março 23, 2017

[ETC.] AS MELHORES CITAÇÕES DE “LONGE DESTE INSENSATO MUNDO”, DE THOMAS HARDY

 

Pelo o que eu pude perceber desde que li Longe Deste Insensato Mundo, de Thomas Hardy, é que essa é uma história do tipo que as pessoas amam ou odeiam. A protagonista, Bathsheba Everdene, seria a responsável por sentimentos tão calorosos em torno do romance. Sendo eu do time das pessoas que amaram a história de Hardy, compartilho abaixo as melhores citações de Longe Deste Insensato Mundo, pois nem todas puderam ser postas na resenha que fiz do livro. Para ilustrar, as fotos são da adaptação cinematográfica de 2015, do diretor Thomas Vinterberg, que contou com nomes como Carey MulliganMatthias SchoenaertsMichael Sheen e Tom Sturridge no elenco.

 

Sinopse do livro: Bathsheba Everdene é espirituosa e expansiva demais para uma dama inglesa do século XIX. Antes uma simples camponesa, agora é herdeira de uma vasta propriedade rural em Weatherbury, mas seu temperamento independente e enigmático causa falatórios entre seus próprios empregados. Gabriel Oak, um fazendeiro que sofrera grandes perdas, é apaixonado por ela, mas a jovem tem outros pretendentes, o sedutor sargento Troy e o respeitável fazendeiro de meia-idade Boldwood. Ao mesmo tempo em que os destinos destes três homens dependem da escolha de Bathsheba, ela descobre as terríveis consequências do seu coração inconstante. Um romance de paixão, com descrições da vida rural e paisagens idílicas, apresenta ao leitor uma obra-prima com extrema honestidade sobre as relações sexuais.” Fonte: Pedrazul Editora.

 

ATENÇÃO: O conteúdo abaixo pode conter spoiler do livro ou filme.

 

“O guarda observou o veículo que passava.

‘É uma moça muito bonita’, disse ele a Oak.

‘Mas tem seus defeitos’, comentou Gabriel.

‘É verdade, fazendeiro.’

‘E o maior deles é – bem, o de sempre.’

Regatear? Sim, é mesmo.’

‘Ah, não.’

‘O que, então?’

Gabriel, talvez, um pouco ressentido pela indiferença da viajante, olhou para onde havia testemunhado a atuação dela pela cerca e disse:

‘Vaidade.’” (p. 10)

 

Farei uma única coisa nesta vida, uma coisa certa, que é amá-la e esperá-la, e continuar a desejá-la até morrer.” (p. 28)

Gabriel Oak, interpretado por Matthias Schoenaerts.

 

“‘Parece assustadoramente errado não aceitá-lo quando você tem tanto sentimento!’, disse ela com um pouco de angústia, olhando ao redor sem esperanças de escapar de seu dilema moral. ‘Como gostaria de não ter corrido atrás de você!’ No entanto, ela parecia encontrar um atalho para reencontrar a alegria e ajustou seu rosto para parecer brejeira. ‘Não seria possível, Mr. Oak. Quero alguém que me dome. Sou independente demais. Você nunca conseguiria, sei disso.’” (p. 29)

 

“‘Agora prestem atenção, vocês têm uma patroa em vez de um patrão. Ainda não conheço o meu poder e meus talentos para a agricultura, mas devo fazer o meu melhor e se me servirem, servirei a vocês. Se houver alguém desleal entre vocês (se houver alguém, mas espero que não) achando que por eu ser uma mulher não entendo a diferença entre mau e bom comportamento.’

‘Não, dona’, disseram todos.

‘Muitíssimo bem observado’, disse Liddy.

‘Acordarei antes de vocês; estarei nos campos antes que cheguem e tomarei o meu desjejum antes que estejam nos campos. Resumindo, surpreenderei todos vocês.’”

 (p. 68)

 

Bathsheba Everdene, interpretada por Carey Mulligan.

 

“‘Oh, o fazendeiro Boldwood’, murmurou Bathsheba e olhou para ele enquanto este ia ainda mais rápido. O fazendeiro não virou a cabeça em nenhuma vez, seus olhos estavam fixos num ponto mais distante da estrada, que passou tão inconscientemente e distraidamente como se Bathsheba e seus encantos fossem o mais diluído ar.’” 

(p. 76)

 

“‘Sofro – muito – ao pensar’, declarou ele com simplicidade solene. ‘Venho conversar com você pela primeira vez. Minha vida não me pertence mais desde que a vi, Miss Everdene. Venho para pedir-lhe em casamento.’” (p. 103)

 

Bathsheba e Mr. Boldwood, interpredado por Michael Sheen.

 

“Uma mulher pode ser tratada com a amargura que lhe é doce e com a rispidez que não lhe é ofensiva.” (p. 109)

 

“‘Gabriel, ficará aqui comigo?’, perguntou ela, sorrindo de maneira cativante, sem se preocupar em fechar os lábios, pois logo sorriria novamente.

‘Ficarei’, respondeu Gabriel.

E ela sorriu outra vez.” (p. 115)

 

Bathsheba e Gabriel Oak.

 

“‘Bathsheba amou Troy da maneira que somente as mulheres autoconfiantes amam quando abandonam sua autoconfiança. Quando uma mulher forte de forma imprudente joga fora sua força é pior do que uma mulher fraca que nunca teve força para jogar para fora. Uma fonte de sua inadequação é a novidade da ocasião. Ela nunca teve prática em fazer o melhor de tal condição. A fraqueza é duplamente fraca por ser nova.’” (p. 152)

 

“‘E os defeitos de Troy ficavam completamente distantes da visão de uma mulher, enquanto seus encantos estavam bem na superfície, contrastando assim com o humilde Oak, cujos defeitos eram evidentes a um cego e cujas virtudes eram como metais em uma mina.’” (p. 153)

 

Bathsheba e Sargento Troy, interpretado por Tom Sturridge.

 

“‘A senhora sabe que eu a amo e sempre amarei. (…) ‘Você é tudo o que há de mais importante para mim, até mais que a minha vida!’” (p. 156)

 

“Há expressões no olhar que não estão na língua e há mais contos em lábios pálidos do que entram pela audição.” (p. 163)

 

Bathsheba e Gabriel Oak.

 

“É difícil para uma mulher definir seus sentimentos na linguagem que é, principalmente, feita para os homens se expressarem.” (p. 287)

 

“‘Bathsheba’, disse ele, com ternura e com surpresa, aproximando-se: ‘se ao menos eu soubesse de uma coisa; que me permitiria amá-la e ganhá-la, e me casar com você depois de tudo… se ao menos eu soubesse disso!’

‘Mas você nunca saberá’, murmurou ela.

‘Por quê?’

‘Porque nunca pergunta.’

‘Oh… Oh!’, disse Gabriel, com uma risada baixa de alegria. ‘Minha querida…’” (p. 323)

 

Gabriel Oak e Bathsheba.

 

“Eu correria atrás de você, minha linda Bathsheba, por muitas milhas e muitos dias e é difícil me invejar essa visita.” (p. 323)

 

“Quem observava precisava estar muito próximo para descobrir que as siluetas, sob os guarda-chuvas, eram Oak e Bathsheba, de braços dados pela primeira vez em suas vidas. Oak num casaco que se estendia até os joelhos e Bathsheba com uma capa que chegava até seus tamancos. No entanto, apesar de estar vestida de uma forma tão simles, havia uma certa aparência rejuvenescida sobre ela: como se uma rosa pudesse fechar-se e voltar a ser um botão.” (p. 326)

 

Gabriel Oak e Bathsheba.

 

 

Sobre o livro:

Título: Longe Deste Insensato Mundo
Autor: Thomas Hardy
Tradução: Ellen Bussaglia
Editora: Pedrazul
Páginas: 328

 

Compre no site da Pedrazul Editora e ganhe lindos marcadores.

 

 

Veja o trailer do filme (em inglês):

março 03, 2017

[DIÁRIO] O QUARTETO SMYTHE-SMITH, DE JULIA QUINN

Embora eu seja uma amante de romances, principalmente dos históricos e de época, até o momento só conhecia Julia Quinn de ouvir falar. Falar muitíssimo bem, diga-se de passagem! Já havia planejado ler algum livro dela assim que possível, mas era um plano futuro, ainda não tinha comprado nenhum livro da autora.

Foi então que dois acontecimentos colocaram a autora no topo da minha lista de leitura: a postagem Vale a Pena Ler Julia Quinn? publicada no blog The Bookworm Scientist, escrita pela autora do blog, a Fernanda, com a participação da Luciana Darce, do Coruja em Teto de Zinco Quente (recomendo muitíssimo os dois blogs, sou leitora assídua e garanto, são leituras maravilhosas!). O outro acontecimento foi o cupom de desconto da página do facebook Amo Livros com Desconto, que viabilizou a compra do Box Quarteto Smythe-Smith a um preço incrível e frete grátis!

Antes de falar dos livros, preciso falar do box: não é um simples box; é o box mais lindo disponível no mercado brasileiro. Se não for o mais lindo, está no topo da lista. A Editora Arqueiro caprichou no acabamento da caixa, perdi vários minutos olhando tudo, sentindo a textura. Lembrou-me uma caixa para guardar instrumentos musicais, de tão delicada! Os livros, inclusive, têm essa mesma textura. As capas, além de lindas, são aveludadas. A caixa, caso você queira dispor os livros na estante, certamente servirá para guardar cartas, joias ou outros mimos diversos, começando pelos cartões e imãs do Quarteto Smythe-Smith que integram a coleção. Sim, estou babando. Mas é tudo muito lindo mesmo!

 

O box Quarteto Smythe-Smith.

 

Falando em carta, o box acompanha uma carta da autora, que reproduzo abaixo. Julia Quinn, pelo que vi até o momento é extremamente atenciosa e carinhosa com seus leitores!

Caro leitor,

Muitos anos atrás, enquanto eu escrevia uma cena do meu terceiro romance, na qual o mocinho e a mocinha assistiam a uma apresentação musical amadora, eu pensei: ‘música ruim é tão mais divertida do que música boa!’ Assim nasceu o concerto anual das Smythe-Smiths. Na minha versão da sociedade londrina do Período Regencial, elas eram notáveis: quatro moças tocando as piores e mais dissonantes versões de Mozzart que já chegaram aos ouvidos de uma plateia, mas sem parecerem ter a menos ideai de como eram péssimas.

Vários livros depois, me ocorreu: por que não fazer meus personagens atuais também passarem pela provação de um recital das Smythe-Smiths? Eu me diverti tanto trazendo a apresentação delas de volta que a coloquei em outro livro e depois em mais outro. Até que comecei a pensar naquelas pobres moças, forçadas a empunhar seus instrumentos musicais ano após ano. Elas tinham noção de como os concertos eram terríveis? Elas se incomodavam com isso? E, talvez o mais relevante, algumdia se apaixonariam?

No fim das contas, tive que escrever sobre elas. Simplesmente tive. E, como as Smythes-Smiths formavam um quarteto, a série precisaria ter quatro livros. Sou muito grata à Editora Arqueiro por decidir lançar todos os volumes ao mesmo tempo – Um verdadeiro quarteto!

Assim, é com imenso prazer que apresento as Smythe-Smiths (e sua péssima música) aos meus leitores brasileiros. Espero que você se divirta lendo sobre essa família tanto quanto eu me diverti escrevendo sobre ela.

Com carinho,

Julia Quinn.

Outra prova de que a autora é um amor com seus leitores é que ela compartilhou, recentemente, no facebook, justamente a postagem do já citado anteriormente, The Bookworm Scientist! Agora estou descobrindo por mim mesma que sim, vale muito a pena ler Julia Quinn.

 

O box, livros e mimos.

 

O próximo registro desse diário, aguardem, será a resenha de Simplesmente o Paraíso, primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith e a minha porta de entrada para o fandom da maravilhosa Julia Quinn! Estou terminando o segundo livro e aproveitando todas as promoções possíveis para suspirar com a série que consagrou a autora no Brasil: Os Bridgertons.

 

Julia Quinn. Fonte: Facebook

SOBRE A AUTORA: Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de oito milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons.

É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico. Fonte: Editora Arqueiro.

 

O Quarteto Smythe-Smith.

 

Links para comprar na Amazon (comprando com os links disponibilizados aqui você ajuda o blog a crescer):

Box Quarteto Smythe-Smith  (coleção completa)

Livro Simplesmente o Paraíso

Livro Uma Noite Como Esta

Livro A Soma de Todos os Beijos

Livro Os Segredos de Sir Richard

dezembro 26, 2016

[ETC.] MINHAS DEZ MELHORES LEITURAS DE 2016

Em 2016 li 40 livros (até a publicação deste post. De repente eu leia mais algum nesta semana, quem sabe?). Foi menos que em 2015, mas não foi pior. Neste ano, como muitos de vocês sabem, tornei-me mãe, e enquanto a Olívia era bem pequena eu passei longe dos livros. Queria aproveitar e me dedicar inteiramente a ela e foi a melhor escolha que eu poderia ter tomado. Mas, à medida que ela foi crescendo e eu fui tendo mais segurança nos seus cuidados, fui voltando a ler e a escrever. Tenho esboços escritos à mão até hoje para digitar!

A maioria das minhas leituras foi de livros com poucas páginas. Descobri ótimas histórias em livros pequenos e em e-books. Em 2017 lerei ainda mais contos e histórias curtas. Agora, sem mais delongas, elenco abaixo as dez melhores leituras que fiz em 2016, mas em ordem aleatória. Seria ainda mais difícil classificar esses livros. Muitos empatariam em primeiro lugar…

 

Livros da Pedrazul Editora

O que dizer dessa editora que só publica preciosidades? Até hoje nunca me decepcionei com as publicações da Pedrazul. São livros para comprar de olhos fechados, sem medo de ser feliz, especialmente para os amantes dos clássicos da literatura, sobretudo inglesa.

Neste ano li o volume 2 de Os Mistérios de Udolpho, leitura iniciada no final de 2015. Udolpho é um livro extenso, com muitas descrições, mas que proporciona uma viagem por castelos europeus cheios de mistérios macabros e sobrenaturais. O volume 1 começa lento, mas depois de algumas páginas é impossível largar. O volume 2 é igualmente viciante!

Um Coração para Milton me rendeu uma ressaca literária e tanto! Com a proposta de ser uma continuação do clássico Margaret Hale (Norte e Sul), de Elizabeth Gaskell, é um livro super romântico, que me fez suspirar em todas as páginas. Eu leria uma continuação da continuação, se houvesse, com certeza. Foi dos meus super favoritos de 2016 e da vida, pois adoro um romance. Quando estava lendo esse livro, precisei fazer um teste de glicemia demorado, comum no início e no final da gravidez. Eu estava no final e fiquei grudada na leitura durante todo o exame. Chamei a atenção de muitas funcionárias do laboratório, que ficaram encantadas com a edição lindíssima e com a história. Alguns meses depois do meu parto, quando voltei lá para realizar outro exame, a recepcionista lembrou-se do livro e pediu o nome para comprar, pois no dia não tinha anotado. Me deu até vontade de reler (o que devo fazer em breve)!

Esposas e Filhas foi outro lançamento da Pedrazul que eu li em 2016, e foi uma grata surpresa. Já tinha assistido a adaptação da BBC e achado a história boa. Mas o livro é infinitamente melhor! Pode assustar pelo tamanho, mas a leitura é super rápida, Gaskell tem uma escrita bem acessível e seus temas ainda são muito atuais. Uma lembrança marcante desta publicação foi participar como voluntária da revisão dos capítulos finais do livro, junto com o meu marido. Na época, estava grávida da Olívia.

Longe deste Insensato Mundo, primeiro título de Thomas Hardy que li, vai ser eternamente especial para mim. A Pedrazul Editora dedicou esta, que é a primeira edição desse livro em português, a minha humilde pessoa! Fiquei tão feliz, mas tão feliz, que mal tenho palavras para expressar. Só conhecia a história pelo filme protagonizado por Carey Mulligan e Matthias Schoenaerts, nos papeis de Batsheba Everdene e Gabriel Oak, que eu simplesmente adorei. É o tipo de história que amo e estava ansiosa pela publicação. Quando abri o pacote e percebi que o livro fora dedicado a mim, fiquei em êxtase! Depois de ler toda a história, fiquei ainda mais feliz, pois Longe deste Insensato Mundo é uma história incrível.

 

Papai e Mamãe Pop Rock

Li os dois livros do Piangers, O Papai é Pop e O Papai é Pop 2. Ele traz com muita ternura e humor as dores e os prazeres da paternidade. É o tipo de publicação que aproxima pais e mães, pois percebemos que pai, mãe e filho é tudo igual. Só mudam de casa. A Mamãe é Rock, da Ana Cardoso, esposa do Piangers, também foi uma ótima leitura. Ela mostrou o lado intenso da criação. Mesmo eu sendo uma mamãe verde, recruta, me identifiquei muito com o livro dela. É impossível não se colocar nas situações ou lembrar da nossa mãe, vó ou tia fazendo as mesmas coisas. Leitura rápida e agradável.  Vou contar os três livros como um, posso? São todos da mesma família, mereço um desconto…

Família Piangers

 

Crítica literária e literatura comparada

Em 2016 tranquei, no primeiro semestre, meu curso de Letras. O nascimento da Olívia estava previsto para o final de abril, período de provas. Sendo o nascimento dela a prova mais importante da minha vida, não quis participar de mais nada que demandasse a minha atenção. No segundo semestre, entretanto, acabei retornando para o curso, pois não queria ficar um ano inteiro sem estudar. As notas não foram as melhores, reprovei em duas disciplinas, mas estou firme e forte. Ano que vem tem mais! No meio disso tudo, li dois livros de crítica literária e literatura comparada, respectivamente: Leituras de Jane Austen no Século XXI e Mobilidade Social em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e Senhora, de José de Alencar. Duas leituras maravilhosas e enriquecedoras! Recomendo os livros também para quem nem passou perto de um curso de Letras ou Literatura. São leituras bem agradáveis, sem aquele rigor excessivo, e por vezes chato, de alguns livros acadêmicos. Uma curiosidade é que Lajosy Silva, autor de Leituras de Jane Austen do Século XXI, foi o orientador da pesquisa de mestrado do Márcio Azevedo, resultando no livro deste último. Uma grata surpresa.

 

O Grande Gatsby também foi uma ótima leitura. Um livro curioso, pois dentre tantos personagens detestáveis, me encantei com Jay Gatsby e seu profundo amor dor Daisy. Fiquei com a expressão meu velho por dias na cabeça. Tudo o que eu falava era complementado mentalmente por ela. O filme com Leonardo DiCaprio e Carey Mulligan (olha ela de novo, atuando em meus favoritos!) também é muito bom.

 

A Louca da Casa foi uma surpresa literária proporcionada pela TAG, com curadoria de Carola Saavedra. Foi o livro enviado aos associados em outubro e uma leitura super agradável sobre o universo dos livros e da escrita. Não conhecia a autora, Rosa Montero, e depois da leitura comprei o livro Te tratarei como uma rainha, pois me interessei pelos comentários da autora e, depois, pela sinopse que vi no Skoob.

 

Lobo de Rua, da paulistana Jana P. Bianchi, lançamento recente da Editora Dame Blanche, foi uma ótima leitura pois me proporcionou gostar de um universo do qual eu fugia  até então: lobisomem. Nunca fui fã de livro ou filme de lobisomem, mas Lobo de Rua me ganhou. Uma narrativa que prende e que além da licantropia mostra as mazelas de um menino de rua, totalmente a margem da sociedade. O livro é curto, comecei no ônibus, no caminho para o trabalho e, na hora do almoço, eu já tinha feito uma pequena resenha. Vale muito a pena, garanto.

 

 

BÔNUS

Como estou maravilhosamente e apaixonadamente imersa no universo infantil, graças a minha filhota linda-maravilhosa (sou um pouco babona, caso não tenham percebido), vou indicar, como bônus uma décima primeira leitura de destaque em 2016, o livro Coisa de Menina, da Pri Ferrari. É um ótimo presente para meninas de todas as idades, especialmente as crianças. Na verdade, é um bom presente inclusive para meninos. Por meio de ilustrações lindíssimas, a autora mostra que as meninas podem ser o que quiserem ser, não tem essa de coisa de menina e coisa de menino. Se ela quiser brincar de bola e ele de boneca, tudo bem. Vamos ser feliz e deixar as crianças em paz para também serem felizes.

 

 

Metas de leitura para 2017

Até hoje nunca cumpri uma meta de leitura! Cadastro os livros para ler no ano corrente, no Skoob, mas sempre tem um lançamento ou outra leitura que fura a fila. Em 2016, ambiciosamente tentei participar do Desafio Corujesco, mas às vésperas do meu parto, era notório que esse desafio ia ficar pelo caminho. Fiz duas boas leituras a partir dele, o livro As Relações Perigosas, que foi adaptado pela TV Globo como a série Ligações Perigosas, e o livro Diálogos Impossíveis, do Luiz Fernando Veríssimo.

Outro desafio que eu não cumpri em 2016, foi o 12 meses de Poe. Li vários contos do autor, mas não resenhei os doze do desafio. Paciência! De repente eu consiga ler alguma coisa dele em 2017.

Para o ano novo, não entrarei em nenhum desafio. Fico empolgada de início, mas acabo deixando de lado, outras leituras chamam a minha atenção, enfim, não entro mais nessa. De repente um desafio de contos, talvez. Ou leituras coletivas. MAS tenho um projeto de leitura que vou me esforçar ao máximo para cumprir: um ano lendo a minha estante. Isso mesmo, um ano sem comprar livros! É difícil, quase impossível, mas quero fazer de tudo para comprar, no mínimo, BEM menos livros. Talvez só os lançamentos da Pedrazul Editora, tipo A Pequena Dorrit, por exemplo. Que venha 2017, com muitas leituras maravilhosas para todos nós!

 

 

[ATUALIZAÇÃO 10-01-2017]

Orgulho, felicidade… receber o retorno de autores que alegraram meus dias com seus livros não tem preço! A Trudy Brasure é sempre uma querida no retorno aos leitores brasileiros, já tive a oportunidade de ver e sentir o carinho que ela tem por nós. Além disso, qual não foi a minha surpresa ao ter um retorno do Piangers! Marquei a página dele no facebook no post desta publicação, sem esperar retorno algum, mas ele viu, curtiu e agradeceu! Veja abaixo:

 

 

 

 

 

 

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