julho 30, 2016

[ETC.] MINHA PRIMEIRA CAIXINHA DA TAG – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS

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Já tem um bocado de tempo que eu venho namorando uma assinatura da TAG – Experiências Literárias. Como neste mês de julho, para comemorar o aniversário dois anos, eles resolveram fazer uma edição especial e com desconto para os novos associados, resolvi me render e experimentar. E, olha, é mais legal do que eu imaginava!

 

Como funciona

A TAG funciona como uma espécie de clube do livro. Todo mês o associado recebe um livro surpresa, indicado por intelectuais de diversas áreas. Junto ao livro, recebemos também um marcador de páginas personalizado, uma revista falando sobre a obra enviada e algum “mimo” super especial. Aqui, o foco é na experiência proporcionada ao associado. Veja mais sobre na página da TAG Experiências Literárias.

 

Minha primeira caixinha, edição especial julho/2016

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 Confesso que sou do tipo que fica toda animada quando ouve o carteiro chamar. Na maioria das vezes, a encomenda é livro, o que me deixa mega feliz, mas a caixinha da TAG é especial, é como receber um presente! Não é exagero e este não é um publipost. É realmente muito legal receber um produto idealizado e organizado com tanto carinho! Recebi, inclusive, uma carta de boas-vindas!

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Custo x Benefício

Como já disse anteriormente, aproveitei a promoção de aniversário de dois anos da empresa para me associar, desta forma, minha primeira caixinha saiu com desconto. Atualmente o custo mensal é de R$ 69,90 com frete incluso. Em um primeiro momento o preço pode não parecer muito convidativo, mas a TAG não exige tempo mínimo de associação, ou seja, você pode cancelar a assinatura a qualquer momento, e caso desconfie que o livro do mês é algum que você já tenha, pode entrar em contato com eles que a situação é resolvida.

 

O livro de julho: O Vermelho e o Negro, de Stendhal

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Acima, vocês podem perceber que esta é uma edição que não é encontrada nas livrarias. É uma edição exclusiva (lindíssima) e comemorativa. Segundo a TAG, outras edições exclusivas virão. Neste mês, acredito que em razão do livro ser exclusivo e tudo o mais, não veio o “mimo”. Mas tudo bem, estarei aguardando ansiosa a próxima caixinha!

 

Sobre O Vermelho e o Negro

“Publicado na França pós-napoleônica, O Vermelho e o Negro é um clássico da literatura mundial. A obra narra a trajetória de Julien Sorel, um ambicioso filho de carpinteiro que faz de tudo para ascender socialmente. Inferior de berço, precisa revestir a sua revolta com polidez, seus interesses com paixão, sua hipocrisia com inocência e assim lutar contra a opressão e os preconceitos da exclusivista sociedade francesa do início do século XIX.

Stendhal apresentou neste romance realista um narrador revolucionário para a época. Ao inserir o leitor na mente do protagonista, o escritor criou um estilo que mais tarde influenciou nomes como Flaubert e Dostoiévski. Ao unir profundidade psicológica à análise social, este livro firmou-se como um dos pilares do cânone ocidental, ainda sempre atual e inesgotável.” (Fonte: contracapa)

 

A revista da TAG é muito bem elaborada e bastante interessante. No meu caso, que ainda não pude ler o livro, deu para me ambientar na história e no contexto a qual ela pertence, além de conhecer o curador do mês, e saber sobre a próxima indicação. Para finalizar, compartilho aqui a Lista de Hemingway, que eu li na revista da TAG, em que o autor elenca dezessete livros essenciais para todos aqueles que desejam escrever bem. Dois desses livros foram escritos por Stendhal.

 

A Lista de Hemingway

Anna Kariênina, de Liev Tolstói

Longe e há muito tempo, de W. H. Hudson

Os Buddenbrook, de Thomas Mann

O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Guerra e Paz, de Liev Tolstói 

A sportsman’s sketches, de Ivan Turguêniev

Os irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski

Hail and farewell, de George Moore

As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain

Winesburg Ohio, de Sherwood Anderson

A Rainha Margot, de Alexandre Dumas

A casa Tellier, de Guy de Maupassant

Dublinenses, de James Joyce

Autobiografias, de William Butler Yeats

O vermelho e o negro, de Stendhal

A cartuxa de parma, de Stendhal

 

Bom, preciso colocar as minhas leituras em dia, pois só li dois dos dezessete livros citados acima…

 

No mês de agosto, a curadora será Heloisa Seixas, que indicou um clássico nacional! Conheço um pouco o trabalho da curadora pois ela traduziu uma das edições que eu tenho do maravilhoso romance Jane Eyre! Não sei qual será o livro de agosto e também não pesquisei, para manter o suspense até o último segundo. Você saberia dizer qual é o livro com base no texto abaixo?

 

“Publicado na década de sessenta, a polêmica obra tem como protagonista um rico empresário carioca que, às vésperas do casamento da filha, desespera-se com o rumor de que o seu genro seja homossexual. Página a página, adentramos na intimidade deste homem e de sua família aparentemente comum, mas que esconde a sexualidade reprimida, o preconceito, o adultério, o incesto, a perversão e a hipocrisia.

Em uma narrativa ágil e viciante, percorremos conhecidos cenários cariocas e encontramos personagens comuns do nosso cotidiano, enquanto nos deparamos com grandes tabus da nossa sociedade; o leitor acompanha, cena após cena, essa despudorada literatura, que ousa falar de homossexualidade, incesto e traição em plena década de sessenta. Não é a toa que, poucos meses após a sua publicação, a obra foi censurada pela ditadura.”

 

ATUALIZAÇÃO: Veja a resenha do livro indicado pela Heloisa Seixas aqui.

 

julho 21, 2016

[RESENHA] A MAMÃE É ROCK, DE ANA CARDOSO

Sinopse: “Este é um livro sobre a maternidade e todos os sentimentos loucos que as mães têm em relação a quem de alguma forma criam, seja um filho biológico, adotivo, neto ou sobrinho. É sobre família, mas é principalmente sobre as mães, esses seres que falam uma língua estranha e chata que só entende quem entra para o clube.Não se preocupe, não é um livro de lamentações. É o contrário: tem histórias engraçadas, singelas e verdadeiras. Aqueles que leram O papai é pop estão convidados a conhecer o lado mais in/tenso da experiência. A mamãe é rock é um recorte sem filtro dos divertidos e comoventes malabarismos que um casal moderno faz todos os dias para crias suas filhas.”

Conheci as crônicas do Piangers há pouco tempo, mais precisamente no episódio em que ele e as suas filhas, Anita e Aurora, estiveram no programa Encontro com Fátima Bernardes. Na ocasião, a pequena feminista Anita falou sobre o machismo que é não ter fraldário nos banheiros masculinos, em locais como shoppings, por exemplo. Infelizmente, é bem verdade que poucos estabelecimentos possuem uma área “neutra” para que não só as mães executem a tarefa de trocar as fraldas dos pequenos. Os donos desses estabelecimentos não consideram a possibilidade de os pais saírem sozinhos com seus bebês. Enfim, a fala da menina repercutiu na internet e eu quis saber mais sobre a família. Que bela descoberta! Li O Papai é Pop e, em breve, lerei O Papai é Pop 2. Mas quando soube que a esposa do Piangers, a Ana Cardoso, ia lançar o A Mamãe é Rock, fiquei super empolgada! Comprei o e-book na pré-venda e o li rapidamente, madrugada a dentro, enquanto a minha bebê dormia.

O livro já começa com uma ótima frase da Malala Yousafzai:

“Como de hábito, meu pai não ajuda na cozinha. Eu o provoco: ‘Aba, você fala em direito das mulheres, mas é a minha mãe que cuida de tudo! Você nem ajuda a lavar a louça do chá!’”

 

Ana Cardoso se propõe a falar sobre o lado in-tenso da criação, mas faz isso de uma forma bem leve e divertida. No meu caso, sendo mãe há pouco tempo, mesmo assim, me identifiquei com algumas situações, vislumbrei outras e reconheci um pouco da minha mãe em várias das crônicas da autora. Essa é uma leitura também para avós, tias, irmãs mais velhas, enfim, para todas as mulheres que desempenham esse maravilhoso, porém árduo, papel de mãe. E também para os homens, por que não, para que saibam um pouco mais sobre nós e também entendam nossos momentos mais delicados.

 

 

Ana Cardoso e suas filhas, Aurora e Anita.

Ana Cardoso e suas filhas, Aurora e Anita.

 

Adoro O Papai é Pop! Piangers é um exemplo desse novo modelo de pai que nós tanto precisamos, amigo, companheiro e participativo. Mas, de agora em diante, virei fã da Ana Cardoso, a mamãe rock!

Abaixo, o trecho com o qual eu mais me identifiquei. Parece ter sido escrito para mim:

“Um dia você não toma banho, não consegue comer direito e não entende muito bem aquela criaturinha que não desgruda de você nem um segundo.

No outro, você sai só e, ao invés de se sentir livre, sente saudades da pessoinha e entende que suas emoções nunca mais serão claras depois de ter passado por um processo de multiplicação.”

 

 

 

Título: A Mamãe é Rock
Autora: Ana Cardoso
Editora: Belas Letras
Páginas: 112

Compre pela Amazon: A Mamãe É Rock

julho 21, 2016

[LETRAS] LATIM, PRA QUE TE QUERO

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Estou iniciando, neste segundo semestre, o estudo da disciplina que está dentre as mais importantes do curso de Letras, o Latim. Voltarei a falar mais sobre as aulas na medida em que eu for assimilando o conteúdo. Enquanto isso, compartilho aqui o texto abaixo, retirado do blog Quando Tudo é Importante, que foi disponibilizado no ambiente virtual de boas vindas da disciplina Latim Genérico, na Plataforma Cederj.

 

DAD SQUARISI: LATIM, PRA QUE TE QUERO?

 Expulsaram o latim da escola há meio século. Não adiantou. Teimosa, a “linguinha” bate à nossa porta sem cerimônia. Na televisão, o ministro diz que é demissível ad nutum. O jornal anuncia que o presidente recebeu o título de doutor honoris causa. O advogado afirma que vai entrar com pedido de habeas corpus em favor do cliente.

 

Mais: a placa do restaurante ostenta o nome Carpe Diem. O professor pede: “Escreva assim, ipsis litteris”. O repórter considera sui generis a reação do candidato. O diplomata foi tratado como persona non grata. Dura lex, sed lex, consola o juiz.

 

Criaturas tão íntimas merecem tratamento respeitoso. A reverência impõe duas condições. Uma: grafá-las como manda a norma culta. A outra: dominar-lhes o significado. Vamos lá?

 

Ad nutum quer dizer à vontade. O empregado sem estabilidade pode ser demitido segundo o humor do patrão — a qualquer momento.

 

Honoris causa significa pela honra. Para ostentar o título de doutor, a maioria dos mortais tem de ralar. Mas pessoas ilustres podem chegar lá sem exame. Tornam-se doutores honoris causa.

 

 Habeas corpus é o nome da lei inglesa que garante a liberdade individual. Em português claro: que tenhas o corpo livre para te apresentares ao tribunal.

 

 Carpe Diem dá o recado: aproveita o dia de hoje. A vida é curta; a morte, certa.

 

 Ipsis litteris tem a acepção de textualmente — sem tirar nem pôr.

 

 Sui generis: ímpar, sem igual.

 

 Persona non grata: usada em linguagem diplomática para dizer que a pessoa não é bem-aceita por um governo estrangeiro. Pessoa que não é bem-vinda.

 

 Dura lex sed lex? Está na cara, não? É isso mesmo. A lei é dura, mas é lei.

 

 Reparou? As expressões latinas não têm acento nem hífen. Se aparecer um ou outro, elas perdem a originalidade. Entram, então, na vala comum dos compostos. Ganham hífen. Compare: via crucis e via-crúcis, habeas corpus e hábeas-corpus, in octavo e in-oitavo.

 

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