Abril 27, 2018

[RESENHA] O MARAVILHOSO MALABARISTA DE PORCELANA, DE JULIANA SCATOLIN

Sinopse: “O maravilhoso malabarista de porcelana não era um malabarista qualquer. Com destreza jamais vista em parte alguma do mundo, o maravilhoso malabarista da rua das Ondas fazia rodopiar suavemente pelos ares dúzias de xícaras de uma só vez. Em um mundo de bules, açucareiros e canecas de leite, o malabarista vivia solitário até ser confrontado por alguém que mudaria sua vida para sempre.”

 

O maravilhoso malabarista de porcelana, da escritora e ilustradora paulista Juliana Scatolin, foi uma indicação de leitura que eu peguei lá no blog Capitu Já Leu. O conto estava na minha estante do Kindle Unlimited há meses até que eu, finalmente, resolvi iniciar a leitura. Admito: devia ter lido há mais tempo.

O conto de Juliana Scatolin é uma fábula moderna, daquelas que a gente termina de ler sonhando. Não vou dar muitos detalhes sobre o enredo, além do que já foi dito na sinopse, pois o livro tem apenas 29 páginas! Mas acredite: serão as melhores 29 páginas que você vai ler hoje, se não em meses ou até mesmo na sua vida. Se você gosta de fábulas, contos de fadas e histórias do tipo, certamente vai amar. Uma última dica: leia, se possível, em um computador ou no app do Kindle para tabletsmartphone, pois as ilustrações são lindíssimas como já é possível perceber pela capa. Detalhe, as ilustrações são da própria autora.

 

 

Título: O maravilhoso malabarista de porcelana
Autora: Juliana Scatolin
Editora: Lemon Tree
Páginas: 29

Compre na Amazon (gratuito para assinantes Kindle Unlimited): O maravilhoso malabarista de porcelana.

Abril 07, 2018

[LANÇAMENTO] AMOR E ORGULHO, DE GEORGES OHNET

Já está em pré-venda o livro Amor e Orgulho, de Georges Ohnet! O romance é um clássico da literatura francesa que agradará, certamente, além dos leitores dos clássicos da literatura mundial, também aos amantes de romances históricos e de época. A tradução é de Silvia Rezende e a previsão para entrega é para o mês de junho de 2018. Veja a sinopse abaixo:

Um embate entre o amor, orgulho e dinheiro que emerge com consequências inesperadas.
Claire de Beaulieu é uma bela aristocrata francesa. Quando seu pai morreu, a mãe descobriu que a família Beaulieu estava arruinada. A única esperança era um processo judicial na Inglaterra, o qual a família perdeu e escondeu o trágico resultado da orgulhosa moça. Apaixonada pelo primo, o duque de Bligny, ela está prometida a ele, mas Bligny é superficial, um jogador, não cumpre sua palavra e ainda fica noivo de Athenais, a inimiga número um de Claire. Athenais, contudo, é uma jovem burguesa, com uma imensa fortuna, que permitirá ao duque resgatar todas as suas dívidas de jogo. A orgulhosa Claire, por despeito, ao saber que Philippe Derblay, um engenheiro e dono de uma usina siderúrgica em Pont Avesnes vizinha do castelo de sua família, está muito interessado nela, oferece a sua mão em casamento por vingança.
Amor e Orgulho, ambientado na sociedade francesa do final do século XIX (1882), conta a história de Claire e Philippe Derblay, uma complexa teia de paixão, interesses, ciúmes e vingança.

A Pedrazul disponibilizou a prévia do livro em e-book para os parceiros então posso dizer, com propriedade, que esse livro é um romance inesquecível. Foi um dos melhores que eu já li até hoje, de tão viciante. Quer saber mais? Falei sobre a história aqui no blog, confira! Reserve o seu exemplar de Amor e Orgulho neste link (você não vai se arrepender, garanto!).

Abril 05, 2018

[CONTO] SÍTIO DESENGANO, CAPÍTULO 1

Sinopse: Após o caso do matador noturno, Almeida decide tirar férias em um belo e calmo sítio. Sua rotina não envolve nada além de fotografar pássaros e ler algum romance de Agatha Christie antes de dormir. No entanto, em uma manhã que parecia ser tão calma como todas as outras no Sítio Desengano, ele acorda sobressaltado com um barulho que parece ser de um disparo. Há um corpo no curral da propriedade, portanto Almeida e Rony precisam desvendar mais esse mistério: o assassinato no Sítio Desengano.

Capítulo 1

O lugar era realmente lindo, Almeida constatava a cada caminhada ao ar livre. Todos os dias pela manhã, ele saia à procura de novos exemplares para a sua coleção de fotografias de pássaros. Passara também a gravar o som deles, uma melodia que acalmava o seu coração. Há semanas não tinha qualquer contato com o mundo urbano, e isso o deixava muito feliz. Talvez uma aposentadoria não fosse, afinal, uma ideia muito ruim. Almeida havia encontrado uma nova rotina, a qual ele aprendeu a gostar. Sem roubos, sem mortes, sem delegacia de polícia.

Há tempos também não tinha notícias de Rony. Depois da repercussão do caso do Matador Noturno, a carreira do rapaz como investigador deu uma guinada. Financeiramente, é claro, nada mudou. Mas ele deixou de ser visto como um simples novato, um recruta, como os militares dizem. A última notícia que Almeida teve de Rony é que ele estava solteiro, a namorada mudou-se para o exterior e eles acharam por bem dar um fim na relação.

O detetive estava isolado no Sítio Desengano. Não que o lugar fosse tão remoto a ponto de deixá-lo a parte de tudo e todos, pelo contrário. No sítio, que na verdade era uma pequena pousada onde os proprietários, um casal de idosos, recebiam algumas pessoas que lhes reforçavam a renda e também ofereciam certa companhia, havia bom sinal de telefone e internet. Mas Almeida, com seu jeitão antiquado, queria aproveitar ao máximo a vida no campo. Só usava o telefone quando estritamente necessário.

— Bom dia, D. Maria! — Almeida era sempre o primeiro a cumprimentar a senhora que sempre estava acordada às cinco da manhã, perfumando a cozinha com seu delicioso café.

— Bom dia, Seu Detetive! — D. Maria respondia, todos os dias da mesma forma. — Vai investigar algum pássaro agora pela manhã?

— Sim, é claro. — dizia Almeida. — Além da temperatura agradável, não posso desperdiçar o bom ar da manhã. Faz muito bem aos pulmões!

— Aqui está, seu gole de café. — Servia D. Maria. Almeida dava um susto no estômago, como ele mesmo costumava dizer, fazia sua caminhada de investigação, para então, só mais tarde, fazer a refeição completa.

— Até daqui a pouco, D. Maria! — Almeida tomava o café como quem toma um gole de cachaça, e, tendo a câmera pendurada ao pescoço e um boné na cabeça, saía rumo às trilhas no meio do mato.

***

Os pássaros eram mais fáceis de serem vistos e fotografados logo ao amanhecer e depois ao crepúsculo. Esses eram os momentos em que Almeida passava sozinho, buscando novas trilhas e explorando lugares até então desconhecidos por ele, mesmo morando não muito longe dali. Eram apenas algumas dezenas de quilômetros! Ainda assim, o Sítio Desengano foi um achado geográfico.

Em suas caminhadas ora matutinas, ora vespertinas, o detetive Almeida havia fotografado exemplares de fim-fim, garça-vaqueira, pica-pau-de-banda-branca, cuitelão, seriema, jacuaçu e muitos outros. Tudo ficava catalogado em seu bloquinho de capa de couro, modelo outrora usado para anotar pistas de suas investigações. Os pássaros eram reconhecidos por vizinhos do sítio, amigos de D. Maria e Seu Luiz e, em último caso, pesquisados internet afora.

Os horários que não eram dedicados aos pássaros, Almeida dedicava às pessoas. D. Maria recebia muitas visitas e todos ali gostavam muito de conversar. Nos primeiros dias Almeida ficara surpreendido com a quantidade de pessoas que iam até o sítio para pedir algo, vender, negociar ou, simplesmente, jogar conversa fora na hora do café. Era um lugar cheio de vida, o sítio Desengano.

À noite, quando não havia visitas, os três comentavam alguma notícia do jornal e assistiam à novela das oito. O quarto de Almeida tinha uma televisão, mas ele preferia ficar na grande sala, com D. Maria e Seu Luis. No momento, o detetive era o único hóspede do casal. Mais tarde, um livro era a companhia de Almeida até que ele adormecesse. Estava lendo alguns livros de Agatha Christie e anotando o progresso de suas leituras em outro bloquinho de capa de couro. A obra da escritora inglesa era extensa, assim como a quantidade de pássaros no céu. Ele teria muita coisa para anotar em seus bloquinhos enquanto durassem suas férias.

***

Na manhã seguinte, Almeida acordou assustado. Pensou ter ouvido um tiro, mas só podia estar sonhando. Talvez fosse um efeito da leitura da noite anterior, embora o som fosse tão facilmente reconhecido pelo detetive como um tiro, que ele logo pulou da cama para ver se tudo estava em ordem.

Chegando à cozinha, achou D. Maria e Seu Luiz alarmados. Os dois também ouviram o barulho estranho. O trio resolveu investigar, saíram da casa juntos e foram verificar o terreiro e os arredores.

Tudo parecia estar bem. O cachorro dormia logo na saída da cozinha. O terreiro estava vazio, apenas com algumas folhas caídas, certamente da rápida chuva da noite anterior. Nenhum sinal de visitas indesejadas.

Chegando ao curral, Almeida, D. Maria e Seu Luiz alarmaram-se quase ao mesmo instante, ao verificarem um corpo caído, na lama pisoteada pelas vacas.

Continue acompanhando essa história aqui.

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