março 07, 2019

[LANÇAMENTO] POLDARK: DEMELZA, DE WINSTON GRAHAM

Sinopse: “O segundo livro da série que está arrebatando os leitores no Reino Unido é centrado em Demelza Poldark, a jovem resgatada por Ross que se tornou sua esposa. Demelza não é mais a garota que Ross Poldark encontrou brigando na feira em Redruth anos antes, é uma mulher com charme e gênio capazes de encantar a todos ao seu redor. Mas ela enfrentará muitas dificuldades para se adaptar aos modos da pequena aristocracia rural da qual agora faz parte bem como aos desafios da maternidade que lhe trazem, ao mesmo tempo, apreensão e alegria. Enquanto isso, Ross inicia um novo empreendimento a fim de fazer com que o preço do cobre seja valorizado e o monopólio das companhias de fundição seja quebrado, levantando-se contra George Warleggan na luta pelos direitos das comunidades mineiras. Porém, os obstáculos erguidos por seu antigo rival provocarão mais estragos do que Ross podia imaginar…
Em Demelza, o leitor revisita personagens queridos do primeiro livro da série e conhece novos rostos inesquecíveis, embarcando em uma história de amores perdidos, traições, perdas e reencontros cujo desfecho é emocionante e memorável.”

 

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Poldark: Demelza foi traduzido por Enza Said e pode ser comprado com frete grátis no site www.pedrazuleditora.com.br.

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maio 16, 2017

[RESENHA] O RETORNO A CRANFORD, BBC 2009

 

Para ver a resenha de Cranford, primeira parte da adaptação do romance homônimo de Elizabeth Gaskell, clique aqui.

 

O Retorno a Cranford é uma série produzida pela BBC no ano de 2009, em continuação a Cranford. São dois episódios com roteiro adaptado de três romances de Elizabeth Gaskel: Cranford, O Chalé de Moorland e The Cage at Cranford. Também utilizou os enredos de Minha Lady LudlowMr Harrison’s Confessions e o artigo de não-ficção The Last Generation in England, para dar continuidade às histórias dos personagens da série anterior.

A ferrovia continua sendo uma grande preocupação para as conservadoras habitantes de Cranford. Porém, a esta altura o projeto começa a sair do papel. O desafio de abrir a cidade para o progresso é grande, mas a maior preocupação é em manter as tradições.

 

A apresentação do projeto da linha férrea.

 

Nessa continuação temos a bela história de amor de Peggy Bell e William Buxton, adaptada do romance O Chalé de Moorland, publicado no Brasil pela Pedrazul Editora. Quem já leu, mas não assistiu a série, pode estranhar a mudança dos nomes: no livro o casal é Maggie Browne e Frank Buxton. Frank torna-se William, pois outro personagem, Dr. Harrison, tinha Frank como prenome. Maggie Browne virou Peggy Bell na série porque seu sobrenome poderia ser confundido com o de outro personagem, Capitão Brown.

 

Peggy Bell e William Buxton.

 

A essência da história original permanece na série, mas foram necessárias algumas mudanças e cortes para que o casal pudesse se encaixar no contexto de Cranford. Peggy é uma doce jovem que é preterida pela mãe em favor de seu irmão Edward, um rapaz egoísta e de caráter duvidoso. William retorna a Cranford  após a morte de sua mãe.

O jovem se encanta com a beleza de Peggy e eles logo se apaixonam. Em uma viagem experimental da linha de trem para a sociedade de Cranford, ele a pede em casamento e ela aceita. Quando o Sr. Buxton, pai de William, descobre os planos do casal, se opõe veementemente ao matrimônio por causa da origem humilde da moça. Ele tinha em vista um vantajoso casamento entre William e Ermínia, sua sobrinha e herdeira de uma grande fortuna. Além disso, o Sr. Buxton almeja um futuro político para seu filho, embora este queira seguir carreira como engenheiro. William, decidido em manter o seu compromisso com Peggy, sai de casa e passa a trabalhar com Capitão Brown na construção da linha de trem. É uma grande mudança na vida do personagem, tendo em vista que o trabalho na linha férrea é bastante árduo.

 

“Sempre fomos iguais no coração.”

 

Um dos momentos mais românticos desta adaptação é um breve diálogo entre Peggy e William quando ela observa que as mãos do rapaz, que eram tão delicadas, ficaram grossas e com tantos calos quanto às mãos dela. Então, diz: Somos iguais, no fim das contas”. E ele responde: “Nós sempre fomos iguais no coração”.

 

(um clipe romântico dos personagens porque… sim!)

 

Enquanto William trabalha na construção da linha férrea, Edward se torna agente dos negócios de Mr. Buxton. Contudo, age de forma corrupta. Aqui nossa mocinha também tem de escolher entre o amor e a família e o faz com toda a coerência e retidão de pensamento que testemunhamos em O Chalé de Moorland.

O Retorno a Cranford foi uma série tão boa quanto sua antecessora. Com um roteiro muito bem feito, todas as histórias e todos os personagens são importantes e inesquecíveis. Esta é mais uma obra fantástica da querida BBC, com a participação de atores consagrados como Judi Dench, Francesca Annis, Michelle Dockery, Jim Carter, Tom Hiddleston, dentre outros. Vale muito a pena assistir e ter na coleção!

 

 

 

 

REFERÊNCIA

https://en.wikipedia.org/wiki/Return_to_Cranford

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

 

 

Veja o trailer da adaptação abaixo (em inglês):

 

 

abril 27, 2017

[RESENHA] JANE EYRE, ADAPTAÇÃO DA BBC (2006)

 

Jane Eyre é uma adaptação do romance homônimo de Charotte Brontë, em série de quatro episódios, produzida pela BBC no ano de 2006. Foi considerada um sucesso na época de sua estreia, tendo sido indicada a vários prêmios, ganhando três Emmys e um BAFTA.

Aqui temos uma heroína de espírito livre, que desde a infância não se deixa abater pelas maldades de sua tia Reed e de seus primos. Passamos rapidamente pela infância de Jane Eyre, mas todos os pontos mais importantes foram mostrados: o quarto vermelho e sua tortura psicológica, o retrato de família o qual ela não pôde participar e a sua passagem pela escola Lowood.

 

A pequena Jane Eyre no internato Lowood.

 

Ao mesmo tempo que clamava por liberdade, Jane Eyre ansiava por amar e ser amada, reciprocidade que ela teve poucas vezes em sua vida. Ir para Thornfield Hall, trabalhar como preceptora de Adele, traz para a vida da jovem um pouco de tudo aquilo que ela sempre sonhou: paz, um lar seguro e ser tratada como igual pelas outras pessoas.

O casal Jane e Rochester desta adaptação, interpretados por Ruth Wilson e Toby Stephens, foram os melhores que já vi até agora! Ambos possuem elementos que os tornam fieis ao casal do livro, portanto são verossímeis e apaixonantes. A sintonia entre os atores é tão boa que percebemos a faísca entre os personagens desde a primeira vez que Rochester chama Jane de bruxa, por ela ter enfeitiçado seu cavalo e tê-lo feito cair dele. Particularmente, adoro o Rochester desgrenhado de Toby Stephens, pois é como sempre imaginei o personagem. Além disso, o jeito grosseirão deste Rochester deu toques de comicidade ao personagem, o que achei bastante positivo, em contraponto a doçura e a inteligência de Miss Eyre.

 

 

Jane Eyre e Mr. Rochester são um dos meus casais favoritos da ficção. Não só por serem como iguais, como eles mesmos dizem em alguns momentos, mas também pela amizade que existe entre eles. Rochester confia a Jane quase todos os seus segredos e anseios mais profundos, sem reservas, e Jane, em contrapartida, é uma ótima ouvinte, pois não faz julgamentos, embora sempre exponha sua sincera opinião.

 

 

A aparição de Blanche Ingram, nobre e bela pretendente ao coração de Rochester, embora cruel com a apaixonada Jane Eyre, foi muito bem trabalhada e positiva para o casal nesta adaptação. A realidade é que Rochester tinha tanta necessidade de amar e ser amado quanto Miss Eyre, portanto não poupou esforços para deixar a jovem enciumada e assim ter provas de seu amor. O melhor de tudo é que ela terá a sua oportunidade mais tarde, rapidamente, contanto histórias do tempo que passou com St. John e suas irmãs, após a cerimônia frustrada de casamento entre ela e Mr. Rochester. Com todos os segredos revelados, nossa heroína deixa Thornfield Hall, mas apenas para descobrir que a ligação entre ela e o seu amado é forte demais para ser desfeita.

 

A “bela” Blanche Ingram.

 

Algum tempo depois de deixar Rochester, Jane retorna e o casal reafirma os seus sentimentos em uma das cenas mais belas das adaptações literárias; uma nova declaração para reafirmar tão grande amor:

“– Na noite em que fui embora… Na noite em que fui embora você falou de uma Villa que tinha no Mediterrâneo, onde poderíamos nos refugiar e viver como irmão e irmã.

– Eu me lembro.

(…)

– Jane, você ainda está aí? – pergunta Rochester sem poder enxergá-la.

– Estou, Senhor.

– Jane, esta Villa de que eu falei, com quartos separados e isso de beijos na bochecha nos nossos aniversários…

– Sim.

– Esse plano não me atrai como antes.

– Não quer que sejamos amigos? – pergunta Jane, temerosa de que o afeto de Mr. Rochester por ela tenha mudado.

– Jane, poderia fazer a gentileza de vir sentar-se ao meu lado? Jane… eu quero uma esposa. Eu quero uma esposa. Não uma enfermeira que cuide de mim. Eu quero uma esposa para compartilhar minha cama toda noite. Ou todo o dia, enfim… Se eu não puder ter isso, prefiro morrer. Jane, nós não somos do tipo platônico…

– Você pode me ver? – pergunta Jane, bem próxima a Rochester, que confirma.

– Então escute isso, Edward: sua vida não é sua para escolher se render, ela é minha. Ela é toda minha e eu o proíbo.” (Jane Eyre, BBC 2006)

 

 

O mais especial nesta adaptação é que a história prossegue um pouco mais além do reencontro do casal. Mesmo sabendo que nos filmes o tempo é mais curto, muitos diretores parecem ter predileção por finais abertos (vide Orgulho e Preconceito, 2005), mas considero um prejuízo quando diálogos importantes como o visto acima são cortados. Aqui, em quatro capítulos, toda a essência do maravilhoso romance de Charlotte Brontë consegue ser transmitida. Mais uma grande adaptação da BBC!

 

 

Elenco: Ruth Wilson (Jane Eyre); Toby Stephens (Edward Fairfax Rochester); Lorraine Ashbourne (Mrs. Fairfax); Tara Fitzgerald (Mrs. Reed); Andrew Buchan (St. John Rivers); Daniel Pirrie (Richard Mason); Christina Cole (Blanche Ingram); Claudia Coulter (Bertha); Georgie Henley (Jane Eyre, quando criança), dentre outros.

 

 

REFERÊNCIA:

https://en.wikipedia.org/wiki/Jane_Eyre_(2006_miniseries)

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

 

Veja também:

Jane Eyre, filme de Robert Stevenson (1943).

 

 

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