nos últimos 15 anos, sob o aporte teórico da Teoria Semiolinguística de Análise do Discurso.

Nos sete capítulos, é possível observar não só a abrangência da aplicação de noções caras a essa perspectiva teórica em diferentes corpora, como também a criticidade que toda pesquisa em análise do discurso engendra, seja em relação aos implícitos dissimulados no processo sociocomunicativo, seja em relação à problematização dos conceitos empregados nas análises.

Os temas e respectivos autores são os seguintes:

“Fotografias e legendas na linha do tempo: efeitos patêmicos e estratégias de captação no discurso midiático”, de Nadja Pattresi e Rosane Monnerat;

“A inscrição de efeitos patêmicos em diferentes espaços midiáticos: afetos projetados pelo jornal de referência e pelo jornal popular”, de Caroline Monteiro e Patricia Neves Ribeiro;

“Do mundo a significar ao mundo significado: estratégias linguísticas e discursivas na construção do(s) sentido(s) de capa de revista”, de Ilana Rebello;

“A encenação descritiva em livros ilustrados para crianças: marcas de um discurso formativo”, de Beatriz Feres;

“Leitura de quadrinhos: a construção do modo narrativo na revista Turma da Mônica Jovem”, de Glayci Kelli Xavier;

“Mediação de leitura, identidade dos sujeitos e performance na canção ‘Surabaya Johnny'”, de Iran Nascimento Pitthan;

“A construção de um ethos em crônicas de Lya Luft: uma abordagem semiolinguística”, de Lúcia Helena Gouvêa e Mário Acrísio Alves Jr..

 

 

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agosto 22, 2019

[DIÁRIO] SERTÃO, SELVA E LETRA: EUCLIDES DA CUNHA EM ATRAVESSAMENTOS, DE ANABELLE LOIVOS CONSIDERA

Sinopse: Após “Euclides da Cunha – da face de um tapuia”, biografia atualizada e acessível aos principiantes na leitura desse autor, Anabelle Loivos Considera surpreende com esta obra, conjunto de ensaios que ultrapassa os limites do discurso euclidiano.

Com profundo conhecimento do assunto, rigorosa e rica pesquisa bibliográfica e análise do interdiscurso dos textos de e sobre Euclides, o estilo de Anabelle Considera – misto de paixão pelo tema, poesia e certa dose de ironia – introduz o leitor em uma reflexão sobre a tese de Gumplowickz presente em “Os sertões”; passa pela cultura popular brasileira e a carnavalização nessa obra; envereda pela selva e na prática de uma “ecoleitura” da Amazônia euclidiana, relatando um projeto efetuado com alunos do ensino fundamental e médio, sobre a dicção ecopolítica do autor, de cujos textos brotou uma “ecopedagogia”.

Essa incursão se prolonga em “intertextos errantes” de um Euclides presente e plural; passeia pela rua do Ouvidor, em cujos cafés sempre fervilhou a resistência dos intelectuais cariocas, retomando a interessante história desse logradouro; resgata as memórias de Sinzig, franciscano alemão enviado a Canudos logo após chegar ao Brasil; desemboca na paideia euclidiana e nas releituras do sebastianismo em “Os sertões”.

Para os que se lançam ao estudo da produção literária de Euclides da Cunha, escritor tão complexo e contestador, uma leitura indispensável.”

 

Euclides da Cunha foi o autor homenageado da Flip deste ano e a Eduff, na ocasião, lançou o livro Sertão, Selva e Letra: Euclides da Cunha em Atravessamentos, de Anabelle Loivos Considera, após a mesa de debates sobre a vida e a obra do homenageado, na Casa da Literatura da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Eu não estive presente no evento, infelizmente, mas a Eduff (parceira linda como é) me enviou um exemplar do livro e eu preciso dizer: QUE LIVRO!

Para início de conversa, preciso admitir que Os Sertões é um desafio que eu ainda não consegui encarar. Estudei o autor e a obra, mas não desbravei ainda, como leitora, a narrativa de Euclides da Cunha sobre a rebelião de Canudos. Algumas pessoas têm certa resistência em ler livros que podem dar alguns detalhes sobre o enredo de outro livro, mas acredito que em certos casos o conceito de spoiler é irrelevante. Certas obras, sobretudo os clássicos da literatura, são mais fáceis de serem compreendidos quando bucamos textos de apoio (e também vídeos, dá uma uma olhada abaixo!).

Sertão, Selva e Letra tem sido uma leitura com menos spoilers do que inicialmente pensei e que proporciona muito mais possibilidades de interpretação do texto de Euclides da Cunha. São oito artigos que podem ser lidos da forma que o leitor achar melhor, na ordem ou alternadamente, com prefácio de Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia – Davis (ver Literatura Fundamental, vídeo abaixo) e uma espécie de posfácio da autora, intitulado Sofro de euclidianamentos…, que nos mostra brevemente o amor e a dedicação de Anabelle por Euclides da Cunha e sua obra, desde bem cedo, uma vez que a autora é, como Euclides, da cidade de Cantagalo-RJ e viveu rodeada por imagens e referências a ele.

Um capítulo particularmente importante deste livro para mim é Ecoleitura da Amazônia euclidiana: praticando “letras verdes” na sala de aula. É uma forma de ler (e ensinar) Euclides da Cunha chamando a atenção para a ecologia, os ecossistemas e a preservação do meio ambiente, dentre outros aspectos, alguns bastante pioneiros tendo em vista a época de sua primeira publicação. É um assunto sempre importante e muito atual, especialmente no contexto político atual.

Sertão, Selva e Letra é leitura para degustar, aprender e muito refletir. Uma obra indispensável tanto para quem já leu Os Sertões, quando para aqueles que ainda irão desbravar a obra desse importante escritor brasileiro.

 

 

Sobre a autora – Anabelle Loivos Considera nasceu em Cantagalo, também cidade natal de Euclides. Licenciada em Letras pela Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, em 1994, concluiu o mestrado em Letras – Literatura Portuguesa, na UFF – Universidade Federal Fluminense, em 1999, e o doutorado também em Letras – Literatura Comparada, na mesma universidade, em 2005. É docente no ensino superior desde 2000; lecionou na Faculdade de Filosofia Santa Doroteia da Universidade Estácio de Sá e na Universidade Salgado de Oliveira, onde também ocupou o cargo de coordenadora do curso de Letras. Desde janeiro de 2007 é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Faculdade de Educação.

 

 

Sertão, selva e letra: Euclides da Cunha em atravessamentos
Autora: Anabelle Loivos Considera
Páginas: 296
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-228-1340-7
Editora: Eduff

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Para enriquecer ainda mais a leitura:

‘Os Sertões’ em 1 minuto:

 

Literatura Fundamental 20 – Os Sertões – Leopoldo Bernucci:

 

Documentário Os Sertões:

agosto 13, 2019

[LETRAS] Construções correlatas aditivas em perspectiva funcional, de Ivo da Costa do Rosário

O processo de correlação é um dos grandes temas da sintaxe do português, entretanto, ainda carece de pesquisas mais aprofundadas e atualizadas. Ao apresentar reflexões sobre a correlação aditiva no português do Brasil, o livro intenta suprir essa lacuna nos estudos linguísticos, em linguagem clara, objetiva e didática.

A abordagem dada ao tema não consiste somente em descrição estrutural da correlação, mas principalmente em uma investigação com foco na força pragmático-discursiva que emerge dessa estrutura. Nesse ponto, o livro é bastante inovador e contribui para a elaboração de um quadro cada vez mais atualizado e coerente da rede de construções da língua portuguesa.

Além da demanda nos cursos de graduação em letras e de pós-graduação na área dos estudos linguísticos, a obra pode interessar aos profissionais da educação básica que se dedicam ao ensino de língua portuguesa.

Sobre o autor – Ivo da Costa do Rosário é doutor em Letras pela UFF, onde é professor, e em Letras Vernáculas pela UFRJ. Autor de diversos artigos e capítulos de livros que versam sobre sintaxe do período composto, com foco na correlação e interfaces, na perspectiva da linguística funcional centrada no uso (LFCU), é líder do Grupo de Pesquisa Conectivos e Conexão de Orações e membro do Discurso e Gramática, ambos sediados na UFF.

 

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