junho 27, 2017

[RESENHA] O MORRO DOS VENTOS UIVANTES, ITV 2009

 

O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights) é uma adaptação do romance homônimo de Emily brontë, em dois episódios para a televisão, exibida em 2009 pelo canal ITV. Com roteiro de Peter Bowker, a série é estrelada por Tom Hardy e Charlotte Riley, como Heathcliff e Cathy Earnshaw.

 

Diferente do livro e da adaptação mais ilustre, com Ralph Fiennes e Juliette Binoche (1992), aqui não temos a figura de Nelly como narradora da história, apenas como personagem. Para quem não se lembra ou ainda não leu o romance, Nelly conta toda a história dos personagens de O Morro dos Ventos Uivantes  para um inquilino de Heathcliff.

 

Após o falecimento da mãe Isabela, Linton passa a morar com o pai, Heathcliff. De saúde frágil e caráter duvidoso, o jovem vai ajudar o pai a atrair Catherine para a sua vingança. Heathcliff planeja unir Catherine Linton ao seu filho, para que o seu domínio sobre todos seja completo. No começo pode parecer um pouco complicado, pois os jovens não fizeram nada para merecerem que tamanho plano de vingança recaia sobre eles. Um pouco mais tarde, entretanto, a história fica mais clara.

 

 

Atormentado pelo fantasma de seu amor, Heathcliff comete uma loucura: profana o túmulo de Cathy, pois a cada dia é mais difícil viver sem ela. Após passar a noite com o cadáver e ao ver Catherine na janela do quarto que fora de sua mãe, ele se recorda de sua história com os Earnshaws, de quando foi acolhido pela família.

 

Em uma viagem, Sr. Earnshaw promete trazer um violino para o seu filho Hindley e um chicote para Cathy. Ao invés dos presentes, ele traz um novo membro para a família, o jovem Heathcliff, órfão e possivelmente de origem cigana. Hindley odeia o garoto desde o primeiro momento, mas Cathy não. Sr. Earnshaw queria transformar Heathcliff em um homem de bem, honrado e, de certa forma, seu relacionamento com o pobre órfão tinha mais afeto do que ele jamais conseguira ter com o próprio filho.

 

Cathy e Heathcliff eram uma só pessoa, desde o começo. Uma amizade sincera que transforma-se, mais tarde, em um amor avassalador. Eles viviam livres como o vento, correndo pelos morros de Wuthering Heighs. Até que um dia o Sr. Earnshaw morre e Hindley, que havia passado muito tempo em um colégio para rapazes, retorna já casado e disposto a tomar o seu lugar de direito em Heights.

 

 

A partir daí as coisas começam a mudar. Hindley expulsa Heathcliff de casa e relega ao rapaz o espaço dos estábulos, junto aos cavalos, tratando-o pior que a um criado. O cigano, então, passa a nutrir um forte desejo de vingança contra o irmão.

 

Um dia me vingarei de Hindley com dor e agonia.” (Heathcliff)

 

Muitos pensam em Heathcliff como um personagem detestável, que só tem ódio e rancor em seu coração. Aqui preciso sair em defesa dele: uma criança que fora abandonada, não sabia de suas origens, fora resgatada, mas ainda era subjugada. Perde o pai que o acolheu e não lhe é permitido que viva o seu amor, por razões diversas. Heathcliff era todo sentimento, para o bem ou para o mal. Seu amor por Cathy o inflamava, assim como o seu desejo de vingança por todos aqueles que  roubaram-lhe o direito de ser feliz. Sua trajetória pode não justificar os seus atos, mas nos permite entender melhor o personagem.

 

 

Cathy jamais poderia esquecer Heathcliff, mas acaba se envolvendo com Edgar Linton, que conhecia desde a infância. Mimada e de temperamento forte, ela vê em Edgar a segurança emocional e também financeira que ela não teria com Heathcliff. Linton era, inicialmente, uma alternativa mais fácil.

 

 

-Você ama o Sr. Edgar? – pergunta Nelly

– Claro que amo – responde Cathy.

– Por que você o ama?

– Eu o amo. Não é o suficiente?

– De jeito nenhum. Deve dizer o motivo.

– Por que ele é bonito e uma companhia agradável.

– Isso é ruim.

– Serei rica. Serei a mulher mais importante dos arredores.

– Continua ruim. Mas acho que o seu irmão ficará feliz. Edgar Linton é um homem bom e irá protegê-la. Não é conveniente nem desejável que você se case com Heathcliff. E, se você ama Edgar e ele também a ama… onde está o obstáculo?

– Nelly, meu amor por Edgar é como a folhagem da mata. O tempo há de mudá-lo, estou certa disso. Meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas por baixo. Minhas maiores tristezas no mundo têm sido as de Heathcliff. Se tudo desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. Nelly, eu sou Heathcliff! Não como um prazer, mas como meu próprio ser! Não posso pensar em nossa separação. Nunca mais falarei sobre a nossa separação de novo.”

(O Morro dos Ventos Uivantes, 2009)

 

 

O elenco inclui nomes como Andrew Lincoln (Edgar Linton), Kevin McNally (Sr. Earnshaw), Burn Gorman (Hindley Earnshaw), Sarah Lancashire (Nelly), Rosalinda Halstead (Isabela Linton), dentre outros. Grandes atuações e um casal de protagonistas que exalam paixão, assim é O Morro dos Ventos Uivantes de 2009. Estou certa de que até quem não gostou do livro vai gostar desta adaptação!

 

 

REFERÊNCIAS:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Wuthering_Heights_(2009)

 

Resenha em colaboração com o blog Escritoras Inglesas.

junho 16, 2017

[RESENHA] MITOLOGIA NÓRDICA, DE NEIL GAIMAN

Sinopse: “Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra.

Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim no mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas.

Mitologia nórdica é o livro perfeito para quem quer descobrir mais sobre a mitologia escandinava e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias.”

 

Não sou uma grande conhecedora de mitologia nórdica, mas tenho verdadeira fascinação pela história das religiões mundo afora e de como elas procuravam explicar os fenômenos da natureza e sempre moldaram o comportamento da sociedade. Para os já revelados segredos do universo temos a ciência, mas para entender a sociedade e perceber como as religiões se entrelaçam nada melhor do que ler uma boa história. Neste caso, quinze delas.

Em Mitologia Nórdica, Neil Gaiman resgata as histórias da tradição oral do povo nórdico, em pequenos contos, com sua tradicional habilidade narrativa e seus textos de linguagem acessível, que prendem o leitor até a última página. Para os leigos, é uma ótima oportunidade de conhecer a mitologia nórdica, desde o princípio até o destino final dos deuses, o Ragnarök.

Não tenho a menor vergonha em dizer que passei o livro inteiro com as imagens de Anthony Hopkins (Odin), Chris Hemsworth (Thor) e Tom Hiddleston (Loki) na minha mente. Só consegui imaginar os outros personagens que eu não conhecia, pois o único contato que tive com os mitos nórdicos foram breves passagens em alguns dos livros que li do Jostein Gaarder.

 

 

“Loki era bonito e tinha plena consciência disso. Todos queriam gostar dele, acreditar em sua conversa, mas o melhor que se podia dizer a seu respeito é que ele era irresponsável e autocentrado, e o pior, que era perverso e maligno.” (p. 89)

Tom Hiddleston como “Loki” (Marvel Studios).

 

 

“Thor sempre tomava as mesmas atitudes quando algo dava errado. A primeira era se perguntar se era culpa de Loki. Thor pensou. Achava que nem mesmo Loki ousaria roubar o seu martelo. Então fez o que sempre fazia quando alguma coisa dava errado e a primeira ideia não era a solução: foi se aconselhar com Loki.” (p. 106)

Chris Hemsworth como “Thor” (Marvel Studios).

 

 

Reiterando o que o mestre Gaiman disse no vídeo acima, um dos pontos fortes dos deuses nórdicos é o caráter falho que eles têm. Eles erram, são trapaceiros, nem sempre se dão bem naquilo que querem. Sabem ser amorosos e vingativos na mesma medida. Divertem e fazem pensar. Mitologia Nórdica, como já dito, é uma leitura que pode ser a porta de entrada para estudos mais aprofundados sobre o assunto, se assim o leitor desejar. Do contrário, é uma ótima fonte de entretenimento.

 

“Desde aquele tempo, sabemos que todos aqueles capazes de fazer magia com as palavras, de compor poemas e narrativas épicas, de tecer histórias, provaram do hidromel da poesia.

(…)

Eis o último detalhe, e é uma confissão vergonhosa. Quando o Pai de Todos, em sua forma de águia, estava quase chegando aos barris, com Suttung logo atrás, Odin expeliu um pouco do hidromel pelo traseiro, soltando um peido molhado que jorrou hidromel fedorento bem no rosto de Suttung, cegando o gigante e tirando-o de seu encalço.

Ninguém, nem naquela época nem agora, quis beber o hidromel que saiu do traseiro de Odin. Mas sempre que você ouvir poetas ruins declamando sua péssima poesia, cheios de sorrisos tolos e rimas feias, vai saber que hidromel eles provaram.” (p. 147)

 

 

Título: Mitologia Nórdica
Autor: Neil Gaiman
Tradução: Edmundo Barreiros
Páginas: 288
Editora: Intrínseca

 

 

Leia um trecho em PDF, clicando aqui.

 

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junho 06, 2017

[RESENHA] ALINA, DE EMILIA LIMA

Sinopse: “Amor e paixão no Brasil colonial!
Ambientada na Bahia século XVI, com passagens em Lisboa, Alina conta a história da família Cirilo, que veio de Portugal com o intuito de ajudar na colonização do Brasil. Alina Cirilo amou o jovem advogado Pedro Garcia desde a primeira vez que o viu – um grande amor, porém, proibido. Apaixonada por Pedro, com quem havia se deitado, ela é enviada pelo pai para longe, mas já levava a semente dele dentro de si. Sem escolha, longe de casa, vivendo em meio aos índios, ela conhece Naru, um mestiço com modos de fidalgo. Sozinha, carente, ela deixa-se conquistar pelo jovem belo e doce mestiço, embora nunca tenha esquecido Pedro. Amor, laços familiares, renúncias, traições e reencontros surpreendentes.”
 

 

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O mercado literário tem oferecido muitos títulos de romances históricos e de época para nós leitores, entretanto, a ambientação das histórias acaba sendo muito parecida entre eles: massivamente em terras (e contexto social) inglesas. Isso não é ruim, muito pelo contrário, mas há algum tempo tinha a vontade de ler uma história mais próxima de mim. Então soube que a Pedrazul ia relançar Alina, da escritora baiana Emilia Lima, muito elogiado em grupos de literatura internet afora. Como tratava-se de uma nova edição totalmente revista e ilustrada, esperei para ter esse livro em mãos e iniciar a leitura. Foi incrível!

Alina é o primeiro volume da série Família Cirilo, e é um romance muito lindo, cheio de verdades sobre a vida e os sentimentos humanos. A protagonista, longe de ser uma mocinha típica dos livros de época, é uma pessoa real, quase tangível. Tive a sensação que ela poderia ser eu ou qualquer outra mulher, seja da época da colonização do Brasil ou de agora. Sinceramente falando, este foi o primeiro livro em que a personagem principal fica dividida, se é que posso colocar desta forma, entre dois homens e eu não sinto vontade de largar a leitura. Apesar de bem jovem, Alina tem uma maturidade muito grande e é uma mulher honesta, o que torna todo o seu drama bastante plausível.

 

“Mesmo que se passassem muitos anos, ela ainda cultivaria o hábito de gastar horas sentada em frente à janela, olhando para aquele horizonte azul e verde. Era o que conseguia aplacar sua alma inquieta. Religiosa, tinha uma fé inabalável e ia à igreja frequentemente com a família. Todavia, era em frente ao mar que realmente sentia a presença de Deus.” (p. 18)

 

Alina era ainda uma jovem de 12 anos quando se apaixonou por Pedro Henrique Garcia, também imigrante português, advogado e amigo de seu irmão. Ele era um homem feito quando se conheceram, tinha 24 anos e era casado. Ela tinha consciência do erro de amar um homem que não podia ser seu, mas ainda assim o amava. Era um sentimento tão grande que não podia ser contido. Passaram anos assim, se amando platonicamente, pois o sentimento era recíproco, embora não tivessem certeza disso. Aos 16 anos, Alina ajudava o irmão em seu escritório de advocacia, onde também trabalhava Pedro Henrique, lutando em prol dos escravos e contra as injustiças que ocorriam no Brasil Colônia.

 

“Ali na praia, ouvindo as ondas baterem nas pedras, Alina ficou não se sabe por quanto tempo. Gostava da solidão e do silêncio que a ausência de vozes proporcionava. Na fazenda, as pessoas tinham seus falatórios e suas demandas, principalmente a mãe, que não entendia por que ela gostava tanto de ficar sozinha e, em vão, tentava inseri-la na vida familiar. Quando o barulho começava a incomodar a jovem, era o momento de fugir para o seu mundo irreal, onde ela e Pedro se casavam, tinham filhos e uma vida cheia de felicidade. Mas, como as ondas vêm e vão, aquele sonho também não podia ser segurado. E, como o vento, ele alçava voo e ela voltava a ser Alina, a moça que ousou amar um homem casado que jamais poderia ser seu.” (p. 27)

 

Ilustração do livro “Alina”, por Mara Sop.

 

“Fosses tu minha… eu jamais te deixaria ir!” (p. 33)

 

A revelação de que havia reciprocidade no amor entre Alina e Pedro Henrique encheu o coração dos dois de inquietação. A certeza de que eram um do outro em sentimento, mas que não podiam ficar juntos era terrível. Alina decide ir embora de São Salvador, mas não consegue fazê-lo sem se despedir de Pedro Henrique. Os dois se entregam a paixão e, algum tempo depois, a jovem descobre estar grávida de seu amor.

 

“Quero-te como meu primeiro e último homem. Quero entregar meu corpo a ti. Quero que me faças tua mulher porque jamais serei de outro homem por toda a minha vida.” (p. 48)

 

Pedro Henrique fica transtornado com a partida de Alina, mas sem saber de seu paradeiro, acaba voltando para Portugal com a esposa e os filhos, mantendo em seu peito a esperança de um dia reencontrar o seu amor. Alina fora para a fazenda da irmã Clara, na Capitania de São Jorge dos Ilhéus, evitando um escândalo em sua família. Lá aceita a ajuda de uma velha índia, Ana, e vai para uma aldeia, onde poderá ter seus filhos em paz. Sim, ela estava grávida de gêmeos!

Apenas o pai de Alina sabia o que estava acontecendo. A amizade entre os dois é uma das coisas mais bonitas dessa história. Ele entende os sentimentos da filha e aceita que ela decida o seu destino, diferente do que se poderia imaginar de um pai de família dessa época.

 

“Creio, papai, que Clara desconfiava de minha gravidez, mas eu não lhe contei. E por favor papai, se Pedro procurar o senhor, não lhe conte nada. Depois pensarei em uma solução melhor. Por ora ficarei aqui na aldeia, onde terei o meu filho. Eu estou bem, papai; e muito bem cuidada pela índia de quem falei ao senhor, a mesma que tratou Francisco em sua desventura…” (p. 70)

 

Na aldeia, Alina conhece Naru, um mestiço filho de um português com uma índia daquele lugar. Ele foi educado como um cavalheiro, mas suas raízes estavam na cultura indígena. Os dois logo ficam muito amigos, Naru dá todo o suporte durante a gravidez de Alina, sendo praticamente um marido para ela. Um tempo depois do parto, ele declara seu amor pela jovem, que também corresponde esse sentimento, embora não ame o rapaz com a mesma intensidade que a Pedro Henrique. Ela é honesta com Naru, contanto toda a sua história e eles decidem mesmo assim ficarem juntos, como marido e mulher.

 

Ilustração do livro “Alina”, por Mara Sop.

 

“O hálito dele era doce, com cheiro de frutas silvestres, e Alina desejou ser beijada. Desejou muito. E ele a beijou. Em seguida levou-a para uma saliência na mata e fê-la dele. Depois, deitados, ambos nus e saciados, ele a abraçou  e a trouxe para próximo de seu corpo:

‘Tu és linda! E és minha’ – disse, beijando-a longamente” (p. 96)

 

Alina seguiu em frente. Pedro era um homem casado e ela precisava dar uma família aos seus filhos. Naru era um homem maravilhoso e, embora ela não o amasse da mesma forma que amava a Pedro, tinha certeza que viveria bem com ele. Decidiu, então, voltar para sua casa em São Salvador e informou a família sobre seu casamento com o mestiço.

 

O envolvimento entre Alina e Naru foi tão natural, que por algumas páginas quase nos esquecemos de Pedro Henrique. Mas essa história ainda guarda muitas reviravoltas nas vidas de nossos protagonistas, incluindo um envolvimento entre Pedro e uma pessoa bastante próxima de Alina, além de muitos segredos e a vontade de ler os outros volumes da série o quanto antes! Alina é uma história riquíssima, ambientada no Brasil Colônia, que inclusive foi adotada em diversas escolas como livro paradidático. Esta edição da Pedrazul Editora foi lindamente ilustrada pela Mara Sop e vale muito a pena ler e ter na estante.

 

“Alina” e os marcadores com a capa do livro e de algumas das ilustrações coloridas de Mara Sop.

 

SOBRE A AUTORA: A baiana Emilia Lima é formada em Economia, mas é uma apaixonada pelas letras, principalmente pelos romances clássicos ingleses, cuja autora preferida é Jane Austen. Também é fã de Isabel Allende e de Gabriel Garcia Marquez. Apaixonada por cinema, Emilia adora conhecer os lugares onde seus livros são ambientados. Dona de uma extensa biblioteca, ela tem na leitura e na escrita um dos seus maiores prazeres. Sua paixão pelos livros vem desde criança, incentivada pelos avós maternos, Marlotinho e Zelinha, que sempre lhe davam livros de presente. Além de Alina, é autora de Ágata e de Dandara, que fazem parte da série Família Cirilo. Emilia mora na Bahia e tem dois filhos.

 

Saiba mais sobre Emilia Lima na entrevista concedida ao blog da Pedrazul Editora.

 

 

 

Título: Alina (Série Família Cirilo, Vol. 1)
Autora: Emilia Lima
Editora: Pedrazul
Páginas: 188

 

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