[DIÁRIO] “QUANDO NÃO ESCREVO EU TO MORTA”: CLARICE LISPECTOR

[DIÁRIO] “QUANDO NÃO ESCREVO EU TO MORTA”: CLARICE LISPECTOR

“Então porque continuar escrevendo?”

“E eu sei?”

 

Estou lendo a obra de Clarice Lispector e sempre gosto de pesquisar sobre a vida dos autores que estou lendo, fazer um diário de leitura mesmo. No caso de Clarice, por ser literatura nossa e contemporânea, fica bem fácil: seus livros estão facilmente disponíveis no mercado e geralmente em bom preço. A ocasião do centenário de nascimento da autora neste ano de 2020 (em 10 de dezembro) oferece aos leitores uma gama ainda maior de edições especiais e compilações de sua obra (edições completas de contos, crônicas e cartas).

 

“Reconhecida pela crítica literária brasileira e estrangeira como uma das maiores escritoras do século XX, Clarice Lispector mudou os rumos da narrativa moderna com uma escrita singular, passando por diversos gêneros, do conto ao romance, da crônica à dramaturgia, da entrevista à correspondência e, também, pelas páginas femininas.

Nasceu em 1920, na Ucrânia. De família judia, chegou ao Brasil com os pais e mais duas irmãs em 1922 e foi naturalizada brasileira. Formou-se em Direito, trabalhou como jornalista e iniciou sua carreira literária com o romance Perto do coração selvagem.” (Fonte: página da autora na Amazon)

 

“Considerada um dos maiores nomes da literatura brasileira, Clarice Lispector estreou com o premiado romance Perto do coração selvagem (1943), que mereceu atenção apaixonada da crítica, dada a singularidade de sua escrita. Além de romancista, autora dos aclamados A paixão segundo G.H. (1964) e A hora da estrela (1977), firmou-se como contista graças a títulos como Laços de família (1960) e A legião estrangeira (1964). Sua obra inclui também livros para o público infantojuvenil e um vasto número de crônicas. E é hoje amplamente traduzida e divulgada, o que faz com que seja colocada pela crítica ao lado de autores internacionalmente reconhecidos, como Virginia Woolf, Kafka e Katherine Mansfield.” (Fonte: Instituto Moreira Salles)

 

Para mim, ler Clarice Lispector tem sido descobrir as minúcias de alguém tão famoso quanto desconhecido, ou melhor, que não se conhece nem vai se conhecer em profundidade, embora busquemos isso. Pode parecer confuso, mas quem é que a gente conhece em profundidade, não é mesmo? Nós?!

Lendo Clarice percebo ter a oportunidade de aprofundar-me em mim mesma. Neste post, reuni alguns links e páginas úteis para mim e para quem também estiver no princípio (ou recomeço) dessa Jornada Clariciana!

 

“Sou tão misteriosa que não me entendo.” C.L.

 

Ouça sobre a vida e a obra de Clarice Lispector no podcast (abaixo) e leia sobre a autora na página especial do centenário da escritora no site da editora Rocco.

 

 

Veja também: Clarice Lispector na lista dos 40 livros favoritos de Elena Ferrante escritos por mulheres.

 

“Eu não queria que meus filhos sentissem a mãe-escritora, mulher ocupada, sem tempo para eles. […] Eu sentava num sofá, com a máquina de escrever nas pernas, e escrevia. Eles, pequenos, podiam me interromper a qualquer momento. E como interrompiam.” 

Entrevista ao jornal O Globo em 29/04/1976.

 

O Instituto Moreira Salles publicou uma página especial em comemoração ao centenário de Clarice, sinta todo o deslumbramento (é realmente lindo o site!) e leia trechos da obra da escritora clicando aqui!  Veja também a lista de publicações de Clarice Lispector, que inclui romances, novela, literatura infantil… clicando aqui.

 

Não sei quantas vezes assisti a entrevista de Clarice Lispector ao jornalista Julio Lerner (de 1977, ano do falecimento da escritora). Acho que é uma fonte sem igual, onde temos não só uma simples entrevista, mas também silêncios, reflexões… quase uma sessão de terapia (para ela? para nós?).

Assista ou reassista logo abaixo. Vamos ler (e reler) Clarice?

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