agosto 25, 2017

[RESENHA] O PEQUENO PRÍNCIPE EM SUA NOVA VERSÃO: PARA LEMBRAR O QUE É ESSENCIAL

Sinopse: “Quando uma menina estudiosa e sua mãe se mudam para uma nova vizinhança, descobrem que ao seu lado mora um velhinho muito especial. Ela conhece uma história que o mundo passou a ignorar — uma história sobre o amor e a amizade, sobre sentimentos invisíveis aos olhos. A incrível e cativante história de um pequeno príncipe…
Um livro emocionante e cheio de aventura, para redescobrir a magia do filme O Pequeno Príncipe.”

 

O nosso mundo está doente. Doente de ódio. Isso não é uma novidade, eu sei… Quando eu era criança o mundo também era assim. Quando os meus pais eram crianças e os pais dos meus pais eram crianças, também. Quando se é adulto, a gente tende a passar tanto tempo pensando e se preocupando com aquilo que é essencial, que acabamos esquecendo daquilo que realmente é essencial. Confuso? Nem um pouco!

Você já sentiu falta de quando era criança e a sua maior preocupação era acordar cedo aos sábados para poder assistir o máximo de desenhos animados na televisão fosse possível? De não saber o que é nazismo, neonazismo, não ter preconceitos diversos e não entender nada do noticiário televisivo? De ser protegido pelos seus pais ou cuidadores das notícias ruins que assolam o mundo? Eu sinto falta. E muita! Adoro ser adulta, mas sinto falta da pureza da resposta das crianças.

Sendo assim, vez ou outra, procuro um refúgio na literatura infantil. Os livros e filmes voltados para os pequenos são uma grande lição para nós, adultos. Em uma tarde qualquer da semana passada, visitando a seção de livros das Lojas Americanas só para ver se tinha alguma novidade, como quem não quer nada, encontrei um livrinho pequeno e barato, contendo a história do filme mais recente do principezinho mais conhecido do mundo. Resolvi comprá-lo, não só para a biblioteca da Olívia, mas para ler eu mesma e fugir dessa rotina de planos, metas e obrigações desenfreadas. Ainda que só por alguns minutos.

 

Tema Do Filme O Pequeno Príncipe: Lily Allen – Somewhere Only We Know

 

O filme de 2015, uma produção francesa de Mark Osbourne, não é uma adaptação literal do clássico de Antoine de Saint-Exupéry. Aqui, temos a história de uma garotinha que precisa se esforçar bastante para conseguir se encaixar no plano de vida traçado por sua mãe. O principal objetivo, no momento, seria estudar em uma escola muito bem conceituada, que lhe abriria os caminhos para um ótimo futuro profissional. Sendo assim, a menina devia dispor 100% de sua atenção e energia ao essencial.

Em defesa da mãe, talvez porque eu também seja uma e me vi em partes dessa personagem, ela de forma alguma é uma vilã. Entenda: uma mulher que cria sozinha a filha, nesse mundo competitivo e muitas vezes excludente para as mulheres (leia-se machista), e sabe muito bem dos perigos e dificuldades para conseguir um lugarzinho que seja à sombra, faz o possível e o impossível para ajudar a filha a não ter que passar por tudo aquilo de ruim que ela provavelmente deve ter passado. Seu ponto fraco, pois nenhuma mãe é perfeita, é que os seus planos e metas de trabalho, ao invés de ajudarem a filha, acabam minando a sua infância. A mãe, como muito de nós adultos, o mundo e a sociedade, esquecemos, frequentemente, o que realmente é essencial. Aquilo que é invisível aos olhos e só se consegue ver bem com o coração.

Acostumada a seguir os planos da mãe sem pestanejar, a vida da garotinha muda completamente ao conhecer o novo vizinho, um aviador aposentado. Ele, apesar da idade avançada, ainda guarda o seu espírito aventureiro. O aviador conta a garotinha toda a sua história com o Pequeno Príncipe e, mesmo contra a vontade da mãe, que fica furiosa ao descobrir a distração sofrida por ela, ouve com interesse e admiração a narrativa do velho aviador até o final. Obviamente, a menina fica bastante chateada e decepcionada com aquele final e tem uma discussão com o amigo contador de histórias.

Ao final do verão, o aviador fica doente e é internado. A menina, assustada com a situação, entra no quintal dele, pega o avião e parte em uma grande aventura, que a levará até o Príncipe, em um asteroide habitado apenas por adultos…

 

Trailer oficial dublado:

 

Recomendo muitíssimo também, além da leitura do livro original, uma das adaptações homônimas (desta vez literal) da história de Saint-Exupéry: o filme musical de 1974, com direção de Stanley Donen. O DVD desta versão é facilmente encontrado em lojas de departamentos. O meu, comprei nas Lojas Americanas por apenas 10 Nosferatus. Veja abaixo uma cena do principezinho e a raposa, interpretada pelo saudoso Gene Wilder.

 

 

 

Sobre o livro do filme (2015):

Título: O Pequeno Príncipe: a história do filme
Tradução: Maria de Fátima Oliva do Coutto
Editora: Harper Collins Brasil
Páginas: 80

Compre na Amazon: O Pequeno Príncipe: a história do filme.

 

 

 

REFERÊNCIAS:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Petit_Prince_(filme)

https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Little_Prince_(filme)

 

agosto 16, 2017

[RESENHA] A SOMA DE TODOS OS BEIJOS, DE JULIA QUINN

Sinopse: “Um brilhante matemático pode controlar tudo… A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.

Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida… Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.

Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.”

 

Veja a primeira parte do Diário de Leitura Quarteto Smythe-Smith, aqui.

Veja a resenha de Simplesmente o Paraíso, primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith, aqui.

Veja a resenha de Uma Noite Como Esta, segundo livro do Quarteto Smythe-Smith, aqui.

 

A Soma de Todos os Beijos é o tipo de livro que você termina de ler e tem a sensação de estar com borboletas no estômago! Definitivamente, um romance com esse título não poderia ser menos que perfeito, mas Julia Quinn consegue ser delicadamente marcante em sua escrita, superando sempre as expectativas.

Depois de muita confusão envolvendo o nome de Lorde Hugh Prentice, que, conforme vimos nos livros anteriores, em um momento de embriaguez desafiou Daniel Smythe-Smith para um duelo por um motivo ridículo e acabou ferido na perna, finalmente conhecemos um pouco mais sobre o homem que quase arruinara a família Smythe-Smith. Sim, porque era exatamente assim que pensava Lady Sarah Pleinsworth. Por causa do acontecido entre Hugh e Daniel, ela não pôde debutar na temporada que foi uma das melhores para casamentos na Inglaterra.

Sarah odiava Hugh Prentice pelo que o que ele provocara em sua família, embora, no presente momento tudo já estivesse esclarecido e resolvido. Inclusive Daniel já o havia perdoado. Lorde Hugh conhecera Sarah em um evento onde ela pôde colocar para fora toda a sua veia dramática, proferindo-lhe os mais estranhos insultos. No entanto, lá estavam os dois para a temporada de casamentos Smythe-Smith. A primeira cerimônia seria de Honoria e Marcus (Simplesmente o Paraíso) e, quase em seguida, Daniel e Anne se casariam (Uma Noite como Esta). Honória então, temendo que Hugh pudesse se sentir deslocado e até solitário nos eventos pede que a prima Sarah o faça companhia. Obviamente ela faz um drama, mas não pode recusar o pedido de uma noiva tão querida quanto sua prima.

Animosidades a parte, com o passar dos dias os dois desajustados percebem que se ajustam mais perfeitamente do que conseguem assumir. A sinceridade e o senso de humor ferino de Sarah e Hugh permite que certa cumplicidade logo se estabeleça entre os dois e, daí para estarem perdidamente apaixonados um pelo outro é apenas questão de algumas páginas.

E embora seja um livro de quase trezentas páginas, tendo tempo disponível, A Soma de Todos os Beijos é uma leitura tão envolvente e apaixonante que o livro pode ser facilmente lido em um único dia. Comparando com os dois primeiros, este é o meu favorito do Quarteto Smythe-Smith e uma das melhores leituras que eu fiz esse ano! Agora me resta terminar essa série linda e romântica com a leitura do último livro, Os Mistérios de Sir Richard, o qual tem Iris Smythe-Smith como protagonista.

 

 

Veja as minhas citações favoritas de A Soma de Todos os Beijos:

“- Apenas seja encantadora como sempre – disse ela, voltando o rosto para dentro da sala por um último segundo. – Ele vai amar você.

– Deus me livre.

– Deus trabalha de modos estranhos…

– Não tão estranhos.

– Quem desdenha…

– Não diga isso – interrompeu-a Sarah.

Honoria ergueu as sobrancelhas e Sarah atirou uma almofada nela.

Mas errou o alvo.” (p. 60)

 

Ele era um adversário à altura.

Ela nunca havia percebido que queria um adversário à altura.” (p. 81)

 

“- Descobri que as pessoas felizes são maçantes. Vocês dois, por outro lado, pareciam prestes a explodir. Então vim imediatamente.

Ela olhou de Hugh para Sarah e depois ordenou:

– Divirtam-me.” (p. 82)

 

“Lady Danbury bateu com a bengala no chão.

– Apesar da minha idade avançada, não me esqueço de nada – disse e fez uma pausa antes de emendar: – Exceto, ocasionalmente, do que acabei de falar.” (p. 83)

 

“Só um beijo. Nunca poderia ser só um beijo. Não com ele.” (p. 137)

 

“Beijou-lhe os lábios com suavidade. Depois beijou o nariz e cada um dos olhos. Era óbvio que estava se apaixonando por ela, mas nunca fora homem de falar sobre seus sentimentos, e as palavras ficaram presas na garganta. Então a beijou uma última vez, verdadeira e profundamente, esperando que ela entendesse o que isso significava: Que ele estava lhe oferecendo a própria alma.

Seu, pensou. Sou seu.” (p. 180)

 

Fonte da imagem: Pinterest da autora.

 

 

Título: A Soma de Todos os Beijos (Série Quarteto Smythe-Smith, livro 3)
Autora: Julia Quinn
Tradução: Ana Rodrigues e Maria Clara de Biase
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

 

 

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Livro Simplesmente o Paraíso

Livro Uma Noite Como Esta

Livro A Soma de Todos os Beijos

Livro Os Segredos de Sir Richard

 

agosto 11, 2017

[RESENHA] UM AMOR APAIXONADO, DE SILVIA SPADONI

Sinopse: “Prudence não é prudente. Ao contrário do que seu nome indica, ela anseia por aventura. Dona de um espírito livre e apaixonado, ela é a menos tradicional filha de um duque inglês. Desde menina sonhava conhecer os mistérios do Oriente, e sua amizade com o príncipe Bahman Al Kaled, iniciada ainda na infância de forma inusitada, a fez desenvolver verdadeira obsessão pela Arábia. Quando surge a oportunidade perfeita para realizar seu sonho de viajar até lá, Prudence é obrigada a ficar sob a tutela e proteção de um príncipe arrogante, insuportável e irresistível!”

 

Um Amor Apaixonado é o terceiro e último livro da série Amores, da escritora paulista Silvia Spadoni, publicado pelo selo Revelações da Pedrazul Editora. Eu adorei os outros dois livros (Um Amor Conquistado e Um Amor Inesperado), mas a história de Prudence e Tárik ganhou meu coração e esse livro tornou-se o meu favorito absoluto da série e um dos favoritos da vida.

A história de Prudence difere das outras protagonistas da série Amores, pois ela pertence a uma família feliz e abastada, portanto não está passando por privações financeiras ou está nas mãos de um terrível tutor. Na festa de apresentação de sua irmã Priscila à sociedade, Prudence, que não participaria do evento, não se conformou em ficar em casa. Subiu em uma árvore e ficou admirando tudo de longe (a festa foi realizada no jardim). Um ato falho e ela se desequilibrou, caindo em cima de Bahman, um príncipe do oriente, grande amigo de seu irmão. Ali nasceu uma bela amizade entre os dois, pois Prudence mostrara ao príncipe grande interesse sobre a cultura árabe, surpreendendo-o com sua curiosidade e simpatia.

Anos depois, eles se encontram novamente, no casamento de Priscila, e Bahman promete que um dia convidaria Prudence para visitar o seu palácio. Na ocasião, ela conhece o irmão mais novo de Bahman, Tárik, que tem certa antipatia pelos ingleses. Para Tárik, os ingleses os achavam bárbaros, mas Prudence não tinha esse preconceito: havia entre ela e Bahman uma amizade sincera e ela era fascinada pelos mistérios da terra de Sherazade.

No casamento do príncipe Bahman, Prudence é convidada a ir ao oriente com seu irmão Phillip e a esposa dele, que não pôde fazer a longa e cansativa viagem, pois estava grávida. Prudence segue com a comitiva, mas acaba tendo que atravessar o deserto com Tárik, pois havia uma ameaça de sequestro por parte de opositores políticos ao governo do califa Kassim Al Kaled, pai dos príncipes.

Aí, minha gente, a história torna-se irresistível. Prudence vinha sonhando com o céu estrelado da Arábia há anos, e ela o conhece. E também ao amor.

Tárik surpreende-se com a moça inglesa, que em nada parecia com as inglesas que ele conheceu em sua traumática passagem pela terra da rainha. O príncipe era filho de uma nobre daquele país, portanto, era irmão de Bahman apenas por parte de pai.

O envolvimento entre os dois foi inevitável. Embora tudo tivesse sido planejado para que a honra de Prudence não fosse maculada, uma tempestade de areia atrasou a chegada dos dois no palácio do reino Al-Andalus e um casamento era a solução ideal para evitar conflitos políticos, dentre outros aborrecimentos. Contudo, Prudence queria casar-se por amor e ser amada apaixonadamente por seu marido. Já Tárik precisaria superar o ocorrido anteriormente em sua passagem pela Inglaterra e abrir seu duro coração ao amor. Seriam os dois capazes de superar tantas coisas, inclusive a barreira cultural existente, e ficarem juntos?

 

“- Eu a confio a você, príncipe Tárik, cuide dela e proteja-a com se fosse eu – disse Phillip.

– Como a minha própria vida – respondeu o árabe com a mão no coração. – Não se preocupe, eu cuidarei dela – e dizendo isso estendeu a mão para que Prudence se apoiasse nele e o seguisse.

Atônita e com o coração aos pulos, ela sentou-se no parapeito da janela, segurou a mão do príncipe, fechou os olhos e saltou para o desconhecido.”

 

“Tárik a segurou com força junto a si, não podia permitir que ela se afastasse, seu corpo não suportaria a ausência do dela.

E Prudence não queria se afastar, enfim ela havia encontrado seu lugar… ali, nos meio do deserto, nos braços daquele homem…”

 

“- Tárik?

– Sim, habib…

– Nós fomos ao céu?

Rindo, ele a beijou suavemente na ponta do nariz e nas pálpebras ainda fechadas.

– Sim, habib, nós fomos…

– Leve-me novamente?

Ela não precisou pedir outra vez, com um gemido ele a enlaçou.”

 

 

Quando a Pedrazul divulgou os lançamentos do selo Revelações, lembro-me que uma pessoa questionou o título desse livro: não seriam todos os amores, principalmente os narrados em histórias românticas, apaixonados? Confesso que fiquei com isso na cabeça e lendo o livro eu entendi. Existe sim um amor apaixonado. Prudence e Tárik nos mostram bem como é. Leia a história e depois me conte, você também vai perceber. Enquanto isso, eu fico aqui sonhando com o céu estrelado do oriente…

 

 

 

Título: Um Amor Apaixonado (Série Amores, livro 3)
Autora: Silvia Spadoni
Editora: Pedrazul
Páginas: 200

 

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P.s.: Não bastasse a história ser lindíssima, ainda tenho a honra e o privilégio de ter esse livro autografado em minha estante! Presentão da Silvia Spadoni, como vocês podem ver no momento ostentação abaixo.

 

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