março 16, 2016

[RESENHA] COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, DE JOJO MOYES

Sinopse: “Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.”

 

Como eu era antes de você esteve em evidência por muito tempo desde o seu lançamento em 2012 aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. Jojo Moyes deixou muitos leitores com o rosto inchado, emocionados com a história de Lou e Will. Eu adiei por muito tempo essa leitura, mas resolvi fazê-la agora, antes do lançamento da adaptação cinematográfica, prevista para ser lançada em junho deste ano. Foi uma leitura intensa e eu acabei entrando para a “tribo dos cara inchada”.

O livro fala sobre Lou e Will. Ela, uma jovem desempregada de vinte e seis para vinte e sete anos, sem grandes perspectivas e um namorado que não ama. Já Will, é um jovem de trinta e poucos anos, que teve sua agitada e independente vida paralisada por um atropelamento, que o deixou tetraplégico.

Lou é contratada para ser uma espécie de cuidadora de Will. Não uma responsável por seus cuidados médicos, que são muitos e executados pelo enfermeiro Nathan, mas para ficar atenta ao pouco que Will faz e para qualquer coisa que ele precisar. Um tempo depois de iniciar a sua jornada como cuidadora, a moça descobre que Will já havia tentado se matar e que o objetivo de sua contratação seria, além de servir como uma babá, tentar fazê-lo perceber que seria possível viver bem, mesmo com suas limitações. Era de conhecimento da família que o rapaz não tinha mais vontade de viver, dessa forma Lou tinha apenas seis meses para tentar fazer Will desistir da eutanásia.

Como eu era antes de você é a história de um amor que nasceu no momento errado e com as pessoas mais improváveis, tal como uma flor que nasce no deserto. Achei incrível como Jojo Moyes abordou a questão do suicídio assistido e suas motivações. Muitas vezes, temos a romântica ideia de que o amor é capaz de mudar tudo e a autora nos mostra que sim, isto é verdade, mas não necessariamente deve seguir o modelo perfeitinho de um conto de fadas. O amor muda a realidade de Lou e Will da forma que é possível. Essa é, na minha opinião, a beleza dessa história.

 

“Fiz a única coisa que me ocorreu. Inclinei-me e encostei os meus lábios nos dele. Will ficou indeciso um instante e retribuiu o beijo. Por um instante, esqueci tudo: o milhão e meio de motivos para não fazer aquilo; meus medos. O motivo para estarmos ali. Beijei-o, sentindo o cheiro da pele, os cabelos macios nas minhas mãos. Quando ele retribuiu, tudo isso desapareceu e ficamos apenas os dois numa ilha, no meio do nada, sob milhares de estrelas cintilantes.” (p. 281)

 

Prepare o lencinho e não deixe de ler esse livro: não é apenas Lou que muda após conhecer Will. Nós também mudamos depois desse romance. Espero que o filme seja tão lindo e emocionante quanto as páginas escritas por Jojo Moyes! 

 

 

 

Título: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
Tradução: Beatriz Horta
Editora: Intrínseca
Páginas: 320

 

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Veja o trailer do filme:

março 10, 2016

[RESENHA] A BRANCA VOZ DA SOLIDÃO, DE EMILY DICKINSON

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Sinopse: “Moça bela e prendada que não se sujeitou ao casamento numa época em que muitas opções eram negadas às mulheres Emily Dickinson dedicou-se depois de adulta a uma vida de completa reclusão tendo passado mais de vinte anos sem sair de casa e sem receber visitas. Suas únicas tarefas eram cuidar da mãe doente cozinhar e cultivar flores exóticas além é claro de fazer versos. Nos bolsos do avental ou do vestido branco que costumava usar havia sempre lápis e papel e entre uma ocupação e outra ela rabiscava os seus poemas. Alguns deles eram passados a limpo em cadernos outros eram enviados a amigos e parentes com os quais ela se correspondia e outros ainda na forma de esboços ou de rascunhos quase indecifráveis eram engavetados. Foram assim encontrados depois de sua morte uns na mais completa desordem outros em mãos de terceiros. O trabalho de edição de sua obra coube de início a um crítico literário Thomas Higginson que não apreciava a sua poesia e por mais de uma vez a havia aconselhado a não publicá-la e à amante de seu irmão Mabel Loomis Todd que ela se negara a conhecer pessoalmente. Editados e formatados ao gosto de cada época os poemas de Emily Dickinson tornaram-se ao longo dos anos um sucesso de vendas e foram aos poucos conquistando a crítica literária que antes via nela uma simples “poetisa’ de ocasião cujos versos “estranhos’ e “difíceis’ não se enquadravam nos ideais estéticos da poesia lírica e que hoje a consagrou como uma das maiores expressões da literatura universal.”

 

Emily Dickinson (1830-1886) foi e ainda é um grande mistério. Sabe-se que ela tinha uma vida reclusa, não se casou e mantinha nos bolsos de seu avental, ou do vestido branco que costumava usar, lápis e papel onde escrevia seus poemas. Sua obra passou a ser de conhecimento do grande público após o seu falecimento e o sucesso e o reconhecimento vieram bastante tempo depois disso. Hoje, a autora é considerada uma das maiores expressões da literatura universal.

 

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Emily Dickinson. Fonte: Tumblr

 

“É tudo que hoje tenho para dar-te –  
Isto – e meu coração – 
Isto, e meu coração, e mais os campos 
E prados na amplidão – 
Não te percas na conta – se eu esqueço 
Alguém tem de lembrar –  
Isto, e meu coração, e cada Abelha 
Que no Trevo morar.” 
 
Emily Dickinson, A Branca Voz da Solidão. Tradução de José Lira. 

 

 

A Branca Voz da Solidão, publicado pela Editora Iluminuras, é uma ótima edição para ter na estante e ler ocasionalmente. Os poemas de Dickinson foram traduzidos por José Lira, grande conhecedor da biografia da autora e de sua obra, tendo publicado, também pela Iluminuras, o título Emily Dickinson: Alguns poemas, finalista do Prêmio Jabuti de 2007. A publicação é bilíngue e acompanha um belo marcador de páginas em sua orelha, o qual não tive (e certamente não terei) coragem de destacar. 

 

Título: A Branca Voz da Solidão
Autora: Emily Dickinson
Tradução: José Lira
Editora: Iluminuras
Páginas: 352

 

Compre pela Amazon: A Branca Voz Da Solidão

 

março 04, 2016

[RESENHA] ORGULHO E PRECONCEITO EM HQ

Sinopse: ““É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atrás de uma esposa.”Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família?Jane Austen se referia a Orgulho e preconceito (1813), o primeiro romance que escreveu, como seu “filho querido” – e gerações de leitores lhe têm dado um cantinho em seus corações desde então. A atração irresistível que ela retrata, entre a vivaz e independente Elizabeth Bennet e o austero e solene Sr. Darcy, se insere entre as maiores, mais românticas e mais engraçadas histórias de amor já contadas.”

 

Uma história, quando é boa, não se esgota em si mesma. Por essa e outras razões, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, vem sendo adaptada com sucesso para o cinema, teatro, televisão, e agora, em HQ!

A Editora Nemo trouxe para o Brasil uma ótima adaptação em HQ de Orgulho e Preconceito, adaptada por Ian Edginton, ilustrada por Robert Deas e com tradução de Fernando Variani e Gregório Bert. A edição está impecável e é peça obrigatória não só na coleção dos fãs de Austen, como também na dos aficionados em quadrinhos.

O roteiro foi muitíssimo bem estruturado, pois em momento algum temos a impressão de estarmos acompanhando uma história picotada. Todos os momentos e diálogos mais importantes do clássico de Jane Austen estão na HQ e as ilustrações casam perfeitamente com a adapatação. Detalhes como a paleta de cores escolhida para as cenas, o olhar dos personagens, seus gestos mais discretos, humores… enfim, toda a essência do romance está presente nesta HQ. Além de ser uma ótima forma de apresentar Jane Austen e sua história a quem ainda não conhece, Orgulho e Preconceito em HQ é mais um meio de se encantar com esses personagens, queridos há mais de duzentos anos.

 

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Título: Orgulho e Preconceito em HQ
Autores: Jane Austen; Ian Edginton (adaptação); Robert Deas (ilustração)
Tradução: Gregório Bert e Fernando Variani
Editora: Nemo
Páginas: 144

 

Veja o Booktrailer:

 

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