outubro 16, 2018

[LANÇAMENTO] LADY ANNA, DE ANTHONY TROLLOPE, E MAIS NOVIDADES DA PEDRAZUL EDITORA!

Sinopse: “Londres 1830. O malvado e rico lorde Lovel casa-se com Josephine Murray e a rejeita assim como sua filha, lady Anna, alegando que já era casado quando se casou com ela. Sem dinheiro, a dama é acolhida por Thomas Twaite, que além de oferecer sua casa, a ajuda financeiramente a processar o conde por bigamia. Anos depois, o conde Lovel retorna para a Inglaterra após uma longa estada no exterior, mas morre deixando um confuso testamento. Seu herdeiro natural, Frederick Lovel, um sobrinho distante, herda a propriedade e o título, mas precisa do dinheiro da prima para viver como nobre. A filha ilegítima do conde, junto com a mãe, travam uma batalha judicial para conquistarem seus direitos ao título e à fortuna do velho conde. Para colocar um ponto final na disputa e contentar as duas partes, os advogados do jovem conde o aconselham a casar-se com a prima. O problema é que o coração da jovem já tem dono: Daniel Thwaite, o filho do alfaiate, que também exerce a mesma função do pai e é rejeitado pela condessa Lovel, que prefere como genro o nobre primo. Será que lady Anna irá se render aos encantos e ao luxo do jovem conde ou se manterá fiel ao seu amor da infância?
Uma história intensa, na qual os jogos de interesses ditam as regras.”

 

A Pedrazul Editora está lançando, agora no formato impresso, os livros Lady Anna, de Anthony Trollope (capa acima), Os Oito Primos, de Louisa May Alcott, e Prima Phillis, de Elizabet Gaskell, esses dois últimos já resenhados aqui no blog.

 

Sinopse: “A história da órfã Rose que, ainda muito jovem vai morar com suas ricas tias solteironas e com seus sete primos. As adversidades as quais ela passa, o relacionamento com seu tutor, o tio Alec, e o aprendizado que a faz ver o mundo com outros olhos.”

 

Sinopse: “Como assistente de engenheiro em Heathbridge, interior da Inglaterra, Paul Manning, ainda muito jovem, ama o que faz e se dedica cem por cento à função de supervisionar a construção de uma ferrovia. Parte desse amor pelo trabalho se deve à admiração que ele sente por seu belo chefe, Mr. Holdsworth, um pouco mais velho do que ele, mas ainda jovem. Longe da casa dos pais, Paul passa a maior parte do tempo tentando ser como Mr. Holdsworth, pois, como ele próprio diz, é competente, sofisticado, educado e viajado. Enfim, só tem elogios à pessoa de seu chefe e amigo. Mas, assim que sua mãe fica sabendo que ele está sediado em Heathbridge, o incentiva a procurar a família de certo clérigo Holman, da Fazenda Hope, seus parentes distantes. Paul, que a última coisa que deseja é travar relações com mais um pároco, hesita, porém, obediente aos pais, faz uma visita a tais parentes. Logo, ele faz amizade com a bela prima Phillis, filha única do clérigo, inteligente demais para uma mulher do século XIX, o que o incomoda demais, afinal, por que uma moça tinha que saber italiano, grego, essas línguas que ele mal conseguia diferenciar uma da outra?! Mas o que ele menos espera é que Mr. Holdsworth, com profundo conhecimento de idiomas, tenha a mesma filosofia que ele. E ainda mais, que seu chefe se interesse romanticamente por Phillis.”

 

Os três títulos estão em pré-venda, com previsão de envio para o comecinho de dezembro. Aproveite!

maio 30, 2018

[RESENHA] PRIMA PHILLIS, DE ELIZABETH GASKELL

Sinopse: “Como assistente de engenheiro em Heathbridge, interior da Inglaterra, Paul Manning, ainda muito jovem, ama o que faz e se dedica cem por cento à função de supervisionar a construção de uma ferrovia. Parte desse amor pelo trabalho se deve à admiração que ele sente por seu belo chefe, Mr. Holdsworth, um pouco mais velho do que ele, mas ainda jovem. Longe da casa dos pais, Paul passa a maior parte do tempo tentando ser como Mr. Holdsworth, pois, como ele próprio diz, é competente, sofisticado, educado e viajado. Enfim, só tem elogios à pessoa de seu chefe e amigo. Mas, assim que sua mãe fica sabendo que ele está sediado em Heathbridge, o incentiva a procurar a família de certo clérigo Holman, da Fazenda Hope, seus parentes distantes. Paul, que a última coisa que deseja é travar relações com mais um pároco, hesita, porém, obediente aos pais, faz uma visita a tais parentes. Logo, ele faz amizade com a bela prima Phillis, filha única do clérigo, inteligente demais para uma mulher do século XIX, o que o incomoda demais, afinal, por que uma moça tinha que saber italiano, grego, essas línguas que ele mal conseguia diferenciar uma da outra?! Mas o que ele menos espera é que Mr. Holdsworth, com profundo conhecimento de idiomas, tenha a mesma filosofia que ele. E ainda mais, que seu chefe se interesse romanticamente por Phillis.”

 

Prima Phillis, de Elizabeth Gaskell, foi lançado em português no formato digital há pouco mais de um ano pela Pedrazul Editora. Embora eu seja extremamente fã da autora inglesa e tenha decido ler tudo e qualquer coisa escrita por ela desde que traduzida para o português (enquanto o meu inglês não permite voos tão altos), alguns títulos já publicados ficaram no limbo, ultrapassados por outras leituras e afazeres. Felizmente, domingo passado, tirei algum tempo para ler Prima Phillis. Não sabia tanto da história, já não me lembrava da sinopse e foi maravilhoso ir descobrindo detalhes e me deixando levar pela narrativa sempre viciante de Gaskell.

Prima Phillis foi publicado originalmente em 1864. É uma novela narrada em primeira pessoa pelo personagem Paul Manning. Funcionário de uma ferrovia, ele se vê próximo a alguns parentes de sua mãe e, a pedido dela, passa a visitá-los ocasionalmente. Phillis é prima de Paul, filha única de um clérico-fazendeiro e de uma modesta dona de casa. A jovem moça e o pai têm em comum o amor aos livros e às línguas clássicas, o que surpreende e até incomoda um pouco Paul. Uma jovem vitoriana conhecedora de grego e latim? Um verdadeiro disparate!

Phillis, apesar de sua inteligência, é inocente e até infantil. Seus pais, como natural, tratam-na como um tesouro valioso, e acabam ressaltando ainda mais o caráter pueril da moça. A rotina da família na fazenda Hope era tranquila e previsível. Cada qual cumpria com seus afazeres e havia paz naquele lugar. Até que um dia Paul, que era deslumbrado com a perfeição de seu chefe na ferrovia, Mr. Holdsworth, resolve levá-lo até a fazenda, a fim de apresentá-lo à família Holman. A partir daí as coisas começam a mudar, conforme a família passa a admirar, sem reservas, o visitante.

 

“Minha prima Phillis era como uma rosa que floresceu totalmente no lado ensolarado de uma casa solitária, protegida contra tempestades. Li em algum livro de poesia:

            ‘uma donzela que não tinha ninguém para elogiar, e poucos para amar.’

E, de alguma maneira, essa frase sempre me faz lembrar de Phillis, embora elas não fossem verdadeiras a respeito dela também.”

 

 

Tenho lido, internet afora, algumas críticas à Prima Philis, no sentido de ser um livro razoável, mas que não mostra a genialidade de Elizabeth Gaskell. Certamente, Margaret Hale (Norte e Sul) e Esposas e Filhas estão em um patamar diferente, até por serem romances, histórias maiores e com (ainda mais) sutilezas as quais a autora conseguiu ser pontual e pertinente em suas obras. Se você ainda não leu nada de Gaskell, eu sugeriria o seguinte: em algum momento, leia Margaret Hale (Norte e Sul) e Esposas e Filhas, pois são romances indispensáveis para quem pretende ler ou já está lendo o cânone de literatura inglesa. Mas não pare neles! Charles Dikens, volto a repetir, não errou quando disse que Elizabeth Gaskell era uma verdadeira Sherazade. É simplesmente impossível abandonar um livro da autora. O enredo pode ser o mais simples, como no caso de Prima Phillis, que tem um final até certo ponto previsível, mas ela te envolve e você precisa ler só mais uma página para ver o que acontece, até que chega ao final.

Eu adorei Prima Phillis. A novela é um retrato do que a vida pode ser, de que nem sempre temos controle sobre nossos sentimentos e sobre as pessoas. Terminei melancólica que só vendo… mas uma melancolia boa, de satisfação por ler mais uma história bem escrita de uma das minhas autoras favoritas.

 

 

Título: Prima Phillis

Autora: Elizabeth Gaskell

Tradução: Aline Cristina Moreira

Páginas: 172

Editora: Pedrazul

 

Compre na Amazon: Prima Phillis

 

Atenção: A Pedrazul está reimprimindo vários títulos esgotados e tem planos de lançar no formato impresso vários títulos que foram publicados apenas em e-book. Acompanhe no site da editora.

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