março 10, 2016

[RESENHA] A BRANCA VOZ DA SOLIDÃO

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Emily Dickinson. Fonte: Tumblr

 

“É tudo que hoje tenho para dar-te –  
Isto – e meu coração – 
Isto, e meu coração, e mais os campos 
E prados na amplidão – 
Não te percas na conta – se eu esqueço 
Alguém tem de lembrar –  
Isto, e meu coração, e cada Abelha 
Que no Trevo morar.” 
 
Emily Dickinson, A Branca Voz da Solidão. Tradução de José Lira. 

 

Emily Dickinson (1830-1886) foi e ainda é um grande mistério. Sabe-se que ela tinha uma vida reclusa, não se casou e mantinha nos bolsos de seu avental, ou do vestido branco que costumava usar, lápis e papel onde escrevia seus poemas. Sua obra passou a ser de conhecimento do grande público após o seu falecimento e o sucesso e o reconhecimento vieram bastante tempo depois disso. Hoje, a autora é considerada uma das maiores expressões da literatura universal.

 

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A Branca Voz da Solidão, publicado pela Editora Iluminuras, é uma ótima edição para ter na estante e ler ocasionalmente. Os poemas de Dickinson foram traduzidos por José Lira, grande conhecedor da biografia da autora e de sua obra, tendo publicado, também pela Iluminuras, o título Emily Dickinson: Alguns poemas, finalista do Prêmio Jabuti de 2007.

 

A Branca Voz da Solidão é uma edição bilíngue e acompanha um belo marcador de páginas em sua orelha, o qual não tive (e certamente não terei) coragem de destacar. 

 

Título: A Branca Voz da Solidão
Autora: Emily Dickinson
Tradução: José Lira
Editora: Iluminuras
Páginas: 352

 

Compre pela Amazon: A Branca Voz Da Solidao

 

março 04, 2016

[RESENHA] ORGULHO E PRECONCEITO EM HQ

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“É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atrás de uma esposa.”

 

“Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família? Uma adaptação fiel e primorosa do clássico romance de Jane Austen para os quadrinhos.”  Fonte: Editora Nemo

 

Uma história, quando é boa, não se esgota em si mesma. Por essa e outras razões, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, vem sendo adaptada com sucesso para o cinema, teatro, televisão, e agora, em HQ!

 

A Editora Nemo trouxe para o Brasil uma ótima adaptação em HQ de Orgulho e Preconceito, adaptada por Ian Edginton, ilustrada por Robert Deas e com tradução de Fernando Variani e Gregório Bert. A edição está impecável e é peça obrigatória não só na coleção dos fãs de Austen, como também na dos aficionados em quadrinhos.

 

O roteiro foi muitíssimo bem estruturado, pois em momento algum temos a impressão de estarmos acompanhando uma história picotada. Todos os momentos e diálogos mais importantes do clássico de Jane Austen estão na HQ e as ilustrações casam perfeitamente com a adapatação. Detalhes como a paleta de cores escolhida para as cenas, o olhar dos personagens, seus gestos mais discretos, humores… enfim, toda a essência do romance está presente nesta HQ. Além de ser uma ótima forma de apresentar Jane Austen e sua história a quem ainda não conhece, Orgulho e Preconceito em HQ é mais um meio de se encantar com esses personagens, queridos há mais de duzentos anos.

 

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Título: Orgulho e Preconceito em HQ
Autores: Jane Austen; Ian Edginton (adaptação); Robert Deas (ilustração)
Tradução: Gregório Bert e Fernando Variani
Editora: Nemo
Páginas: 144

 

Veja o Booktrailer:

 

fevereiro 27, 2016

[RESENHA] O ESCARAVELHO DO DIABO

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Divulgação Filme

 

O Escaravelho do Diabo, escrito por Lúcia Machado de Almeida e integrante da série Vaga-lume, é considerado um clássico da literatura infanto-juvenil nacional. Lançado em 1972, teve inúmeras reedições e volta a figurar nas listas de leitura atualmente devido ao lançamento da adaptação cinematográfica, prevista para estrear em abril deste ano.

 

A série Vaga-lume foi fundamental para a minha formação como leitora, junto aos gibis e as revistas com temática infantil do final dos anos 90. Contudo, sinceramente, não me recordo de ter lido este título específico de Lúcia Machado de Almeida, autora também de Xisto no Espaço, O Caso da Borboleta Atíria e Spharion. Resolvi ler, pois, sempre que possível, gosto de ler o livro antes de assistir ao filme.

 

Trata-se de um mistério que se passa na cidade de Vista Alegre, interior de São Paulo, onde uma série de assassinatos acometem pessoas ruivas. A primeira vítima é Hugo, e seu irmão, Alberto, estudante de medicina, passa a ajudar a polícia a desvendar o mistério das mortes que seguem a de seu irmão. Além da cor dos cabelos e da pele sardenta, outro fator comum entre os crimes é que uma caixinha com um besouro é enviada às vítimas, pouco antes de seus assassinatos.

 

Confesso que tinha as mais altas expectativas para esta leitura, mas não a considerei tão boa assim. Talvez, por ser um livro infanto-juvenil as pontas soltas no enredo devam ser perdoadas, mas algumas coisas me incomodaram nesta leitura:

 

1) As personagens femininas são muito mal desenvolvidas. São bobas, fúteis, altamente infantilizadas. O livro é de 1972, mas temos inúmeros exemplos de histórias muito mais antigas em que as personagens femininas são retratadas de melhor forma, principalmente levando em consideração que O Escaravelho do Diabo foi escrito justamente por uma mulher.

 

2) Alberto parece esquecer muito rápido a morte do irmão. Ele é mencionado poucas vezes, o que achei estranho. Descobrir o assassino era quase uma aventura para ele e seu relacionamento com Verônica também não foi muito interessante. Na verdade, em alguns momentos achei bem chato (muito também devido ao que mencionei anteriormente sobre as mulheres da história).

 

3) Alguns acontecimentos são muito corridos, desta forma, inverossímeis. Mas essa parte temos que dar um desconto, pois, é sempre bom lembrar, trata-se de uma história voltada ao público infanto-juvenil.

 

 No geral, a ideia do romance é muito boa. Fiquei animada para assistir ao filme, que, pelo trailer, mostra que foram feitas algumas alterações no enredo. Que venham mais adaptações dos nossos livros, o cinema nacional merece (e nós também!).

 

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 Título: O Escaravelho do Diabo
Autora: Lúcia Machado de Almeida
Editora: Ática
Páginas: 128

 

 

 

 

Saiba mais sobre o filme aqui!

 

 

Veja o trailer:

 

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