novembro 29, 2018

[RESENHA] DE UM GRANDE AMOR E DE UMA PERDIÇÃO MAIOR AINDA, DE LETÍCIA WIERZCHOWSKI

Sinopse: “De um grande amor e de uma perdição maior ainda apresenta uma inovação de Leticia Wierzchowiski diferente do que os leitores estão acostumados. A trama, protagonizada por um malandro tipicamente brasileiro, lembra muito mais o universo de Jorge Amado do que o dos heróis de guerra das obras anteriores. Com muito humor, a autora conta as incríveis aventuras amorosas de Bibico Nunes, um mulato de inesquecíveis olhos azuis que coleciona mulheres por onde passa, até o dia em que se apaixona por Cecília Antônia de Alfierez, a rica viúva de um deputado. Cecília, percebendo que está prestes a cair num despenhadeiro de amores, cria um sistema de regras para sua paixão: um calendário com dias e horas para amar. Como na mitologia grega, quando as deusas do Olimpo disputam o belo Páris, filho do rei de Troia, Bibico Nunes é ambicionado não apenas pelas mulheres de carne e osso, mas também pelas deusas de areia, vento e mar, senhoras do Candomblé, Iansã, Oxum, Obá e Iemanjá. De um grande amor e de uma perdição maior ainda traz sexo, pimenta, magia, cenários cintilantes e intrigas amorosas.”

 

Há alguns anos, quando eu era uma auxiliar administrativa recém-contratada, precisei viajar até a cidade de Manhuaçu, pois havia uma palestra do CRO-MG para acontecer naquela cidade, organizada pela regional a qual eu faço parte, Muriaé. Uma das minhas atribuições na época era prestar assistência na organização desses eventos. Nessa viagem, que foi a primeira que eu fiz a trabalho (sem contar o treinamento em Belo Horizonte), eu encontrei o livro De um grande amor e de uma perdição maior ainda, da Letícia Wierzchowski. De imediato a capa de conquistou e eu, que estava fazendo uma baldeação no distrito de Realeza, aguardando um ônibus para o meu destino, comprei o livro e fiquei com ele nas mãos até chegar ao hotel.

Não tive muito tempo para ler, pois não conhecia a cidade e estava a trabalho. Dei uma olhada nas primeiras páginas, mas tive meu encontro com Bibico Nunes só à noite. Fui fisgada pela leitura e, na manhã seguinte, quando eu estava novamente em Realeza, esperando um ônibus para Muriaé, já havia acabado de ler. Há pouco tempo trabalhando no Conselho, eu tinha o hábito de carregar um caderno com várias anotações sobre procedimentos burocráticos diversos e foi nesse caderno que eu fiz um esboço de resenha, porque terminada a leitura, eu precisava colocar algumas palavras para fora, precisava recomendar o livro para alguém. Mas quem?

De um grande amor e de uma perdição maior ainda foi o primeiro livro que me fez ter vontade de ter um blog literário. Nesta última semana eu reli o romance de Letícia Wierzchowski e não só me apaixonei novamente por seu protagonista, mas também por esse ofício irresistível de indicar livros para pessoas que, na maioria dos casos, eu nem conheço (mas considero pacas, como dizíamos no finado Orkut)!

A antiga resenha, das primeiras que eu postei no Skoob, você pode ler abaixo:

“De um grande amor e de uma perdição maior ainda” é um romance de Letícia Wierzchowski, autora do aclamado “A casa das sete mulheres”, que retrata o amor e a paixão que o mulato Bibico Nunes tem pelas mulheres.

É uma história para quem, pelo menos, respeita a magia dos orixás. Se você se sente incomodado (a) com esse tipo de assunto, talvez possa não gostar tanto do livro, pois paralelamente às confusões e amores de Bibico Nunes, vemos um pouco sobre os orixás e sua disputa pelo mulato.

Bibico Nunes, como todo malandro, seduz até quem lê a sua história. Mulato dos olhos azuis, de cabelo europeu, asseado no terno branco e na água de colônia, é a perdição das mulheres de Rio Partido. Apaixona-se pela viúva de um deputado, engravida (de gêmeos) a filha de um general, e também a prima dela, além de despertar a paixão de Iemanjá.

Letícia Wierzchowski nos presenteia com a vida, os amores e as confusões do malandro Bibico, numa história envolvente e muito gostosa de ler. Recomendo!

 

 

Veja bem: o que eu disse na resenha não é (tanto) spoiler: o romance de Wierzchowski não é linear, tipo início, meio e fim. Ela usa muito o recurso do flashback, então desde o começo já sabemos que a história não trata de um romance tradicional porque além das mulheres, Bibico Nunes, o irresistível malando, é cobiçado desde o nascimento pelos orixás. A escrita da autora é de um lirismo belíssimo, encantará até mesmo quem não tem muito conhecimento sobre religiões de matriz africana, como o Candomblé. Além disso, a forma como foi estruturado o romance não faz com que a gente desista da história. Mesmo sabendo o que acontece, queremos saber o porquê e como. Nisso a autora foi perfeita!

O romance é ambientado no Brasil de 1965 e, embora não se aprofunde na questão da ditadura, temos algumas pinceladas críticas sobre a política da época (Bibico se envolve com a viúva de um deputado e com a filha de um general — torturador — do exército). Esse é um detalhe que eu percebi apenas agora, mais calejada nesse ofício de ler e escrever sobre as minhas leituras e, claro, por ter lido novamente a obra.

 

“Bibico Nunes era um homem do mundo, não de uma ou outra mulher. Querê-lo só para si era como querer engarrafar o mar.” (p. 117)

 

Essa pode não ser uma leitura fácil ou agradável para quem segue religiões que não acreditam em orixás. No entanto, mais uma vez digo que recomendo essa leitura! Para quem não é do axé, creio que será mais simples se você encarar os personagens simplesmente como literatura. Sem dúvidas, a leitura é uma boa forma de sairmos da zona de conforto e de se abrir a culturas diferentes da nossa.

 

 

Título: De um grande amor e de uma perdição maior ainda

Autora: Letícia Wierzchowski

Editora: Record

Páginas: 266

Compre na Amazon: De um grande amor e de uma perdição maior ainda.

novembro 23, 2018

[RESENHA] MENINOS SEM PÁTRIA, DE LUIZ PUNTEL

Sinopse: “Marcão e Ricardo vivem na pequena cidade de Canaviápolis com a mãe, que está grávida, e com o pai, que é jornalista. Durante uma partida decisiva de futebol de botão o pai dos meninos chega em casa apavorado, contando que arrombaram a redação do jornal onde trabalha. Alguns dias depois, a família começa a receber ameaças pelo telefone e na rua. O jornalista e a mulher ficam preocupados, até que um dia o pai de Marcos desaparece. Com a ajuda de freiras, eles descobrem que o pai está na Bolívia e começam então uma verdadeira jornada no exílio, passando pelo Chile e pela França. Marcão e seus irmãos vão viver as aventuras da infância e da juventude longe de casa, durante o período do regime militar no Brasil. Sob a perspectiva do garoto, os leitores das novas gerações aprenderão sobre a história recente do país neste clássico de Luiz Puntel da série Vaga-Lume.”

 

Neste instante em que os meus dedos tocam as teclas do teclado do computador para iniciar mais uma resenha, tenho ainda meus olhos marejados e a garganta em nó por finalizar a leitura de Meninos sem pátria, de Luiz Puntel, livro integrante da série que apresentou o mundo dos livros a muitos alunos de escolas públicas: a série Vagalume.

Pensando em escolas públicas, eu, que tive minha formação majoritariamente feita em escolas estaduais, uma pequena parte em Minas Gerais e o segundo segmento do ensino fundamental e todo o ensino médio no estado do Rio de Janeiro, não posso ter outra conclusão que não seja o quanto o ensino que eu tive da história do Brasil foi falho ou praticamente inexistente, em detrimento das conquistas, sobretudo europeias.

Não culpo minhas professoras ou os livros didáticos adotados por elas, tenho certeza (hoje mais do que nunca, como estudante de licenciatura) de que elas fizeram o possível dentro do programa que tinham de seguir, com os recursos disponíveis e com o tempo que dispunham para nos ensinar. Mas uma coisa é certa: eu não aprendi muita coisa sobre a história recente do Brasil na escola. Tampouco acho que os alunos de hoje (terminei o ensino médio em 2006) estejam aprendendo.

Há bastante tempo tenho consciência de que a ditadura não foi uma coisa boa. Ditaduras não são boas em época alguma, em lugar nenhum, diga-se de passagem. Mas eu sei que a ditadura aqui no Brasil matou muita gente inocente, e que a pecha de subversivo era posta em gente que, simplesmente, não tinha o corte de cabelo adequado ou andava de sapato de sem meias, por exemplo. Não era só bandido que era preso ou torturado. É um pensamento muito reducionista achar que, por não conhecer alguém que foi torturado ou que gente boa não tinha o que temer , simplesmente a ditadura não tenha sido tão ruim assim, ou talvez tenha sido apenas uma revolução com a finalidade de espantar a ameaça comunista. A prova de que não estudamos o suficiente da nossa história recente é que ainda existem pessoas com medo da ameaça comunista até hoje, em pleno 2018.

Da ditadura, em meus anos escolares ou de estudos para o vestibular, lembro apenas de alguns nomes, do AI5, algumas mortes, como a do jornalista Vladmir Herzog (citado no livro de Luiz Puntel), mas quase nada sobre as famílias dessas pessoas, do porquê do exílio e de que o exílio não era uma turnê pela Europa, não eram férias de luxo.

Meninos sem pátria, livro que acabei de ler, preencheu essa lacuna perfeitamente. Mas é ficção, você pode estar pensando aí, revirando os olhos. É ficção, mas com os pés cravadíssimos na realidade do período dos governos militares no Brasil (1964-1985). Com um adendo de luxo que os livros de história nem sempre conseguem ter: a ficção desperta a empatia, nos envolve na história de pessoas inventadas, mas que representam pessoas reais. Não a toa, terminei a leitura entre lágrimas…

O livro conta história da família de um jornalista da cidade de Canaviápolis. Um jornalista subversivo, que denunciava os abusos policiais e, por esta razão, teve seu jornal depredado e logo teve de buscar asilo político em outro país com sua família. Passaram pela Bolívia, Chile (que logo se tornaria também uma ditadura) e por fim, conseguiram alguns anos relativamente estáveis na França. Relativamente porque Zé Maria não parou de denunciar os abusos e as mortes do governo militar no exílio. Na França, ele passou a escrever para o jornal Le Monde.

 

Sendo o livro voltado para jovens, quem narra o período de fuga e medo é Marcão, o filho mais velho de Zé Maria e Tererê, irmão de Ricardo, Pablo (nascido no Chile) e de Nicole (nascida na França). E pelos olhos de um menino que teve a adolescência marcada pelo exílio, tentando entender o que era ser um menino sem pátria, vivendo entre línguas e culturas diversas de sua nativa, Meninos sem pátria é uma aprendizado fenomenal sobre a ditadura em suas 127 páginas, mais eficaz que muito manual de decoreba de nomes, datas e atos institucionais que nem sempre compreendemos quando temos a idade de Marcão e precisamos estudar e muitas vezes as informações só descem goela abaixo e viram apenas nomes esparsos em nossa memória.

Não li Meninos sem pátria na época do colégio (se eu tivesse lido uma releitura certamente me faria lembrar) apesar de ter sido uma devoradora da série Vagalume, fundamental no meu gosto pela leitura em uma época que eu tinha pouquíssimos livros em casa e que a biblioteca do Colégio Estadual Rotary era a minha principal fonte de leitura. Interessei-me pela leitura neste momento, não vou negar, após a notícia de que um colégio carioca teve o livro censurado, sob acusação, por parte dos pais dos alunos, de doutrinação comunista. Acredite: a palavra comunismo não é sequer mencionada. O livro é sobre ditadura, e ditaduras são ruins, não importa de onde venham. Ou não são? Falar sobre a ditadura é ser comunista? O que será que essas pessoas entendem por comunismo?

Talvez esses pais não tenham estudado o suficiente, ou realmente temam uma invasão comunista, do alto de seus smartphones e de suas fontes extremamente confiáveis no whatsapp.

 

“— Mas, como vocês sabem, estamos proibidos de pisar o solo brasileiro. Muitos de nós, para ser franco, acho que nunca comemoramos o 7 de Setembro. Muitos de nós temos vivido sempre fugindo de país em país, como se fossemos bandidos perigosos. Por isso, quero agradecer a Monsieur Fauré a oportunidade que ele nos deu, de aprendermos, com esta atividade, muitas coisas sobre o nosso país, sobre a nossa pátria.

Nessa hora, sem que eu pedisse, o pessoal irrompeu em uma vigorosa salva de palmas. Monsieur Fauré levantou-se e agradeceu de onde estava.

— E estamos fugindo, simplesmente porque nossos pais não concordam com o que está acontecendo no Brasil. Por isso, muitos de nós já se acostumaram à ideia de sermos chamados de meninos sem pátria. Sinceramente, nós não sabemos se vamos um dia voltar ao Brasil. Mas, se voltarmos, seja amanhã, depois, daqui a dois ou três anos, sei lá, nós somos muito gratos a vocês. Gratos pela hospitalidade, pelo carinho, pela amizade.

Nova salva de palmas espocou entre o pessoal.

— E, para terminar — eu pedia silêncio —, quero chamar aqui em cima do palco todos os brasileiros para cantarmos nosso Hino Nacional. E que este nosso canto seja não só um grito pela liberdade, para que pessoas nunca mais precisem abandonar seus países por pensarem de modo diferente, mas que seja também a maneira de expressarmos o nosso agradecimento à acolhida de vocês.

Quando terminei de falar, o pessoal já em cima do palco e o hino começando, eu não acreditava que tivesse falado tudo aquilo. Falara sem medo, sem gaguejar, com coragem, muita coragem.” (ps. 114 e 115)

 

 

Para que não fiquem dúvidas: leiam esse livro, recomendo muito. É uma leitura rápida, com um texto simples (especialmente pelo público ao qual ele é direcionado), mas nem por isso deixa de ser um grande aprendizado, uma valiosa lição, com a leveza sempre agradável que encontramos na literatura infantojuvenil.

 

Título: Meninos sem pátria

Autor: Luiz Puntel

Páginas: 128

Editora: Ática

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novembro 21, 2018

[RESENHA] O QUE TOCA O CORAÇÃO, DE SILVIA SPADONI

Sinopse: “Tudo o que Sebastian Whrigt, conde de Nottinghan, deseja é trazer à vida de sua jovem irmã um pouco de alegria e interesse pela temporada na Corte. Para isso está disposto até mesmo a aturar os caprichos de uma petulante professora de piano. Flora precisa de trabalho. Com um inverno rigoroso à frente, ela não será capaz de suportar meses com pouco carvão e lenha insuficiente. O convívio com a doce Emma compensaria a arrogância e o orgulho de Lorde Sebastian, símbolo de tudo que ela mais menospreza na nobreza. O que ambos não esperavam é a inexplicável atração que surge quando a convivência se intensifica e explode numa situação imprevista. Porém a aristocracia possui suas exigências e o casamento com uma jovem malnascida não está entre os planos de um conde. Por outro lado, Flora jamais se permitiria viver como amante depois do exemplo que teve dos pais.Será possível a nobreza de caráter ser mais valorizada do que a nobreza do sangue? Poderá a beleza da alma cativar mais do que a aparência física?”

 

Corro o risco de me repetir a cada resenha de um livro da Silvia Spadoni, mas não tem jeito: ela tem o dom e domina a técnica, seus romances são garantia total de puro deleite! O que toca o coração, que foi publicado inicialmente em e-book de forma independente, sendo sucesso instantâneo na Amazon, logo teve o seu potencial descoberto pela Qualis Editora, que o publicou no formato impresso. Nada mais justo para uma história maravilhosamente linda, delicada e um prato cheio para os amantes de um bom romance de época.

Sebastian Whrigt, o Conde de Nottinghan, com o intuito de estimular em sua irmã mais nova, Emma, o interesse para a temporada na Corte, além de fazê-la superar um triste episódio (lembra um pouco Geogiana Darcy, de Orgulho e Preconceito), contrata os serviços de uma talentosa — e petulante — professora de piano. Flora é uma apaixonada pianista que precisa batalhar por seu sustento. Extremamente admiradora de Bach, despertou a atenção de Emma (e de Sebastian) em um recital em que tocara apaixonadamente uma das composições de seu autor favorito.

O que era para serem apenas lições de piano torna-se algo mais: Flora passa a ser também dama de companhia de Emma, para ajudá-la em sua temporada na Corte. Emma tem uma leve deficiência que a faz andar com um pouco de dificuldade, mancando.  Com a nova atribuição, a pianista muda-se para Mansfield House, a residência do Conde de Nottinghan.

Flora tem um conceito bem sólido sobre a aristocracia: para ela, são pessoas frias que vivem de aparência, talvez com raríssimas exceções. E é esse o juízo que ela faz de Sebastian, o conde arrogante, acostumado a ter todas as suas ordens cumpridas de pronto. A convivência, entretanto, provará a Flora que existe algo mais por trás da máscara de conde. E não será fácil para Lorde Sebastian ignorar o encanto natural da pianista.

A amizade entre Emma e Flora é instantânea e sincera, algo muito positivo no romance. De certa forma, as duas dividem o protagonismo do livro, embora obviamente Flora e Lorde Sebastian tenham mais destaque. Os amigos Sebastian e Harry, assim como Flora e Emma são um paralelo gostoso de acompanhar. As histórias deles são igualmente apaixonantes e delicadas.

Se você já leu algum livro da Silvia, deve saber que é impossível largar o romance até que ele chegue ao fim. Apesar de todos os fatores em contrário, a forte atração entre Sebastian e Flora os desafiará não só suas emoções, mas também o que eles têm como certo em suas vidas. Será o amor capaz de vencer as convenções sociais e os pré-conceitos? Afinal, o que é necessário para tocar um coração?

 

“À vontade e sem expectadores, Flora deixou-se transportar para um mundo de sonhos. De olhos fechados e lábios entreabertos, seu corpo oscilava no compasso da melodia. Com paixão, entregou-se à música como se estivesse se entregando a um amante há muito desejado. Por minutos seu corpo flutuou e ela sentia apenas o amor correr por suas veias, até que os últimos acordes soaram. Suavemente ela retirou as mãos do teclado e abriu os olhos.

Lorde Sebastian, os cabelos desalinhados, a boca cerrada e os olhos refletindo um oceano de emoções, estava parado à sua frente. A camisa de seda branca aberta no colarinho deixava entrever os músculos do tórax, as longas pernas envoltas por botas de couro ligeiramente abertas… Ele parecia um deus… ou um demônio!

Flora sentiu o coração se acelerar no limite do suportável, as entranhas se contorcendo na antecipação do desconhecido. A razão lhe dizia para sair dali, porém seu corpo traiçoeiro e curioso a mandava ficar.

Corajosamente não fugiu, apenas levantou-se e sustentou o olhar.

Lentamente o conde percorreu os poucos metros que os separavam.” (p. 77)

 

O que toca o coração é um romance sem personagens extremamente lindos e perfeitos, o que é maravilhoso. E o fato da música de Bach ser uma constante na história faz tudo ser ainda mais especial. Ao término, na impossibilidade de abraçar a autora, você, assim como eu, vai acabar abraçando o livro, que tem tudo para ser tornar um queridinho na sua estante.

 

 

 

Título: O que toca o coração

Autora: Silvia Spadoni

Editora: Qualis

Páginas: 188

Compre na Amazon: O que toca o coração

Ou no site da Qualis Editora

 

Leia mais da autora: Um amor conquistado; Um amor inesperado Um amor apaixonado.

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