dezembro 01, 2017

[LANÇAMENTO] O DIA EM QUE CONHECI MEU PAI PELA SEGUNDA VEZ

Sinopse: “O dia em que conheci meu pai pela segunda vez” é uma antologia de contos e primeiro livro escrito pela autora Tamires de Carvalho. São narrativas inspiradas nos ‘causos’ de polícia que seu pai adorava contar e que mostram como a profissão de policial militar pode moldar o caráter e a personalidade de um homem. Do início ao fim, o dia a dia de abordagens, perseguições e conflitos de exercer esta profissão.

 

Já está disponível em e-book na Amazon O dia em que conheci meu pai pela segunda vez! Esse foi o primeiro livro que eu escrevi, e ele foi inspirado nos causos de polícia do meu falecido pai. Inclusive, a primeira postagem aqui do blog foi do conto que dá nome ao livro.

Estou tão feliz com essa publicação que, como em poucas vezes na minha vida, não sei nem o que dizer. Leiam, avaliem e compartilhem! Espero que gostem. Escrevi com todo o meu coração.

 

Adicione O Dia em sua estante no Skoob clicando aqui.

 

O Dia também tem playlist no Spotify! Confira abaixo:

 

outubro 11, 2017

[RESENHA] ED MORT, DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Sinopse: “Um dos personagens mais populares de Luis Fernando Verissimo, o detetive Ed Mort apareceu pela primeira vez em 1979, no conto “A armadilha”, para nunca mais sair de cena. De língua afiada, coração mole e sempre sem um tostão no bolso, saiu das páginas dos livros, virou filme e, mais recentemente, minissérie para a televisão no canal Multishow, com Fernando Caruso no papel do detetive trapalhão.”

 

Mort. Ed Mort. Detetive Particular criado por Luis Fernando Veríssimo. Suas histórias são curtas, mas deliciosamente envolventes e bem humoradas. É uma caricatura de outros detetives, sobretudo Philip Marlowe, de Raymond Chandler. Seu escri (o tório foi sublocado) tem a presença constante de baratas e de um rato albino, o Voltaire. O nome, é porque ele some, mas sempre volta. Tem tudo o que Agnaldo Timóteo já gravou. Suas frases são curtas como o cano do seu .38, cujo talão do penhor ele carrega no coldre para qualquer eventualidade. Fez o curso de detetive por correspondência, mas há relatos (do próprio Ed) de que o carteiro foi subornado. Ainda assim, nunca entregou a aula sobre como ganhar dinheiro nesta profissão. Mort. Ed. Mort. Detetive Particular. Tá na capa do livro. Leia, eu recomendo.

 

“— Qual foi o motivo do crime?

— Não sabemos.

— Vocês não sabem nada. Eu resolveria esse caso em três minutos. Dois, se tivesse verba do Estado. Encontraria o assassino e o motivo do crime.

— Você não encontraria o próprio nariz com as duas mãos.

Levei a mão ao nariz e o segurei com força.

— Olhe. E com uma mão.

Ninguém me ganha em diálogo inteligente.”

 

Trecho de Ed Mort, de Luis Fernando Veríssimo.

 

 

Abaixo, um trecho da adaptação mais recente, a minissérie do canal Multishow, tendo Fernando Caruso no papel de Ed Mort.

 

Essa resenha pode ter ficado um pouco estranha, mas eu desafio você, leitor, a ler esse livro e não falar usando a mesma estrutura narrativa de Luis Fernando Veríssimo e seu hilário detetive particular, que é uma caricatura não só de detetives ilustres da ficção, mas de um Brasil não muito distante de nós. É uma leitura rápida, leve e divertida. O livro reúne todas as histórias do personagem em contos bem curtinhos. Uma ótima pedida para o feriado ou qualquer dia em que a palavra de ordem seja relaxar.

 

 

 

Título: Ed Mort
Autor: Luis Fernando Veríssimo
Editora: Objetiva
Páginas: 80

 

Compre na Amazon: Ed Mort.

julho 27, 2017

[RESENHA] A ROSA E O ESPINHO, DE THEODORA GOSS

Sinopse: “Quando Evelyn Morgan entrou na livraria da pequena cidade de Clews não imaginava que iria encontrar ali seu grande amor… E quando Brendan Thorne entregou-lhe um romance medieval, também não sabia que tal fato mudaria tudo… Era como se os dois fizessem parte daquele velho livro e a história de amor registrada naquelas páginas ganhasse vida.

A Rosa e o Espinho é um artefato literário especial: o leitor é convidado a escolher qual lado da história prefere ler primeiro. Um amor eterno, onde o fim é só o recomeço.”

 

Não vou mentir: primeiramente, o que mais me chamou atenção em A Rosa e o Espinho foi o projeto gráfico do livro. Vemos aos montes histórias em que há a versão da mocinha e do mocinho, algumas até bem legais ao ponto de querermos reler a mesma história imediatamente ao final da leitura, mas com o ponto de vista de outro personagem. Entretanto, aqui a edição e a ideia do livro são muito especiais para serem resumidas apenas em os dois lados da mesma história.

O livro vem dentro de um estojo e é sanfonado. Não sei se foi essa a intenção, mas fiquei dias e mais dias pensando em como uma história era o espelho da outra. Nem melhor, nem pior. Apenas o espelho. É preciso certo cuidado ao ler, não indico A Rosa e o Espinho para ler em um ônibus, por exemplo, embora eu tenha lido boa parte da História de Evelyn no caminho para o trabalho. Apesar da estrutura e do certo cuidado recomendado, não é difícil nem enjoado de ler esse livro e, apesar das folhas serem brancas, toda a edição é muito charmosa, fiquei encantada.

 

 

A Rosa e o Espinho é uma leitura que pode ser feita em um único dia. Cada versão do encontro e da história de amor entre Brendan e Evelyn tem exatamente 45 páginas e são igualmente encantadoras. Ele é um rapaz de Clews, na Cornuália, que, contrariando os planos do pai, ao invés de vender livros na livraria da família, optou por estudar literatura. Ela, uma jovem de Boston, EUA, que é perturbada por visões de seres da floresta desde a infância e contraria a família quando decide trocar o curso de Direito pelo de literatura. Eles se conhecem em uma viagem que Evelyn faz à Clews e Brendan está cuidando da livraria para o pai dele. A partir daí, eles vão se envolvendo um com outro em uma história entremeada por personagens da literatura medieval: Sir Gawan e Elowen. Para mim foi uma leitura incrível, estou até hoje pesquisando sobre os livros e os lugares citados em A Rosa e o Espinho. O conto é uma bela e delicada história de amor, mas não recomendo a leitores que precisam ver o final feliz ao virar a última página. Essa leitura termina com expectativas e depende da nossa imaginação para responder às perguntas que ficam.

 

Esperei meses até poder comprar esse livro em um valor razoável para o meu bolso e valeu muito a pena a aquisição. Além de mais uma bela edição em minha estante, tive o prazer de conhecer uma escritora que ainda não conhecia e viajar em sua encantadora história.

 

“Brendam não conseguiu se conter. Levou a mão ao rosto dela, inclinou-se e beijou-a. Foi um beijo delicioso, tão bom que chegava a ser quase um sonho. Evelyn cheirava a flores, certamente de algum perfume que estava usando. Brendan sentiu a maciez de seu rosto, os lábios encostados nos seus. Era isso, pensou uma parte de si – era isso que havia passado a vida inteira esperando, desejando.

O remédio para a solidão que sentia desde criança e à qual os outros pareciam imunes.” (p. 18 – Brendan)

 

“Ela sentiu a boca dele em seu pescoço, depois descendo pelos ombros, os dedos desabotoando e depois tirando a blusa que ela havia escolhido com tanto cuidado para que fosse bonita, mas não excessivamente sensual, pois não queria parecer ansiosa demais. Ainda que não estivesse pensando nisso agora nem se importasse com o que Brendan achava. Só queria que continuassem. Então era essa a sensação de se fazer amor. Nunca na vida tivera essa experiência – nem com os namorados da faculdade, nem com David, nem com os poucos caras depois de David que acabara levando para o seu apartamento em Nova York. Brendan a tocava com um misto de paixão e experiência que ela nunca pensou que existisse. Era como se os seus dedos soubessem exatamente aonde ir, onde encontrar os lugares secretos de seu corpo, como provocá-la e acariciá-la até ela gritar de surpresa e prazer, perplexa com aquela revelação. Quando acabaram, ela dormiu um sono profundo e sem sonhos, enroscada junto às costas dele. Pela primeira vez em sua lembrança, o mundo lhe pareceu correto, como deveria ser. Como se tudo estivesse em seu devido lugar.” (p. 32 – Evelyn)

 

 

SOBRE A AUTORA: Theodora Goss ganhou o prêmio World Fantasy 2008 pelo conto “Singing of Mont Abora” [“O Canto do Monte Abora”]. Entre suas publicações estão a coletânea de contos In the Forest of Forgetting [Na Floresta do Esquecimento], de 2006; Interfictions [Interficções], antologia de contos coorganizada com Delia Sherman em 2008; e Voices from Fairyland [ Vozes da Terra das Fadas], antologia de poemas de 2008 que inclui ensaios críticos e uma seleção de seus próprios poemas. Finalista dos pr~emios Nebula, Crawford, Locus e Mythopoeic, a autora integrou a lista de honra do prêmio Tiptree. Suas obras foram incluídas diversas vezes em antologias de “Melhores do Ano”. Theodora Goss vive em Boston, onde leciona literatura e criação literária na Universidade de Boston.

 

 

Título: A Rosa e o Espinho
Autora: Theodora Goss
Ilustrações: Scott McKowen
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: V&R
Páginas: 90

 

Compre na Amazon: A Rosa e o Espinho.

Tamires de Carvalho • todos os direitos reservados © 2019 • powered by WordPressDesenvolvido por