março 18, 2016

[RESENHA] UM CORAÇÃO PARA MILTON

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Um Coração para Milton, escrito por Trudy Brasure e publicado recentemente pela Pedrazul Editora, se propõe a ser uma continuação do clássico de Elizabeth Gaskell, Norte e Sul (1855). Muitas pessoas têm resistência em ler esse tipo de livro, mas existem muitos títulos dignos de nota e Um Coração para Milton é um deles.

 

Voltar a este enredo é, para grande parte dos admiradores de Norte e Sul, relembrar o romance entre John Thornton e Margareth Hale. Mr. Thornton é um dos meus personagens favoritos da literatura clássica inglesa! Desde a primeira leitura do romance de Elizabeth Gaskell, o vejo como um homem a frente de seu tempo: reconhece os próprios sentimentos, é sincero e honesto, não faz joguinhos e não se considera superior às outras pessoas. É de formação humilde, trabalhou muito desde a infância e isso moldou positivamente o seu caráter. Particularmente, me ganhou desde a seguinte fala, em Margareth Hale (Norte e Sul):

“Hei de me colocar aos pés dela, preciso fazê-lo. Se houvesse uma chance em mil, ou em um milhão… eu o faria.” 

(GASKELL, Elizabeth. Margareth Hale (Norte e Sul). Pedrazul Editora, 2015. p. 190) 

 

Margareth passa por muitas situações difíceis em sua vida e termina o livro com a promessa de felicidade junto ao seu amado Mr. Tornton. Sob o pano de fundo da revolução industrial, o romance de Elizabeth Gaskell, muito talvez pela época de sua publicação, nos deixa essa lacuna sobre como seria a vida conjugal desses personagens tão apaixonantes. Agora, mais que só na imaginação, podemos ler essa história de amor em Um Coração para Milton.

 

Com leves alterações no enredo de Gaskell, Trudy Brasure nos conta os detalhes da vida amorosa do casal John Tornton e Margareth Hale, e também de outros personagens importantes de Norte e Sul, como Nicholas Higgins, Mrs. Tornton e Dixon, por exemplo.

 

Em 1929, na Mansão Helstone, Arabella Sheppard, neta mais nova de Sophie Thornton Langford, encontra algumas cartas em uma caixa cuidadosamente guardada por sua avó. Eram as cartas que o bisavô, John Thornton, houvera escrito para a sua amada, Margareth, há muito tempo. Dentre as missivas, um bilhete foi a mensagem fundamental para a felicidade dos dois. A partir daí, a senhora conta para a sua neta uma história de amor eterno…

 

Mr. Hale havia falecido e Margareth estava prestes a se mudar para Londres, onde viveria com sua tia Shaw. Em Marlborough Mills, ao se despedir da família Thornton, John percebe que pode ter havido alguma mudança nos sentimentos de Margareth, que outrora o rejeitara. Ela parecia triste por deixar Milton, disse até que havia aprendido a amar a cidade. Margareth lhe dá um volume da obra de Platão, que era de seu pai, e John, aproveitando a oportunidade, lhe dá A Economia do Algodão, com uma nota sua para a jovem:

“Se houve alguma mudança em seus sentimentos, me dê apenas um sinal. Meu coração permanece eternamente seu.

John Thornton.” (prólogo)

 

Felizmente, Margareth consegue ler o bilhete antes de deixar a cidade e com a ajuda de seu amigo, Mr. Higgins, envia um recado para Thornton: seu coração pertencia a Milton. Mr. Thornton consegue alcançar Margareth e sua tia na estação e um noivado é habilmente firmado entre os dois. Só precisariam esperar algumas semanas até o casamento.

 

A princípio, como era de se esperar, nem Mrs. Shaw nem Mrs. Thornton viram com bons olhos a união dos dois. Mrs. Shaw acreditava que a sobrinha não estava com a cabeça no lugar depois de ter passado por tantas tristezas. Mrs. Thornton não tinha certeza se Margareth seria uma boa companheira para seu filho e no fundo ainda estava ressentida com a negativa da moça quando o Master de Marlborough Mills a pediu em casamento pela primeira vez. O próprio casal tinha dúvidas se o sentimento entre ambos era correspondido da mesma forma. O noivado de três semanas, em que Margareth morou em Londres, pôde tirar parte dessas dúvidas e nos fazer suspirar com tamanho romantismo entre os dois.

“Eu acordo todas as manhãs pensando em você e encontro minha mente peregrinando constantemente atraída para sua imagem. Você acreditará em mim agora se eu disser que te amo? Eu nunca senti tais sentimentos antes – você, somente, tem o poder de afetar-me desta maneira.

Desejo voltar para Milton, para onde eu pertenço, para que nós não precisemos mais ficarmos separados. Até lá, eu espero, ansiosamente, que você me visite em Londres, para que possa cumprir seu desejo, e que eu possa sentir seus fortes braços em torno de mim.

Com todo meu amor e afeição,

Verdadeiramente sua,

Margareth.” (p. 91)

 

Foi lindo ver todo o envolvimento de John e Margareth, um amor verdadeiro e sincero, que construiu uma bela família. O casal conquistou muitas coisas, mas sem nunca deixar de lado as suas convicções. Aqui, o romantismo é o foco, em sua versão mais bela e delicada.

“ – Eu te amo – John conseguiu dizer, sua voz vacilando de emoção. Quão exíguas as palavras pareciam em sua tentativa de expressar tudo que ele sentia por ela. Precisaria de toda uma vida, pensou, para fazê-la entender.” (p. 184)

 

“ – Venha, dance comigo – ele convidou em um tom tranquilizador, situando a mão na parte estreita de suas costas e mantendo a mão erguida para que ela o aceitasse.

O semblante melancólico da jovem se animou um pouco, quando ela ergueu o olhar para encontrar o do marido. Margareth hesitou por um momento, olhando na direção da porta para assegurar que estavam sozinhos.

– Só por um momento – ele gentilmente atraiu e sorriu quando ela, lentamente, colocou uma mão em seu ombro e a outra na mão que a esperava.

Eles se moveram em perfeita harmonia pelo aposento assombreado, o ritmo da música fluindo por entre eles, para criar em seus membros e pés o registro de uma força que ia além de si mesmos – expressando algo espantosamente belo com uma facilidade que lhes era inerente. Cativados pelo jubiloso regozijo de seus movimentos sincronizados, o mundo se tornara um borrão. Eles contemplaram por um momento a sublime razão para estarem vivos – um amor que punha tudo em movimento e transformava sua existência terrestre em uma sinfonia de contentamento.” (p. 243)

 

Apesar de Um Coração para Milton ser mais centrado no casal John e Margareth, foi muito bom também ver a evolução dos outros personagens próximos ao casal, especialmente Mrs. Thornton, que se torna amiga de Margareth, e Mr. Higgins, que firmou em definitivo uma grande amizade com a família Thornton e cresceu profissionalmente.

 

Trudy Brasure fez um ótimo trabalho com essa história! A cada página, lembro-me de pensar realmente, acho que aconteceria isso mesmo entre os dois. Desde o casamento simples em Helstone até as cenas mais sensuais, que não são nada vulgares, é bom ressaltar, em nenhum momento você deixa de acreditar na história. Um romance pós final feliz que consegue surpreender e tem as suas reviravoltas. Já está entre as minhas melhores leituras do ano e penso em reler em breve!

Um Coração para Milton é o tipo de livro que te deixa suspirando por um bom tempo. Se você está precisando de uma leitura que aqueça o seu coração, essa é uma ótima pedida!

 

 

Título: Um Coração para Milton
Autora: Trudy Brasure
Tradução: Tully Ehlers
Editora: Pedrazul
Páginas: 400

 

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fevereiro 23, 2016

[RESENHA] MARGARET HALE (NORTE E SUL)

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Margaret Hale, ou Norte e Sul, é um romance escrito por Elizabeth Gaskell, publicado originalmente de forma seriada nos anos de 1854 e 1855. Esta edição lindíssima publicada pela Pedrazul Editora conserva o que seria o título “original” da obra, como nos informa a Editora Geral da Pedrazul, Chirlei Wandekoken: “Norte e Sul foi o título escolhido pelo seu editor pioneiro, o escritor londrino Charles Dickens, à época de sua publicação…”. (Nota da Editora)

 

Se Dickens, ao escolher Norte e Sul como título do romance, conseguiu influenciar e despertar um maior interesse do leitor da época, pelo sentido de oposição que tal título exprime, nunca saberemos. O importante é que, independente do título, a história que gira em torno de Margaret Hale é apaixonante e conquista muitos fãs até hoje.

 

Começamos com Margaret retornando à casa de seus pais depois de uma longa temporada na casa da tia, Mrs. Shaw, onde foi companhia de sua prima Edith, até que esta se casa.

 

A família Hale vive em um presbitério na idílica Helstone, onde tudo é calmo, verde e lindo! Você lê e tem vontade de ir para lá; dá até para imaginar os pássaros cantando!

“Oh, não posso descrever meu lar. É meu lar, e não posso colocar seu encanto em palavras.” (p. 15)

 

Mas tudo muda quando eles passam a morar na cidade industrial de Milton. O lugar é cinza, com muitas fábricas e parece triste e insalubre comparado a Helstone. Nesse contexto, Margaret e sua família precisam adquirir novos hábitos e superar o choque cultural de lugares tão opostos.

 

Na cidade, Mr. Hale, anteriormente pároco, passa a ser professor de jovens cavalheiros. A partir daí conhecemos Mr. Thornton, um importante industrial da cidade. A amizade entre eles é natural e instantânea. Já para Margaret, saudosa do aristocrático sul, é um pouco mais difícil reconhecer as qualidades de Thornton e de sua cidade.

 

Mr. Thornton era, talvez, o mais velho dos pupilos de Mr. Hale. Mas ele, certamente, era seu favorito. Mr. Hale adquiriu o hábito de citar as opiniões dele tão frequentemente, e com tanta consideração, que tornou-se uma pequena piada doméstica, imaginar quanto tempo, durante a hora apontada para a instrução, poderia ser dada ao absoluto aprendizado, já que tanto desse tempo parecia haver sido passado em conversação.” (p. 70)

“‘Não é orgulho da minha parte’, respondeu Mr. Thornton; ‘é o simples fato. Não negarei que sinto-me orgulhoso por pertencer a uma cidade – ou talvez deva dizer um condado – de cujas necessidades trouxeram à luz tais grandezas de concepção. Eu preferiria ser um homem labutando, sofrendo – ou melhor, falhando em sucesso – aqui, que levar uma próspera e monótona vida nos velhos entediantes redutos do que vocês chamam de sociedade aristocrática lá no Sul, com seus lentos dias de descuido e conforto. Pode-se ficar entupido com mel e incapaz de erguer-se e voar.’

‘o senhor está muito equivocado’, disse Margaret, desperta pela calúnia ao seu amado Sul e sendo levada a defendê-lo apaixonadamente, trazendo cor às suas bochechas e lágrimas raivosas aos seus olhos. ‘O senhor não sabe nada sobre o Sul. Se há menos aventuras ou menos progresso – suponho que não devo dizer menos excitação – provocados pelo espírito apostador do comércio, que parece requisito para forçar a criação destas maravilhosas invenções, há menos sofrimento também. Vejo homens aqui andando pelas ruas olhando para o chão, derrotados por algum lamento opressor ou preocupação – que não apenas sofrem, mas também odeiam. Agora, no Sul temos nossos pobres, mas não há aquela terrível expressão em seus semblantes de um doloroso senso de injustiça que eu vejo aqui. O senhor não conhece o Sul, Mr. Thornton’, ela concluiu, caindo em um silêncio determinado, e com raiva de si mesma por haver dito tanto.

‘E devo dizer que a senhorita não conhece o Norte?’, perguntou ele, com uma inexprimível gentileza no tom, já que ele percebera que a magoara.” (p. 82)

 

O que dizer de Mr. Thornton? É um personagem apaixonante! Honesto e sincero, desde o início percebemos os seus sentimentos e aflições, pois ele não os nega. 

“Hei de me colocar aos pés dela, preciso fazê-lo. Se houvesse uma chance em mil, ou em um milhão… eu o faria.” (p. 190) 

 

No meu caso, a leitura deste livro já estava sugestionada pelos comentários (e suspiros) sobre o casal Margaret e Mr. Thornton, mas o romance de Elizabeth Gaskell é muito mais que uma simples história de amor. Aqui temos também uma narrativa riquíssima sobre a revolução industrial, as condições trabalhistas da época, o início da organização sindical, greves e também sobre especulação financeira. Mr. Higgins e sua família formam um núcleo importantíssimo que exemplifica a situação das famílias pobres que viviam do trabalho árduo e insalubre que conseguiam nas fábricas.

 

Li com muitas expectativas e todas elas foram superadas! A história é maravilhosa, daquelas que você sente falta quando termina a leitura. Recomendo!

 

 

Título: Margaret Hale (Norte e Sul)
Autora: Elizabeth Gaskell
Tradução: Gabriela Alcoforado
Editora: Pedrazul
Páginas: 428
Avaliação: 5/5 estrelas e favorito

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

 

Veja também:

Um Coração para Miltoncontinuação do romance de Elizabeth Gaskell, escrito por Trudy Brasure, publicado pela Pedrazul Editora!

Sinopse: “No século XIX, em meio a Revolução Industrial, um amor em meio ao caos. Margaret Hale e Mr. Thornton. Após a morte de seus pais, Margaret está de partida para Londres com sua tia, Mrs. Shaw, mas um livro precisa ser entregue a Mr. Thornton, das fábricas Marlborough; uma recordação de Mr. Hale para seu mais querido pupilo. Na despedida,  frente à Mrs. Thornton, Margaret entrega o livro ao industrial. Ele, numa tentativa desesperada de impedir sua partida, diz que também tem algo para ela e lhe entrega outro livro, e dentro dele, uma nota escrita às pressas. Margaret olha o volume, cujo conteúdo narrava os movimentos mercantis e os negócios na Europa, mas o aceita. Uma carruagem pelas movimentadas ruas de Milton; um cavaleiro enfrenta a neve em busca de um coração que pertence a ele e a Milton; uma aparição apaixonada na estação; e o retorno a Helstone. A vida de John e Margaret Thornton contada por uma por uma bisneta do casal. Um coração para Milton traz de volta todos os ricos personagens de Margaret Hale (Norte e Sul), de Elizabeth Gaskell: Nicholas Higgins, Hannah Thornton, Henry Lennox e muitos outros num romance histórico de amor e esperança.”

 

 

fevereiro 03, 2016

[RESENHA] O CHALÉ DE MOORLAND E LIZZIE LEIGH

A Pedrazul Editora publicou O Chalé de Moorland em uma edição lindíssima que também traz o conto Lizzie Leigh. As histórias foram publicadas originalmente em 1850 e 1855, respectivamente, e são de autoria de Elizabeth Gaskell.

 

O Chalé de Moorland conta a história dos irmãos Maggie e Eduard Browne, que vivem com a mãe, viúva do pároco auxiliar de Combehust. Maggie é negligenciada pela mãe em favor de seu irmão, que desde muito jovem demonstra ser de caráter duvidoso.

 

O falecido Sr. Browne foi amigo de longa data do Sr. Buxton. Pela amizade e memória do velho amigo, ele oferece a Eduard a possibilidade de se instruir em uma escola. A partir daí as famílias ficam ainda mais próximas e os Browne passam a ser visita habitual na residência dos Buxton.

 

O Sr. Buxton tem um filho, Frank, e cuida de sua sobrinha Ermínia, que são mais ou menos da mesma idade de Eduard e Maggie. Eduard não consegue estabelecer laços de amizade com Frank ou Ermínia, muito por conta de seu caráter egocêntrico, mas também por estar sempre destratando a irmã. Já Maggie, com sua doçura, torna-se grande amiga de Ermínia e conquista a simpatia de Frank.

“Frank e Eduard pareciam ter certa antipatia um pelo outro, e a frieza entre eles mais crescia do que diminuía com os esforços do Sr. Buxton para aproximá-los. ‘Frank, meu rapaz’, disse ele. ‘Não seja tão duro com Ned. Seu pai era um amigo querido, e meu coração está determinado a vê-los amigos. Você terá o poder de ajudá-lo no mundo.’ Mas Frank respondeu: ‘Ele não é muito honrado, senhor. Não posso suportar um menino que não é honrado.’” (p. 41)

 

Maggie também conquista a afeição da Sra. Buxton, que vive reclusa por motivo de doença. A menina transforma-se em uma agradável companhia e distração para ela.

 “Verões e invernos começaram e terminaram com pouco para marcá-los, exceto o crescimento das árvores e o progresso silencioso de jovens criaturas.” (p. 42)

 

Algum tempo se passa, todos tiveram a oportunidade de se instruir em algum outro lugar, menos Maggie. Ainda assim ela transforma-se em uma bela moça. Suas qualidades permanecem as mesmas, apesar de tão dura vida.

 

Ela e Frank se apaixonam. Um amor que para ser vivido terá que superar muitas adversidades. Maggie terá de escolher entre o amor e a família, numa história de muito drama e reviravoltas.

“Não era a brusquidão de sua vinda – era a brusquidão de seu próprio coração, que saltava com os sentimentos despertados provocados pelas palavras dele.”

“A água transbordava pelo jarro esquecido. Finalmente ela lembrou de suas tarefas, levantou o pote e teria corrido para casa, mas Frank, de forma decidida, tirou-o dela. ‘De hoje em diante’, disse ele, ‘tenho o direito de carregar seus fardos’”. (p.57)

 

O Chalé de Moorland é uma história pequena em páginas, mas grande em conteúdo. Maggie tem uma retidão de pensamento tão grande que até incomoda! É difícil encontrar uma pessoa assim, com tamanha doçura e amor incondicional a família. Recomendo a leitura!

 

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Lizzie Leigh

Na mesma edição de O Chalé de Moorland, temos o conto Lizzie Leigh. A história é curtinha, apenas 40 páginas, mas não se engane: ela pode lhe fazer derramar muitas lágrimas.

A história começa em um momento delicado, com a morte de James Leigh na manhã de Natal. Suas últimas palavras, foram em desabafo para a esposa:

“Eu a perdoo, Annie! E que Deus também me perdoe!” (p. 139)

 

A partir destas palavras um sentimento e uma vontade que há muito estavam contidos no coração da Sra. Leigh vêm a tona. A família se muda para Manchester para que Anne Leigh possa encontrar a sua filha, Lizzie, de quem há muito tempo não tem notícias. Na cidade, a família terá lições de amor, amizade perdão e caridade.

“Mas aquelas últimas palavras abençoadas colocaram-no de volta em seu trono no coração da esposa e despertaram uma agonia penitente por toda a amarga desavença dos últimos anos. Foi isso que a fez recusar todos os apelos de seus filhos para que fosse ver os gentis vizinhos que a chamavam ao voltarem da igreja para compadecer-se e dar-lhe os pêsames. Não! Ela ficaria com o marido morto que, depois de três anos de silêncio, havia finalmente lhe falado carinhosamente – quem sabe, se ela houvesse sido mais gentil e menos irritadiça e reservada, ele teria cedido antes e a tempo?”(p. 40)

 

Lizzie Leigh é uma linda história e vai lhe emocionar! Em poucas páginas Gaskell transmite um mundo de sentimentos. Recomendo a leitura!

 

 

Título: O Chalé de Moorland / Lizzie Leigh
Autora: Elizabeth Gaskell
Tradução: Andrea Carvalho
Editora: Pedrazul
Páginas: 179

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

 

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