julho 07, 2017

[CONTO] ANNE: UMA RELEITURA DE PERSUASÃO, DE JANE AUSTEN

Sinopse: Anne pertence a uma importante, porém empobrecida, família do interior de Minas Gerais. No passado, foi apaixonada por Fred, um inteligente e ambicioso rapaz de família humilde. Teria se casado com ele, mas foi persuadida por sua família e recuou do compromisso firmado anteriormente. Vários anos se passam até que um novo Fred volta ao lugar onde foi desprezado pela família Elias. Agora, ele é um homem bem sucedido, um veterinário respeitado e de boa situação financeira. “Anne” é uma releitura moderna de Persuasão, de Jane Austen: a história de um amor que precisará vencer as barreiras do orgulho e do ressentimento para ser vivido.

 

O post de hoje é um convite à leitura do meu conto, Anne. Veja o primeiro capítulo abaixo:

Anne

Capítulo 1

Minas Gerais, século XXI.

 

O Sr. Walter Elias, da fazenda Élio, em Minas Gerais, era um homem que, em momentos de ócio, não se distraía com mais nada além da leitura do livro de recortes de sua família. Ali tinha um porto seguro nos momentos difíceis e situações desagradáveis ocasionadas, em maior parte, por problemas domésticos. Os jornais antigos mostravam todos os grandes homens que tiveram a honra de carregar o sobrenome Elias.

Quando se cansava de ler sobre seus antepassados, lia fatos de sua própria história, sempre muito bem narrados pelos jornalistas em nível regional e até nacional. Eis um trecho da biografia do respeitável senhor publicada pelo jornal Estado de Minas Gerais:

 

Walter Elias, nascido em 1º de março de 1951, casou-se em 15 de julho de 19-— com Elisabeth, filha de Frederick Stevenson, distinto cavalheiro imigrante da Inglaterra. Ficou viúvo com três filhas ainda bem jovens: Elisabeth, nascida em 1º de abril de 1981; Anne, nascida em 20 de setembro de 1985; e Mariah, nascida em 19 de novembro de 1987.

 

Orgulhosamente, usando uma caneta de escrita fina e com traços delicados, escreveu, logo após a data de nascimento de Mariah: “casada em 16 de dezembro de 2009, com Carlos Musgrove Filho, herdeiro de Carlos Musgrove, distinto empresário de São Paulo”.

 

Ninguém podia dizer que o Sr. Walter, conhecido por muitos como Dr. Walter, embora nunca tenha concluído um curso universitário, não era um homem atraente. Aos sessenta e seis anos, era um senhor respeitado, que ainda atraía olhares, inclusive de mulheres mais novas, como bem gostava de observar. É bem verdade que a estima adquirida em sua comunidade se deve, além do sobrenome Elias, à lembrança que muitos ainda guardavam de sua falecida esposa, que era uma flor de candura e sabia ignorar os defeitos do marido.

Sr. Walter tão logo enviuvou, teve a valiosa ajuda de D. Glória, uma grande amiga de sua finada mulher, para o término da criação das filhas. Ela também é uma viúva e de boa família, mas, contrariando todos os mexericos e expectativas da comunidade, os dois não se casaram. Não havia necessidade, tampouco desejo da parte de Sr. Walter. Ele se considerava um bom pai e viveria o resto de sua vida em função das filhas, sobretudo da mais velha, fisicamente semelhante à mãe, mas de temperamento e caráter iguais ao seus. Mariah havia se casado na primeira boa oportunidade que teve, e Anne… Bem, Anne sempre esteve a cargo de D. Glória, sua madrinha de batismo. Embora fosse a imagem e semelhança do pai, ele não tinha paciência para os arroubos de Anne e seu diferente jeito de ser.

No momento, irritava-se facilmente com os pitacos que a filha dava em relação à situação financeira da família.

— A fazenda não produz como antes. Na verdade, não produzimos nada de relevante, não nos automatizamos e gastamos muito dinheiro com frivolidades! – Dizia Anne.

— Elisabeth é uma ótima senhora para a Fazenda Élio. Se os negócios vão mal, a culpa é da economia brasileira, que está em frangalhos! – Defendia o Sr. Walter.

— Querido pai, não podemos culpar a economia pelos gastos frequentes e as festas que vocês dão. Daqui a pouco, não teremos como pagar os salários dos empregados! A melhor saída, como eu já disse mais de uma vez, é arrendar a fazenda. Pelo menos parte dela. O Dr. Gonçalo tem algumas pessoas para nos indicar. Vamos ouvi-lo!

Dr. Walter se enfurecia toda vez que percebia que Anne tinha razão. A serenidade com a qual ela lidava com a situação o fazia quase detestá-la. Certamente não se importava em deixar a fazenda, se virava bem no meio de gente pobre, e se achava independente, pois tinha um emprego. Mas Elisabeth, pobre Elisabeth, o que seria dela, e dele próprio, não podendo mais serem os senhores da Fazenda Élio? Infelizmente não tinham saída, teriam de arrendar a fazenda. Mas seria por pouco tempo, tinha certeza. Seriam férias do campo! Enquanto isso, viveriam em uma casa não muito longe dali, uma residência mais modesta, comparada à sede da fazenda. Muito bem localizada, essa casa ficava de frente para o Paço Municipal e suas belas árvores e mesinhas de jogar xadrez.

 

***

 

— Dr. Walter, tenho os arrendatários perfeito para o senhor! – Disse o animado advogado da família, Dr. Gonçalo. – Um militar aposentado e sua esposa. Não têm filhos e desejam a calmaria do interior. Não tendo achado uma propriedade para comprar, estão dispostos a arrendar a Fazenda Élio; a área da casa grande, os estábulos e uma parte do campo onde fica o pomar. A parte agrícola, como o Sr. sabe, será arrendada para a indústria.

— E esse militar por acaso tem dinheiro? – Perguntou Sr. Walter.

— Sim, e muito! Nem quis negociar. É de família abastada, se afastou da Aeronáutica por problemas de visão, pelo o que eu pude entender. – Disse o advogado.

Sr. Walter bufou e debochou, sob o olhar de reprovação de Anne:

— Então um velho cegueta vai ser o senhor da minha fazenda?

— De maneira alguma, Dr. Walter. Ele não é cego, nem velho. Bem, deve ter a idade do senhor, talvez um pouco menos. – Dr. Gonçalo riu e logo se envergonhou com o olhar crítico de Sr. Walter. – Ele saiu da Aeronáutica porque lá não admitem pilotos com problemas de visão que podem se agravar com o tempo. E ele já tinha muitos anos de serviço, pelo que pude apurar. Ademais, o cunhado dele conhece bem a região. É um renomado veterinário, cuidará dos cavalos enquanto estiver aqui. Andrade é o sobrenome dele, mas não me recordo o nome.

Sr. Walter franziu o cenho ao perceber Anne pálida como um fantasma.

— Não conheço ninguém com esse sobrenome. – Disse Sr. Walter.

— Frederick. O nome dele é Frederick. – Respondeu Anne de forma quase inaudível.

— Ah, então vocês o conhecem? Ótimo! Vou dar andamento à papelada e em breve lhe procuro, Dr. Walter, para finalizarmos a transação e assinarmos o contrato.

Sr. Walter acompanhou o advogado até a saída e foi tratar com Elisabeth os detalhes da decoração da casa da cidade, pois vários objetos teriam de ser substituídos ou acrescentados, agora que a família Elias estava de mudança. Anne ficara jogada em sua poltrona favorita, com o pensamento apenas em uma pessoa.

— Em pouco tempo ele estará aqui novamente. Fred estará aqui.

 

Ouça a playlist abaixo:

 

Anne foi publicado em seis capítulos de forma semanal no Wattpad entre julho e agosto deste ano. Agora, desde o dia 22 de setembro, está disponível em e-book na Amazon, em edição revista e com um capítulo extra. Quem gosta de romance sem muitas cenas quentes, só amorzinho mesmo, está convidado a suspirar comigo!

(Avaliações e comentários são muito bem-vindos!)

junho 20, 2017

[CONTO] O VELHO DIÁLOGO DE ADÃO E EVA

 

ATENÇÃO: Texto não recomendado para menores de 18 anos. Conteúdo sexual. 

 

“Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis para que não morras.” (Gênesis 3:3)

 

Apaixonaram-se tão logo seus olhos se encontraram. O primeiro beijo confirmou o fato. Qualquer um que visse o casal pensava que eram eternos apaixonados, conhecidos de muitos anos. Era um encontro de almas, Sofia pensava. Não podia ser nada menos que isso.

Encontravam-se nos finais de semana em que ele não estava de serviço. Era um acordo implícito, mas que Sofia respeitava com o rigor de um culto religioso. Bastavam os olhos deles se encontrarem para a magiar acontecer, um sorriso espontâneo surgir.

Na noite em que se conheceram, ele a levou para casa. A vontade de ficar junto àquele homem era maior que o pânico de entrar no carro de alguém que ela mal conhecia. Antes de chegar ao destino, o carro rumou para um lugar deserto: o alto de um morro onde estava sendo construído um condomínio de luxo. Parou onde, futuramente, seria uma bela e segura portaria. Abaixo, as poucas luzes ainda acesas na cidade.

— Você pode pensar o contrário, mas eu não sei bem o que fazer. Não sou do tipo que pega carona com estranhos… Na verdade, mal vou a festas… — sentia-se idiota por tentar se explicar, mas precisava fazê-lo. O dedo indicador dele interrompeu as explicações de Sofia.

— Você é linda. Estou apaixonado por você. Tenho a impressão que estamos nos reencontrando…

Alguma coisa na cabeça de Sofia a alertava de que aquilo era exatamente o que ela gostaria de ouvir e que ele talvez soubesse disso; mas aquele homem, o cheiro dele e aquele lugar… ela queria viver aquela paixão. Depois pensaria no depois.

Beijaram-se como se o mundo estivesse prestes a acabar, como se todas as respostas e todas as perguntas estivessem nos lábios um do outro. No banco de trás do carro, embalados por Sacrifice, de Elton John, ele tomava um dos seios de Sofia com a boca, enquanto suas mãos passeavam pelo corpo da jovem. Era um homem que sabia bem o que estava fazendo, maravilhado com uma garota que parecia recém-saída de um casulo, prestes a voar com ele.

Sofia já estava nua no banco de trás do carro quando ele conseguiu afastar os lábios de seu sexo e finalmente tirar as calças. Ela, tomando o controle da situação, subira nele, surpreendendo-o. A surpresa foi dando lugar ao prazer e ao gozo. Sofia, embora não fosse mais virgem há algum tempo, teve ali seu primeiro orgasmo, com alguém que ela não conhecia muito bem, mas já amava secretamente.

— Linda! Linda! E gostosa… — ele disse ao pé do ouvido de Sofia, para então beijá-la novamente; o gosto dela ainda na boca dele. Abriu a porta do carro e saiu despido como estava, para ser banhado pela lua.

— Vem aqui, deixa eu te ver plena como você está! — Sofia saiu do carro envergonhada, mas logo estava recostada no capô, serena, com a lua banhando sua nudez.

— Eu queria congelar esse momento. Você, linda, minha… vestida apenas pela noite. — E ele ficou alguns segundos olhando aquele corpo nu, fresco, de mulher jovem, deliciosa. Em seu íntimo sabia estar brincando com fogo, mas já havia se queimado. Sentia-se mais viril com Sofia, o desejo dela o inflamava. Era a primeira vez que se sentia assim, mesmo já tendo passado dos quarenta anos.

— Acho melhor você me levar para casa agora. — disse Sofia, começando a ter vergonha de sua nudez, na rua, praticamente deitada no capô do carro.

Ele não respondeu, deu um sorrisinho e logo a estava beijando novamente. Suas mãos tinham completo controle sobre ela e eles se amaram ali mesmo, com a benção da lua.

No caminho de volta, Sofia mal ouvia o que tocava no rádio. De olhos fechados por boa parte do trajeto, ela se perguntava se algo assim realmente teria acontecido com ela. No entanto, era só abrir os olhos para ver o homem sorridente ao seu lado provando que sim. O cheiro em seu corpo e os sinais de que fora amada, também.

— Me dê o seu número, Sofia. — Ela deu, e também um longo beijo de despedida. A semana passara sem que ela tivesse notícias dele.

 

***

 

— Não esperava flores ou bombons, mas você podia ter me ligado! — ela disse em tom de brincadeira na semana seguinte, embora estivesse realmente magoada. Desculpas foram dadas e aceitas e Sofia desejou nunca mais ficar a sós com aquele homem. Entretanto, ele era presença frequente no barzinho que ela frequentava e Sofia continuava a ir lá todos os fins de semana para vê-lo. Quando ficava parada, olhando para ninguém, logo sentia a presença dele. Um passo para trás e ele logo a fisgava.

— Desculpe. Gosto de ficar perto de você, sentir o seu cheiro. Linda!

Toda vez que ela pensava em largá-lo, o mel das palavras dele faziam-na desistir. Toda vez que ela pensava em ir embora sozinha, um simples toque a lembrava que ela gostava de se sentir mulher com ele.

Sofia sempre falava mais, contava mais de sua vida, nos breves momentos em que eles apenas conversavam. Sua paixão se esquivava, ela percebia. Teciam apenas o velho diálogo de Adão e Eva, lembrara ferida, ao reler Machado de Assis.

Queria mais que sexo, embora o sexo fosse maravilhoso. Quando o cérebro de Sofia sinalizava a verdade, ela fechava os olhos e fingia não entender.

— Me faz um favor? Não diz que me ama se não for verdade.

— Eu amo você, Sofia. Sabe tatuagem? É impossível tirar. Você está tatuada aqui dentro…

Não tinha certeza se ele a compreendera, mas não quis ter o esforço de insistir na conversa. A velha impressão de que ele falava o que ela queria ouvir era evidente. Resolveu ouvir. Depois pensaria no depois.

 

***

 

Sofia vislumbrava uma família linda como as que ela sempre via em suas corridas pelo parque municipal. É certo que fazia algumas semanas que ela não corria, pois tinha muito trabalho naquela época do ano. Não reparava bem as pessoas, mas tinha a meta de um dia ser como aqueles casais que ela via rodeado de crianças, felizes nos fins de tarde.

Resolveu caminhar ao invés de correr e o pensamento de que o seu amor podia, no futuro, estar ali com ela, rodeado de crianças, aquecera seu coração. Todas aquelas famílias acabavam forçando esse pensamento. Resolveu olhar bem para as pessoas, ver se conhecia alguém. Uma visão em especial chamara-lhe a atenção. Não sabia se já o havia visto no parque, mas a visão de um casal feliz, trocando carícias, e três crianças gargalhando em um balanço deixara Sofia sem ar. Os olhos se encontraram, mas não houve sorriso. Apenas a verdade que Sofia não quis perceber.

abril 11, 2017

[RESENHA] CONTANDO ESTRELAS, DE THATI MACHADO

Sinopse: “Leo e Davi deram início a uma linda história de amor, todavia ainda não encontraram seu final feliz. Enquanto Leo quer gritar para o mundo o que sente pelo amado, Davi não se sente pronto para assumir seus sentimentos e teme que a família o rejeite. Esperando que vivenciar uma pequena aventura faça Davi mudar de ideia e perceber o que realmente importa, Leo o leva para acampar junto com seus melhores amigos. O acampamento, contudo, trará surpresas e reviravoltas. Será o medo capaz de afastar dois corações que batem um uníssono?” 

 

Contando Estrelas é um spin-off do livro Com Outros Olhos. Neste mais novo lançamento da autora Thati Machado, a narrativa recai sobre Leo e seu namorado, Davi.

Lidas as primeiras páginas em que, em um relato singelo e emocionante, Leo recorda-se do dia em que revelou à família que era homossexual, percebi que nunca havia lido um livro em que o protagonista era gay ou que o casal que era o foco romântico era formado por dois homens. Fiquei incomodada, mas por perceber que tenho feito poucas leituras fora da minha zona de conforto. Mais do que isso, sensibilizei-me com o nervosismo do personagem ao assumir aquilo que era. Eu jamais saberei como é estar nesta situação.

 

“– Leo, nós o amamos, querido… – minha mãe diz, em um tom gentil e sentimental. Desde que Lana voltou do hospital, ela tem estado à flor da pele e espero não ter escolhido um péssimo momento para dizer o que sinto; quem eu sou.

– Eu sou… – sinto um bolo se formar na minha garganta. A palavra é bem simples: tem apenas três letras e está na ponta da língua. Mas por algum motivo desconhecido ela fica presa, entalada, acorrentada… – Sou… – tento de novo e sinto que estou prestes a chorar de frustração.”

 

Leo é uma pessoa mega sortuda. Digo isso, pois ele é um cara gay em uma família que o aceita sem impor quaisquer condições; sem diferenças em relação à Lana ao namorado dela, Arthur, por exemplo. É um absurdo que eu tenha pensado isso de cara, pois é o tipo de situação que devia ser regra, mas a realidade, no geral, tende a ser bastante diferente.

O conflito aqui é a relação entre Leo e Davi. Davi é o gay que ainda está no armário. Eles namoram escondido, como dois jovenzinhos recém-chegados à adolescência, pois Davi ainda não deu o passo mais importante de sua vida: contar aos pais sobre sua orientação sexual. Como Leo é mais despachado, não precisa e não quer mais se esconder, a situação começa a incomodá-lo. Seu maior desejo é poder namorar Davi como qualquer outro casal namora, sem restrições, sem medo.

 

“É terrível precisar ficar medindo meus gestos e minhas demonstrações de afeto quando não estamos entre quatro paredes. E isso tem nos afastado… Essa viagem é uma tentativa de fazê-lo perceber que somos um casal como qualquer outro e que precisamos viver como tal. Não dá pra ficar fingindo ser um colega da faculdade para sempre.”

 

Nesta parte eu, do alto da minha heterossexualidade, fiquei sem palavras. Por mais que tenhamos uma vaga noção do que é sofrer com o preconceito, haja vista a grande quantidade de notícias veiculadas diariamente falando de crimes contra homossexuais, o conflito entre Leo e Davi é o elefante branco que um hétero nunca vai ter no meio da sala. Você menina, gosta de um rapaz, e ele gosta de você, não há muito que fazer. Podem anunciar aos quatro ventos e ninguém liga. Não é problema, constrangimento, nem dor de cabeça para ninguém. Já para um homossexual, as coisas são, infelizmente, mais complicadas.

 

“Não parece extremamente injusto termos que esconder um sentimento tão lindo quanto o amor pelo fato de que algumas pessoas simplesmente não conseguem aceitá-lo? Por que é mais fácil aceitar o ódio, a falta de empatia? O que há de errado em duas pessoas que se amam expressarem o que sentem uma pela outra?”

 

Com o intuito de fazer Davi relaxar e ter uma experiência de namoro normal, Leo o convida para acampar com um casal de amigos. Entretanto, o que parecia ser uma viagem romântica e tranquila acaba tomando contornos dramáticos quando uma pessoa do passado de Davi o vê junto a Leo em uma cachoeira.

Questões familiares e também religiosas permeiam essa narrativa e foi uma leitura muito boa. Percebi, embora nunca tenha dito o contrário, que em uma história de amor pouco importa o sexo dos personagens. O primordial é que entre eles haja um sentimento verdadeiro. E que eles possam sempre contar estrelas.

 

“É coisa da minha cabeça ou você está dando em cima de mim? – ele pergunta e sua voz não passa de um sussurro. Seu tom está despido de desprezo, o que conto como um ponto positivo. Não sei o motivo da pergunta, mas resolvo arriscar.

– Depende. Está funcionando? – pergunto divertido e seus olhos piscam, vacilantes.”

 

 

 

Título: Contando Estrelas – Spin-off de Com Outros Olhos
Autora: Thati Machado
Editora: Publicação Independente / Amazon
Páginas: 93

 

Compre na Amazon: Contando Estrelas.

Saiba mais sobre a autora visitando o blog Nem Te Conto.

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