março 17, 2017

[LANÇAMENTOS] NOVIDADES NO SELO REVELAÇÕES DA PEDRAZUL EDITORA

O selo Revelações, que aposta em talentos nacionais e foi inaugurado com a publicação de Primeiras Impressões, livro em pré-venda da escritora Laís Rodrigues, ganhou mais duas autoras para o time: Silvia Spadoni e Emilia Lima. Conheça abaixo as autoras e os próximos lançamentos:

 

Silvia Spadoni

Sucesso na Amazon durante vários meses consecutivos entre os cem mais lidos, Silvia chegou à segunda colocação entre os autores de língua portuguesa mais lidos nos Estados Unidos, ao lado de Machado de Assis, com Um Amor Conquistado e Um Amor Inesperado. A Pedrazul, além destes dois romances (com capítulos inéditos), ainda publicará em primeira mão o terceiro livro da série Amores: Um Amor Apaixonado.

A autora é advogada formada pela USP, casada há 31 anos, tem três filhos e mora em Ribeirão Preto, SP.

 

Um Amor Conquistado (1º. livro da Série Amores, que tem como próximos títulos Um Amor Inesperado e Um Amor Apaixonado)

Sinopse: Ainda criança, Sophia foi levada para a Inglaterra para fugir da perseguição e do terror impostos pela Revolução Francesa. Com medo de ser descoberta, nunca revelou sua origem nobre, mas manteve viva a esperança de reencontrar sua família. Após o falecimento da madrinha, Sophia se vê obrigada a buscar trabalho para sobreviver e, por isso, se candidata à vaga de preceptora de Louise, a sobrinha órfã do conde de Buckington, um nobre conhecido pela sua frieza e arrogância. Uma brincadeira do acaso e ela se vê diante da possibilidade de voltar à França sob a proteção do nobre inglês e de descobrir o que aconteceu com seus pais. Mesmo avisada sobre os riscos, ela decide seguir em frente, ainda que isso signifique fingir ser a noiva do conde de gelo. Edward é um homem frio e arrogante, disposto a qualquer coisa para vingar-se do francês que destruiu seu irmão, até mesmo embarcar para a França em companhia de uma desconhecida apresentando-a como sua noiva. Ele conhece os riscos da empreitada, só não está preparado para os sentimentos contraditórios que invadem seu coração.”

 

Um Amor Conquistado já está em pré-venda e pode ser adquirido aqui.

 

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Um Amor Inesperado entrará em pré-venda no final do mês de abril, com previsão de entrega no final de maio ou início de junho.

“Na antiga Inglaterra, Amélia embarca em um plano mirabolante com o único objetivo de se livrar do seu terrível tutor: casar-se com um total desconhecido e, ainda por cima, prisioneiro da Coroa Britânica à espera da execução. O plano parece dar certo. Ela se considera viúva e já não sente mais a presença obscura de seu guardião. Mas o mundo de Amélia vira de ponta-cabeça quando Lorde Cunnington, o herdeiro até então ignorado do conde de Hartford, assume as propriedades e é recebido como herói na sociedade local. Tudo estaria bem, não fosse o fato de ele ser o prisioneiro com quem ela havia se casado no submundo daquela fétida prisão. Amélia, agora, precisa enfrentar a vingança do homem cujo nome ela comprou e os novos sentimentos que a simples presença daqueles olhos negros desperta nela. Lançamento em breve!”

 

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Um Amor Apaixonado, terceiro livro da série, entrará em pré-venda em junho, com entrega prevista para o mês seguinte.

Sinopse: “Prudence não é prudente. Ao contrário do que seu nome indica, ela anseia por aventura. Dona de um espírito livre e apaixonado, ela é a menos tradicional filha de um duque inglês. Desde menina sentia uma vontade imensurável de conhecer os mistérios do Oriente e sua amizade com o príncipe Bahman Al Kaled, iniciada ainda na infância de forma inusitada, a fez desenvolver verdadeira obsessão pela Arábia. Quando surge a oportunidade perfeita para realizar seu sonho de viajar até lá, vê-se obrigada a ficar sob a tutela e proteção de um príncipe arrogante, insuportável e irresistível!

Ao contrário do irmão mais velho, o príncipe Táriq odeia o povo inglês, mas o destino coloca sob sua responsabilidade justamente uma nobre inglesa, que acredita ser a síntese da mulher fútil e manipuladora que ele tanto despreza. Mas seu país precisa de uma aliança política e cabe a ele evitar que a ousada filha do duque de Barrington seja sequestrada em sua viagem a caminho do palácio Madinat al-Zahr. Tudo teria se resolvido em poucos dias se uma terrível tempestade de areia não tivesse atravessado o caminho deles. Após dias e noites sozinhos no deserto, a reputação de Lady Sinclair fica irremediavelmente comprometida e ele terá de encarar seu pior pesadelo: um casamento, pelo bem de seu país e pela honra da jovem. Será que de um casamento forçado pode nascer um amor apaixonado?”

 

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Emilia Lima

A baiana Emilia Lima é formada em Economia, mas é uma apaixonada pelas letras, principalmente pelos romances clássicos ingleses, cuja autora preferida é Jane Austen. Também é grande fã de Isabel Allende e de Gabriel Garcia Marquez. Apaixonada por viagens e cinema, Emilia adora conhecer os lugares onde os seus livros são ambientados. Dona de uma extensa biblioteca, ela tem na leitura e na escrita um de seus maiores prazeres. Sua paixão pelos livros vem desde criança, incentivada pelos avós maternos, Marlotinho e Zelinha, que sempre lhe davam livros de presente. Além de Alina, é autora de Ágata e de Dandara que fazem parte da série Família Cirilo. Emilia mora na Bahia e tem dois filhos.

 

Alina (1º. livro da série Família Cirilo, que tem como próximos títulos Ágata e Dandara, este último inédito)

Capa oficial de “Alina”.

Sinopse: “Ambientada na Bahia século XVI, com passagens em Lisboa, Alina conta a história da família Cirilo, que veio de Portugal com o intuito de ajudar na colonização do Brasil. Alina Cirilo amou o jovem advogado Pedro Garcia desde a primeira vez que o viu – um grande amor, porém, proibido. Apaixonada por Pedro, com quem havia se deitado, ela é enviada pelo pai para longe, mas já levava a semente dele dentro de si. Sem escolha, longe de casa, vivendo em meio aos índios, ela conhece Naru, um mestiço com modos de fidalgo. Sozinha, carente, ela deixa-se conquistar pelo jovem belo e doce mestiço, embora nunca tenha esquecido Pedro. Amor, laços familiares, renúncias, traições e reencontros surpreendentes. Edição ilustrada por Mara Sop.”

 

 

Alina já está em pré-venda! Reserve o seu exemplar aqui. A edição foi lindamente ilustrada por Mara Sop, conforme pode ser visto abaixo. Trata-se de uma edição que foi revista, portanto completamente diferente da primeira. A Pedrazul fará marcadores também com as ilustrações presentes no livro, só que coloridos! Um charme!

Ilustração do livro “Alina”.

 

 

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A Pedrazul ainda não divulgou as capas e informações dos outros volumes da série Família Cirilo, mas deve divulgar em breve. Aguardo ansiosa!

 

Além de histórias lindíssimas, com o selo Revelações a Pedrazul vem proporcionar aos seus leitores, já habituados aos maravilhosos clássicos históricos e de época, conhecer e admirar os novos talentos da literatura brasileira. Fica aqui o convite para prestigiarmos as autoras, lendo e comentando sobre seus livros.

 

Acesse www.pedrazuleditora.com.br e veja todo o catálogo disponível para compra.

fevereiro 15, 2017

[ETC.] PEDRAZUL EDITORA LANÇA O SELO REVELAÇÕES COM O LIVRO “PRIMEIRAS IMPRESSÕES”, DE LAÍS RODRIGUES

 

“Referência no mercado nacional na publicação de clássicos românticos da literatura mundial, a Pedrazul Editora abre definitivamente suas portas para os autores brasileiros. O selo Pedrazul Revelações, recém-criado, possibilita ao autor contemporâneo a publicação de seu livro, com objetivos comerciais ou não, sem os entraves convencionais do mercado editorial. Todo o processo é simples e rápido. Para submeter sua obra à apreciação, o autor deverá entrar em contato exclusivamente por e-mail — revelacoes@pedrazuleditora.com.br — respondendo ao “Formulário de Avaliação Técnica” (incluindo a sinopse do livro), que se encontra neste link, ao final da página. O arquivo eletrônico com o original completo somente deverá ser enviado mediante solicitação expressa da editora.”

 

Inaugurando o novo selo a editora aposta em uma história apaixonante, já conhecida entre os fãs brasileiros de Jane Austen, mas que até então não havia tido toda a publicidade que merece: Primeiras Impressões, de Laís Rodrigues.

O livro é uma releitura moderna do clássico Orgulho e Preconceito, com cenários paradisíacos do balneário de Búzios-RJ. Há algum tempo falei brevemente sobre a história, publicada anteriormente pela editora Kiron, mas certamente vale a pena aproveitar essa nova edição lindíssima que a Pedrazul está trazendo para os leitores para uma releitura (ou várias), além da possibilidade de prestigiar uma autora nacional talentosíssima! Veja abaixo a sinopse divulgada pela editora:

“A surpreendente temporada de Mr. Darcy no Brasil!

Charles Bing, um otimista incorrigível, decide que está na hora de internacionalizar a sua bem-sucedida cadeia de restaurantes nova-iorquina. Deseja começar pelo país que sempre incitou sua curiosidade: o Brasil. E nada melhor que Búzios, uma belíssima cidade turística no litoral do Rio de Janeiro. A fim de garantir que sua escolha será acertada, ele leva a tiracolo o seu melhor amigo, Frederick Darcy, um político americano de família conservadora, que se orgulha de ser um homem racional e prático. Mal sabem eles que, ao chegar à cidade paradisíaca, virarão alvo de Janaína Benevides, dona das pousadas mais requisitadas do balneário. Ela é mãe de quatro belas moças, que são, para sua tristeza, solteiras. Janaína preocupa-se, em especial, com a solidão de Jane e Lizzie Benevides, as mais velhas. Enquanto a primeira acaba se decepcionando em seus relacionamentos, por ser uma pessoa que sempre busca ver o melhor nas pessoas, a outra não deixa nenhum homem se aproximar.

Primeiras Impressões é uma deliciosa adaptação de Orgulho e Preconceito, numa releitura moderna dos personagens georgianos que há gerações encantam os leitores.”

 

 

SOBRE A AUTORA: Laís Rodrigues, que inaugura o selo Pedrazul Revelações, é uma advogada de 30 anos que lê desde criança. Ao contrário da maior parte dos autores, nunca havia sonhado em escrever. No entanto, depois que começou, apaixonou-se totalmente pela escrita, e, para a sorte do leitor, não consegue mais parar. Além de Primeiras Impressões, é dela também Do Outro Lado do Oceano, ambas adaptações contemporâneas de obras de Jane Austen, de quem é grande fã. Também é apreciadora da autora inglesa vitoriana Elizabeth Gaskell. Ela também é autora de Heart of Fire, fantasia para jovens adultos que faz parte da série The Elements. Laís é baiana e mora no Rio de Janeiro com o marido e dois gatos.

 

O livro já está em pré-venda e você pode adquiri-lo neste link. Lembrando sempre que a Pedrazul envia vários e lindíssimos marcadores em todas as compras que fazemos no site da editora.

Ficha técnica da obra: Tamanho 16X23cm. 252 páginas. Miolo em papel pólen-soft. Brochura. Tamanho similar ao Diário de Mr. Darcy.

 

P.S.: Sou só eu, ou vocês também estão ansiosos pela publicação de Do Outro Lado do Oceano? Trata-se de uma adaptação contemporânea de Northanger Abbey!

janeiro 13, 2017

[RESENHA] DOIS IRMÃOS, DE MILTON HATOUM

Milton Hatoum é um escritor brasileiro, nascido em Manaus-AM em 1952, descendente de libaneses e considerado um dos maiores escritores brasileiros em atividade. Seus livros foram bastante premiados, com destaque para o romance Dois Irmãos, vencedor do prêmio Jabuti no ano de 2001 e traduzido para oito idiomas. Este romance foi adaptado em série pela TV Globo, sendo transmitida atualmente.

Dois Irmãos, conta a história dos gêmeos idênticos Yaqub e Omar, este último o Caçula. Os dois possuem personalidades bem diferentes e viverão em conflito por toda a vida, muito em razão da preferência que a mãe, Zana, tem pelo Caçula, nascido quase morto devido a complicações no parto.

A narrativa é feita por Nael, filho da empregada Domingas e de um dos gêmeos, e não é nada linear. O livro foi concebido como uma espécie de relato de memórias do personagem narrador, desta forma, à medida que ele lembra ou narra certos eventos, muitas vezes nos conta o que aconteceu no passado para explicar sua narrativa. Particularmente gostei muito desse estilo de escrita, pois o autor está sempre nos surpreendendo com alguma revelação sobre os personagens. A história começa com a morte de Zana, questionando se os filhos já fizeram as pazes, e o silêncio que antecede sua morte nos mostra que não.

O primeiro capítulo mostra a volta de Yaqub para o Brasil, depois de uma temporada no Líbano. Seu retorno, conclui-se, acontece no ano de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, pela movimentação no porto do Rio de Janeiro, “apinhado de parentes de pracinhas e oficiais que regressavam da Itália”. Posteriormente vemos o episódio que é o estopim para a viagem do gêmeo mais velho, numa tentativa de evitar um conflito maior entre os irmãos: ambos estavam apaixonados pela mesma moça, Livia, e Omar, por ciúme, dá uma garrafada no irmão, cortando-lhe a face e deixando uma cicatriz no local. Em um primeiro momento, Halim, pai dos Gêmeos, tem a ideia de enviar os dois para o Líbano, mas Zana convence-o a enviar apenas Yaqub, pois não conseguiria separar-se de Omar.

 

“Aconteceu um ano antes da Segunda Guerra, quando os gêmeos completaram treze anos de idade. Halim queria mandar os dois para o sul do Líbano. Zana relutou, e conseguiu persuadir o marido a mandar apenas Yaqub. Durante anos Omar foi tratado como filho único, único menino.”

 

O que mais preocupava Halim era a separação dos gêmeos, ‘porque nunca se sabe como vão reagir depois…’ Ele nunca deixou de pensar no reencontro dos filhos, no convívio após a longa separação.”

 

Zana tinha três filhos. Além de Yaqub e Omar, havia também Rânia. Mas Omar era o rei absoluto em seu coração. O amor dela por este filho rompia barreiras, beirava o incesto. Mimava-o e sempre o protegia como se ainda fosse aquele bebê acometido por uma pneumonia logo ao nascer. Mesmo ficando separada de Yaqub, não chegou nem perto de tratá-lo com o mesmo carinho que dispensava a Omar.

“O rosto de Zana se iluminou ao ouvir um assobio prolongado – uma senha, o sinal da chegada do outro filho. Era quase meia-noite quando o Caçula entrou na sala. Vestia calça branca de linho e camisa azul, manchada de suor no peito e nas axilas. Omar se dirigiu à mãe, abriu os braços para ela, como se fosse ele o filho ausente, e ela o recebeu com uma efusão que parecia contrariar a homenagem a Yaqub. Ficaram juntos, os braços dela enroscados no pescoço do Caçula, ambos entregues a uma cumplicidade que provocou ciúme em Yaqub e inquietação em Halim.”

 

Ela sempre achava uma maneira de justificar algum ato de Omar, colocando-o como um pobre indefeso, desprovido de capacidade para cuidar de si próprio. Yaqub apenas teve o apoio do pai e da empregada Domingas durante o tempo que viveu em Manaus.

“Não queria morrer vendo os gêmeos se odiarem como dois inimigos. Não era mãe de Caim e Abel. (…) Então que Yaqub refletisse, ele que era instruído, cheio de sabedoria. Ele que tinha realizado grandes feitos na vida. Que a perdoasse por tê-lo deixado viajar sozinho para o Líbano. Ela não deixou Omar ir embora, pensava que longe dela ele morreria.”

 

O centro da história, obviamente, são os conflitos entre os irmãos, mas há muito mais em Dois Irmãos, que também comprovam a qualidade desta história e do autor. Como exemplo, o cenário manauara que foi lindamente bem descrito; também a história de Domingas, a índia que foi adotada para servir como ajudante de Zana, mostrando a realidade de muitos indígenas que foram retirados de suas aldeias, tendo sua liberdade e cultura arrancados de si, escravizados e, no caso das mulheres, violentadas; vemos ainda o saudosismo dos imigrantes libaneses que vieram fazer a vida em uma terra tão distante e diferente como o Brasil; uma rápida menção de como era a vida no norte do país nos tempos da ditadura militar; e a mistura, a sedução e a falta de limites com os quais estamos acostumados nas relações familiares. Tudo isso o leitor verá em Dois Irmãos. É um orgulho ter um autor como Milton Hatoum em terras brasileiras e ainda em atividade. Eu e, acredito, os leitores brasileiros em geral, precisamos conhecer e prestigiar nossos autores, especialmente aqueles que estão vivos e em atividade.

 

“Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras.”

 

Compre na Amazon: Dois Irmãos, de Milton Hatoum

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