dezembro 18, 2018

[SORTEIO] COLETÂNEA RESGATA A TRAJETÓRIA DE INTELECTUAIS E SEUS PROJETOS EDITORIAIS

Qual é o espaço entre a atuação consciente de um indivíduo e as ações condicionadas socialmente? A análise da trajetória de escritores, jornalistas, historiadores, seus projetos editoriais e engajamento político une os nove artigos que integram a coletânea “Intelectuais e palavra impressa” (Eduff, 2016), organizada pela historiadora Giselle Martins Venancio. Escrito por jovens pesquisadores da UFF, o livro propõe uma reflexão sobre os diferentes projetos de impressos e o uso político e social que é feito deles pelos seus idealizadores.

Mais do que apresentar nomes de destaque na história política e social do Brasil, “Intelectuais e palavra impressa” segue a tendência historiográfica que retoma a participação dos sujeitos na história e propõe um questionamento sobre quem são as vozes que falam e dialogam num dado momento. “Esse livro se insere nessa tradição de se pensar os sujeitos num espaço condicionado socialmente e com alguma possibilidade de liberdade, de ação consciente. Quer dizer, não é nem um sujeito consciente plenamente, nem o contrário, um sujeito completamente subordinado às condições sociais”, destaca Giselle Venancio.

A coletânea está dividida em duas partes, sendo a primeira dedicada aos projetos editoriais e à análise de publicações de revistas e coleções de livros. Nessa linha, surge a atuação de Sérgio Buarque de Holanda e sua coordenação na coleção “História geral da civilização brasileira” (“HCGB”), que transformou a forma de se pensar e fazer história no Brasil, ao propor um modelo de livro cuja autoria é coletiva e especializada. Considerando o veículo de difusão científica do Império, a revista Arquivos do Museu Nacional é também objeto de estudo no que se refere à atuação de Ladislau Netto e um projeto que serviu ainda para colocar o Brasil no cenário científico internacional, seja na Europa ou mesmo na América do Sul.

Na segunda parte da obra, o estudo se volta para a ação de intelectuais engajados em questões sociais e como eles usaram os impressos para fazer circular suas ideias e projetos políticos. Nesse contexto, estão a atuação do jornalista João Batista de Paula na sua coluna diária “Plantão Militar”, publicada pelo jornal Última Hora, na década de 1960, e o aparecimento da chamada onda verde da imprensa, na década de 1920, com a publicação da Revista Florestal, primeiro meio de comunicação brasileiro a se voltar para questões de preservação da natureza.

 

Título: Intelectuais e palavra impressa

Autora: Giselle Martins Venancio

Editora: Eduff

Páginas: 204

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