julho 10, 2017

[RESENHA] A AMA INGLESA, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse:  “Desde pequena, a menina Leonora se perguntava por que sua mãe sabia ler e escrever em dois idiomas e o pai sequer sabia ler em um deles. Instruída pela mãe francesa, a filha de um simples cuidador de cavalos muito cedo se vê sozinha no mundo, à mercê de uma tia autoritária e de um padrasto violador. Um encontro na infância provoca uma reviravolta em sua vida e ela vai trabalhar como ama da duquesa viúva de Pudhoe, uma dama autoritária, mas que a respeitava. Entretanto, quando lady Muriel Browne chega de Londres para passar uma temporada em Pudhoe Castle, no Norte da Inglaterra, tudo à sua volta muda. Leonora começa a ser destratada pela duquesa e até pelos outros servos, até então seu amigos.

Numa noite gelada em Newcastle, sem ter para onde ir, ela acaba se abrigando no celeiro, aconchegada à vaca da duquesa, para não morrer de frio. Ali ela é acordada brutalmente pelo capataz da propriedade e amparada por aquele cuja imagem permeara seus pensamentos durante cinco longos anos, o poderoso duque de Pudhoe, conhecido em toda a Europa por Lorde Perverso. Mas Leonora não o via assim. Pelo contrário. Achara-o caridoso. Afinal, se não fosse por ele, certamente não teria sobrevivido àquela noite.”

 

A Ama Inglesa é uma novela de época e o segundo volume da série independente O Quarteto do Norte, da escritora Chirlei Wandekoken. Quem leu A Estrangeira pode estranhar, a princípio, a linha narrativa dos outros livros do quarteto. Isso porque o primeiro livro é histórico, inspirado na Batalha de Otterbourne e consumiu vários anos de pesquisa para ser escrito. Nos outros três livros, Chirlei quis dar voz aos personagens secundários de A Estrangeira não focando, portanto, no contexto histórico. Foram estilos diferentes adotados pela autora, mas que não comprometeu em nada a qualidade das histórias.

 

Importante: Você sabe a diferença entre Clássico, Romance de Época e Romance Histórico?, por Mara Sop.

 

A Ama Inglesa é um verdadeiro conto de fadas para adultos. Trata-se de um livro com um apelo bem sensual, verdadeiramente picante. A mocinha, Leonora, amargou momentos de tristeza e abandono afetivo por ter sido posta, após o falecimento dos seus pais, aos cuidados de uma tia que não a amava. Seu consolo era a velha amiga Mary Ponsonby e Arthur Pearl Clifford, por quem era apaixonada desde os 13 anos. Era um amor impossível, pois Arthur em breve se tornaria o duque de Prudhoe.

Arthur ficou bastante tempo afastado de Prudhoe Castle. Passaram-se 1825 dias, para ser bem exata, até os caminhos dos dois se cruzarem novamente, com Leonora em apuros dormindo no celeiro de Prudhoe Castle. O duque era conhecido como lorde perverso, mas ele não o era. Leonora sabia disso. E ele a amava, embora um segredo do passado os impedisse de ficarem juntos.

Uma história de amor com todos os elementos que esperamos de uma boa narrativa do gênero. E com o plus da sensualidade que transborda das páginas do e-book! Um dos pontos positivos de A Ama Inglesa é a capacidade que a autora teve de, mesmo em uma história curta, promover tantas reviravoltas na vida dos personagens. A novela é envolvente e a escrita polida de Chirlei faz com que a leitura seja bem rápida. Se você leu A Estrangeira, certamente vai querer ler essa história. Se não leu, não se preocupe: tratando-se de uma série independente, mesmo que os livros mencionem os personagens do romance a experiência de leitura aqui e nas outras duas novelas é completa.

 

 

 

Título: A Ama Inglesa (O Quarteto do Norte, livro 2)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 119

 

Para ler um trecho deste livro, clique aqui.

 

 

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A Estrangeira (Livro Impresso);

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Uma resposta para "[RESENHA] A AMA INGLESA, DE CHIRLEI WANDEKOKEN"

Tamires de Carvalho [ETC.] AS MELHORES LEITURAS DE 2017 | Tamires de Carvalho - 21 dezembro 2017 às 09:21

[…] perdi com as novelas independentes que a autora escreveu sobre personagens secundários do romance, A Ama Inglesa, Um Cocheiro em Paris e, o meu favorito Fronteira da Paz. São histórias intensas e muito […]

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