dezembro 13, 2019

[LANÇAMENTO] LAYLA, A PRINCESA DOS MEUS SONHOS, DE SILVIA SPADONI

 

Já está disponível na Amazon o mais novo lançamento da escritora Silvia Spadoni, Layla, a princesa dos meus sonhos. A Silvia é uma das minhas autoras de romance de época favoritas, seus livros são doces e de fazer suspirar! Este lançamento é um conto sobre dois personagens do livro Um amor apaixonadoSaiba mais na sinopse abaixo:

“Em meio às areias do deserto uma princesa sonha com liberdade e amor. Mas como vivenciar sonhos quando as rígidas normas de seu clã já estabeleceram seu futuro? Layla foi prometida ao príncipe de Al-Andaluz desde seu nascimento e agora chegou o momento de partir ao encontro da nova vida. O que ela lhe reserva? E se o amor surgir, terá forças para abrir mão da felicidade para honrar os compromissos assumidos por seu pai?
Bahman sempre soube que seu casamento seria um acordo político. Os anos no exterior lhe mostraram que essa prática não se restringe aos reinos do Oriente e que ele não poderá se furtar a ela. Ainda assim, ele anseia por um matrimônio em que sentimento e companheirismo estejam presentes. Como privilegiar o dever se isso significará abrir mão do amor?
Um casamento arranjado será o fim dos sonhos? Ou o início da felicidade?
Um conto do universo de “Um amor apaixonado”. A história de Layla e Bahman.”

 

Saiba mais sobre os livros da Silvia Spadoni clicando aqui.

dezembro 11, 2019

[EDUCAÇÃO] JOGO KONTAÊ HEROÍNAS NEGRAS BRASILEIRAS

 

O professor Alexander Francisco criou o jogo Kontaê Heroínas Negras Brasileiras, baseado no livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis, de Jarid Arraes. As ilustrações das cartas são de Alexandre Magalhães. O melhor de tudo: este jogo está disponível para uso grauito em salas de aula, rodas de leitura e onde mais você quiser jogar!

 

KONTAÊ! Heroínas negras brasileiras – é um jogo criado como artefato para a dissertação de mestrado em NOVAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO. Foi pensado para ser usado como meio didático e aplicado em forma de dinâmica, nas competências de História, Língua Portuguesa, Artes etc (conforme lei 11.645/08), além de atender à habilidades específicas da BNCC (Base Nacional Comum Curricular – 2018).

O principal objetivo do jogo KONTAÊ! é divertir enquanto discute a representação e o protagonismo negro no período pós-abolição do Brasil, com destaque para os importantes feitos de quatro heroínas negras brasileiras: Antonieta de Barros, Carolina Maria de Jesus, Laudelina de Campos Melo e Tia Ciata (versão inicial).

O jogo KONTAÊ! une as cartas do jogo com as informações contidas neste site por meio da tecnologia dos QR Codes presentes nos componentes. Assim, os alunos podem estudar as informações textuais e os vídeos de uma das personagens históricas, antes de iniciar o jogo KONTAÊ!, onde devem reunir as cartas de personagem, de dados históricos e de dados em verso, os quais podem ser usados para cantar ou declamar!

 

 

Você pode baixar o jogo completo e ler todas as informações e regras no site do Kontaê, clicando aqui!

dezembro 09, 2019

[RESENHA] LAÇOS, DE DOMENICO STARNONE

Sinopse: Laços é um romance provocativo e de leitura irresistível sobre os vínculos familiares e as amarras do casamento. Uma obra vulcânica e marcante escrita por um dos principais autores italianos da atualidade.

Vanda e Aldo estão casados há mais de cinco décadas. Ao voltarem de uma agradável semana de férias na praia, eles encontram seu apartamento completamente revirado. Reorganizando seus papeis, Aldo se vê forçado a encarar lembranças de décadas atrás: os anos que abandonara Vanda e os filhos para viver com outra mulher. As fissuras causadas por esse trauma familiar permanecem latentes no presente.”

 

Laços, do escritor italiano Domenico Starnone (Todavia, 2017), foi um dos livros mais intensos que eu li neste ano de 2019. Fiquei profundamente mexida, a ponto de ter que engolir o choro — meu marido e minha filha de três anos talvez não entendessem tamanho descontrole (e eu não conseguiria explicar). Foi impressionante perceber que um homem do outro lado do oceano tenha escrito algo que poderia ser sobre o casamento dos meus própios pais.

O título desse livro reverbera: pode ser interpretado como os laços familiares, consanguíneos, sentimentais ou mesmo uma passagem sensível como uma lembrança da infância dos filhos, a forma estranha de amarrar os sapatos, herdada do pai. Os laços, sobretudo, amarram esse romance dividido em três partes relativamente independentes, mas que juntas traçam, de forma muito precisa, a falência de uma família.

 

“Laços é um romance cheio de recipientes, de coisas que contêm outras, tanto no sentido literal quanto no simbólico. Apesar desses recipientes, há coisas que se perdem.” (Introdução, por Jhumpa Lahiri)

 

A primeira parte é formada por cartas. A narrativa é feita por Vanda, a esposa abandonada pelo marido que, de uma hora para outra, resolve deixá-la — e também aos filhos —, para viver com uma mulher bem mais jovem que ele. Mesmo que por relatos esparsos, percebemos toda a dificuldade e ressentimento desta mulher que há pouco mais de uma década vive em função de uma família que, sem que ela possa fazer nada, deixa de existir em sua forma original.

A segunda parte é uma narrativa em primeira pessoa feita a partir da visão de Aldo, um homem de setenta e quatro anos, casado há cinquenta dois, segundo ele em uma relação que é “um longo fio de tempo enovelado”. Aldo, obviamente, é o marido de Vanda, que nesta parte tem setenta e seis anos e vive a paz doméstica de um casamento maduro. Esta última frase pode não ser exatamente verdade e aos poucos vamos percebendo os motivos. Embora Aldo em algum momento tenha voltado para casa, as feridas do período em que ele esteve com outra pessoa, do período em que ele traiu a esposa, estão falsamente cicatrizadas. Afinal, em quanto tempo uma família consegue esquecer algo desse tipo? Quanto tempo demora para que as coisas voltem ao seu devido lugar? Nossos laços, quaisquer que sejam eles, são o suficiente para algo desse tipo seja superado? Esses questionamentos e lembranças voltam para assombrar o casal quando eles retornam de uma pequena viagem de férias e encontram seu apartamento completamente revirado. Aldo, em especial, acaba revendo algumas lembranças do passado ao reorganizar o escritório de casa.

 

“Da crise de tantos anos atrás ambos aprendemos que, para viver juntos, é preciso dizer bem menos do que calamos.”

 

A terceira e última parte parece vir para (tentar) desembolar antigos nós. O foco da narrativa recai sobre os filhos de Aldo e Vanda, Sandro e Anna, que ficam responsáveis por cuidar da casa e do gato, Labes, durante a viagem de férias dos pais. Essa última parte amarra tão bem o romance que não admira que o autor tenha sido o vencedor do Prêmio Strega (2011) — o mais importante em seu país —, com este livro.

 

“Mas o que é que a gente pode fazer, não se escapa dos cromossomos, não é culpa minha nem sua, herda-se tudo, até o modo de coçar a cabeça.”

 

Terminei sem ar, mas também grata pela oportunidade de ler algo tão poderoso!

 

 

 

P.s.: sobre a semelhança com Dias de abandono, de Elena Ferrante, não posso, ainda, opinar sobre. Até tentei pegar o livro dela para ler em seguida, mas achei melhor dar um tempo entre uma leitura e outra (leia-se: não consegui).

 

 

 

Título: Laços

Autor: Domenico Starnone

Tradução: Mauricio Santana Dias

Introdução de Jhumpa Lahiri

Editora: Todavia

Páginas: 144

 

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