setembro 12, 2019

[LANÇAMENTO] TEMPO DE GRAÇA, TEMPO DE DOR, DE FRANCES DE PONTES PEEBLES

 

Se você ainda não conhece, vou te dizer: Frances de Pontes Peebles é uma das melhores escritoras do mundo inteiro. Esse lançamento, portanto, é IMPERDÍVEL!

 

A HISTÓRIA DE DUAS MULHERES E DE UMA INTENSA AMIZADE ALIMENTADA POR AMOR, INVEJA E ORGULHO – E PELO MEDO DE AMBAS DE NÃO SER NINGUÉM SEM A OUTRA.

Frances de Pontes Peebles também é autora de Entre irmãs, que foi traduzido para nove idiomas e recebeu os prêmios Elle Grand Prix for Fiction, o Friends of American Writers Award e o Michener-Copernicus Fellowship. Além disso, foi adaptado para o cinema pela Conspiração Filmes e para a TV pela Rede Globo, em formato de minissérie.

“Ecos de Elena Ferrante ressoam nesta saga esplêndida.” – O, The Oprah Magazine

“Uma obra-prima. Frances Peebles é uma mestra da tensão dramática, da intriga e da linguagem – e uma habilidosa observadora da intimidade humana.” – Lambda Literary

Nascida na miséria e abandonada pela mãe, Das Dores tem uma infância difícil trabalhando como ajudante de cozinha num grande engenho de açúcar em Pernambuco, nos anos 1930. Um dia, a chegada de uma menina muda tudo. Graça, a filha mimada do novo senhor da fazenda, é esperta, bem-alimentada, bonita – e encantadoramente malcomportada.

Vindas de mundos tão diferentes, elas constroem uma amizade que nasce das travessuras em dupla, floresce em seu amor pela música e marca para sempre sua vida e seu destino.

Quando não conseguem suportar o que o futuro no engenho lhes reserva, elas fogem para o Rio de Janeiro em busca de uma carreira como divas do rádio. Mas só uma está destinada a se tornar uma estrela. À outra restam os bastidores, longe das atenções e do reconhecimento do público.

Começando no Nordeste e passando pelas ruas da Lapa, no Rio de Janeiro, e pela Los Angeles da Era de Ouro hollywoodiana, Tempo de Graça, Tempo de Dor é o comovente retrato de uma amizade inabalável, marcada pelo orgulho, pela rivalidade e pelo ressentimento. Escrito em forma de memórias, conta as alegrias e o lado sombrio do relacionamento de duas mulheres que encontram na música, e às vezes uma na outra, o sentido da própria existência.

 

 

A Editora Arqueiro já liberou a pré-venda de Tempo de graça, tempo de dor com brinde exlusivo! Você pode comprar com frete grátis testando o Amazon Prime gratuitamente por 30 dias clicando aqui, ou ir direto para a página do livro, caso já tenha ou não queira testar o Prime no momento, clicando aqui.

agosto 30, 2019

[RESENHA] FLUSH: MEMÓRIAS DE UM CÃO, DE VIRGINIA WOOLF

Sinopse: “A obra é a biografia de um cão que mostra aventuras e mistérios da existência percebidos através dos olhos do melhor amigo do homem. O personagem central dessa história é um cocker spaniel de origem inglesa, Flush. Em pleno processo de apreensão do mundo e de si mesmo, ele ama tanto os raios de sol quanto um pedaço de rosbife, a companhia de cadelinhas malhadas assim como a companhia de seres humanos, o cheiro de campos abertos tanto quanto ruas cimentadas e o burburinho da cidade. A autora tece comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores.”

 

Faz bastante tempo que eu recebi Flush: memórias de um cão, de uma troca pelo Skoob. Apesar do bilhetinho carinhoso da Araceli — que eu conservei no livro porque eu AMO dedicatórias, — o livro da escritora inglesa Virginia Woolf permaneceu na minha estante, praticamente intocado, de 2015 até alguns dias atrás. Eu poderia usar a desculpa universal de todos os leitores, a de que adquirimos muito mais livros do que conseguimos ler, para justificar essa demora em ler Flush, mas a verdade é a que eu já falei aqui em outra oportunidade: amo os ensaios de Virginia Woolf, mas seus textos ficcionais me dão um pouco de medo…

É uma bobagem, eu sei. Na verdade, é (também) um leve trauma por ter iniciado e não ter concluído Mrs. Dalloway há alguns anos (!), em uma péssima escolha que fiz em iniciar essa leitura em um momento em que eu não conseguia me concentrar o suficiente para entender as minúcias desse romance. Então Flush, e todos os outros livros de ficção de Virginia Woolf que comprei ou troquei, permaneceram parados na minha estante. Até a véspera do show da dupla Sandy e Junior em Belo Horizonte.

Essa sou eu virada de sono na rodoviária de BH, pós Sandy & Junior.

Pode parecer um rolê aleatório misturar Virginia Woolf e Sandy e Junior, mas, para mim, esse livro e essa viagem estarão para sempre conectados. Eu sempre gosto de carregar um livro na bolsa e em viagens longas essa necessidade é ainda mais urgente. Basta informar a você que lê agora — e não me segue no Instagram, — que eu viajei umas sete horas da minha casa em Patrocínio do Muriaé, Interiorzão de Minas Gerais, até Belo Horizonte, capital linda do pão de queijo, para assistir ao show da turnê Nossa História, de Sandy Junior, dupla pela qual fui fanática durante a minha infância e adolescência. Uma viagem longa, ninguém pode negar. Mas eu estava indo para um show, quem é que leva livro para a balada? Antes de dormir, envolvida com os preparativos da viagem (passar a roupa, verificar ingresso, dinheiro, documentos etc.), meu marido sugeriu que eu levasse sim, um livro, pois seria uma boa forma de economizar a bateria do celular, além de ótimo para passar o tempo na viagem de ida. Eu não tinha pensado em levar nada além da carteira e do celular, mas encarnei a Rory Gilmore e parei em frente à estante, de mãos na cintura, pensando em quem seria meu companheiro de viagem. Mesmo com a restrição de tamanho, opções não faltavam.

Pensei em levar A arte do romance, também de Virginia Woolf, mas achei que seria muito sério para uma mulher de 29 anos indo atrás de seu sonho adolescente. Outras opções não me atraíram muito até que passei os olhos pela lombada de Flush. Uma premissa tão interessante apresentada já no subtítulo, “memórias de um cão”. Uma autora de que eu gosto muito, apesar de… vocês já sabem. E o tamanho correto para preencher (sem estufar muito) a minha bolsa. Era isso, Flush era o livro ideal e foi uma leitura surpreendentemente boa!

Flush: memórias de um cão, de Virginia Woolf, foi publicado originalmente em 1933. É interessante saber que a autora escreveu esse livro no seu período de descanso, um pouco depois de ter escrito As ondas (1931). Ao ler a coletânea de cartas de amor dos poetas vitorianos Robert Browning (1812-1889) e Elizabeth Barret Browning (1806-1889), Virginia percebeu um personagem que era presença constante nessas correspondências: Flush, um cão da raça cocker spaniel, companheiro inseparável de Elizabeth. Se é verdade que as melhores ideias surgem nos momentos de descontração eu não sei, mas Virginia Woolf conseguiu escrever uma história realmente apaixonante a partir da sua leitura de férias. E com um ponto de vista bastante incomum para a sua época: o do cachorro.

Flush, é importante dizer, não é o tipo de história de cachorro como as que conhecemos nos últimos anos. Não é drama, superação ou tudo aquilo que nos faz chorar até desidratar. Aqui temos a trajetória de um ser, da infância até a maturidade, com seus sentimentos, confusões, desejos e olfato. Sim, uma vez que o protagonista é um cão e toda a história é contada do ponto de vista dele, os cheiros são praticamente um personagem a parte, impossível não imergir nesse sentido que nem sempre usamos de forma muito apurada.

É um livrinho pequeno, mas são incontáveis as tiradas irônicas, as sutilezas e os momentos de carinho, amizade — e ciúme — que vemos nessa história. Muito da correspondência entre Elizabeth e Robert estão neste livro, e é interessante imaginar como Virginia Woolf costurou as menções ao Flush nas cartas ao que ela imaginou como sendo uma biografia dele, pelo olhar do próprio. Flush certamente é mais que uma boa porta de entrada para os textos ficcionais de Virginia Woolf, é uma leitura gostosa sobre a vida e sobre todas as pequenas coisas que às vezes ignoramos.

 

“À medida que as semanas se passavam, Flush sentia, de maneira cada vez mais acentuada, que havia entre os dois uma ligação, uma proximidade desconfortável e portanto emocionante; de modo que, se o prazer dele era a dor dela, o prazer dele deixava de ser prazer para transformar-se em tripla dor. A verdade dessa afirmação era comprovada todos os dias. Alguém abria a porta e assobiava para chamá-lo. Por que não sair? Estava ávido por ar e exercício; suas patas pareciam rígidas de tanto ficar deitado no sofá. Ele nunca se acostumara completamente ao cheiro de eau-de-Cologne. Mas não — apesar de a porta continuar aberta, não abandonaria a Senhorita Barrett. Hesitava até o meio do caminho em direção à porta e então voltava ao sofá. ‘Flushie’, escreveu a Senhorita Barrett, ‘é meu amigo — meu companheiro — e me adora mais do que adora a luz do sol lá fora.’ Ela não podia sair. Estava acorrentada ao sofá. ‘Um passarinho em uma gaiola teria uma história de vida tão boa quanto a minha’, escreveu. E Flush, a quem o mundo todo se abria, escolheu privar-se de todos os cheiros de Wimpole Street para ficar ao lado dela.” (p. 39 e 40).

 

 

 

Título: Flush: memórias de um cão

Autora: Virginia Woolf

Tradução: Ana Ban

Editora: L&PM Pocket

Compre na Amazon: Flush

agosto 07, 2019

[LANÇAMENTO] CHAMA E CINZAS, DE CAROLINA NABUCO

Sinopse: Em Chama e cinzas, Carolina Nabuco mais uma vez faz um retrato da posição da mulher burguesa, agora no final da primeira metade do século XX, apresentando os valores e os tabus que orientavam o lugar social da mulher, mas trazendo também uma nova voz feminina que parece emergir desse contexto. Há, com isso, um distanciamento significativo de A sucessora, seu romance anterior, uma vez que naquela obra a protagonista Marina teme não ser a mulher ideal, enquanto Nica, a nova protagonista, deseja compreender por que tem sido essa mulher.

O livro conta a história de Nica Galhardo, a mais despachada das quatro filhas de Álvaro, viúvo falido, com um fraco para jogos de azar, que organiza noites de carteado em seu casarão na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Os eventos são disputadíssimos e frequentados por personalidades da sociedade carioca dos anos 1940, como ministros de Estado e o poderoso banqueiro Nestor Rabelo, o amigo que de fato sustenta a casa. O patriarca da família mantém um diálogo aberto com as jovens, que não o chamam de pai, mas de Álvaro, algo incomum naqueles tempos.

Após uma profunda decepção amorosa, Nica, em atitude bastante ousada para uma jovem da época, decide casar-se com Rabelo, o homem que ela tanto admira. Mas um casamento bem-sucedido bastará para fazê-la sentir-se completa?

Publicado originalmente em 1947, treze anos após o sucesso de A sucessora, Chama e cinzas está fora das livrarias desde o início dos anos 1980. Recebeu o Prêmio de Romance da Academia Brasileira de Letras e anos depois inspirou a telenovela Bambolê, exibida pela Rede Globo entre 1987 e 1988.”

 

A editora Instante está lançando Chama e Cinzas, de Carolina Nabuco, autora também de A Sucessora. Não consigo nem explicar o quanto eu fico feliz ao ver que, finalmente, as grandes escritoras da nossa literatura estão ganhando novas edições de seus livros, além do devido destaque. A (segunda) boa notícia é que Chamas e Cinzas já está em pré-venda com 10% de desconto e frete grátis! Aproveite e já compre o seu exemplar, clicando aqui.Leia um trecho do livro clicando aqui.

 

 

ELOGIOS
“Poucos escritores brasileiros sabem, tão bem como Dona Carolina, incorporar o leitor aos seus cenários, fazendo-o circular entre as personagens e participar de suas vidas e emoções cotidianas. […] Simplesmente magistral!” – Manoel Carlos, escritor e autor de novelas

“Carolina Nabuco brilhantemente projeta a voz feminina em uma época na qual não havia ouvidos para ela. Embora Nica ainda não seja completamente a mulher disposta a contrariar os papéis patriarcais dominantes, a escrita feminina de Nabuco, agora mais questionadora, retrata, na década de 1940, como o espaço doméstico, a esfera íntima, torna-se simbólica do funcionamento de uma sociedade guiada pelo olhar masculino, sendo uma espécie de exílio para a mulher, impedindo, por um tempo, a percepção de sua real condição.” – Regina Braz Rocha, mestra e doutora em Linguística e Estudos da Linguagem.

 

SOBRE A AUTORA
Carolina Nabuco nasceu no Rio de Janeiro, em 1890. Passou a adolescência nos Estados Unidos, onde o pai, o estadista e abolicionista Joaquim Nabuco, era embaixador do Brasil. Tornou-se importante escritora já ao publicar seu primeiro livro: a biografia de seu pai, em 1928, obra que no ano seguinte receberia o Prêmio de Ensaio da Academia Brasileira de Letras.

Apesar da educação recebida no exterior, possuía um espírito altamente brasileiro. Atuou como escritora e tradutora e levou uma vida discreta. Não se casou nem teve filhos.

Além de A vida de Joaquim Nabuco e de Chama e cinzas (1947), é também autora, entre outros livros, de A sucessora (romance, 1934), Visão dos Estados Unidos (viagem, 1953), Santa Catarina de Sena (biografia, 1957), A vida de Virgílio de Melo Franco (biografia, 1962), Retrato dos Estados Unidos à luz da sua literatura (crítica literária, 1967), O ladrão de guarda-chuva e dez outras histórias (coletânea de contos, 1969) e Oito décadas (memórias, 1973).\

Em 1978, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Quatro anos depois, em agosto de 1981, faleceu em decorrência de um ataque cardíaco, aos 91 anos, em sua casa na rua Marquês de Olinda, no Rio de Janeiro.

 

 

Título: Chama e Cinzas
Autora: Carolina Nabuco
Editora: Instante
ISBN: 978-85-52994-13-8
Formato: 13,5 cm x 20,5 cm
Número de páginas: 248
Edição: 1a
Ano de lançamento: 2019

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