julho 14, 2017

[RESENHA] FRONTEIRA DA PAZ, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse: “Lady Leanah sempre fora a boa moça. Fazia tudo o que se esperava de uma dama. Manteve-se pura à espera de seu príncipe, o cavalheiro que ela sempre amara, lorde Robert Percy, o irmão mais novo do conde de Northumberland, Edward Percy. Quando, finalmente, já com 23 anos, está prestes a realizar o seu sonho e casar-se por amor, Robert se casa às pressas com sua antiga prometida, Charlotte Mortimer, uma prima por parte de mãe, e a abandona. Decidida a se vingar, lady Leanah se aproxima de Elizabeth Douglas, uma cortesã regenerada, e implora para que a ensine a deixar todos os homens aos seus pés.

Quando o bom moço lorde Robert Percy, finalmente, recebera a aprovação do conde seu irmão, Edward Percy, para se casar com a linda lady Leanah, a irmã do conde de Douglas, da ancestral família inimiga dos Percy Northumberland, ele cai numa armadilha preparada por lorde Mortimer e tem, por honra, que se casar com sua prima Charlotte. Entretanto, jurou jamais tocar um só dedo nela. Afinal, como dissera o tio, ele já não a tinha deflorado? Cansado de ser o bom homem, o lorde se torna um dos maiores pervertidos da Europa e, para sair de Londres, a exemplo de seu pai, ele parte para a Índia. Quando na guerra de Folly de Auckland, ao lado de lorde Palmerston, ele entra em combate, a única pessoa que não esperava encontrar naquele lugar e, ainda por cima num bordel, era Leanah. O que, por Deus, ela estaria fazendo ali?!

Obrigada a se casar com o primo lorde Robert Percy, Charlotte Mortimer foge logo após o casamento. Seu próprio pai, por causa de dinheiro, conspirara para que aquela união acontecesse. Embarcada num navio com destino à América do Sul, com um nome falso, ela sofre um naufrágio fraudulento e é resgatada por um desconhecido. Sem se recordar quem é, apaixona-se pelo capitão do navio, um homem enigmático, com aparência celta, que a toma como mulher.

Um histórico romance sobre a vida das cortesãs inglesas e o império britânico e seus laços pelo mundo.”

 

É difícil dizer, mas talvez Fronteira da Paz tenha sido o meu livro favorito dentre as histórias secundárias de A Estrangeira. Afinal, melhor que uma história de amor, são duas histórias de amor completamente diferentes, lindas e entrelaçadas!

Robert, irmão mais novo do conde de Northumberland, como já era de se imaginar, estava prometido há anos em matrimônio à sua prima, Charlotte Mortimer. Entretanto, apaixonara-se por Lenah Douglas e estava decidido em se casar com ela, ainda que a moça fosse irmã de um arqui-inimigo de seu irmão.

O pai de Charlotte, temendo perder o acordo financeiro que seria propiciado pelo matrimônio e percebendo que o noivo talvez não cumprisse a promessa de casamento, resolve interferir e armar uma situação em que houvesse uma dívida de honra que só pudesse ser reparada com o casamento imediato dos jovens: Robert é pego em flagrante no quarto de Charlotte, ela nua na cama.

O casamento foi feito às pressas e Robert, furioso, deixa a residência dos Mortimer. Afinal, já que havia indícios de que ele havia deflorado a moça e ele fora forçado a se casar, não havia mais nada que ele pudesse ou quisesse fazer.

Charlotte, que também fora enganada, pois estava dopada no momento do flagrante, vê-se abandonada com seu inescrupuloso pai, pois Robert jamais aceitaria viver com ela. Pensou rapidamente, pegou o dinheiro que escondia em seu quarto e fugiu, para que não fosse mais forçada a nada.

Lenah, desiludida e sem ter para onde ir, pois seu irmão perdera toda a fortuna da família em jogatinas, procura a prima Elizabeth, que está bem estabelecida com Eliza (A Estrangeira), mas no passado fora uma cortesã. Queria aprender tudo o que fizesse um homem enlouquecer a fim de poder vingar-se de Robert, por tê-la abandonado. Elizabeth aceita ser a professora de Lenah, no entanto a faz jurar que jamais irá se prostituir e garante-lhe ajuda financeira.

Charlotte, em sua fuga para a América, conhece o sedutor capitão do navio que a transportará. O interesse entre os dois é rápido e espontâneo, mas Aedh Garvery foge de Charlotte por saber que ela é casada. Quando ela o procura para falar de seus sentimentos, o navio é atacado por piratas e Charlotte acaba sofrendo uma pancada na cabeça. Ao acordar, pensa que o capitão é seu marido e fica difícil, para ele, contar toda a verdade: em parte por não saber muita coisa sobre Charlotte e, também, por estar irremediavelmente apaixonado por ela.

Não sei se é perceptível pelas palavras que usei até agora, mas meu casal favorito aqui é Charlotte e o capitão Aedh! Não que a outra história não seja boa, mas quem resiste a um capitão de um navio conhecedor do Novo Mundo? A história ainda guarda muitas surpresas e deliciosas reviravoltas e certamente quem ama um bom romance vai adorar! Em Fronteira da Paz as mocinhas são duas personagens dignas de nota: mulheres destemidas que vão em busca de seu futuro e sabem muito bem o que querem.

Fico agora na torcida para a próxima publicação do universo de A Estrangeira. Sim, há um certo conde francês que também terá sua história contada, o Fillipo Raspail. E eu já estou aqui, na primeira fila, aguardando ansiosa para ler! Além de ótima editora, Chirlei é uma grande escritora, tem um olhar sagaz que tanto reconhece quanto sabe contar uma boa história.

 

 

 

Título: Fronteira da Paz (O Quarteto do Norte, livro 4)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 97

 

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julho 12, 2017

[RESENHA] UM COCHEIRO EM PARIS, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse: “Quando o duque de Belvoir teve que sair às pressas da casa de Juliette Drouet, a amante de Victor Hugo, para não ser pego em flagrante pelo próprio escritor, sua única alternativa foi dirigir a própria carruagem pelas vielas de Paris. O que ele não esperava, contudo, era que tivesse que socorrer uma dama que acabara de chegar à cidade. A carruagem do Hôtel de Ville, que fora buscá-la no porto, havia quebrado um eixo e ele passava no exato momento do acidente. Não teve alternativa senão esconder a sua identidade, pois a jovem estava acompanhada justamente da ordinária baronesa viúva de Patchetts, uma antiga vizinha do duque seu pai, no Norte da Inglaterra. Tudo o que ele — o duque inglês bastardo — não podia, naquele momento, era ser reconhecido. Assim, apresentou-se como o cocheiro do conde Filippo Raspail e prestou socorro às damas.

Fruto da relação de um poderoso duque inglês, que não tivera filhos no casamento, com uma cortesã francesa, Belvoir — assumido pelo pai — vivia uma vida desregrada em Paris. Embora na juventude tivesse tido certa proteção moral por parte dos amigos, o duque de Prudhoe e o conde de Northumberland, sofrera muita rejeição da aristocracia britânica, sendo chamado de ‘lorde bastardo’. Por isso, tinha convicção absoluta de que nunca se casaria com a filha de nenhum deles. Belvoir só não contava que Harriet Neville, a lady que socorrera, se apaixonaria de verdade por ele, mesmo achando que fosse um humilde cocheiro.”

 

Um Cocheiro em Paris é o terceiro livro da série independente O Quarteto do Norte, de Chirlei Wandekoken, publicado pela Pedrazul Editora. Aqui, temos a história de um simples cocheiro e de uma dama, que se apaixonam contrariando todas as expectativas da sociedade.

O simples cocheiro na verdade, nós logo descobrimos, é Oliver Ashlie Stanhope, o duque de Belvoir. Ele vivia uma aventura com ninguém menos que a amante de Victor Hugo e no meio da noite teve de sair às pressas do quarto da mulher, pois o escritor, por pouco, não os pegara em flagrante.

Chegando à sua carruagem, Belvoir percebe que o cocheiro havia sumido, de forma que resolve, ele próprio, conduzir o veículo. Um pouco à frente, um acidente travava o caminho e ele resolve ajudar os feridos, desalinhado como estava.

Entre os feridos estavam a velha baronesa de Patchetts e Harriet Neville, esta última, a prima prometida em casamento ao conde de Northumberland via acordo familiar, amplamente discutido em A Estrangeira.

A baronesa, histérica, ordena que o maldito cocheiro, aquele bastardo, tirem-nas logo daquela confusão de carruagens quebradas. Belvoir as ajuda, assumindo ser um simples cocheiro, e fica encantado com a doçura de Harriet, que corresponde.

Harriet Neville, embora prometida ao primo, jamais pensara em se casar com ele. Inclusive, soube que ele estaria fortemente envolvido com a tal estrangeira, a miss Schumacher. Ela achava melhor assim. Era uma jovem fora dos padrões físicos impostos pela sociedade, tinha formas voluptuosas e era complexada pelo tamanho dos seios, bastante fartos. Belvoir adorava-a também por ser assim, uma moça que não era bela como as mais belas da sociedade, como fora sua mãe, uma mulher promíscua na juventude.

Um Cocheiro em Paris é menos picante que A Ama Inglesa, mas sua história é igualmente linda e tem seus toques de sensualidade. Em meio a casamentos por interesse e arranjos matrimoniais selados na infância, esta novela mostra que um amor verdadeiro pode nascer na situação mais improvável.

 

 

 

Título: Um Cocheiro em Paris (O Quarteto do Norte, livro 3)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 86

 

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julho 10, 2017

[RESENHA] A AMA INGLESA, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

Sinopse:  “Desde pequena, a menina Leonora se perguntava por que sua mãe sabia ler e escrever em dois idiomas e o pai sequer sabia ler em um deles. Instruída pela mãe francesa, a filha de um simples cuidador de cavalos muito cedo se vê sozinha no mundo, à mercê de uma tia autoritária e de um padrasto violador. Um encontro na infância provoca uma reviravolta em sua vida e ela vai trabalhar como ama da duquesa viúva de Pudhoe, uma dama autoritária, mas que a respeitava. Entretanto, quando lady Muriel Browne chega de Londres para passar uma temporada em Pudhoe Castle, no Norte da Inglaterra, tudo à sua volta muda. Leonora começa a ser destratada pela duquesa e até pelos outros servos, até então seu amigos.

Numa noite gelada em Newcastle, sem ter para onde ir, ela acaba se abrigando no celeiro, aconchegada à vaca da duquesa, para não morrer de frio. Ali ela é acordada brutalmente pelo capataz da propriedade e amparada por aquele cuja imagem permeara seus pensamentos durante cinco longos anos, o poderoso duque de Pudhoe, conhecido em toda a Europa por Lorde Perverso. Mas Leonora não o via assim. Pelo contrário. Achara-o caridoso. Afinal, se não fosse por ele, certamente não teria sobrevivido àquela noite.”

 

A Ama Inglesa é uma novela de época e o segundo volume da série independente O Quarteto do Norte, da escritora Chirlei Wandekoken. Quem leu A Estrangeira pode estranhar, a princípio, a linha narrativa dos outros livros do quarteto. Isso porque o primeiro livro é histórico, inspirado na Batalha de Otterbourne e consumiu vários anos de pesquisa para ser escrito. Nos outros três livros, Chirlei quis dar voz aos personagens secundários de A Estrangeira não focando, portanto, no contexto histórico. Foram estilos diferentes adotados pela autora, mas que não comprometeu em nada a qualidade das histórias.

 

Importante: Você sabe a diferença entre Clássico, Romance de Época e Romance Histórico?, por Mara Sop.

 

A Ama Inglesa é um verdadeiro conto de fadas para adultos. Trata-se de um livro com um apelo bem sensual, verdadeiramente picante. A mocinha, Leonora, amargou momentos de tristeza e abandono afetivo por ter sido posta, após o falecimento dos seus pais, aos cuidados de uma tia que não a amava. Seu consolo era a velha amiga Mary Ponsonby e Arthur Pearl Clifford, por quem era apaixonada desde os 13 anos. Era um amor impossível, pois Arthur em breve se tornaria o duque de Prudhoe.

Arthur ficou bastante tempo afastado de Prudhoe Castle. Passaram-se 1825 dias, para ser bem exata, até os caminhos dos dois se cruzarem novamente, com Leonora em apuros dormindo no celeiro de Prudhoe Castle. O duque era conhecido como lorde perverso, mas ele não o era. Leonora sabia disso. E ele a amava, embora um segredo do passado os impedisse de ficarem juntos.

Uma história de amor com todos os elementos que esperamos de uma boa narrativa do gênero. E com o plus da sensualidade que transborda das páginas do e-book! Um dos pontos positivos de A Ama Inglesa é a capacidade que a autora teve de, mesmo em uma história curta, promover tantas reviravoltas na vida dos personagens. A novela é envolvente e a escrita polida de Chirlei faz com que a leitura seja bem rápida. Se você leu A Estrangeira, certamente vai querer ler essa história. Se não leu, não se preocupe: tratando-se de uma série independente, mesmo que os livros mencionem os personagens do romance a experiência de leitura aqui e nas outras duas novelas é completa.

 

 

 

Título: A Ama Inglesa (O Quarteto do Norte, livro 2)
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Páginas: 119

 

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