junho 18, 2019

[LISTA] SEIS LIVROS PARA LER NOS PRÓXIMOS SEIS MESES

 

O mês de junho já passou da metade e você não sabe o que vai ler até o fim do ano? Ou até sabe, mas é fã de listas e sugestões que aumentam a lista de leitura (e de desejados)? Dá uma olhada na seleção abaixo, com algumas das melhores leituras que fiz até agora! Tem enredo para virar 2020, mas você pode dosar a leitura conforme achar melhor!

 

 As primaveras,de Casimiro de Abreu

Sinopse: “Casimiro de Abreu é o poeta do lirismo e da simplicidade. Os anseios da juventude, as saudades da infância e os compromissos com sua terra natal fazem da obra de Casimiro de Abreu, precoce e espontânea, uma das expressões mais legítimas da poesia do Romantismo brasileiro. Nostálgico, lírico e dono de uma poesia extremamente musical, o poeta carioca continua encantando e cativando leitores jovens e adultos, de ontem e de hoje. As Primaveras (1859) é o único livro do poeta publicado em vida. No prefácio desta obra, escreve: “Assim, as minhas Primaveras não passam de um ramalhete das flores próprias da estação — flores que o vento esfolhará amanhã, e que apenas valem como promessa dos frutos do outono”. 

Tem resenha/diário de viagem aqui no blog | Pode ser comprado neste link.

 

 Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo, de William Joyce

Sinopse: “Escritor e ilustrador, eleito uma das 100 personalidades de destaque do novo milênio pela revista Newsweek, William Joyce ganhou o Oscar 2012 pelo curta de animação The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore, que chega agora ao formato livro numa bem editada adaptação que mantém as ilustrações originais do filme. A obra, que alcançou o primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times, é uma comovente declaração de amor à literatura e a seu poder transformador.”

Falei um pouco sobre a animação que originou o livro aqui. | Pode ser comprado neste link.

 

 A amiga genial, de Elena Ferrante (Série Napolitana, livro 1)

Sinopse: “A reclusa autora italiana que conquistou a crítica internacional tem sua série napolitana lançada no Brasil pela Biblioteca AzulAclamada pela crítica e pelo público, Elena Ferrante se tornou conhecida por escrever sobre questões íntimas com muita clareza, sem se expor para divulgar seus livros. Sua ficção parece apresentar traços autobiográficos, mas não é possível identificar os pontos comuns entre sua vida e sua obra, uma vez que a escritora se recusa a comentar sua intimidade.A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história de duas amigas ao longo de suas vidas. O primeiro, A amiga genial, é narrado pela personagem Elena Greco e cobre da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela.As duas se unem, competem, brigam, fazem planos. Em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo o medo constante, as meninas sonham com um futuro melhor. Ir embora, conhecer o mundo, escrever livros. Os estudos parecem a melhor opção para que as duas não terminem como suas mães entristecidas pela pobreza, cansadas, cheias de filhos. No entanto, quando as duas terminam a quinta série, a família Greco decide apoiar os estudos de Elena, enquanto os Cerrulo não investem na educação de Raffaella. As duas seguem caminhos diferentes. Elena se dedica à escola e Raffaella se une ao irmão Rino para convencer seu pai a modernizar sua loja. Com a chegada da adolescência, as duas começam a chamar a atenção dos rapazes da vizinhança. Outras preocupações tornam-se parte da rotina: ser reconhecida pela beleza, conseguir um namorado, manter-se virgem até encontrar um bom candidato a marido.Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor.”

Falei sobre esse livro aqui e, sobre ler toda a série, aqui. | Pode ser comprado neste link.

 

 A ridícula ideia de nunca mais te ver, de Rosa Montero

Sinopse: “Um livro sobre o luto e suas consequências, que navega com maestria entre a ficção e a memória. Quando Rosa Montero leu o impressionante diário (incluído como apêndice neste livro) que Marie Curie escreveu após a morte de seu marido, ela sentiu que a história dessa mulher fascinante guardava uma triste sintonia com a sua própria: Pablo Lizcano, seu companheiro durante 21 anos, morrera havia pouco depois de enfrentar um câncer. As consequências dessa perda geraram este livro vertiginoso e tocante a respeito da morte, mas sobretudo dos laços que nos unem ao extremo da vida.”

Falei sobre o lançamento aqui.| Pode ser comprado neste link.

 

 

 A metamorfose, de Franz Kafka.

Sinopse: “Quando Gregor Samsa, certa manhã, acordou de sonhos intranquilos, tudo mudou. Não só em sua vida, mas no mundo.

Ao se encontrar metamorfoseado em um inseto monstruoso, Gregor acompanha as reações de sua família ao perceberem o estranho ser em que ele se tornou. E, enquanto luta para se manter vivo e entender a sua nova realidade, reflete sobre o comportamento de seus pais, de sua irmã e de seu chefe, e de forma ainda mais angustiante, pensa na própria vida até então.

Essa pequena novela, lançada em 1915, revolucionou a literatura e as artes. De forma agressiva, acessível e inovadora, tornou-se um dos mais importantes e difundidos textos da história.”

Falei sobre o livro e esta nova edição aqui.| Pode ser comprado neste link.

 

 A visita de João Gilberto aos novos baianos, de Sérgio Rodrigues

Sinopse: Neste originalíssimo livro de contos, o premiado autor do romance O drible e de Viva a língua brasileira! brinca com coisa séria. Depois de presenciar um encontro mitológico no céu da MPB, o leitor vai para a cama com Machado de Assis e acompanha um desfile de histórias cheias de graça, prosa afiada, erudição literária e cultura pop.

Nos contos de A visita de João Gilberto aos Novos Baianos, o prazer de contar histórias sobre histórias é o antídoto à alardeada perda de potência da literatura em nosso tempo. Assim, a história do mundo pode caber em treze tweets, tornamo-nos cúmplices de uma farsa erótica ambientada na Vila Rica dos inconfidentes e espiamos pela fechadura a intimidade de um famoso personagem machadiano. 
No conto que abre e nomeia o livro, fantasia pop inspirada no encontro real entre o gênio da bossa nova e os jovens hippies liderados por Moraes Moreira, vislumbra-se uma síntese da contribuição original que a arte brasileira pode dar ao mundo: metade precisão rigorosa, metade delírio e festa. Os mesmos ingredientes podem ser encontrados na prosa entre o culto e o popular que anima um livro dividido em três partes, como um LP impossível. 
No Lado A ficam as narrativas mais clássicas. O Lado B é dedicado aos fragmentos de um experimentalismo que examina com humor ferino, mas sem perder a ternura, os cacos restantes das velhas catedrais literárias e suas vaidades autorais na era da internet. Fecha o volume a deliciosa novela “Jules Rimet, meu amor”, publicada em 2014 como e-book.”

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junho 14, 2019

[DIÁRIO] Cultura negra – v. 2 – Trajetórias e lutas de intelectuais negros

Abrangente recorte temporal e espacial, com 27 estudos que conferem visibilidade às vozes “esquecidas” e às trajetórias políticas silenciadas, revelando as múltiplas experiências socioculturais de homens e mulheres negros em seus dilemas, desafios, alegrias e dissabores cotidianos.

Em dois volumes, mostra formas variadas de viver, denunciar e enfrentar a opressão e as desigualdades raciais e de forjar laços de pertencimento e identidades ou estratégias para afirmar direitos e ampliar a cidadania antes e, sobretudo, após a abolição da escravidão. Obra que atende à reivindicação dos movimentos sociais negros do Brasil em prol do direito à memória, à história, à preservação e à valorização de seus bens culturais produzidos no contexto da diáspora.

Desde a lei 10.639, de 2003, que obriga o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, acompanha-se a revisão nos currículos escolares da valorização da história de luta dos negros no país. “Cultura negra” contribui com subsídios aos que desejam trabalhar com o tema na história e na escola. Oferece caminhos por meio de festas, carnavais, músicas, perfomances, patrimônios e trajetórias de artistas e intelectuais negros para se pensar cultura(s) negra(s) como arena de conflitos e transformação de relações de dominação, como canal de combate ao racismo e fortalecimento das identidades.

Por muitos anos estudiosos acionaram a ideia de cultura popular referindo-se às manifestações culturais e folclóricas que constituiriam a nacionalidade brasileira, quase sempre associando-a à valorização da miscigenação e à afirmação da democracia racial.

Para os autores, essas narrativas trazem armadilhas e efeitos nefastos, principalmente na negação do racismo e à invisibilização do protagonismo de pessoas negras na formação do Brasil. Este livro vai em sentido oposto: desvincula-se da ideia de cultura popular e assume a de cultura negra, como conceito dinâmico e inscrito nas práticas e experiências plurais de seus personagens.

No primeiro volume, a festa negra emerge em expressões que transformam, no tempo presente, a memória do cativeiro e a canção escrava em espetáculo, patrimônio cultural, local de conflito, de luta e afirmação da negritude.

No segundo volume, contribuindo de forma inovadora para a abertura de novos campos de investigação, as atenções são dirigidas para sujeitos sociais que, na prática, criaram novos sentidos de cultura e festas negras. Homens e mulheres, em geral esquecidos até pouco tempo, demonstram, por suas trajetórias e ação intelectual, como o campo cultural está repleto de iniciativas de combate ao racismo e de contraposições às relações de dominação, reconstruídas no pós-Abolição. Sob a ação desses sujeitos, definidos como intelectuais, os campos musical, teatral e educacional tornam-se importantes canais de afirmação de direitos e discussão das identidades negras. Mais ainda contribuem para o entendimento de uma outra história do Brasil republicano e suas lutas pela cidadania.

 

 

A Eduff me presenteou com os dois volumes da coletânea de artigos Cultura Negra, um importante apanhado histórico para que possamos repensar e atualizar as nossas leituras e também, no caso dos professores, a forma de ensinar história do Brasil,  especificamente no que concerne à valorização da luta e da cultura afro-brasileira. Falei sobre o primeiro volume com mais detalhes em outra postagem, confira clicando aqui!  Como eu já disse anteriormente e não é demais repetir, apesar da lei 10.639/2003 e dos resultados que estamos tendo com as ações afirmativas, que contribuíram para o ingresso de um contingente maior de negros nas universidades brasileiras, muito do que se reproduz no dia a dia das escolas sobre o negro no Brasil continua restrito à escravidão e/ou à abolição. Tudo o mais fica esquecido, injustamente. Mesmo no dia da consciência negra, uma data que deveria fomentar discussões sobre a cultura negra e ampliar os horizontes sobre essa temática, vemos reproduzidos os mesmos discursos sobre escravidão e abolição, ignorando o protagonismo e a luta dos negros ao longo dos séculos no nosso país.

O volume 2 centra-se nas lutas dos intelectuais negros e é dividido em 3 partes:

No segundo volume, contribuindo de forma inovadora para a abertura de novos campos de investigação, as atenções são dirigidas para sujeitos sociais que, na prática, criaram novos sentidos de cultura e festas negras. Homens e mulheres, em geral esquecidos até pouco tempo, demonstram, por suas trajetórias e ação intelectual, como o campo cultural está repleto de iniciativas de combate ao racismo e de contraposições às relações de dominação, reconstruídas no pós-Abolição. Sob a ação destes sujeitos, definidos como intelectuais, os campos musical, teatral e educacional tornam-se importantes canais de afirmação de direitos e discussão das identidades negras. Mais ainda, contribuem para o entendimento de uma outra história do Brasil republicano e suas lutas pela cidadania.

Na Parte I, Entre músicas e festas negras, os textos de Manuela Areias Costa, Rodrigo de Azevedo Weimer, Caroline Moreira Vieira, Silvia Brügger, Gabriela Busccio e Alexandre Reis reconstituem trajetórias de intelectuais que registraram no campo musical suas histórias, memórias e lutas políticas.

Na Parte II, Política negra no teatro, os textos de Rebeca Natacha de Oliveira Pinto, Júlio Cláudio da Silva e Maria do Carmo Gregório demonstram de forma contundente o quanto o teatro, território hegemonicamente branco, se tornou palco para o combate ao racismo através da valorização de atrizes e atores negros e sua cultura escrita.

Na Parte III, Lideranças negras e mobilização racial, tomamos conhecimento da trajetória de três homens negros que, através da atuação em associações civis, imprensa e produção acadêmica, conferiram visibilidade à mobilização racial e à afirmação de direitos, nos artigos de Luara dos Santos Silva, Eric Brasil e Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento.

 

Cultura Negra: Volumes 1 e 2.

 

Sobre os organizadores

Robério S. Souza – Professor titular de História do Brasil da Universidade do Estado da Bahia.

Martha Abreu – Professora do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense. Autora de diversos trabalhos sobre cultura negra, patrimônio cultural e pós-abolição.

Giovana Xavier – Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, blogueira, coordenadora do Grupo Intelectuais Negras.

Eric Brasil – Professor da Unilab. Autor de “A Corte em festa: experiências negras em carnavais do Rio de Janeiro (1879-1888)”. Pesquisa experiências negras em perspectiva transacional.

Livia Monteiro – Professora no Centro Universitário Celso Lisboa. Autora de tese sobre as festas de Congada em Minas Gerais. Produtora e roteirista do documentário “Dos grilhões aos guizos: festa de maio e as narrativas do passado”.

 

Cultura negra – v. 2 – Trajetórias e lutas de intelectuais negros
Série Pesquisas, v. 6b
Autores: Martha Abreu, Giovana Xavier, Lívia Monteiro e Eric Brasil (Orgs.)
Páginas: 356
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-228-1313-1
Ano de publicação: 2018
Idioma: Português

 

Leia o sumário e a apresentação clicando aqui.

Compre o livro clicando aqui.

Veja também: Cultura negra – v. 1 – Festas, carnavais e patrimônios negros.

junho 10, 2019

[ETC.] GRANDES PERSONAGENS FEMININAS DA LITERATURA BRASILEIRA: EPISÓDIO CAPITU

Baixe agora, inteiramente grátis, o primeiro e-book da nova série do Hiperliteratura!

Durante o mês de junho, semanalmente, o Hiperliteratura distribuirá, inteiramente grátis, a série grandes personagens femininos da literatura brasileira, composta por 4 e-books exclusivos, contendo os perfis de 4 das principais protagonistas da nossa literatura. No primeiro volume, você desvendará os enigmas de Capitu.

 

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