agosto 03, 2018

[LANÇAMENTO] COMO UM ROMANCE DE ÉPOCA E OUTROS CONTOS

Uma coletânea de amores desse e de outros tempos

Que atire o primeiro livro aquele que nunca suspirou por uma história de amor… É simplesmente mágico e extraordinário o poder que essas histórias têm! De época, clássicas, históricas, contemporâneas… Não importa: queremos chegar às últimas páginas, quando um beijo, um pedido de casamento ou uma declaração de amor faz tudo ficar perfeito!

Essa coletânea é uma singela homenagem a essas histórias capazes de nos transportar para outra realidade, arrancando de nós muitos suspiros (e algumas risadas também, por que não?).

Aqui tudo será como em um romance de época: o final feliz é requisito fundamental e indispensável. No início de cada conto, há a indicação da música que inspirou a história. Caso você queira ouvir as mesmas versões que eu ouvi, além da “faixa bônus” Te amo, da cantora Vanessa da Mata, que resume bem a ideia dessa coletânea, sugiro, para acompanhar a leitura, a playlist no Spotify: “Como um romance de época”.

As mulheres desse livro têm muito da ficção, com os pés cravados na realidade, no entanto. Minha mãe, tias, avós estão nessas páginas — eu também! Obviamente também há a influência das mocinhas da literatura e cinema. Emma, aqui uma jovem sitiante do interior de Minas Gerais, é uma espécie de prima distante (e modesta) da criação homônima (brilhante) de Jane Austen.

A você, leitor, que ao iniciar a leitura desse e-book aceitou embarcar comigo nessa viagem, meu muitíssimo obrigada! Espero que você encontre aqui alguns minutos de diversão e também matéria-prima para os seus próprios sonhos e devaneios românticos.

 

Um forte abraço,

Tamires.

 

O trecho acima é a introdução/sinopse da coletânea Como um romance de época e outros contos, que eu estou lançando na Amazon em e-book. São seis contos fofinhos bem água com açúcar para suspirar e se apaixonar! Quem leu Anne e estava esperando pela releitura de Emma, de Jane Austen, pode correr para o Kindle: minha mocinha linda, inteligente e… trabalhadeira está nesta coletânea. Ah, e é claro: tem playlist!

 

 

Leia o primeiro conto logo abaixo. Críticas e comentários (e também compartilhamentos, é claro) são muito bem-vindos!

 

Como um romance de época

 

Para ouvir: Bourn to touch your feelings, Scorpions.

 

 

Bianca saiu do salão de beleza com um sorriso de orelha a orelha. O cabeleireiro não entendeu muito bem a proposta do corte, mas para ela estava tudo perfeito. Bianca agora tinha o cabelo igualzinho ao de Lady Mary Crawley, de Downton Abbey.

Bibi, como era conhecida, vivia mais entre os livros do que em qualquer outra coisa, lugar ou pessoa. Carregava seus personagens favoritos na bolsa ou no celular. Todo minutinho de intervalo no trabalho era usado para ler um ou dois parágrafos. Sua autora favorita naquele momento era Julia Quinn, com seus deliciosamente açucarados romances.

— Quem me dera ser uma personagem de romance de época! — suspirava.

No século XXI seria muito difícil achar um duque, conde ou barão que fizesse dela uma senhora. Pensamento antiquado? Muitíssimo! No entanto, tudo o que Bianca queria era viver um romance como os que lia. Não se importava com títulos, desde que o cavalheiro fosse um… cavalheiro. Mas onde é que ela encontraria um homem assim?

 

***

 

Romeu estava atrasado para o trabalho. Era funcionário de uma oficina de motos há tempo suficiente para se sentir confortável como mecânico.

Nas horas vagas, era um orgulhoso colecionador de livros antigos. Tinha algumas edições de livros esgotados há anos nas livrarias. Perseguia os grandes escritores e também aqueles que descobria em sebos. Gostava de comparar as mudanças na ortografia e as traduções. Também gostava de livros com dedicatória. Esses tinham um lugar especial em sua estante, pela dupla história que continham. Era um mecânico bibliófilo, apaixonado por motos e livros. Mas lhe faltava algo…

O atraso, naquele dia, se devia às horas que havia passado em um sebo, se esquecendo do mundo além dos livros. Achou um exemplar de A Casa Soturna, versão em português de Bleak House, de Charles Dickens.

— Há anos esse livro não é reeditado! — exclamou Romeu, percebendo também que estava atrasado. — Preciso correr! — exclamou, despedindo-se do livreiro, não sem antes comprar aquele exemplar precioso.

 

***

 

Bianca estava lendo Simplesmente o Paraíso, de Julia Quinn, no caminho de volta do salão, depois do trabalho. Era confeiteira, portanto começava o dia no silêncio da madrugada e terminava quando muitos estavam ainda começando o trabalhar. Caminhava lentamente com os olhos grudados no romance entre duas pessoas que se conheciam a vida inteira.

— Seria mágico… — Bibi comentou e suspirou.

Não soube muito bem o que aconteceu em seguida, pois quando deu por si estava no chão, sua bolsa, caída, e seu cotovelo, dolorido e ralado. Ouviu Romeu se desculpar repetidamente.

— Desculpa, desculpa, desculpa… Bibi? — Ele parou de se desculpar ao perceber o novo corte de cabelo de Bianca. — Eu estava distraído com o meu A Casa Soturna.

— E eu com a Julia Quinn. Não tem problema — ela respondeu. — Pera aí, você disse A Casa Soturna? Uau, esse livro não é reeditado há anos! Vou querer emprestado, com certeza!

— De repente eu lhe empresto, Lady Mary — Romeu debochou, mas logo completou. — Ficou linda. Ainda mais, se é que isso é possível.

Bianca ficou levemente corada, como as mocinhas dos romances de época. Só que Bibi nunca ficava corada.

Um silêncio levemente constrangedor indicava que alguma coisa havia acontecido naquele encontro tão desastrado. Algo poderoso, como uma rocha que se move das profundezas ou uma folha que cai de uma árvore aparentemente sem motivo algum.

Algo mágico, como um reencontro.

Bianca percebeu isso.

Romeu, também.

 

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maio 16, 2018

[ETC.] BORA PASSAR UMA NOITE INTEIRA ESCREVENDO? VEM AÍ O 4º CORUJANDROSS

 

Nos dias 19 e 20 de maio de 2018, acontecerá a quarta edição do Corujandross — Produção noturna intensiva de escrita da Andross Editora. O intuito é mobilizar escritores a escrever intensamente contos, crônicas e poemas em 8 horas seguidas de produção, com algumas pausas.

Cada autor estará em sua casa, em seu confortável ambiente de escrita, sabendo que outro autor estará em outro local, produzindo também. É essa a experiência que a Andross Editora quer proporcionar aos participantes.

Todos os que participarem poderão interagir nos intervalos pelo grupo do Whatsapp do programa, seja trocando experiências, tirando dúvidas ou mesmo só descontraindo.

Para estimular a adesão, autores que participarem do projeto, remeterem seu texto pronto para avaliação no prazo estipulado e publicarem pela Andross ganharão inteiramente grátis um exemplar de uma das coletâneas já lançadas pela editora. Logicamente esse livro é apenas um incentivo. O maior prêmio é mesmo a experiência de produzir um texto intensamente ao mesmo tempo que outro colega também produz.

 

Então, resumindo:

Para participar da maratona(Gratuito):

• Não é preciso se comprometer com horário e/ou escrita do texto.

 

Para receber o certificado(Gratuito):

• participar do 4º Corujandross, cumprindo as 8 horas (das 22 às 6h)
• enviar o texto produzido ao fim do processo (6h15 da manhã do dia 20 de maio de 2018)

 

Só para ganhar o livro bônus:

• participar do 4º Corujandross, independentemente do cumprimento total das horas
• revisar e enviar o texto produzido até o dia 20 de maio de 2018
• publicar em uma das coletâneas literárias da Andross (consulte regulamento na hora do envio)

 

Para ganhar o livro bônus e o certificado:
• participar do 3º Corujandross, cumprindo as 8 horas (das 22 às 6h)
• enviar o texto produzido ao fim do processo  para confirmação de produção (6h15 da manhã do dia 20 de maio de 2018)
• revisar e enviar o texto até o dia 27 de maio de 2018
• publicar em uma das coletâneas literárias da Andross (consulte regulamento na hora do envio)

Fonte: Andross Editora

 

 

Veja mais informações e inscreva-se aqui.

março 09, 2018

[RESENHA] ALÉTHEIA, DE SORAYA COELHO

Sinopse: “Quantas histórias cabem em um dia? O mendigo choroso segurando um fitilho vermelho. Irmãos malabaristas tirando seu troco no semáforo. Uma senhora dolorosamente comum sentada ao seu lado no metrô, repetindo um tique no cantinho dos lábios. Coisas fantásticas cabem na normalidade das nossas 24 horas. Eis aí uma Alétheia.”

 

Leia também: Duas histórias de Soraya Coelho para ler ainda hoje.

 

Primeiramente Fora Temer, vamos ao significado de Alétheia:

Alétheia (em grego antigo: λήθεια, «verdade», no sentido de desvelamento: de a-, negação; e lethe, «esquecimento»), para os antigos gregos, designava a verdade e a realidade, simultaneamente.

Em Sein und ZeitMartin Heidegger retomou o termo para definir a tentativa de compreensão da verdade. Realizou uma análise etimológica do termo a-letheia, atribuindo-lhe a significação de «desvelamento». Portanto, para Heidegger, alethéia é distinta do conceito comum de “verdade” – esta considerada como um estado descritivo objetivo.

Alétheia (em grego Ἀλήθεια), era uma Daemon que personificava a verdade, a honestidade e a sinceridade. Seus Daemones opostos eram Dolos, a trapaça, Apate, o engano, e Pseudea, a mentira, sua equivalente na mitologia romana era Veritas. Segundo uma fábula de Esopo foi criada por Prometeu em sua forja, com a ajuda de seu servo Dolos, a artimanha e as más artes:

“Dolus (trapaça) foi um dos aprendizes do astuto Prometheus, o Titan artífice. Quando este pretendia criar Veritas (Alétheia) para que regesse o comportamento dos homens, uma chamada de Iuppiter lhe obrigou a ausentar-se. Deixou Dolus custodiando a inacabada obra e este, inflamado de ambição, aproveitou a saída de seu mestre para fazer com suas próprias mãos uma figura exata em aparência a que estava fazendo Prometheus. Só lhe faltava terminar os pés quando ficou sem argila, e quando regressou com ela, encontrou o Titan que já havia regressado e, se divertindo pela semelhança das estátuas, havia metido as duas no forno para que terminasse de fazê-las, apesar de que a feita por Dolus não tinha pés. Uma vez terminada a obra lhes insuflou vida, e é por isso que Veritas (Alétheia), a verdade, caminhava graciosamente enquanto sua irmã gêmea, Mendacium (Pseudos), a mentira, segue seus passos cambaleando e quase sem sustentar-se. Por isso se diz que ainda que uma empresa feita com mentiras pareça começar com bom pé, no entanto sempre prevalecerá a verdade.”– Esopo, Fábula 530.

 

Fontes: Wikipedia: Alétheia e Wikipédia: Alétheia (Mitologia).

 

Alétheia foi um dos melhores livros que eu li em 2017. Em uma época a qual eu estava com o tempo curto para embarcar em leituras mais longas, fui surpreendida por dois livros de contos que me marcaram profundamente: este, de Soraya Coelho e Olhos D’água, de Conceição Evaristo.

Em Alétheia temos, de forma geral, uma antologia de verdades. Sobre o mundo, sobre a nossa própria vida. Verdades mesmo. É daqueles livros que você lê e, quando termina, volta e lê mais um pouquinho. É desconfortável se reconhecer em alguns pontos das histórias, mas ao mesmo tempo, é reconfortante saber que não estamos sozinhos.

A antologia é formada por dez contos, alguns bem curtinhos, mas com a qualidade de serem “precisos como uma picada de agulha”, como diria o escritor Dalton Trevisan. São todos muito bons, mas metade deles, na minha opinião, são ótimos. Lição de casa, Trabalho, João e Maria, Diante do espelho (que eu quase confundi com um dos contos de Conceição Evaristo ao fazer a resenha de Olhos D’água) e Peito queimado, são sensíveis e de impacto ao mesmo tempo. Acredito que quem não tenha lido nada de Soraya Coelho até hoje vai se render ao talento da autora só de ler esses contos.

 

“Existe uma diferença básica entre palpitar e pulsar. (…)

Palpitar sugere a possibilidade de nada ser feito. (…)

Já pulsar é impetuoso. Zune como uma lâmina de uma espada ou como uma flecha cortando o ar. Acerta o alvo. Faz o seu trabalho. O coração das mocinhas palpita, mas os das velhas senhoras pulsa.”

 

Alétheia tem prefácio de Jana Bianchi e é um livro que, absolutamente, faz o coração do leitor pulsar. Se eu fosse você, leria o quanto antes.

 

 

P.s.: Desculpem-me por não falar tintim por tintim sobre cada um dos contos. Quero que vocês recebam a picada sem muito aviso prévio. Acreditem: se eu contar demais, vou estragar a experiência de leitura de vocês e esse nunca foi o meu objetivo por aqui.

 

 

Título: Alétheia
Autora: Soraya Coelho
Editora: Publicação Independente
Páginas: 49

Compre na Amazon (disponível para assinantes Kindle Unlimited): Alétheia.

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