setembro 09, 2019

[RESENHA] SHORT MOVIES, DE GONÇALO M. TAVARES

Sinopse: “Short movies é composto de pequenas cenas cotidianas, nas quais o autor exerce sua maior qualidade: a de observador. Como uma câmera, ele captura momentos de beleza e absurdo, retratados com extrema originalidade e singeleza. É o mundo que todos conhecem, mas visto da maneira como só Gonçalo M. Tavares é capaz. “Ele não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!” José Saramago, em 2005 “Gonçalo M. Tavares é um escritor diferente de qualquer outro que você tenha lido antes. Ele tem um dom – como Kafka ou Beckett – de revelar os caminhos nos quais a lógica pode servir fielmente tanto à loucura quanto à razão. Seus livros podem ser sombrios e inquietantes, mas eles são, por isso mesmo, revigorantes numa forma que apenas o trabalho de um artista poderosamente original pode ser.” Mark O’Conell, The New Yorker”

 

Short movies, de Gonçalo M. Tavares (Dublinense, 2015) talvez seja o tipo de livro que, quanto menos o leitor souber a respeito, melhor será a experiência de leitura. Mesmo assim, como eu não posso deixar de recomendá-lo, farei o possível para não revelar muitos detalhes, apenas o essencial.

É um livro de contos bem curtinhos (parece pleonasmo, mas não é!) e mesmo assim, não tem semelhança alguma com os outros livros do gênero. É bom que seja lido aos poucos, como um livro de poesia. E é de fundamental importância que o leitor participe ativamente da leitura, visualizando as cenas e deixando projetar em seu cérebro as pequenas cenas descritas por Gonçalo M. Tavares.

Short movies é basicamente isso: várias cenas reunidas em um livro, acontecimentos ora sem início, ora sem fim, como se o autor tivesse capturado pequenos filmes ou pequenas imagens (neste caso, descrevendo-as) e deixasse a cargo do leitor imaginar possíveis sequências ou não. Esse é um livro para provar que conto não precisa ser sempre início-meio-fim e também não precisa incluir em demasiado características físicas ou emocionais dos personagens, nem detalhar o cenário e por aí vai. Um conto é um conto, nunca foi apenas um degrau para o romance.

Gonçalo M. Tavares foi genial em promover essa experiência de leitura tão peculiar. Aliás, a literatura contemporânea de língua portuguesa feita fora do Brasil tem muito a oferecer em qualidade e entretenimento (procure a Coleção Gira, da Editora Dublinense). Terminada a leitura de Short movies, não pude deixar de ter a seguinte dúvida: estou vivendo ou capturando pequenas cenas por onde passo ou leio, como Gonçalo M. Tavares em seus short movies?

 

“APRENDER

Uma criança que ainda não sabe escrever diz que odeia os pais.

E quer escrever isso no papel: que odeia os pais.

Sabe algumas letras, mas ainda não sabe escrever. Pergunta à mãe como se escreve o nome dela e o do pai. A mãe diz-lhe, soletra, explica. Depois o menino pergunta como se escreve odeio-vos. A mãe hesita, mas depois soletra, explica, ajuda a desenhar as letras.” (p. 46)

 

 

SOBRE O AUTOR: Gonçalo M. Tavares passou a infância em Aveiro, norte de Portugal, e atualmente é professor na Universidade de Lisboa. Com mais de trinta e cinco livros, publicados em cinquenta países, é um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. Sua extensa produção inclui poesia, contos, romances, peças de teatro e muitas obras que transcendem as simples classificações. Principais premiações: • Prêmio LER/Millennium BCP (2004), ao romance Jerusalém; • Prêmio Literário José Saramago (2005), ao romance Jerusalém; • Grande Prêmio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores Camilo Castelo Branco (2006), com Água, cão, cavalo, cabeça; • Prêmio Portugal Telecom de Literatura (2007), ao romance Jerusalém; • Prêmio Portugal Telecom de Literatura (2011), ao romance Viagem à Índia; • Vencedor e finalista de prêmios internacionais na Croácia, França, Irlanda, Itália, Holanda e Sérvia.

Fonte: Editora Dublinense

 

 

 

Título: Short Movies

Autor: Gonçalo M. Tavares

Editora: Dublinense

Páginas: 96

Compre na Amazon: Short Movies

agosto 30, 2019

[RESENHA] FLUSH: MEMÓRIAS DE UM CÃO, DE VIRGINIA WOOLF

Sinopse: “A obra é a biografia de um cão que mostra aventuras e mistérios da existência percebidos através dos olhos do melhor amigo do homem. O personagem central dessa história é um cocker spaniel de origem inglesa, Flush. Em pleno processo de apreensão do mundo e de si mesmo, ele ama tanto os raios de sol quanto um pedaço de rosbife, a companhia de cadelinhas malhadas assim como a companhia de seres humanos, o cheiro de campos abertos tanto quanto ruas cimentadas e o burburinho da cidade. A autora tece comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores.”

 

Faz bastante tempo que eu recebi Flush: memórias de um cão, de uma troca pelo Skoob. Apesar do bilhetinho carinhoso da Araceli — que eu conservei no livro porque eu AMO dedicatórias, — o livro da escritora inglesa Virginia Woolf permaneceu na minha estante, praticamente intocado, de 2015 até alguns dias atrás. Eu poderia usar a desculpa universal de todos os leitores, a de que adquirimos muito mais livros do que conseguimos ler, para justificar essa demora em ler Flush, mas a verdade é a que eu já falei aqui em outra oportunidade: amo os ensaios de Virginia Woolf, mas seus textos ficcionais me dão um pouco de medo…

É uma bobagem, eu sei. Na verdade, é (também) um leve trauma por ter iniciado e não ter concluído Mrs. Dalloway há alguns anos (!), em uma péssima escolha que fiz em iniciar essa leitura em um momento em que eu não conseguia me concentrar o suficiente para entender as minúcias desse romance. Então Flush, e todos os outros livros de ficção de Virginia Woolf que comprei ou troquei, permaneceram parados na minha estante. Até a véspera do show da dupla Sandy e Junior em Belo Horizonte.

Essa sou eu virada de sono na rodoviária de BH, pós Sandy & Junior.

Pode parecer um rolê aleatório misturar Virginia Woolf e Sandy e Junior, mas, para mim, esse livro e essa viagem estarão para sempre conectados. Eu sempre gosto de carregar um livro na bolsa e em viagens longas essa necessidade é ainda mais urgente. Basta informar a você que lê agora — e não me segue no Instagram, — que eu viajei umas sete horas da minha casa em Patrocínio do Muriaé, Interiorzão de Minas Gerais, até Belo Horizonte, capital linda do pão de queijo, para assistir ao show da turnê Nossa História, de Sandy Junior, dupla pela qual fui fanática durante a minha infância e adolescência. Uma viagem longa, ninguém pode negar. Mas eu estava indo para um show, quem é que leva livro para a balada? Antes de dormir, envolvida com os preparativos da viagem (passar a roupa, verificar ingresso, dinheiro, documentos etc.), meu marido sugeriu que eu levasse sim, um livro, pois seria uma boa forma de economizar a bateria do celular, além de ótimo para passar o tempo na viagem de ida. Eu não tinha pensado em levar nada além da carteira e do celular, mas encarnei a Rory Gilmore e parei em frente à estante, de mãos na cintura, pensando em quem seria meu companheiro de viagem. Mesmo com a restrição de tamanho, opções não faltavam.

Pensei em levar A arte do romance, também de Virginia Woolf, mas achei que seria muito sério para uma mulher de 29 anos indo atrás de seu sonho adolescente. Outras opções não me atraíram muito até que passei os olhos pela lombada de Flush. Uma premissa tão interessante apresentada já no subtítulo, “memórias de um cão”. Uma autora de que eu gosto muito, apesar de… vocês já sabem. E o tamanho correto para preencher (sem estufar muito) a minha bolsa. Era isso, Flush era o livro ideal e foi uma leitura surpreendentemente boa!

Flush: memórias de um cão, de Virginia Woolf, foi publicado originalmente em 1933. É interessante saber que a autora escreveu esse livro no seu período de descanso, um pouco depois de ter escrito As ondas (1931). Ao ler a coletânea de cartas de amor dos poetas vitorianos Robert Browning (1812-1889) e Elizabeth Barret Browning (1806-1889), Virginia percebeu um personagem que era presença constante nessas correspondências: Flush, um cão da raça cocker spaniel, companheiro inseparável de Elizabeth. Se é verdade que as melhores ideias surgem nos momentos de descontração eu não sei, mas Virginia Woolf conseguiu escrever uma história realmente apaixonante a partir da sua leitura de férias. E com um ponto de vista bastante incomum para a sua época: o do cachorro.

Flush, é importante dizer, não é o tipo de história de cachorro como as que conhecemos nos últimos anos. Não é drama, superação ou tudo aquilo que nos faz chorar até desidratar. Aqui temos a trajetória de um ser, da infância até a maturidade, com seus sentimentos, confusões, desejos e olfato. Sim, uma vez que o protagonista é um cão e toda a história é contada do ponto de vista dele, os cheiros são praticamente um personagem a parte, impossível não imergir nesse sentido que nem sempre usamos de forma muito apurada.

É um livrinho pequeno, mas são incontáveis as tiradas irônicas, as sutilezas e os momentos de carinho, amizade — e ciúme — que vemos nessa história. Muito da correspondência entre Elizabeth e Robert estão neste livro, e é interessante imaginar como Virginia Woolf costurou as menções ao Flush nas cartas ao que ela imaginou como sendo uma biografia dele, pelo olhar do próprio. Flush certamente é mais que uma boa porta de entrada para os textos ficcionais de Virginia Woolf, é uma leitura gostosa sobre a vida e sobre todas as pequenas coisas que às vezes ignoramos.

 

“À medida que as semanas se passavam, Flush sentia, de maneira cada vez mais acentuada, que havia entre os dois uma ligação, uma proximidade desconfortável e portanto emocionante; de modo que, se o prazer dele era a dor dela, o prazer dele deixava de ser prazer para transformar-se em tripla dor. A verdade dessa afirmação era comprovada todos os dias. Alguém abria a porta e assobiava para chamá-lo. Por que não sair? Estava ávido por ar e exercício; suas patas pareciam rígidas de tanto ficar deitado no sofá. Ele nunca se acostumara completamente ao cheiro de eau-de-Cologne. Mas não — apesar de a porta continuar aberta, não abandonaria a Senhorita Barrett. Hesitava até o meio do caminho em direção à porta e então voltava ao sofá. ‘Flushie’, escreveu a Senhorita Barrett, ‘é meu amigo — meu companheiro — e me adora mais do que adora a luz do sol lá fora.’ Ela não podia sair. Estava acorrentada ao sofá. ‘Um passarinho em uma gaiola teria uma história de vida tão boa quanto a minha’, escreveu. E Flush, a quem o mundo todo se abria, escolheu privar-se de todos os cheiros de Wimpole Street para ficar ao lado dela.” (p. 39 e 40).

 

 

 

Título: Flush: memórias de um cão

Autora: Virginia Woolf

Tradução: Ana Ban

Editora: L&PM Pocket

Compre na Amazon: Flush

agosto 26, 2019

[RESENHA] NENHUM OLHAR, DE JOSÉ LUÍS PEIXOTO

Sinopse: “O cotidiano de uma vila rural do Alentejo é matéria para o aguçado olhar de José Luís Peixoto sobre o sofrimento humano. Os amores, as traições, a violência, as mortes e o luto atravessam o dia a dia dos personagens, que ganham voz nos múltiplos narradores, aproximando o leitor de sentimentos muito vivos. A cozinheira, o serralheiro, o pastor: eis a história de duas gerações, no livro vencedor do Prêmio José Saramago, que colocou Peixoto entre os mais importantes escritores contemporâneos. No espaço de um ano, entre 2000 e 2001, o autor lançou Morreste-me, este Nenhum olhar e A criança em ruínas. Entre poesia, memória, narração e ficção, em diferentes doses em cada volume, esse trio parece anunciar temas, olhares, formas de expressão e espaços que, com mais ou menos evidência, viriam a surgir na sua obra. Essa espécie de trilogia na obra de José Luís Peixoto atravessa gêneros e funda não só uma literatura, mas um universo. Agora, com esta reedição de Nenhum olhar, as três estreias do autor estão finalmente reunidas no Brasil. “Não é só ao emprestar poesia para a alma bruta dos personagens às voltas com a morte, o adultério, a ideia de família, que Nenhum olhar dribla o realismo cru. Surge, neste romance tecido por variados pontos de vista, a potência imaginativa de José Luís Peixoto que mistura com simplicidades cotidianas um homem com mais de cento e cinquenta anos, um gigante, o demônio, uma cadela que acompanha duas gerações da família, uma voz presa em uma arca e uma galeria de personagens inusitados que podem ser lidos como metáforas, ou como parte de uma realidade que nos escapa.” Reginaldo Pujol Filho.”

 

Quando terminei de ler Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez, eu fiquei um bom tempo pensando: como é que esse livro, de realismo mágico, com personagens tão incomuns e acontecimentos tão desconectados da minha realidade pode dizer exatamente uma coisa que eu sinto e não sabia que sentia antes de ler? Pode parecer estranho começar a falar de Nenhum Olhar, do escritor português José Luís Peixoto, evocando outra leitura, que fiz há muito mais tempo, de um escritor colombiano. Pode parecer, mas não é. Só confirma um dos vários poderes que a literatura tem: nos transportar a outro lugar, outro tempo e nos permitir, com isso, olhar para dentro de nós mesmos.

Nenhum Olhar (e também Morreste-me e A criança em ruínas) preciso dizer, fazem parte da belíssima Coleção Gira, da editora Dublinense, com curadoria de Reginaldo Pujol Filho, dedicada às escritas contemporâneas em português não brasileiro, pois a língua portuguesa não é uma pátria, é um universo que guarda as mais variadas expressões.

 

“Tem aquela frase de Proust que talvez já comece a se tornar um lugar-comum: ‘Os mais belos livros são escritos em uma espécie de língua estrangeira’. O escritor, esse deslocado, inadequado, como criador de uma língua própria, única. Lugar-comum ou não, é uma afirmação precisa. E sempre me vem à mente quando penso sobre ler autores de língua portuguesa não brasileiros. Parece que na leitura de José Luís Peixoto essa descoberta de outra língua na minha se torna mais evidente e estranha. Perceber que, com o mesmo dicionário e a mesma gramática, se faz outra língua. E este prazer (que encontro não só em Peixoto) me move a ler a produção contemporânea de outros países que têm o português como idioma. Prazer que agora virou missão: a partir deste Morreste-me, junto com a Dublinense, vou dividir com você o prazer de ler autores de Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé, Cabo Verde e Guiné.” (Reginaldo Pujol Filho no livro Morreste-me, de José Luís Peixoto)

 

Nenhum Olhar é, sem dúvida, um dos melhores livros que eu li na vida. Vencedor do Prêmio Saramago em 2001, é um livro que não se pode resumir, apenas pincelar alguns trechos e características mais marcantes, porque não se resume poesia, não se resume sentimento. Nenhum Olhar é o que comumente chamamos de prosa poética, como se a poesia só pudesse existir dissociada da prosa, e vice versa. Aqui a gente percebe que o texto pode ser tudo isso ou outra coisa, não há limite ou termo técnico que defina plenamente este livro.

Vários narradores nos conduzem entre as histórias sobre a vida em uma pequena vila rural do Alentejo. Neste lugar, o real coabita com o fantástico para mostrar o que temos de mais humano: o amor, força e fraqueza, a solidão e o luto, dentre tantas outras coisas com as quais somos atravessados ao longo da vida. Os personagens não poderiam ser os mais incomuns: um demônio, um gigante, a cadela que vive além do normal, uma voz presa dentro da arca, um homem com mais de 150 anos, uma prostituta cega, uma cozinheira… Gosto do que Reginaldo Pujol Filho diz na orelha deste livro: “uma galeria de personagens inusitados que podem ser lidos como metáforas, ou como parte de uma realidade que nos escapa”.

Nenhum Olhar é um livro que continua comigo, mesmo depois de passados vários dias desde que li a última página. Gosto de tê-lo por perto, reler alguns trechos, mergulhar novamente em suas páginas. São personagens que, sinto, viverão para sempre comigo. Espero que eles possam, também, encontrar cada vez mais leitores.

 

“Penso: os homens são ovelhas que não dormem, são ovelhas que são lobos por dentro.” (p. 10)

 

“Essa voz abafada falava solene como se estivesse a ler uma epopeia de um livro, disse: talvez os homens existam e sejam, e talvez para isso não haja qualquer explicação; talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique.” (p. 27)

 

“Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros.” (p. 29)

 

“Ainda que o peso do meu peito seja custoso, qual é o peso de um abismo?” (p. 38)

 

“Mesmo que seja para sofrer sofrer, tenho de ir ao encontro daquilo que serei, por ter sido isto e não poder fugir, não poder fugir de me tornar alguma coisa.” (p. 38)

 

“Penso: talvez haja uma luz dentro dos homens, talvez uma claridade, talvez os homens não sejam feitos de escuridão, talvez as certezas sejam uma aragem dentro dos homens e talvez os homens sejam as certezas que possuem.” (p. 50)

 

“Penso: um homem é um dia, um homem é o sol durante um dia. E é preciso continuar.” (p. 113)

 

“Penso: sempre e nunca mais são o mesmo lugar.” (p. 115)

 

“E, de repente, a voz que está fechada dentro de uma arca disse: o vento passa e permanece nas folhas que ainda tremem depois dele; nenhum homem pode deter o vento, porque todos os homens são uma parte do vento.” (p. 136)

 

“Penso: o lugar dos homens é uma linha traçada entre o desespero e o silêncio.” (p. 179)

 

“Penso: chega devagar, mas vem; aproxima-se e será um dia infinito, uma noite eterna, um instante parado que não será um instante; e os assuntos grandes serão menores que os mais ridículos, e os assuntos maiores serão ainda maiores porque serão únicos. Penso: é hoje.” (p. 215)

 

“Não tenho medo das palavras. Vê como digo morte: morte morte morte morte morte. Repito-a assim e roubo-lhe o sentido. Roubo morte à morte. Roubo trevas e solidão. Morte morte morte morte morte. Não tenho medo das palavras. Torno a ver os teus olhos diante dos meus, manhã, e quero que esta seja a nosso última palavra: amor.” (p. 217, 218)

 

 

Sobre o autor: José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prêmio Literário José Saramago ao romance Nenhum olhar. Em 2007, Cemitério de pianos recebeu o Prêmio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado na Espanha. Com Livro, venceu o Prêmio Libro d’Europa, atribuído na Itália ao melhor romance europeu do ano anterior. Em 2016, Galveias foi o vencedor do Prêmio Oceanos (Fonte: Editora Dublinense).

 

 

Título: Nenhum Olhar

Autor: José Luís Peixoto

Editora: Dublinense

Páginas: 224

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