dezembro 14, 2016

[RESENHA] SCORPIONS, LIVRO DE HERMAN RAREBELL

Sinopse: “Consolidar uma banda em uma época difícil, com a Alemanha dividida pela Segunda Guerra Mundial e em plena Guerra Fria; conquistar destaque no auge do rock e em meio a grandes bandas como The Beatles, Led Zeppelin, The Who e Deep Purple; e alcançar o sucesso, mantendo presença no mundo da música por tantos anos não é missão para qualquer um.

Herman Rarebell, ex-baterista do Scorpions, enfrentou todos esses desafios e traz em sua biografia, de maneira inédita, não apenas sua experiência em uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, mas também as curiosidades do circuito da música, os bastidores, a rotina com produtoras e gravadoras, as turnês, e, sim, o sexo e as drogas também.”

 

As histórias do Herman – Zé German – Rarebell são incríveis! Para quem é fã do Scorpions o livro é uma pérola: Imagina saber qual foi a inspiração para a composição de músicas como Blackout, Another Piece of Meat, He’s a Woman, She’s a man, além dos bastidores do mundo do rock!

Para quem conhece, mas não é tão fã, o livro cumpre o seu objetivo de apenas entreter, como Herman nos diz no termo de responsabilidade:

“A história a seguir tem apenas o objetivo de entreter! Deixe suas preocupações e problemas de lado. Neste livro não há nada além de diversão. Então, por favor, não procure nada além disso. Bem-vindo ao mundo do Scorpions!”

 

Uma passagem que achei interessante foi a que o Herman menciona o quão impressionado ficou com uma banda que estava surgindo no cenário do rock mundial, nos anos 80, que chegou a abrir um show do Scorpions numa determinada turnê. Esta banda, que está em atividade até os dias de hoje (e é maravilhosa) é o Iron Maiden!

As viagens, mulheres, loucuras, anonimato e sucesso: Não é, nem de longe, uma autobiografia tradicional. Os fatos são contados de forma bem natural, como uma conversa entre amigos, só que em 22 capítulos.

O livro tem como co-autor Michael Krikorian, que escreveu Tomorrow will be yesterday: The Story of BASH.

 

Minha coleção atual de DVDs do Scorpions. Sou muito fã!

 

Sobre os autores

HERMAN RAREBELL foi membro do Scorpions e participou de vários álbuns de sucesso dos anos 1970 e 1980. Também compôs músicas importantes da banda, como Rock you like a hurricane e Blackout.

MICHAEL KRIKORIAN escreve para diversos jornais, revistas, publicações online e possui uma coluna no portal Examiner.com. Também é diretor da fundação Rock and Roll Remembers (rockandrollremembers.org), que ajuda pessoas que foram importantes na comunidade do rock e passam por dificuldades. Escreveu, como já dito acima, Tomorrow Will be yesterday: The Story of BASH.

 

 

Título: Scorpions: Minha história emu ma das maiores bandas de todos os tempos
Autor: Herman Rarebel / Michael Krikorian
Tradução: Gus Monsanto
Editora: Panda Books
Páginas: 280

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[ATUALIZAÇÃO: 20/12/2016]

Herman Rarebell viu o link da resenha no Twitter e… retuitou! Fiquei em êxtase, na verdade, ainda estou… Bem-aventuradas sejam as hashtags, que fizeram o meu dia tão feliz e me deram um baita presente de natal!

 

[ATUALIZAÇÃO 2 – 22/12/2016]

 

[ATUALIZAÇÃO 3 – 27/12/2016]

dezembro 12, 2016

[ETC.] OLÍVIA, UM TEXTO DESCRITIVO

Olívia, minha musa inspiradora, com 1 ou 2 meses.

 

Estou fazendo um curso de redação na modalidade EAD pela Universidade Federal Fluminense (UFF), intitulado “Redação Prática: comunicando ideias por escrito“. Tem sido uma ótima oportunidade para aprender e treinar essa arte trabalhosa que é a escrita. Meu primeiro exercício prático foi elaborar um texto descritivo. Alguns temas foram propostos e eu escolhi escrever sobre um ser humano que eu conhecesse bem. Como é notório, Olívia tornou-se o meu tema favorito! Confira o texto abaixo; críticas são (sempre) muito bem-vindas!

 

Olívia

Ela veio ao mundo trazida pelo sol de uma terça-feira. Antes disso, sentia-se confortável. Vivia em um lugar quente, aconchegante e seguro. Obviamente, nos últimos tempos o aconchego dava lugar a um aperto, em que mal conseguia mexer-se. Sentia a sua casa mover-se em demasia, como se não houvesse um lugar em que pudesse repousar. Ainda assim, era o melhor lugar do mundo para se viver.

Na nova casa, uma casa muito diferente daquela a qual acostumara-se, gostava de perceber tudo. Seus olhos, desde as primeiras piscadelas, eram, portanto, atentos, como se quisesse reconhecer o quanto antes aquele mundo que outrora fora apenas sons e leves movimentos. Era tanta informação! Seria capaz de aprender tudo? Teria que aprender, pois não era possível retornar à antiga casa. Fora arrancada depois de uma janela ter sido aberta, depois de haver sido forçada durante muitas horas a sair sozinha.

Tinha bom peso e medidas. Mediram-lhe toda. De uma pontinha a outra. Falaram alguma coisa sobre estar tudo bem a uma pessoa que não conhecia ainda. Ela estava deitada e adormecera antes que o médico pudesse acabar de falar. Sua pele, de aspecto aveludado e um aroma angelical, possível apenas em seres recém-chegados a este universo, era branca, mas não pálida. Parda, como dizia alguns papéis, inclusive o que serviria para o seu registro civil. Tinha cabelos. Alguns cabelos negros, assim como o de seus pais. Mas com falhas, o que, entretanto, não roubava-lhe um milímetro sequer de graciosidade. Era de uma beleza ímpar, assim como todos os bebês.

Pensava ser o mundo uma escuridão orquestrada por batidas ora regulares, ora irregulares. Sentiu-se feliz em reconhecer as mesmas batidas e uma voz, a primeira voz de que teve consciência, em um dos abraços que recebeu. Soube que era da pessoa que ainda não conhecia; aquela que adormecera em uma mesa antes que o médico conseguisse finalizar a frase. Olívia gostava de ficar naquele abraço. Foi amor à primeira percepção. Aquele abraço, colo, como diziam, dava-lhe sustento. Era um abraço com cheiro de lar.

Era uma menina, mas já havia ganhado o mundo. Tinha uma grande família e um lar acolhedor. Tinha um quarto só dela, mas dormia com o colo que tinha cheiro de lar e dava-lhe sustento, e com outra pessoa, que também tinha cheiro de lar. Começara a fazer coisas e emitir sons que alarmavam a todos, especialmente sua mãe. Soube quem era sua mãe. E também, seu pai. Um pequeno choro e já não estava mais sozinha, podia ser claro ou escuro, como em sua antiga casa.

Percebeu-se feliz, pois sua chegada iluminara a todos. Muito mais que o sol daquela manhã.

dezembro 08, 2016

[LANÇAMENTO] O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN

A Editora Rocco lançará, em janeiro próximo, o livro O Clube de Leitura de Jane Austen, da autora norte-americana Karen Joy Fowler! A capa, como vocês podem ver acima, é lindinha, já estou encantada! O livro foi adaptado para o cinema em 2007 tendo no elenco nomes como Emily Blunt, Hugh Dancy, Amy Brenneman, dentre outros. Veja, abaixo, o release da Rocco, informando sobre o lançamento:

Uma das autoras mais queridas em todo o mundo, cujo bicentenário de morte ocorre em 2017, Jane Austen (1775-1817) segue arrebanhando uma legião de fãs em pleno século XXI com romances nos quais retrata a sociedade inglesa de sua época com precisão e ironia, especialmente a condição da mulher, que tinha no casamento a única forma de existir e ascender socialmente. É claro que o cinema deu uma ajudinha na popularização da obra da escritora, haja vista o sucesso de adaptações como Orgulho e preconceito e Razão e sensibilidade para as telonas. Mas o que explica o fato de, em vários países, nos dias de hoje, milhares de adolescentes e jovens continuarem devorando as histórias da escritora setecentista protagonizadas por mocinhas em busca de um bom casamento?

 

Em O clube de leitura de Jane Austen, romance da norte-americana Karen Joy Fowler que a Rocco lança em janeiro, cinco mulheres e um homem se reúnem para debater as obras de Jane Austen na Califórnia do início dos anos 2000. O livro, que também virou um filme de sucesso, é uma comédia de costumes contemporânea que mostra que, dois séculos depois, os relacionamentos afetivos e sociais continuam ocupando o centro de nossas vidas. Ou seja: mudam os códigos que regem as
relações, mudam as regras de comportamento, mas na essência continuamos lidando com o sonho de encontrar o par perfeito (ou pelo menos de viver um amor “que seja infinito enquanto dure”) e de sermos aceitos – e com as consequências de nossas escolhas. O que talvez justifique a atualidade da autora inglesa.

No livro, ao longo dos seis meses em que o eclético grupo se encontra para ler e discutir os romances de Jane Austen, casamentos são testados, novos romances vêm à tona, arranjos sociais e afetivos se fazem e desfazem, e os personagens acabam se dando conta de que suas vivências não são assim tão diferentes das experimentadas por Emma ou outras de suas protagonistas. E aprendendo com elas.

Com um olhar apurado e sensível para as fragilidades do comportamento humano e o quê de absurdo das convenções sociais, Karen Joy Fowler disseca as relações contemporâneas com acuidade, humor e ironia dignos da autora britânica. Uma homenagem a uma das maiores escritoras da língua inglesa e uma deliciosa comédia de costumes dos nossos tempos. Entre para O clube de leitura de Jane Austen, leitura perfeita para começar 2017.

 

 

Veja o trailer do filme abaixo:

 

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