maio 22, 2019

[SORTEIO] Histórias de detetive para crianças: Ganymédes José e a série Inspetora (1974-1988)

Sinopse: “A série Inspetora, publicada entre 1974 e 1988, escrita pelo prolífico autor Ganymédes José (1936-1990), usando seu sobrenome Santos de Oliveira, ocupa lugar de destaque na literatura infantojuvenil. Com 38 livros publicados pela Ediouro, trata-se de uma série de histórias de detetives para crianças e pré-adolescentes, protagonizadas também por crianças e pré-adolescentes. Uma dessas séries que conquistam leitores para toda a vida e para diversos tipos de literatura.

O autor deste ensaio crítico buscou informações na própria Ediouro – encontrando inclusive um título não publicado – por razões não explicadas, mas não se pode descartar a relação com o período ditatorial e de censura e autocensura dos anos 1970, mesmo para literatura infantojuvenil. Também foi pesquisar em arquivos de Casa Branca, município onde nasceu e morreu Ganymédes José.

O esforço rendeu dados sobre a vida combativa do criador da Inspetora e do funcionamento da editora da série e comentários sobre estratégias mercadológicas, livros de bolso e mecanismos alternativos de distribuição.”

 

Em parceria com a Eduff, o blog Tamires de Carvalho está sorteando no Instagram um exemplar do livro Histórias de detetive para crianças: Ganymédes José e a série Inspetora (1974-1988), de Leonardo Nahoum Pache de Faria! Para ver as regras e participar, basta clicar na foto abaixo:

 

“O prolífico escritor paulista Ganymédes José já ocupou papel de destaque em nosso cenário literário, considerando-se, especialmente, sua produção de livros infantojuvenis. Nesse campo, destaca-se a série de histórias de detetive intitulada Inspetora, que alcançou, entre 1974 e 1988, a impressionante marca de 38 livros publicados.

Com faro de pesquisador-detetive, o autor deste belo ensaio crítico, Leonardo Nahoum, buscou informações em Casa Branca (cidade onde nasceu e viveu Ganymédes) e nas Edições de Ouro para nos oferecer páginas repletas de dados sobre a vida combativa do criador da Inspetora e o funcionamento da editora da série, bem como comentários sobre estratégias mercadológicas, livros de bolso, meios alternativos de distribuição e possíveis influências da censura do regime militar sobre a literatura infantojuvenil brasileira.” (Pascoal Farinaccio)

 

 

Sobre o autor – Leonardo Nahoum é mestre em estudos de literatura e doutorando em literatura comparada na Universidade Federal Fluminense. Bacharel em jornalismo, é autor da “Enciclopédia do rock progressivo” e de “Tagmar” (primeiro role-playing game brasileiro), além de dirigir o selo musical Rock Symphony, com mais de 120 CDs e DVDs editados. Atualmente dedica-se a pesquisas no campo da literatura infantojuvenil de gênero (genre, não gender), com foco em autores como Carlos Figueiredo e Hélio do Soveral.

 

 

Histórias de detetive para crianças: Ganymédes José e a série Inspetora (1974-1988)
Série Nova Biblioteca, v. 29
Autor: Leonardo Nahoum Pache de Faria
Páginas: 175
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-228-1286-8
Eduff – Edição: 1ª
Para comprar, clique aqui.

abril 08, 2019

[DIÁRIO] Cultura Negra – v. 1 – Festas, Carnavais e Patrimônios Negros

Abrangente recorte temporal e espacial, com 27 estudos que conferem visibilidade às vozes “esquecidas” e às trajetórias políticas silenciadas, revelando as múltiplas experiências socioculturais de homens e mulheres negros em seus dilemas, desafios, alegrias e dissabores cotidianos.

Em dois volumes, mostra formas variadas de viver, denunciar e enfrentar a opressão e as desigualdades raciais e de forjar laços de pertencimento e identidades ou estratégias para afirmar direitos e ampliar a cidadania antes e, sobretudo, após a abolição da escravidão. Obra que atende à reivindicação dos movimentos sociais negros do Brasil em prol do direito à memória, à história, à preservação e à valorização de seus bens culturais produzidos no contexto da diáspora.

Desde a lei 10.639, de 2003, que obriga o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, acompanha-se a revisão nos currículos escolares da valorização da história de luta dos negros no país. “Cultura negra” contribui com subsídios aos que desejam trabalhar com o tema na história e na escola. Oferece caminhos por meio de festas, carnavais, músicas, perfomances, patrimônios e trajetórias de artistas e intelectuais negros para se pensar cultura(s) negra(s) como arena de conflitos e transformação de relações de dominação, como canal de combate ao racismo e fortalecimento das identidades.

Por muitos anos estudiosos acionaram a ideia de cultura popular referindo-se às manifestações culturais e folclóricas que constituiriam a nacionalidade brasileira, quase sempre associando-a à valorização da miscigenação e à afirmação da democracia racial.

Para os autores, essas narrativas trazem armadilhas e efeitos nefastos, principalmente na negação do racismo e à invisibilização do protagonismo de pessoas negras na formação do Brasil. Este livro vai em sentido oposto: desvincula-se da ideia de cultura popular e assume a de cultura negra, como conceito dinâmico e inscrito nas práticas e experiências plurais de seus personagens.

No primeiro volume, a festa negra emerge em expressões que transformam, no tempo presente, a memória do cativeiro e a canção escrava em espetáculo, patrimônio cultural, local de conflito, de luta e afirmação da negritude.

No segundo volume, contribuindo de forma inovadora para a abertura de novos campos de investigação, as atenções são dirigidas para sujeitos sociais que, na prática, criaram novos sentidos de cultura e festas negras. Homens e mulheres, em geral esquecidos até pouco tempo, demonstram, por suas trajetórias e ação intelectual, como o campo cultural está repleto de iniciativas de combate ao racismo e de contraposições às relações de dominação, reconstruídas no pós-Abolição. Sob a ação desses sujeitos, definidos como intelectuais, os campos musical, teatral e educacional tornam-se importantes canais de afirmação de direitos e discussão das identidades negras. Mais ainda contribuem para o entendimento de uma outra história do Brasil republicano e suas lutas pela cidadania.

 

 

A Eduff me presenteou com os dois volumes da coletânea de artigos Cultura Negra, um importante apanhado histórico para que possamos repensar e atualizar as nossas leituras e também, no caso dos professores, a forma de ensinar história do Brasil,  especificamente no que concerne à valorização da luta e da cultura afro-brasileira. Apesar da lei 10.639/2003 e dos resultados que estamos tendo com as ações afirmativas, que contribuíram para o ingresso de um contingente maior de negros nas universidades brasileiras, muito do que se reproduz no dia a dia das escolas sobre o negro no Brasil continua restrito à escravidão e/ou à abolição. Tudo o mais fica esquecido, injustamente. Mesmo no dia da consciência negra, uma data que deveria fomentar discussões sobre a cultura negra e ampliar os horizontes sobre essa temática, vemos reproduzidos os mesmos discursos sobre escravidão e abolição, ignorando o protagonismo e a luta dos negros ao longo dos séculos no nosso país.

O volume 1 centra-se nas festividades e seus contextos históricos, e é dividido em 3 partes:

No primeiro volume, ganham destaque instituições e associações culturais e políticas negras dos tempos da escravidão, mas principalmente dos tempos do pós-Abolição, como as escolas de samba, congados, jongos, bois e maracatus.

Na Parte I, Festas da liberdade, são estudados os festejos e as comemorações que, com a participação direta da população negra, organizaram e celebraram as lutas da Abolição nos artigos de Martha Abreu e Hebe Mattos, Juliano Custódio Sobrinho, Luiz Gustavo Santos Cota, Renata Figueiredo Moraes. O texto de Silvia Cristina Martins de Souza, sobre o jongo nos teatros do século XIX, evidencia outros usos e trânsitos da festa negra, que podem recriar estereótipos e hierarquias raciais no mundo cultural.

Na Parte II, Carnavais e mobilização negra, os trabalhos distanciam-se da ideia de que as festas são “válvulas de escape”. As escolas de samba podem ser vistas como locais de mobilização, de combate ao racismo e de afirmação de direitos e identidades negras, conforme os artigos de Lyndon de Araújo Santos, Guilherme José Motta Faria e Eduardo Pires Nunes da Silva.

Na Parte III, Patrimônios negros, são discutidos os caminhos de transformação do legado cultural da escravidão, como irmandades, jongos, congados, festas do boi e maracatus, em patrimônios culturais reconhecidos coletivamente e nacionalmente.

Bem distantes da ideia de folclore ou de sobrevivências culturais sem sentido, os artigos da Parte III abrem um novo campo de investigação historiográfico a partir da renovação e recriação do patrimônio cultural negro. Nesta parte encontram-se os textos de Larissa Viana, Luana da Silva Oliveira, Elaine Monteiro, Álvaro Nascimento, Lívia Monteiro, Carolina de Souza Martins, Ivaldo Marciano de França Lima e Isabel Cristina Martins Guillen.

 

Cultura Negra: Volumes 1 e 2.

 

Sobre os organizadores

Robério S. Souza – Professor titular de História do Brasil da Universidade do Estado da Bahia.

Martha Abreu – Professora do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense. Autora de diversos trabalhos sobre cultura negra, patrimônio cultural e pós-abolição.

Giovana Xavier – Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, blogueira, coordenadora do Grupo Intelectuais Negras.

Eric Brasil – Professor da Unilab. Autor de “A Corte em festa: experiências negras em carnavais do Rio de Janeiro (1879-1888)”. Pesquisa experiências negras em perspectiva transacional.

Livia Monteiro – Professora no Centro Universitário Celso Lisboa. Autora de tese sobre as festas de Congada em Minas Gerais. Produtora e roteirista do documentário “Dos grilhões aos guizos: festa de maio e as narrativas do passado”.

 

 

Cultura negra – v. 1 – Festas, carnavais e patrimônios negros
Série Pesquisas, v. 6a
Autores: Martha Abreu, Giovana Xavier, Lívia Monteiro e Eric Brasil (Orgs.)
Páginas: 428
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-228-1311-7
Ano de publicação: 2018
Idioma: Português

Leia o sumário e a apresentação clicando aqui.

Compre o livro clicando aqui.

Veja também: Cultura negra – v. 2 – Trajetórias e lutas de intelectuais negros

março 20, 2019

[SORTEIO] O Rio de Janeiro dos fados, minhotos e alfacinhas – O antilusitanismo na Primeira República

Ao tratar do antilusitanismo na Primeira República, este livro amplia a discussão do tema para além de um sentimento alimentado contra o ex-colonizador. Aborda como os portugueses travavam diariamente uma árdua luta pela subsistência, fazendo da necessidade um trunfo no mercado de trabalho carioca.

Como trabalhadores e proprietários, dessa maneira julgavam ter direito à terra e, por conseguinte, à nacionalidade brasileiras. Na mesma proporção que discriminavam e açambarcavam as melhores oportunidades de trabalho, eram discriminados e contra eles não raro surgia o grito de “Mata galegos!”.

Sobre a autora – Professora titular do Instituto de História da UFF, bolsista de produtividade do CNPq e Cientista do Nosso Estado/Faperj, Gladys Sabina Ribeiro coordena o Núcleo de Estudos de Migrações, Identidades e Cidadania e é pesquisadora do Centro de Estudos do Oitocentos e fundadora da Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos. Publicou “Mata galegos: os portugueses e os conflitos de trabalho na República Velha” e “A liberdade em construção: identidade nacional e conflitos antilusitanos no Primeiro Reinado”.

Leia o sumário e o prefácio deste livro clicando aqui.

Para comprar, clique aqui.

 

 

Em parceria com o blog, a Eduff disponibilizou DOIS exemplares do livro “O Rio de Janeiro dos fados, minhotos e alfacinhas – O antilusitanismo na Primeira República”, de Gladys Sabina Ribeiro, para sorteio! Para participar é simples, basta preencher pelo menos uma das entradas do formulário Rafflecopter abaixo. A primeira entrada já garante a participação, no entanto, preenchendo todos os requisitos o participante terá mais chances de ganhar (cada entrada garante um número de fichas de participação). Quanto mais entradas você preencher, mais chance terá de ganhar! Leia as regras e boa sorte!

 

  • O sorteio é válido apenas em território nacional (Brasil);
  • Serão dois ganhadores, e o prêmio para cada um é de 1 (um) exemplar do livro “O Rio de Janeiro dos fados, minhotos e alfacinhas – O antilusitanismo na Primeira República”, de Gladys Sabina Ribeiro, e marcadores diversos do Blog Tamires de Carvalho e parceiros;
  • Os livros serão enviados via Correios, por registro módico, pelo Blog Tamires de Carvalho, em até três dias úteis após o contato dos ganhadores, que deverão informar o endereço completo;
  • É importante ressaltar que o ganhador que não tiver cumprido os requisitos solicitados para participar do sorteio será desclassificado. Tivemos casos de pessoas que preencheram o formulário, mas não curtiram a página do facebook, por exemplo.
  • O Blog Tamires de Carvalho custeará o envio do prêmio aos sorteados apenas no primeiro envio. Caso haja algum problema com a entrega e o envelope seja devolvido, o ganhador que tenha tido esse problema custeará a segunda remessa;
  • O sorteio será realizado no dia 30 de abril de 2019 (terça-feira) e o resultado ficará visível nesta página, além de ser compartilhado nas redes sociais do Blog Tamires de Carvalho.
  • O ganhador deve entrar em contato com o Blog Tamires de Carvalho por e-mail ou mensagem privada (Facebook, Instagram ou Twitter) em até 48 horas após a divulgação do resultado do sorteio, caso contrário, o sorteio será refeito.

 

a Rafflecopter giveaway

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