setembro 12, 2017

[ETC.] SORTEIO DO DESAPEGO

 

Quantas edições de um mesmo livro, às vezes da mesma tradução, eu preciso ter em minha estante?

Troco muitos livros pelo Skoob, mas selecionei alguns para sortear aqui no blog por serem edições queridas de livros muito bons. Orgulho e Preconceito, por exemplo, é um campeão de audiência na minha estante (e no meu coração): seguramente eu posso desapegar de uma das edições que tenho. Anne de Green Gables eu estava guardando apenas pela capa, já que ganhei um novo exemplar da Pedrazul Editora, pois fiz parte da comissão de capa da segunda edição. Ao invés de colecionar livros repetidos, espero que alguém que ainda não tenha alguns desses títulos possa se apaixonar também por essas histórias.

Veja as regras do sorteio abaixo e participe! Dúvidas ou outras informações, basta deixar um comentário abaixo.

 

 

Regras:

  • O  sorteio será válido apenas em território nacional (Brasil);
  • Os livros estão em ótimo estado de conservação, contudo são usados, do meu acervo pessoal;
  • Será sorteado 1 (um) exemplar de cada livro (foto acima) e eles serão enviados com marcadores diversos do Blog Tamires de Carvalho e parceiros;
  • O Blog Tamires de Carvalho custeará o envio do prêmio, via Correios, ao sorteado (a) apenas no primeiro envio. Caso haja algum problema com a entrega e o envelope seja devolvido, o ganhador (a) bancará a segunda remessa;
  • Serão 5 (cinco) ganhadores (um para cada livro): ganhador 1: Orgulho e Preconceito; ganhador 2: Razão e Sensibilidade; ganhador 3: Emma; ganhador 4: Anne de Green Gables; e, ganhador 5: Pamela. 
  • Os ganhadores têm o prazo de 48 horas para enviar o endereço para o envio do livro, via inbox das redes sociais do blog ou formulário de contato.

 

Concordando com os termos acima, basta participar seguindo os passos do formulário Rafflecopter abaixo. Cada passo garante um número de entradas para o sorteio, como em uma rifa. Você já estará participando seguindo um dos passos, entretanto quanto mais passos você realizar, maiores serão as suas chances de ganhar um dos livros!

 

a Rafflecopter giveaway

setembro 05, 2017

[LANÇAMENTO] COMPRADA POR UM LORDE, DE CHIRLEI WANDEKOKEN

 

Já está disponível em e-book na Amazon o novo lançamento de Chirlei Wandekoken, Comprada por um lorde! Essa é mais uma história do universo do Quarteto do Norteiniciado com A Estrangeira. Você pode adquirir o livro em formato digital neste link ou ler gratuitamente pelo kindle Unlimited. Veja a sinopse abaixo:

 

Como fazia todo verão, lorde Steve, o conde de Ponthieu, passava uma temporada no medieval castelo do amigo Roger de Montgomery: o Arundel Castle. O lorde gostava da vila de Arundel e simpatizava com as pessoas de Sussex. Até que vira lorde Patchetts tentar estuprar uma camponesa, a quem socorrera dando uns bons socos na cara do maldito barão. Depois desse triste acontecimento, ele ficou vários anos longe de Arundel, pois não aceitava que Montgomery mantivesse amizade com tão vil cavalheiro. Mas depois que soube da morte do barão voltou a Sussex para descobrir que a moça do passado não só tinha sido vendida pelo próprio pai para uma casa de prostituição, mas que o maldito camponês estava prestes a negociar sua outra filha, uma linda jovem de 17 anos, e dar-lhe o mesmo fim da filha cortesã. E ele, portanto, resolveu comprá-la. O que acontecerá com Meg Hayes? O que o conde de Ponthieu fará com a jovem que acabara de comprar?

agosto 30, 2017

[ETC.] #12MESESDEPOE: LEITURAS DO ÚLTIMO TRIMESTRE

Antes tarde que ainda mais tarde: estou atrasada, eu sei, com as postagens sobre as leituras do desafio #12mesesdepoe. Mas ao invés de apresentar aqui uma pequena lista de justificativas por não ter falado sobre as leituras nos prazos habituais, vou falar logo do que interessa: as leituras que fiz de Edgar Allan Poe no último trimestre.

 

Junho

 O conto do mês de junho foi o Três domingos numa semana. Aqui, acompanhamos Bobby, que busca a definição da data de seu casamento, decisão que precisava ser tomada por seu tio ranzinza. O tio decide que o casamento será realizado, com direito a um apoio financeiro, quando houver três domingos em uma mesma semana. Leitura rápida, tendendo para o humor.

 

A poesia do mês de junho foi A Cidade do Mar, que pode ser lida abaixo:

A cidade do mar

 

Olhai! a Morte edificou seu trono

numa estranha cidade solitária

por entre as sombras do longínquo oeste.

Lá, os bons, os maus, os piores e os melhores,

foram todos buscar repouso eterno.

Seus monumentos, catedrais e torres

(torres que o tempo rói e não vacilam!)

em nada se parecem com os humanos.

E em volta, pelos ventos olvidadas,

olhando o firmamento, silenciosas

e calmas, dormem águas melancólicas.

 

Ah! luz nenhuma cai do céu sagrado

sobre a cidade, em sua imensa noite.

Mas um clarão que vem do oceano lívido

invade dos torreões, silentemente,

e sobe, iluminando capitéis,

pórticos régios, cúpulas e cimos,

templos e babilônicas muralhas;

sobe aos arcos templos magníficos, sem conta,

onde os frios se enroscam e entretecem

de vinhedos, violetas, sempre-vivas.

 

Olhando o firmamento, silenciosas,

calmas, dormem as águias melancólicas.

Torreões e sombras tanto se confundem

que é tudo como solto nos espaços.

E a Morte, do alto de soberba torre,

contempla, gigantesca, o panorama.

Lá, os sepulcros e os templos se escancaram

mesmo ao nível das águas luminosas;

mas não pode a riqueza portenhosa

dos ídolos com olhos de diamante,

nem das jóias que riem sobre os mortos,

tirar as vagas de seu leito imóvel;

pois, ai! nem leve movimento ondula

esse imenso deserto cristalino!

Nem ondas falam de possíveis ventos

sobre mares distantes, mais felizes;

ondas não contam que existiram ventos

em mar de menos espantosa calma.

 

Mas, vede! Um frêmito percorre os ares.

Uma onda… Fez-se ali um movimento!

e dir-se-ia que as torres vacilaram

e afundaram de leve na água turva,

abrindo com seus cumes, debilmente,

um vazio nos céus enevoados.

As ondas têm, agora, luz mais rubra,

as horas fluem, lânguidas e fracas.

E quando, entre gemidos sobre-humanos,

a cidade submersa for fixar-se no fundo,

o Inferno, erguido de mil tronos,

curvar-se-á, reverente.

 

 

Julho

Em julho, o conto foi o bastante conhecido Os Assassinatos na Rua Morgue, de 1841. Esse conto eu li pelo livro Medo Clássico Edgar Allan Poe, página 117. Meu interesse, além de cumprir o desafio, foi ler com bastante atenção a narrativa que inaugurou as narrativas policiais como conhecemos hoje. É um conto longo, mas o suspense é irresistível. Aqui, o detetive Dupin, com toda a sua inteligência, procura solucionar o mistério que envolve o assassinato brutal de duas mulheres.

 

[Meu interesse em narrativas policiais, para quem não sabe, é por motivos de O Matador Noturno].

 

A poesia do mês de julho foi Um sonho dentro de um sonho:

Um sonho dentro de um sonho

 

Este beijo em tua fronte deponho!

Vou partir. E bem pode, quem parte,

francamente aqui vir confessar-te

que bastante razão tinhas, quando

comparaste meus dias a um sonho.

Se a esperança se vai, esvoaçando,

que me importa se é noite ou se é dia…

ente real ou visão fugidia?

De maneira qualquer fugiria.

O que vejo, o que sou e suponho

não é mais do que um sonho num sonho.

 

Fico em meio ao clamor, que se alteia

de uma praia, que a vaga tortura.

Minha mão grãos de areia segura

com bem força, que é de ouro essa areia.

São tão poucos! Mas, fogem-me, pelos

dedos, para a profunda água escura.

Os meus olhos se inundam de pranto.

Oh! meu Deus! E não posso retê-los,

se os aperto na mão, tanto e tanto?

Ah! meu Deus! E não posso salvar

um ao menos da fúria do mar?

O que vejo, o que sou e suponho

será apenas um sonho num sonho?

 

 

Agosto

Neste mês, o conto lido foi O poço e o pêndulo, publicado originalmente em 1842. A história é ambientada na Espanha dos tempos da Inquisição, então já dá para ter uma ideia do que terror que virá. Um homem, condenado pelo tribunal, é atirado em um calabouço e vive uma angustiante tortura física e psicológica. Essa é uma narrativa do tipo marca registrada de Edgar Allan Poe: terminei a leitura agoniada (o conto é ótimo especialmente por essa razão)! No livro Medo Clássico, ele pode ser lido a partir da página 35.

 

O poema do mês de agosto é Os sinos. Não tenho como comparar com competência a tradução em relação ao original, mas fiquei fascinada com o ritmo dessa leitura. Confira abaixo:

Os sinos

 I

Ouça os trenós com o dobrar –

de sinos de prata a dobrar!

Que mundo de júbilo o som redobra!

Como tangem, tangem, tangem,

No frio ar da noite!

Enquanto o céu estrelado se desdobra

Todo o céu se assombra

Com alegrias cristalinas;

Marcando tempo, tempo, tempo,

Tal um ritmo de antigo tempo,

E soam ressoam em música ressoam

Dos sinos que dobram, dobram, dobram,

Dobram, dobram, dobram –

Ressoam e tangem os sinos dobram.

 

II

Ouça os sinos em núpcias dobram,

Dourados sinos dobram!

Que mundos de alegria em harmonia redobram!

No perfumado ar da noite

Eles ressoam com alegria!

Em notas de derretido ouro

E em tal melodia

Em simples sons flutua,

Às pombas que ouvem, então gorjeiam

No luar!

Oh, de espaços ressoando,

Que jorro de euforia se avolumando!

Como dobram

Como redobram

Ao futuro! Como soam

Em encantos que ressoam

Ao soante e ressonante dobrar

Dos sinos que dobram, dobram, dobram,

Dobram, dobram, dobram –

No ritmo e rima os sinos dobram!

 

III

Ouça: em alto som os sinos dobram

De bronze os sinos dobram!

Que conto de terror em clamor redobram!

Os alarmados ouvidos da noite

Como eles gritam de susto!

Muito horrizados para falar,

Ficam a gritar, a gritar,

Sem sintonia,

Em clamoroso apelo à piedade ao fogo,

Em louco protestar contra o surdo fogo,

Saltando acima, acima, acima

Que o desespero anima,

Em resoluto esforçar,

De agora ou nunca

Junto a face pálida da lua!

Oh, os sinos dobram, dobram, dobram,

Num relato do terror redobram

De desespero!

Como eles soam, tangem e bradam

Que horror eles vertem

No seio do ar palpitante!

Ainda de ouvir pode se saber,

Em dobrares

E em redobrares,

Como o perigo vai e vem:

Ainda ao ouvido dobram,

Assim tangem

E assim bradam,

Enquanto o perigo sobe e desce,

E ao subir e ao descer na fúria dos sinos que dobram,

Os sinos dobram,

Dobram, dobram, dobram, dobram,

Eles dobram, dobram, dobram –

No clamor e no ardor os sinos dobram!

 

IV

Ouçam: os sinos dobram

De ferro os sinos dobram!

Que mundo de solenidade a monofonia redobra!

No silêncio da noite

Trememos de pavor

Da melancólica ameaça deste tom!

Para cada som que flutua

Das goelas em ferrugem atua

Um gemido!

E as pessoas – ah, as pessoas –

Que habitam nas cúpulas,

Tão sozinhas,

E que tocam, tocam, tocam,

Em abafada monotonia,

Glorificados quando rolam

As pedras sobre nossos corações!

Eles não são homens nem mulheres,

Não são bestas nem são humanos,

São espectros:

E o rei deles é quem soa,

É ele quem ressoa, ressoa, ressoa,

E redobra

Os louvores que os sinos dobram!

E os seus peitos se atordoam

Com os louvores que os sinos soam;

E ele dança e ele urra;

Marcando tempo, tempo, tempo,

Num tipo de rima de antigo tempo;

Aos louvores que os sinos dobram,

Marcando tempo, tempo, tempo,

Ao golpear dos sinos que dobram –

Dos sinos que dobram, dobram, dobram –

Ao soluçar dos sinos que dobram;

Deixando tempo, tempo, tempo,

Quando ele ressoa, ressoa, ressoa,

Numa feliz rima de antigo tempo,

Ao rolar dos sinos que dobram,

Dos sinos que dobram, dobram, dobram,

Do badalar dos sinos que dobram,

Dos sinos que dobram, dobram, dobram,

Que eles dobram dobram, dobram –

Assim lamentosos e gementes eles dobram!

 

 

Nestes últimos meses eu terminei a leitura do Medo Clássico Edgar Allan Poe, coletânea lindíssima publicada pela Editora Darkside. Foi uma leitura ótima, não só pela edição primorosa, mas pelo texto muito bem trabalhado pela tradutora Marcia Heloisa e também pelas ilustrações maravilhosas de Ramon Rodrigues. No final do volume, temos a reprodução de algumas fotos da casa do autor e também uma página com dados de sua biografia.

 

Até dezembro, voltarei a falar sobre um ou outro detalhe do livro, pois alguns dos contos do desafio estão presentes nele e eu não posso perder a oportunidade de revisitar essa edição tão incrível.

 

 

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Meus diários de leitura #12mesesdepoe e Medo Clássico já postados, você pode ler clicando aqui.

 

 

P.s.: a vida real (e alguns projetos mais ou menos paralelos ao blog) tem me exigido uma dedicação um pouco maior e nas últimas semanas não tenho conseguido manter o ritmo de postagens dos meses anteriores. Vou fazer o possível para, pelo menos uma vez por semana, vir com alguma dica de leitura ou algum texto bacana. Mas pode (e vai) acontecer de eu não postar nada em alguma semana… Entretanto o blog continuará aqui, e eu nas redes sociais e também no Medium, Wattpad e Luvbook (aliás, quem quiser ler, comentar e compartilhar os meus contos e maquinações dessas plataformas, ficarei muito, muito, muito grata!).

 

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