abril 04, 2019

[RESENHA] POLDARK: ROSS POLDARK, DE WINSTON GRAHAM

Sinopse: “Cansado de uma guerra cruel na América, Ross Poldark retorna para sua terra e sua família. Mas o alegre retorno que ele esperava torna-se amargo, pois seu pai havia morrido, sua propriedade estava abandonada, e a garota que ele amava estava noiva de seu primo. Porém, sua compaixão pelos mineradores e rendeiros desamparados do distrito o leva a resgatar uma faminta mocinha de rua que estava brigando em uma feira, um ato que altera todo o curso de sua vida. Ross Poldark é o primeiro romance da incrível saga de Winston Graham sobre a vida na Cornualha do século dezoito. Publicado pela primeira vez em 1945, a série Poldark tem cativado leitores por mais de setenta anos. Agora, é uma série atual, transmitida em horário nobre, pela BBC de Londres.”

 

Eu já disse uma, duas (ou mais) vezes que a Cornualha parece exercer alguma espécie de feitiço sobre quem lê histórias ambientadas por lá seja de qual época for. Mesmo para uma pessoa como eu, que sequer ultrapassei a fronteira brasileira, a brisa gélida do mar e as paisagens rurais idílicas se projetam facilmente no cérebro. Fisicamente nunca estive nem perto da Cornualha, mas esse lugar ocupa um lugar especial no meu coração graças aos livros que li que foram ambientados nesta parte da Inglaterra.

Expresso inicialmente o meu encantamento pela Cornualha, passo agora para o livro mais recente que li e que reafirmou tudo o que eu disse antes: Poldark: Ross Poldark, de Winston Graham (Pedrazul, 2018). Este é o primeiro livro de uma série com doze volumes sobre a família Poldak, com o subtítulo romance da Corunalha. A série Poldark  é bastante popular na Inglaterra, e no Brasil vem conquistando cada dia mais fãs com a exibição da série televisiva homônima da BBC pelo canal a cabo +Globosat. A Pedrazul publicou Ross Poldark no ano passado e, agora em 2019, lançará Demelza, segundo livro da série.

Ross Poldark retorna para Cornualha, depois de um período na América lutando pelo exército inglês na guerra da independência dos Estados Unidos. Mas o seu lar já não é mais o mesmo: seu pai havia falecido, sua propriedade estava em ruínas, e a mulher que ele amava e pensava em se casar, havia ficado noiva de seu primo. Ross precisa, então, achar uma forma de se reerguer e também reerguer a sua propriedade.

 

Ross Poldark, na adaptação mais recente da BBC interpretado pelo ator Aidan Turner.

 

“Uma noite molhada de outubro é deprimente, mas ela encobre, com algumas sombras suaves, as pontas afiadas da ruína e da decadência.”

 

O primeiro livro da série é focado em Ross e em suas relações com a família e seus subordinados. Ele faz parte da pequena nobreza rural inglesa, os gentry, mas passou por muita coisa para continuar valorizando certas normas sociais. Prova disso é que ele continua com os empregados grosseiros que herdou do pai e está sempre disposto a ajudar alguém em dificuldade. Trabalha para reabrir as minas de estanho de sua propriedade, com o intuito de ganhar dinheiro, mas também quer contribuir com o desenvolvimento da região e dos trabalhadores. Certo dia acolheu uma jovem desnutrida, machucada e que estava apanhando na rua e a levou para dentro de sua casa, como uma ajudante, postulante a governanta. Essa jovem é Demelza, que em algum tempo (anos) se tornará alguém muito importante na vida de Ross, a ponto de fazê-lo superar a desilusão amorosa com Elizabeth. Diferente do que possa parecer, já que o livro, como já dito, é focado em Ross, a leitura não é cansativa, pois o autor não privilegia o personagem o tempo todo. O livro é sobre Ross, mas os sentimentos a vida de outros personagens também são mostrados com detalhes quando necessário.

Ross, em primeiro momento, parece um homem carrancudo, fechado para a vida. Mas essa é só uma das camadas desse personagem. Mesmo sofrendo, ele consegue seguir em frente e nunca deixa de observar o que acontece a sua volta. Uma passagem interessante deste livro é a amizade dele com Verity. A moça, já considerada uma solteirona, apoiou Ross em seu retorno, tendo a paciência necessária para atualizar o primo sobre todos os assuntos da ausência dele, sendo também uma companhia agradável quando ele era apenas um fantasma que cometeu o inconveniente de voltar para casa às vésperas do casamento de Francis e Elizabeth. Um tempo depois, Ross retribui o favor, permitindo que Verity se encontre com seu pretendente, capitão Blamey, em Namparra, embora esse encontro não tenha terminado muito bem. Ross e Verity eram como irmãos, e os dois não participavam dos jogos de aparências da aristocracia, que na maioria das vezes apenas serviam para impor barreiras contra a felicidade.

Uma comparação interessante, em relação às classes sociais e seus eventos, foram os dois casamentos realizados no livro, o de Elizabeth e o de Jinny. A primeira, membro da gentry. Já a segunda, de classe inferior, pobre. Em família e com um pouco de álcool correndo nas veias, não há muitas diferenças entre as duas cerimônias, no que diz respeito aos convidados. Além das relações de amor, amizade, disputas e ressentimentos, Poldark: Ross Poldark também toca em aspectos sociais e históricos dos anos de 1783-1787.

Demelza é uma personagem memorável, uma das melhores mocinhas que eu já li na vida! Uma garota resgatada da rua, cheia de machucados e piolhos vai batalhando página por página não só por seu lugar em Namparra, mas posteriormente, também na vida de Ross. Ela é extremamente inteligente, apesar da infância difícil e sem oportunidades. Em poucos anos a Demelza que Ross salvou da ruína torna-se uma pessoa fundamental e indispensável para a propriedade e também para todos que vivem nela. Demelza é espontânea, alegre e leva vida ao lar de Ross. O relacionamento entre os dois foi uma coisa linda de ler! Não foi forçado, nem premeditado, foi um amor que nasceu aos poucos, tendo o companheirismo como base. O segundo livro retoma a história de Ross Poldark pouco tempo depois do final do primeiro volume. Só que o foco passa a ser Demelza, a empregada que se tornou a senhora Ross Poldark.

 

“Ele pensou: se nós pudéssemos apenas parar a vida por um instante, eu a pararia aqui. Não quando eu chegar em casa, não ao sair de Trenwith, mas aqui, aqui chegando ao topo da colina nos arredores de Sawle, o entardecer limpando as beiradas da terra e Demelza caminhando e cantarolando ao meu lado.”

 

Assim como fiz com Kurt Seyit & Shura, priorizei o livro ao invés da série. Apesar disso, inevitavelmente acabei incorporando as imagens dos atores aos personagens do livro, principalmente Ross, Demelza, Francis e Elizabeth. No entanto, diferente da série turca, que em certa altura torna-se muito diferente da história original, com relação à série televisiva Poldark eu ainda não assisti o suficiente para comparar. Mas eu, sempre que posso, escolho o livro. E recomendo fortemente essa escolha.

 

 

 

Título: Poldark: Ross Poldark

Autor: Winston Graham

Tradução: Bianca Costa Sales

Editora: Pedrazul

Páginas: 320

 

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Na Amazon, o e-book pode ser lido gratuitamente pelo Kindle Unlimited.

abril 02, 2019

[RESENHA] REVOLUÇÃO LAURA: REFLEXÕES SOBRE MATERNIDADE E RESISTÊNCIA, DE MANUELA D’ÁVILA

Sinopse: “Este livro é o registro afetivo de uma mulher, mãe de uma criança de dois anos, que aceitou o desafio de concorrer à presidência do Brasil em novembro de 2017 e que, em agosto de 2018, tornou-se candidata a vice-presidente, chegando ao segundo turno. Uma mulher que percorreu um país continental, amamentando sua filha e construindo uma nova forma de ocupação do espaço político. Também é uma conversa, sobre uma jornada de aprendizado e acolhimento. Sobre privilégios; sobre as lutas para que privilégios não existam mais. É sobre direitos. É sobre feminismo e liberdade. É sobre afeto, carreira e amor, porque não tem sentido ser pela metade. É sobre estar e não estar; presença e ausência. Sobre ser mãe e mulher; ser madrasta e não ser bruxa. Sobre acolher, sonhar um outro mundo e ser o outro mundo sonhado. E, profundamente, é sobre uma revolução chamada Laura. Uma revolução de amor, de amor próprio, de potência. Porque depois de gerar um filho não há nada, nadica de nada que uma mulher não possa fazer.”

 

Em que possa pesar os posicionamentos políticos da autora para alguns leitores na escolha deste livro (não é o meu caso, mas acho importante fazer essa observação), Revolução Laura: Reflexões sobre maternidade e resistência, de Manuela D’Ávila (Belas-Letras, 2019) é um livro sobre mães e para mães, sejam elas de esquerda ou de direita (ou de nenhum lado).

Eu acompanhei admirada a jornada da Manu na última eleição presidencial. Não votei na chapa dela no primeiro turno, mas, confesso, tinha um orgulho danado daquela mulher com sua filha pequena ocupando espaços majoritariamente masculinos. Quem é mãe sabe que é difícil ocupar qualquer lugar depois da maternidade. As pessoas, em geral, acham que a mãe e seu filho devem ficar trancados até que ele complete uma idade em que não cause transtorno para a sociedade. Por transtorno entenda qualquer barulho, seja choro ou risada.

Quando criei este blog, eu estava grávida da Olívia. O blog nasceu em janeiro e, a Olívia, em abril de 2016. Antes de ter este espaço eu colaborava com outro blog de muito sucesso, o Escritoras Inglesas, atualmente desativado. Quanto mais avançada ia ficando a minha gestação, mais eu ouvia que eu podia esquecer esse negócio de livro. Falavam que filho dá trabalho, nunca mais eu ia ler nada etc. Pessoas próximas e pessoas da internet que, apesar de dizerem gostar dos meus textos, praticamente me davam os pêsames porque certamente eu ia interromper por tempo indeterminado as leituras e os trabalhos de escrita. Ainda tinha a faculdade, que eu não tinha terminado. Muita gente olhava torto e achava que eu estava doida (foi uma gravidez planejada!), porque uma criança ia estragar tudo. Ao mesmo tempo em que a sociedade nos cobra um filho, ela diz que a nossa vida vai acabar tão logo termine a gestação. Felizmente eu tive apoio do meu marido para tocar o projeto do blog e a faculdade precisou ser trancada apenas por um semestre, porque eu quis ter esse tempo sem estudar. Eu sabia que ia dar tudo certo, tinha certeza disso. Meu rendimento acadêmico depois da Olívia melhorou e eu devo concluir o curso neste semestre (2019-1). Quanto ao blog e aos projetos de escrita, vocês podem ver por si mesmos por aqui. Tenho quatro e-books lançados na Amazon, um livro físico, dezenas de leituras e resenhas, além de muitas ideias ainda na cachola!

Por essa e outras razões mulheres públicas como Manuela D´Ávila são um bálsamo para mulheres anônimas como eu. Uma mulher que é mãe e que se faz conhecer como mãe na política, mostra a todas nós que nós podemos. Nós podemos ser mães e continuarmos nós mesmas, trabalhadoras, escritoras, e o que mais quisermos ser!

 

Manuela D´Ávila e sua filha, Laura. O livro é recheado de fotos das duas.

 

“QUANDO A GENTE VIRA MÃE OU PAI, A DOR DO MUNDO DEVE DOER MAIS. Foi o Duca que me falou. Eu achava impossível ser mais doído do que pra mim sempre foi. Mas ele estava certo. Ser mãe da Laura me fez querer ainda mais que toda criança tenha arroz, feijão, casa, amor, escola.

Porque a gente entende o quão indefesa é a criança. Porque a gente sabe o tamanho de sua ingenuidade. Porque a gente sabe que precisam de pouco e que esse pouco é negado para quase todas.”

 

“Por que somos marcadas pela certeza (sobretudo dos outros) de que é impossível ter felicidade profissional, de que a mulher sempre precisa abrir mão de algo precioso para realizar sonhos? Quem nos contou essa mentira? Por que a gente acreditou?”

 

Eu ri e me emocionei com essa leitura, e não podia ser diferente. A Revolução Laura na verdade é a revolução que a maternidade bem vivida, com divisão justa das responsabilidades e desejada causa na vida de uma mãe. É uma delícia, mas dá trabalho. Os relatos não lineares da vida da Laura, a jornada dela e de sua mãe pelo Brasil nos mostram que ainda vamos brigar muito para ter uma sociedade mais igualitária, mas isso começa dentro da nossa casa, muitas vezes precisa acontecer ainda dentro da nossa cabeça. Fiquei muito feliz de ver, com esse livro, que não fui a única em algumas situações — os melhores livros sobre maternidade (escritos por mães) têm esse efeito terapêutico — como a sensação estranha de descobrir a gravidez, mesmo planejando e esperando por ela, ou se olhar no espelho e se despedir daquele corpo e daquela pessoa que você é antes do nascimento do seu filho. Ainda, as frustrações que podem acontecer já no parto, pois assim como a Manuela D´Ávila eu quis muito o parto normal e acabei tendo que fazer uma cesariana (o que não é demérito, mas não era o que eu sonhava) e não me lembro do parto, pois simplesmente apaguei com as anestesias. Conheci a Olívia já no quarto, de roupinha, quando imaginava que a teria no meu peito em seus primeiros instantes de vida. A maternidade é assim, espontânea, e a gente percebe antes mesmo de sair do hospital.

Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência foi uma leitura muito boa, tornou-se um dos meus livros de cabeceira nesta temática revolução maternidade. Eu gosto desse tipo de livro porque serve para rir, se emocionar, mas também para mostrar que não estamos sozinhas. A mãe moderna, apesar de muito cobrada, não precisa estar sozinha. Estamos juntas e vamos chegar lá. Pela Laura, pela Olívia e para que todas as meninas possam ter a liberdade de serem quem elas quiserem.  

 

 

 

Título: Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e existência.

Autora: Manuela D’Ávila

Editora: Belas-Letras

Páginas: 192

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abril 01, 2019

[RESENHA] UM BEIJO SOB AS ESTRELAS, DE SILVIA SPADONI

Sinopse: “Drake Morgan está prestes a conquistar o lugar que sempre sonhou na sociedade. Tudo parece perfeito até que um desastre destrói seus sonhos. Abandonado por todos e perseguido por dívidas, ele foge, mas promete voltar para recuperar o que é seu e ter a sua vingança.
Annie é uma jovem em fuga. Envolvida em um homicídio, ela precisa escapar, mesmo sendo inocente. Quis o destino coloca-la no caminho de Drake, um homem que possui o desejo de vingança em suas veias, mas que se torna a sua melhor opção para sobreviver.
Depois de anos, Drake está prestes a se vingar por tudo que passou, porém, o destino tem outros planos para ele.
Colocados frente a frente pelas circunstâncias, Drake e Annie precisarão confiar um no outro para conseguirem o que querem. Mas como confiar em alguém sem saber quem realmente a pessoa é?”

 

Se você gosta de romances, certamente terá dificuldade em resistir a combinação título + capa do livro mais recente da Silvia Spadoni, Um beijo sob as estrelas (Publicação Independente/Amazon, 2019). Um céu estrelado, uma mocinha, um… barco! Um beijo sob as estrelas é um romance repleto de aventuras e o mocinho, prepare-se, é um pirata!

Drake Morgan vive uma ascensão social devido ao sucesso da empresa de comércio marítimo de seu pai. O rapaz estava para ficar noivo de uma moça de boa família e o pai dele acabara de receber o título de Sir. Sendo assim, Drake tinha como certo o seu ingresso — e permanência — na alta sociedade londrina. Tudo muda quando um incêndio destrói os negócios de sua família, um golpe tão fatal que Sir Morgan não consegue resistir. Drake, então, precisa sair de Londres para não ser preso pelas dívidas com seus credores e é no mar que ele conseguirá recursos para se reerguer e encontrar o responsável por sua ruína e, também, mesmo que indiretamente, pela morte de seu pai.

Annie MacGiver é uma jovem órfã irlandesa que trabalha como criada na casa de Lady Belinda, uma viúva não muito abastada. Tem como amigo o jovem Tim, um garoto que vivia nas ruas e foi acolhido por ela e, posteriormente, também como empregado da casa. Certo dia, quando Annie foi até o quarto de sua patroa para acordá-la, encontrou a viúva morta, com sinais de espancamento. Lady Belinda fora brutalmente assassinada e Annie acaba virando a principal suspeita. Annie tem certeza de que o culpado pelo assassinato só poderia ter sido o namorado de Lady Belinda, no entanto, não tinha provas. Com a acusação, ela precisa fugir para não ser presa e enforcada, e Tim a acompanha, como uma espécie de irmão mais novo.

A única saída para os dois é tentar sair da Inglaterra, uma vez que eles não têm como provar a inocência de Annie. Para não chamarem muita atenção, a moça se disfarça de homem e, por um golpe do destino, eles acabam salvando a vida do capitão do navio Tempestade II, Drake Morgan, que havia sido ferido em uma tentativa de assalto. Annie e Tim embarcam no navio do pirata rumo a Nassau, no Novo Mundo.

Não demora muito tempo para que Drake perceba que um dos rapazes que agora fazem parte de sua tripulação é, na verdade, uma linda e destemida mulher. A tensão entre os dois, a gente percebe, tem tudo para virar uma bela história de amor.

 

“Annie ergueu os olhos. No alto do castelo da popa, com os braços cruzados e as pernas afastadas para manter o equilíbrio, Drake se assemelhava a uma rocha: firme e estável em meio à tempestade, comandando o navio como um rei. Um rei pirata!”

 

“Ela sentiu um baque. O que era aquele sentimento, forte o suficiente para fazê-la sentir-se no céu e em seguida lança-la no abismo das dúvidas e incertezas?”

 

Com Um beijo sob as estrelas, Silvia Spadoni retoma os enredos românticos e de aventura que vimos na Série Amores, mas com mais ênfase na aventura neste caso. Este romance se desenvolve menos entre a nobreza e seus centenários e grandiosos títulos e mais entre gente comum, sem berço.

Apesar de serem histórias completamente diferentes, Um beijo sob as estrelas me remeteu bastante a um filme que eu adoro, Tudo por uma esmeralda (1984). Às vezes a aventura e os mistérios a serem desvendados me atraíam mais que o próprio romance entre os protagonistas. É um bom equilíbrio, eu acho, e torna um livro desse gênero mais interessante.

 

Imagem do filme “Tudo por uma esmeralda” (1987).

 

Confesso, entretanto, que eu queria mais aventura em Um beijo sob as estrelas, queria mais história no navio. Mas essa é uma percepção e uma vontade minha, não necessariamente uma crítica negativa aos desdobramentos da história. Um beijo sob as estrelas é aquela aventura doce, com a sensibilidade característica dos romances da Silvia Spadoni.

P.S.: Quero muito um livro só do Tim! Quem já leu sabe o porquê!

 

 

Título: Um beijo sob as estrelas

Autora: Silvia Spadoni

Editora: Publicação Independente/ Amazon

Páginas: 304

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