agosto 14, 2016

[RESENHA] OS MISTÉRIOS DE UDOLPHO, VOL. II

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Veja a resenha de Os Mistérios de Udolpho, Vol. I aqui.

 

A situação da nossa heroína, Emily St. Aubert, não é das melhores ao final do volume I de Os Mistérios de Udolpho: Encarcerada no macabro castelo, sofre com terrores possivelmente sobrenaturais, armações por parte do Signor Montoni, que deseja a qualquer custo roubar a herança de Madame Montoni já prometida a jovem, dentre outras aflições. A tia de Emily foi aprisionada em uma parte isolada do castelo de Udolpho, sem água ou comida, em represália por não ter dado o seu dinheiro ao marido. Emily não tem certeza se sua ela está viva ou morta e sofre por se sentir cada vez mais distante de seu amado, Monsieur Valancourt.

 

Confesso que tive dúvidas se a história manteria o ritmo do volume anterior, pois muita coisa já havia acontecido. Felizmente, Ann Radcliffe possuía várias cartas ainda em sua manga, com muitos mistérios e situações para explicar.

 

Udolpho é tão macabro que qualquer barulho é considerado como algo sobrenatural, causando gritaria, confusão e, obviamente, desmaios. Emily, embora pareça uma moça frágil, precisou ter muita coragem, enfrentando os seus medos para saber da tia, além de pensar em alguma forma de escapar das garras de Montoni e seus caprichos.

 

A jovem logo descobre que Madame Montoni não está morta. Não ainda. Com ajuda de Annette, sua fiel criada, ela descobre o cativeiro da tia. Mesmo castigada e abandonada a própria sorte para morrer, Madame Montoni não satisfez os caprichos do marido, deixando todo o seu dinheiro para a sobrinha.

 

““Onde você esteve por tanto tempo?”, perguntou ela no mesmo tom. “Eu pensei que você tinha me abandonado.”

Você está mesmo viva”, disse Emily, finalmente, “ou isto é só uma aparição terrível?”, ela não recebeu resposta alguma, e novamente pegou a mão.

Isto é substância”, ela exclamou, “mas está fria… fria como mármore!” Ela a deixou cair. “Oh, se você está realmente viva, fale!”, disse Emily numa voz de desespero, “para que eu não perca os meus sentidos. Diga que você me conhece!”

Eu estou mesmo viva”, respondeu Madame Montoni, “mas, eu sinto que estou prestes a morrer”.” (p. 30)

Quando Montoni soube da morte de sua esposa, e considerou que ela havia morrido sem dar a ele a assinatura tão necessária para alcançar seus desejos, nenhum senso de decência restringiu a expressão do seu ressentimento. Emily evitou sua presença ansiosamente e ficou de vigia durante dois dias e duas noites, com poucos intervalos, ao lado do corpo de sua tia falecida.” (p. 40)

Signor Montoni vai manter Emily em Udolpho, mesmo após a morte de Madame Montoni, praticamente como uma prisioneira, pois almeja roubar-lhe todo o dinheiro.

 

““Julgando como eu”, continuou Montoni, “não posso acreditar que você vá se opor em questões que sabe não poder ganhar, ou de fato, que você queira ganhar, ou ter avareza por qualquer propriedade, quando não tem a justiça do seu lado. Contudo, eu acho que é apropriado lhe informar da alternativa. Se você tiver uma opinião justa quanto ao assunto em questão, você será levada em segurança para a França dentro de pouco tempo; mas, se for tão infeliz a ponto de ser enganada pela afirmação recente da Signora, você continuará sendo minha prisioneira até se convencer do seu erro”.

Emily disse calmamente:

Eu não sou tão ignorante, Signor, quanto às leis, neste assunto, a ponto de ser enganada por afirmações de qualquer pessoa. A lei, nesta instância presente, dá-me as propriedades em questão e a minha própria mão nunca trairá o meu direito.”” (p. 44)

““Assine os documentos”, disse Montoni, mais impacientemente do que antes.

Nunca, senhor”, respondeu Emily; “esse pedido teria provado para mim a injustiça de sua reivindicação, se eu estivesse ignorante quanto aos meus direitos”.

Montoni ficou pálido de raiva, enquanto o seu lábio tremendo e seu olhar à espreita quase a fizeram se arrepender da audácia de seu discurso.

Então, toda a minha vingança cairá sobre você”, ele exclamou, com um juramento terrível. “E não pense que ela será adiada. Nem as propriedades em Languedoc, nem as de Gasconha serão suas; você ousou questionar o meu direito. Ouse questionar o meu poder agora. Eu tenho uma punição que você não imagina; ela é terrível!”” (p. 56 e 57)

O vilão, que está sempre envolvido com alguma falcatrua para enriquecer, tem o castelo atacado por inimigos, pouco depois da morte de sua esposa. A situação, em parte, foi boa para Emily, que pôde sair um pouco de Udolpho, embora na condição de protegida do Signor. Neste ínterim, ela precisava descobrir a identidade de um dos prisioneiros do castelo, que ela acreditava esperançosamente ser o seu amado Valancourt.

 

Enquanto ela olhava, com essas emoções, para as torres do castelo, subindo sobre a floresta, por entre a qual ela serpenteava, o estranho, que ela acreditava estar preso lá, voltou à sua memória, e a ansiedade e o medo que ele fosse Valancourt passaram sobre a sua felicidade como uma nuvem. Ela relembrou cada circunstância sobre essa pessoa desconhecida desde a noite em que ela o ouviu tocar a canção de sua província natal pela primeira vez; circunstâncias que ela já havia relembrado e comparado antes, sem extrair delas nada perto de convicção, e que só a faziam acreditar que Valancourt era um prisioneiro em Udolpho. Era possível, contudo, que os homens que a conduziam pudessem dar-lhe informações sobre esse assunto; mas, temendo questioná-los imediatamente, com receio de que eles não quisessem contar nada para ela na presença dos outros, ela esperou por uma oportunidade de falar com eles separadamente.” (p. 62)

Após o conflito, Emily volta para Udolpho, pois Montoni a quer bem debaixo de seu nariz, pelo menos até conseguir todo o dinheiro da moça. Na esperança de voltar para França, a jovem fraqueja e cede às ameaças do Signor.

 

Ela foi incapaz de assiná-lo por um tempo considerável e seu coração estava dividido com interesses opostos, pois estava prestes a desistir da felicidade de todos os anos de seu futuro: a esperança que a havia sustentado durante tantos momentos de adversidade.

Após ouvir de Montoni uma recapitulação das condições da aceitação e uma demonstração de que o seu tempo era valioso, ela colocou sua mão no papel; quando o fez, caiu para trás em sua cadeira, mas, logo, recuperou-se e pediu para que ele desse ordens para a partida dela e que deixasse que Annette a acompanhasse. Montoni sorriu. “Foi preciso lhe enganar”, disse ele, “não havia outra maneira de fazer com que você agisse racionalmente; você irá, mas isto não será no presente. Primeiro eu devo garantir essas propriedades tomando posse; quando isso for feito, você poderá voltar para a França, se quiser.”” (p. 94)

O mistério sobre o tal prisioneiro é revelado, frustrando as expectativas de Emily a princípio. Contudo, o homem misterioso será a passagem da jovem de volta a França, longe do Signor Montoni e do castelo de Udolpho.

 

““Meu nome é Du Pont; eu sou da França, da Gasconha, a sua província natal, e tenho lhe admirado há muito tempo, e, por que eu deveria tentar esconder isso? Eu tenho lhe amado a muito tempo.”” (p. 104)

De volta a seu país de origem, é hora de sabermos os mistérios que envolvem outra propriedade, e que podem ter ligação direta com Emily: o Chateau-le-Blanc, antigo lar da Marquesa de Villeroi, a qual Emily guarda absurda semelhança. Haveria alguma relação entre o falecido pai de Emily e a Marquesa? Seria a mesma dama pela qual Monsieur St. Aubert sofrera em lágrimas na solidão de seu quarto, há algum tempo?

Monsieur Valancourt, antes um dedicado e amoroso cavalheiro, reencontra Emily, mas já não é o mesmo de antes. Envolvera-se com mulheres e jogatinas em Paris, tendo sua reputação jogada na lama, influenciado por amigos, na ocasião da guerra.

 

Valancourt ficou mais agitado do que antes. “Eu sou indigno de você, Emily”, disse ele, “eu sou indigno de você”; palavras que, pela maneira que foram faladas, fizeram Emily ficar mais chocada com elas do que com o seu significado.” (p. 154)

““Oh, Valancourt!”, ela exclamava, “tendo sido separados por tanto tempo… nós nos encontramos só para ficarmos infelizes… só para nos despedirmos para sempre?”” (p. 159)

O casal precisará superar alguns obstáculos e mal entendidos para, finalmente, encontrarem a felicidade juntos. Antes disso, Emily ainda terá mais alguns segredos envolvendo sua família para serem revelados.

 

Os Mistérios de Udolpho é o tipo de livro que pode assustar pelo tamanho, mas é certeza de satisfação garantida. Quando pensamos já ter acontecido de tudo nas viagens e nos castelos, algo mais, acontece e prende a nossa atenção. Os personagens secundários surpreendem e os cenários são minuciosamente retratados, o que nos permite embarcar de forma mais realista possível nos acontecimentos. Um ponto negativo, talvez, em minha opinião, seja o casal Emily e Valancourt, que não são do tipo apaixonantes. Neste volume, inclusive, achei o rapaz um tanto quanto chato. Acredito que o personagem atendia aos padrões da época da publicação (1794) e com tantas aventuras e mistérios para desvendar, o romance dos dois acabou fazendo um papel secundário na obra. Como fã de Jane Austen, foi ótimo ter lido este livro em português e o considero como uma das publicações mais importantes da Pedrazul Editora até o momento. Como foi dito na resenha do volume I, Os Mistérios de Udolpho é item indispensável na estante dos fãs de literatura inglesa, sobretudo do fãs de Jane Austen.

 

 

Título: Os Mistérios de Udolpho
Autora: Ann Radcliffe
Tradução: Bianca Costa Sales
Editora: Pedrazul
Páginas: 312

 

Compre pela Amazon: Os Mistérios De Udolpho – Vol. 2 e Os Mistérios De Udolpho – Vol. 1

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

agosto 04, 2016

[RESENHA] BLISS, CONTO DE KATHERINE MANSFIELD

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Que é que podemos fazer se temos trina anos e, ao dobrar a esquina de nossa própria rua, somos invadidos subitamente por uma sensação de felicidade – absoluta felicidade! – como se tivéssemos de repente engolido um rútilo pedaço deste sol da tardinha e ele estivesse a arder em nosso peito, a despedir um chuveiro de minúsculas faíscas em todas as partículas do nosso ser, até nos dedos das mãos e dos pés?…” (p. 1) 

 

Bliss, assim como saudade, é uma palavra sem tradução exata para outras línguas. Érico Veríssimo, dentre outros tradutores, escolheu felicidade como correspondente de bliss para o português, mas a palavra também pode significar êxtase ou euforia.

 

O conto de Katherine Mansfield, escrito em 1918, tornou a escritora neozelandesa conhecida em diversos países e, supostamente, teria enciumado ninguém menos que Virginia Woolf devido ao grande talento da contista, em especial em relação a história contada em Bliss.

 

Neste conto acompanhamos, ora em terceira pessoa, ora em primeira, Berta Young e seu momento de extrema felicidade. A mulher de trinta anos, apesar da idade, ainda sentia lampejos de êxtase, tal qual uma jovem, como indica o seu sobrenome (Young, em português, quer dizer jovem).

 

 

Apesar dos trinta anos Berta Young tinha ainda momentos como aquele em que desejava correr em vez de caminhar, dar passos de dança de um lado a outro da calçada, fazer rodar um arco, jogar alguma coisa para o ar e apanhá-la de novo, ou então ficar parada e rindo de… nada… nada, simplesmente rindo.” (p. 1)

 

Berta tinha tudo aquilo que faria qualquer mulher de seu sua camada social feliz: uma boa casa, marido, uma filha e, também, amigos elegantes. Contudo, algumas situações podem tirá-la de seu êxtase e transportá-la para uma realidade não tão feliz assim. Sua filha, por exemplo, ficava quase exclusivamente sob os cuidados da babá, a nurse, que fazia questão de restringir o contato entre mãe e filha. Entretanto, permite que a bebê puxe a orelha de um cachorro em um parque.

 

 

Berta quis perguntar se não era um pouco perigoso deixar a menina pegar as orelhas de cachorros desconhecidos. Mas não teve coragem. Ficou a olhar para ambas, com os braços caídos ao longo do corpo, como a menina pobre diante da menina rica que tem uma boneca.”  

(p. 3)

 

Katherine Mansfield escreve sobre aquela felicidade quase tangível, que inebria, mas passa. A vida é feita de momentos como esses, bliss, tornando-nos, muitas vezes, tal qual Berta Young. A autora,  em geral,  foge da linearidade que leva quase sempre a um “final feliz” em suas histórias, tornando a leitura de seus contos sempre uma surpresa e um deleite para nós, leitores.   

 

Bliss (Felicidade) pode ser encontrado em diversas edições de livros de Katherine Mansfield e também em alguns sites pela internet. Na publicação feita pela editora Nova Fronteira, com tradução de Érico Veríssimo, estão presentes também os contos O dia de Mr. Reginald Peacock, A evasão, Nuvem de primavera, Psicologia, “Je ne parle pas français”, “Feuille D’Album”, A jovem governanta, O seu primeiro baile, A lição de canto, O vento sopra, Sol e lua, Revelações e Prelúdio.

 

 

REFERÊNCIAS:

http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/livros/0054.html

http://www.criticaecompanhia.com.br/adriana.htm

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

julho 30, 2016

[ETC.] MINHA PRIMEIRA CAIXINHA DA TAG – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS

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Já tem um bocado de tempo que eu venho namorando uma assinatura da TAG – Experiências Literárias. Como neste mês de julho, para comemorar o aniversário dois anos, eles resolveram fazer uma edição especial e com desconto para os novos associados, resolvi me render e experimentar. E, olha, é mais legal do que eu imaginava!

 

Como funciona

A TAG funciona como uma espécie de clube do livro. Todo mês o associado recebe um livro surpresa, indicado por intelectuais de diversas áreas. Junto ao livro, recebemos também um marcador de páginas personalizado, uma revista falando sobre a obra enviada e algum “mimo” super especial. Aqui, o foco é na experiência proporcionada ao associado. Veja mais sobre na página da TAG Experiências Literárias.

 

Minha primeira caixinha, edição especial julho/2016

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 Confesso que sou do tipo que fica toda animada quando ouve o carteiro chamar. Na maioria das vezes, a encomenda é livro, o que me deixa mega feliz, mas a caixinha da TAG é especial, é como receber um presente! Não é exagero e este não é um publipost. É realmente muito legal receber um produto idealizado e organizado com tanto carinho! Recebi, inclusive, uma carta de boas-vindas!

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Custo x Benefício

Como já disse anteriormente, aproveitei a promoção de aniversário de dois anos da empresa para me associar, desta forma, minha primeira caixinha saiu com desconto. Atualmente o custo mensal é de R$ 69,90 com frete incluso. Em um primeiro momento o preço pode não parecer muito convidativo, mas a TAG não exige tempo mínimo de associação, ou seja, você pode cancelar a assinatura a qualquer momento, e caso desconfie que o livro do mês é algum que você já tenha, pode entrar em contato com eles que a situação é resolvida.

 

O livro de julho: O Vermelho e o Negro, de Stendhal

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Acima, vocês podem perceber que esta é uma edição que não é encontrada nas livrarias. É uma edição exclusiva (lindíssima) e comemorativa. Segundo a TAG, outras edições exclusivas virão. Neste mês, acredito que em razão do livro ser exclusivo e tudo o mais, não veio o “mimo”. Mas tudo bem, estarei aguardando ansiosa a próxima caixinha!

 

Sobre O Vermelho e o Negro

“Publicado na França pós-napoleônica, O Vermelho e o Negro é um clássico da literatura mundial. A obra narra a trajetória de Julien Sorel, um ambicioso filho de carpinteiro que faz de tudo para ascender socialmente. Inferior de berço, precisa revestir a sua revolta com polidez, seus interesses com paixão, sua hipocrisia com inocência e assim lutar contra a opressão e os preconceitos da exclusivista sociedade francesa do início do século XIX.

Stendhal apresentou neste romance realista um narrador revolucionário para a época. Ao inserir o leitor na mente do protagonista, o escritor criou um estilo que mais tarde influenciou nomes como Flaubert e Dostoiévski. Ao unir profundidade psicológica à análise social, este livro firmou-se como um dos pilares do cânone ocidental, ainda sempre atual e inesgotável.” (Fonte: contracapa)

 

A revista da TAG é muito bem elaborada e bastante interessante. No meu caso, que ainda não pude ler o livro, deu para me ambientar na história e no contexto a qual ela pertence, além de conhecer o curador do mês, e saber sobre a próxima indicação. Para finalizar, compartilho aqui a Lista de Hemingway, que eu li na revista da TAG, em que o autor elenca dezessete livros essenciais para todos aqueles que desejam escrever bem. Dois desses livros foram escritos por Stendhal.

 

A Lista de Hemingway

Anna Kariênina, de Liev Tolstói

Longe e há muito tempo, de W. H. Hudson

Os Buddenbrook, de Thomas Mann

O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Guerra e Paz, de Liev Tolstói 

A sportsman’s sketches, de Ivan Turguêniev

Os irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski

Hail and farewell, de George Moore

As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain

Winesburg Ohio, de Sherwood Anderson

A Rainha Margot, de Alexandre Dumas

A casa Tellier, de Guy de Maupassant

Dublinenses, de James Joyce

Autobiografias, de William Butler Yeats

O vermelho e o negro, de Stendhal

A cartuxa de parma, de Stendhal

 

Bom, preciso colocar as minhas leituras em dia, pois só li dois dos dezessete livros citados acima…

 

No mês de agosto, a curadora será Heloisa Seixas, que indicou um clássico nacional! Conheço um pouco o trabalho da curadora pois ela traduziu uma das edições que eu tenho do maravilhoso romance Jane Eyre! Não sei qual será o livro de agosto e também não pesquisei, para manter o suspense até o último segundo. Você saberia dizer qual é o livro com base no texto abaixo?

 

“Publicado na década de sessenta, a polêmica obra tem como protagonista um rico empresário carioca que, às vésperas do casamento da filha, desespera-se com o rumor de que o seu genro seja homossexual. Página a página, adentramos na intimidade deste homem e de sua família aparentemente comum, mas que esconde a sexualidade reprimida, o preconceito, o adultério, o incesto, a perversão e a hipocrisia.

Em uma narrativa ágil e viciante, percorremos conhecidos cenários cariocas e encontramos personagens comuns do nosso cotidiano, enquanto nos deparamos com grandes tabus da nossa sociedade; o leitor acompanha, cena após cena, essa despudorada literatura, que ousa falar de homossexualidade, incesto e traição em plena década de sessenta. Não é a toa que, poucos meses após a sua publicação, a obra foi censurada pela ditadura.”

 

ATUALIZAÇÃO: Veja a resenha do livro indicado pela Heloisa Seixas aqui.

 

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