abril 17, 2017

[RESENHA] PRIMEIRAS IMPRESSÕES, DE LAÍS RODRIGUES

Sinopse: “A surpreendente temporada de Mr. Darcy no Brasil! Charles Bing, um otimista incorrigível, decide que está na hora de internacionalizar a sua bem-sucedida cadeia de restaurantes nova-iorquina. Deseja começar pelo país que sempre incitou sua curiosidade: o Brasil. E nada melhor que Búzios, uma belíssima cidade turística no litoral do Rio de Janeiro. A fim de garantir que sua escolha será acertada, ele leva a tiracolo o seu melhor amigo, Frederick Darcy, um político americano de família conservadora, que se orgulha de ser um homem racional e prático. Mal sabem eles que, ao chegar à cidade paradisíaca, virarão alvo de Janaína Benevides, dona das pousadas mais requisitadas do balneário. Ela é mãe de quatro belas moças, que são, para sua tristeza, solteiras. Janaína preocupa-se, em especial, com a solidão de Jane e Lizzie Benevides, as mais velhas. Enquanto a primeira acaba se decepcionando em seus relacionamentos, por ser uma pessoa que sempre busca ver o melhor nas pessoas, a outra não deixa nenhum homem se aproximar.”

 

Primeiras Impressões é um romance escrito por Laís Rodrigues e que recentemente foi relançado pela Pedrazul Editora, inaugurando o selo Revelações. Aqui, temos uma apaixonante versão moderna do clássico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, nos cenários paradisíacos de Búzios-RJ e também em alguns lugares dos Estados Unidos.

 

Como fã de Jane Austen, não paro de me surpreender com a infinidade de versões e adaptações de seus livros, o que torna possível sempre ter algo novo para ler, dentro deste universo de poucos livros que a autora nos deixou. Contudo, mais interessante que descobrir um livro ou autora nova que consiga transparecer a essência de Austen, é surpreender-me com a releitura de uma releitura. E foi assim com o livro de Laís Rodrigues.

 

A primeira vez que li Primeiras Impressões, edição da Kiron Editora, lembro-me de ter ficado impressionada com a rapidez com que finalizei a história. Tratava-se de um enredo, embora previamente conhecido, instigante e, em certas partes, surpreendente. Na época, eu ainda tentava fugir de versões de livros de Jane Austen, pois havia tido uma grande decepção com o livro Cinquenta tons de Mr. Darcy, e Primeiras Impressões foi um dos livros que me ajudaram a perceber que sim, existem boas versões dos livros de Jane Austen.

 

Com o anúncio de uma nova edição que seria lançada pela Pedrazul Editora, voltei a lembrar da história e tive curiosidade de comparar as duas edições. Sabendo da qualidade editorial da Pedrazul, tinha certeza de que Primeiras Impressões, que já era bom, poderia ficar ainda melhor.

 

Até certo ponto a história lembra bastante Orgulho e Preconceito: Charles Bing chega a Búzios e causa alvoroço no lugar, especialmente entre os membros da família Benevides, haja vista que a matriarca, Janaína, logo tem o desejo de ver uma de suas filhas casada com o americano (rico). Junto a Charles, também conhecem o Brasil Caroline Bing e Frederick Darcy. Charles e a tímida Jane Benevides logo se envolvem em um romance, irremediavelmente apaixonados que ficam um pelo outro quase instantaneamente. Caroline, embora esnobada por Frederick, não perde uma chance de tentar chamar-lhe atenção. Já Frederick, muito a contragosto, impressiona-se com uma brasileira que não tem papas na língua, Liz Benevides. Liz antipatiza de cara com Frederick, mas até mesmo ela percebe o poder de seus olhos azuis enigmáticos… Some mais uma jovem Benevides rebelde e um outro americano lindo mas que pode não ser exatamente sincero e temos um resumo do início de Primeiras Impressões. Sim, porque tem muito mais nas páginas do livro de Laís Rodrigues. Pode parecer enredo da Quadrilha de Drumond, mas é a formula de um romance que há mais de duzentos anos conquista o coração de leitores mundo afora.

 

“Não sonhava com o príncipe encantado, pois acreditava que eles somente existiam em romances de Austen, das irmãs Brontë ou de Gaskell. Não havia um John Thornton no mundo real. Ele apenas vagava nos sonhos de jovens ingênuas.” (p. 9)

 

Laís consegue, além de transportar a história de Orgulho e Preconceito para a nossa época, fazê-lo de uma forma simples e natural. Mais que preconceito de classes, pois a família Benevides é bem estabelecida, embora não tão ricos quanto os Bing ou menos ainda, que os Darcy, a autora fala sobre o preconceito cultural entre os americanos do norte e os brasileiros, em que somos taxados de terceiro mundo, subdesenvolvidos etc. Desta forma, o enredo não ficou forçado e como as irmãs Liz e Jane Benevides estudaram e começam a fazer carreira nos Estados Unidos, a aproximação com os americanos no habitat deles também é bastante natural.

 

 

Já tenho (ou li) a edição antiga. Compensa ler (ou comprar) esta?

Recebi algumas mensagens com essa pergunta e já imaginava previamente, como disse acima, fazer um comparativo entre as edições. Posso dizer, verdadeiramente, que, se você leu a edição anterior e gostou da história, vale sim a pena ler essa edição da Pedrazul. Muito além do trabalho de capa, que está tão linda quando a edição anterior, a Pedrazul fez um ótimo trabalho com a edição e a revisão do livro. O texto, que já era bom, ficou mais agradável de ler. Sem contar que, comprando e lendo esta nova edição nós leitores estamos fazendo a engrenagem da literatura nacional girar o que ajuda e muito a editora e a escritora. Mais que ler brasileiros, precisamos ler brasileiros vivos e em atividade!

 

 

SOBRE A AUTORA

Laís Rodrigues é uma advogada de 30 anos que lê desde criança. Ao contrário da maior parte dos autores, nunca havia sonhado em escrever. No entanto, depois que começou, apaixonou-se totalmente pela escrita e, para a sorte do leitor, não consegue mais parar. Além de Primeiras Impressões, é dela também Do Outro Lado do Oceano, ambas adaptações contemporâneas de obras de Jane Austen, de quem é grande fã. Também é apreciadora da autora inglesa vitoriana Elizabeth Gaskell, principalmente de seu romance Norte e Sul, do qual já foi desafiada a escrever uma adaptação moderna, com uma Margareth Hale brasileira e a visita muito aguardada de Mr. Thornton ao Brasil. Ela é autora também de The Heart of Fire, fantasia para jovens adultos que faz parte da série The Elements. Laís é baiana e mora no Rio de Janeiro com o marido e dois gatos.

Veja mais sobre Laís Rodrigues na entrevista publicada no blog da Pedrazul Editora.

 

 

 

Título: Primeiras Impressões
Autora: Laís Rodrigues
Editora: Pedrazul
Páginas: 248

 

Compre no site da Pedrazul Editora e ganhe lindos marcadores!

abril 03, 2017

[RESENHA] OS DARCYS DE DERBYSHIRE, DE ABIGAIL REYNOLDS

Sinopse: “Um conto de ‘Orgulho e Preconceito’, de Jane Austen.
Elizabeth Bennet anseia pela vista do topo das famosas Black Rocks, mas seus tios se recusam a permitir que escale sozinha até a rocha mais alta. A angústia de Elizabeth só piora com o fortuito encontro com o sr. Darcy — pelo menos até ele se oferecer para acompanhá-la ao topo. Mas mal sabia ela, as Black Rocks possuem um significado muito especial para ele. Enquanto Darcy conta-lhe a história da corte e casamento entre seus pais, Elizabeth, como a mãe de Darcy antes dela, é obrigada a confrontar o verdadeiro poder de família e destino no cume das Black Rocks.”

 

Como uma fã apaixonada por Jane Austen, sobretudo por um de seus romances mais famosos, Orgulho e Preconceito, é sempre uma felicidade encontrar histórias similares que usam os personagens do clássico, ambientados na época da história original ou nos dias de hoje.

Em Os Darcys de Derbyshire, Abigail Reynolds, uma grande fã de Austen que escreveu diversas variações de Orgulho e Preconceito, conta a história de amor dos pais do Sr. Darcy, Srta. Anne e James Darcy. Em poucas páginas, a autora consegue nos prender em uma história delicada e apaixonante sobre o casal, além de antecipar o desfecho amoroso entre Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy.

Elizabeth Bennet, em viagem a Derbyshire com seus tios, os Gardners, tem um encontro nada casual com o homem de quem ela recusara o matrimônio, Sr. Darcy. Estando bastante animada e curiosa para explorar as paisagens das Black Rocks, ela aceita o convite de Darcy para subir até o penhasco, com a permissão dos tios.

No alto das Blacks Rocks, Darcy conta rapidamente a Elizabeth como se deu a união de seus pais. Contudo, tendo ele se expressado de forma que não era possível reconhecer a força e a sinceridade dos sentimentos de seu pai, a conversa se alonga até que ele possa explicar a história em detalhes.

James Darcy, ou melhor, Tenente Darcy, era o filho mais novo, portanto sem direito a herdar a grande propriedade de Pemberley. Entretanto, era muito amigo de seu irmão, apenas alguns minutos mais velho, seu gêmeo não idêntico George. Anne era irmã de um grande amigo de James Darcy, Francis Fitzwilliam, e conhecera James aos quatro anos, quando este o salvara de um afogamento. Desde então, mesmo sem manter contato próximo com ele, ela sonhava em um dia tornar-se esposa de James, uma fantasia infantil que ela verbalizava com tanta frequência que irritara seu pai, que a proibiu de sequer falar o nome de James, principalmente sendo ele o filho mais novo. O rapaz nunca seria um pretendente ideal para Anne.

Tendo-a conhecido, o Tenente soube instantaneamente que se casaria com ela. Estava decidido e seria apenas uma questão de tempo. Seria complicado sustentar um lar apenas com o soldo do exército, mas ele daria um jeito. Apaixonara-se por Anne e ela seria sua esposa.

Anne surpreendera-se com a rapidez com a qual James falara sobre casamento. Eles haviam dançado em um baile e no dia seguinte ele já mostrara-se decidido. Ela disse, então, que, apesar de ser filha de um conde, não tinha dote que valesse a pena, pois seu pai estava afundado em dívidas. Além do mais, ela já estava prometida a outro homem, como parte em um acordo financeiro firmado pelo pai. Entretanto, isso não importava a James, na verdade, ele não aceitava o fato de que ela se casaria com outro.

Mesmo um pouco assustada com aquela conversa, algo havia sido despertado no coração de Anne. Seu casamento estava sendo planejado sem o seu consentimento, sem que ela amasse o seu futuro esposo. E James parecia realmente completamente apaixonado por ela.

Assim a história vai se desenrolando e ficamos cada vez mais grudados nas páginas de Abigail Reynolds para saber como será que os dois conseguiram ficar juntos, pois isso nós sabemos que acontecerá.

Nas Black Rocks, Sr. Darcy e Elizabeth Bennet mal conseguem disfarçar os sentimentos que nutrem um pelo outro. No romance de Austen, ainda são necessárias muitas páginas depois da viagem até Derbyshire para que os dois se acertem. Neste conto, a história de Anne e James Darcy, especialmente a de James, que conta sobre como os Darcys se apaixonam rápido e perdidamente por uma única mulher, contribuiu para que o orgulho e o preconceito fossem superados e Elizabeth e o Sr. Darcy pudessem planejar o seu futuro juntos. Essa história é daquelas que têm poucas páginas, mas dizem tudo. Perfeita do tamanho que foi escrita e altamente recomendada para quem ama uma boa história de amor.

 

 

 

Título: Os Darcys de Derbyshire
Autora: Abigail Reynolds
Tradução: Carolina Yonemoto
Editora: White Soup Press
Páginas: 85

 

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março 02, 2017

[RESENHA] BRIDE AND PREJUDICE: ORGULHO E PRECONCEITO EM VERSÃO INDIANA

Bride and Prejudice, ou Noiva e Preconceito, em português, é a versão bollywoodiana de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. O filme é de 2004, mas só tive a oportunidade de assisti-lo nos últimos dias e foi uma grata surpresa.

Não é de hoje, contudo, que ouço falarem da versão indiana do clássico de Jane Austen. Preconceituosamente, achei, sem nem assistir, que seria um filme ruim, uma história forçada, com muita coreografia e maquiagem. Teve tudo isso, mas foi lindo.

Alguns personagens mantiveram os mesmos nomes do livro de Austen, outros, como Elizabeth Bennet, ganharam uma versão indiana. No caso de nossa protagonista, ela tornou-se Lalita Bakshi.

A história se passa em Amritsar, Índia, onde será realizado um casamento em que Mr. Bingley, no filme, Mr. Balraj, participa como padrinho do noivo. Willian Darcy, no filme um americano, e Kiran Balraj (Caroline Bingley), estão com ele na cerimônia. Balraj é de Nova Deli, mas mora na Inglaterra, onde conheceu Darcy quando este estudou em Oxford. É no casamento que os amigos conhecem a família Bakshi e começam a fazer conexões.

Deixando de lado a velha e maravilhosa fórmula que Jane Austen criou em seu romance mais famoso, em que o casal inicialmente se detesta, mas depois se apaixona, tendo que vencer os desafios causados pelo orgulho e pelo preconceito para ficarem juntos, este filme tem algo a mais. A questão cultural foi muito bem abordada, dentro do que era possível em uma adaptação curta como um filme.

“ – Você devia ter visto o rosto da Sra. Lamba! Balraj não dançou com nenhuma outra garota a noite toda. Sabia que ele não resistiria ao charme da minha linda Jaya.

 – Ou o seu, é claro.

 – Imagine, se Jaya fosse morar no Reino Unido, poderíamos visitá-la a qualquer hora.

 – Não gostaria de ver minhas filhas tão longe.

 – Mas temos tantas. Uma ou duas podem morar no exterior. Elas vão ganhar mais, e Deus sabe que elas vão precisar. Porque não temos recursos para dar à todas um dote decente.

 – Talvez devêssemos ter afogado uma ou duas quando nasceram.”

 

Na Índia, ainda hoje, infelizmente, é comum que as meninas sejam abortadas ou mortas após o nascimento, para evitar a despesa com dote e casamento. É mais vantajoso, dentro da tradição, ter um filho homem. Em um diálogo descontraído do filme, a fala do Mr. Bakshi, Mr. Bennet, no original, evidencia essa parte triste da cultura indiana.

A Sra. Bennet continua um espetáculo a parte. Nesta adaptação, Mrs. Bakshi procura maridos para as filhas até em site de relacionamentos indianos. Sim, porque a família não quer apenas um bom partido, ele também deve compartilhar de sua cultura.

Darcy, como esperado, acha tudo muito primitivo. Casamento arranjado, coreografias, um trânsito louco, internet ruim em seu hotel. Mas desde o primeiro momento Lalita mostra que a Índia é muito mais do que supõem pessoas preconceituosas como ele.

“ – Esse é o seu primeiro casamento indiano?

– Sim, Está sendo uma experiência e tanto.

– Você não está se divertindo?

– Não, estou sim. Acho esse negócio de casamento arranjado um pouco estranho. Não sei como as pessoas podem se casar sem terem conhecido um ao outro. Acho isso um pouco atrasado, você não acha?

– Isso é tão clichê. É diferente hoje em dia. É mais parecido com um serviço de namoro global. O noivo parece feliz. Os pais o forçaram a casar?

– Não, foi ele quem pediu aos pais que achassem uma noiva para ele. Ele estava ocupado gerenciando sua empresa. Ele só queria algo simples.

– Entendo. Então ele veio aqui. É isso que você acha também? Que a Índia é um lugar para encontrar uma mulher simples?

– Espere, não. Não foi isso o que eu quis dizer.

– É engraçado, os americanos pensam que têm respostas para tudo, incluindo casamentos. Bastante arrogantes, considerando que têm a maior taxa de divórcio do mundo.

(…) Mr. Balraj chama para dançar

– Escute, sou um péssimo dançarino, mas… bem, isso parece que você coloca uma lâmpada com uma das mãos e faz carinho num cachorro com a outra. Você me ensina?

– Sabe o que eu acho? Acho que você deveria achar alguém simples e tradicional para lhe ensinar a dançar como os nativos.”

 

A questão do imperialismo norte americano é mencionado rapidamente no casamento e novamente discutido na fala que, no livro, é sobre o padrão de mulher ideal para Darcy. Um fato interessante, que eu não vi até o momento em nenhuma outra adaptação moderna de Orgulho e Preconceito é que aqui, Lalita questiona se o alto padrão que Darcy buscava em uma parceira faria dele um homem ideal. Ponto positivo para Noiva e Preconceito, que outras adaptações que transportaram a história de Jane Austen para os tempos atuais deixaram passar.

“ – Certamente você teria problemas para encontrar sua mulher ideal na Índia. Não ouvi ‘simples’, ‘tradicional’, ‘subserviente’ na sua lista.

– Ora, vamos, me dê um tempo! Agora você está distorcendo minhas palavras.

– Você mesmo disse estar acostumado ao melhor. Tenho certeza de que acha que a Índia está abaixo de você.

– Se eu realmente pensasse assim, por que eu estaria pensando em comprar esse lugar? – disse referindo-se a um hotel de luxo.

– Você acha que isso é a Índia?

– Bem, você não quer ver mais investimentos, mais empregos?

– Sim, mas quem realmente se beneficiaria disso? Você quer que as pessoas venham para a Índia sem ter que lidar com os indianos.

– Ah, isso é bom. Lembre-me de colocar isso no folheto  de turismo. – diz olhando para Kiran (Caroline Bingley)

– Não é isso que todos os turistas querem aqui? Conforto cinco estrelas com um pouco de cultura no meio? Eu não quero que você transforme a Índia em um parque temático. Achei que estávamos livres de imperialistas como você.

– Não sou inglês, sou americano.

– Exatamente!”

 

Mr. Collins, nesta adaptação, Mr. Kholi, é um canastrão de marca maior. Engraçadíssimo, faz o perfil do indiano que foi para os Estados Unidos e acaba reproduzindo os preconceitos de quem é de lá. Após ganhar o Green card, considera-se superior aos seus compatriotas e à cultura de seu país natal. Lalita recusa a oferta maravilhosa de casar-se com ele e ir morar próximo a Hollywood, destino este aceito prontamente por sua amiga Chandra Lamba (Charlotte Lucas). O Collins mais legal que eu já vi, só perde para o original do livro.

 

Mrs. Catherine de Bourgh e Giogiana Darcy, aqui Catherine Darcy e Georgina “Georgie” Darcy, respectivamente, com a diferença que a primeira é a mãe de Darcy, e não tia, tiveram pouco destaque no filme. Interpretadas por Marsha Mason e Alexis Bledel (Gilmore Girls), suas aparições foram participações especiais. Tiveram certa importância na trama, mas foram muito rápidas. Até me surpreendi ao ver a Alexis Bledel entrar em cena. Gostaria de uma série em alguns episódios para poder ver mais das duas personagens, e também, claro, do Mr. Kholi.

 

Um ditado que eu achei muito lindinho, e que foi colocado de maneira muito sutil na trama é de que quando você espirra, alguém estaria pensando em você. Darcy e Lalita espirram diversas vezes no filme. Momentos singelos de puro romance.

As coreografias são perfeitas, e as músicas bem legais. Depois de assistir, duvido que você também não deseje viver em um filme indiano, em que tudo vira festa! O roteiro acertou em misturar a magia e a cor dos filmes indianos com a questão cultural, uma transição natural da obra de Austen, que abordou o social em Orgulho e Preconceito.

 

 

Confira o trailer abaixo (em inglês):

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

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