agosto 16, 2017

[RESENHA] A SOMA DE TODOS OS BEIJOS, DE JULIA QUINN

Sinopse: “Um brilhante matemático pode controlar tudo… A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.

Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida… Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.

Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.”

 

Veja a primeira parte do Diário de Leitura Quarteto Smythe-Smith, aqui.

Veja a resenha de Simplesmente o Paraíso, primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith, aqui.

Veja a resenha de Uma Noite Como Esta, segundo livro do Quarteto Smythe-Smith, aqui.

 

A Soma de Todos os Beijos é o tipo de livro que você termina de ler e tem a sensação de estar com borboletas no estômago! Definitivamente, um romance com esse título não poderia ser menos que perfeito, mas Julia Quinn consegue ser delicadamente marcante em sua escrita, superando sempre as expectativas.

Depois de muita confusão envolvendo o nome de Lorde Hugh Prentice, que, conforme vimos nos livros anteriores, em um momento de embriaguez desafiou Daniel Smythe-Smith para um duelo por um motivo ridículo e acabou ferido na perna, finalmente conhecemos um pouco mais sobre o homem que quase arruinara a família Smythe-Smith. Sim, porque era exatamente assim que pensava Lady Sarah Pleinsworth. Por causa do acontecido entre Hugh e Daniel, ela não pôde debutar na temporada que foi uma das melhores para casamentos na Inglaterra.

Sarah odiava Hugh Prentice pelo que o que ele provocara em sua família, embora, no presente momento tudo já estivesse esclarecido e resolvido. Inclusive Daniel já o havia perdoado. Lorde Hugh conhecera Sarah em um evento onde ela pôde colocar para fora toda a sua veia dramática, proferindo-lhe os mais estranhos insultos. No entanto, lá estavam os dois para a temporada de casamentos Smythe-Smith. A primeira cerimônia seria de Honoria e Marcus (Simplesmente o Paraíso) e, quase em seguida, Daniel e Anne se casariam (Uma Noite como Esta). Honória então, temendo que Hugh pudesse se sentir deslocado e até solitário nos eventos pede que a prima Sarah o faça companhia. Obviamente ela faz um drama, mas não pode recusar o pedido de uma noiva tão querida quanto sua prima.

Animosidades a parte, com o passar dos dias os dois desajustados percebem que se ajustam mais perfeitamente do que conseguem assumir. A sinceridade e o senso de humor ferino de Sarah e Hugh permite que certa cumplicidade logo se estabeleça entre os dois e, daí para estarem perdidamente apaixonados um pelo outro é apenas questão de algumas páginas.

E embora seja um livro de quase trezentas páginas, tendo tempo disponível, A Soma de Todos os Beijos é uma leitura tão envolvente e apaixonante que o livro pode ser facilmente lido em um único dia. Comparando com os dois primeiros, este é o meu favorito do Quarteto Smythe-Smith e uma das melhores leituras que eu fiz esse ano! Agora me resta terminar essa série linda e romântica com a leitura do último livro, Os Mistérios de Sir Richard, o qual tem Iris Smythe-Smith como protagonista.

 

 

Veja as minhas citações favoritas de A Soma de Todos os Beijos:

“- Apenas seja encantadora como sempre – disse ela, voltando o rosto para dentro da sala por um último segundo. – Ele vai amar você.

– Deus me livre.

– Deus trabalha de modos estranhos…

– Não tão estranhos.

– Quem desdenha…

– Não diga isso – interrompeu-a Sarah.

Honoria ergueu as sobrancelhas e Sarah atirou uma almofada nela.

Mas errou o alvo.” (p. 60)

 

Ele era um adversário à altura.

Ela nunca havia percebido que queria um adversário à altura.” (p. 81)

 

“- Descobri que as pessoas felizes são maçantes. Vocês dois, por outro lado, pareciam prestes a explodir. Então vim imediatamente.

Ela olhou de Hugh para Sarah e depois ordenou:

– Divirtam-me.” (p. 82)

 

“Lady Danbury bateu com a bengala no chão.

– Apesar da minha idade avançada, não me esqueço de nada – disse e fez uma pausa antes de emendar: – Exceto, ocasionalmente, do que acabei de falar.” (p. 83)

 

“Só um beijo. Nunca poderia ser só um beijo. Não com ele.” (p. 137)

 

“Beijou-lhe os lábios com suavidade. Depois beijou o nariz e cada um dos olhos. Era óbvio que estava se apaixonando por ela, mas nunca fora homem de falar sobre seus sentimentos, e as palavras ficaram presas na garganta. Então a beijou uma última vez, verdadeira e profundamente, esperando que ela entendesse o que isso significava: Que ele estava lhe oferecendo a própria alma.

Seu, pensou. Sou seu.” (p. 180)

 

Fonte da imagem: Pinterest da autora.

 

 

Título: A Soma de Todos os Beijos (Série Quarteto Smythe-Smith, livro 3)
Autora: Julia Quinn
Tradução: Ana Rodrigues e Maria Clara de Biase
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

 

 

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abril 21, 2017

[RESENHA] UMA NOITE COMO ESTA, DE JULIA QUINN

Sinopse: “Anne Wynter pode não ser quem diz que é… Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre.

Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo… Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio.

O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.”

 

Veja a primeira parte do Diário de Leitura Quarteto Smythe-Smith aqui.

Veja a resenha de Simplesmente o Paraíso, primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith, aqui.

 

Uma Noite Como Esta é o segundo volume do quarteto Smythe-Smith e eu reafirmo tudo o que disse no post anterior sobre o estilo enxuto na escrita de Julia Quinn, assim como a leveza no romantismo com toques singelos de comicidade. É uma fórmula que, quando bem feita, não cansa os leitores e Quinn é realmente uma ótima escritora.

Em toda a minha vida de leitora, uma coisa que eu sempre procurei fugir é de séries com intermináveis continuações. Autoras como Julia Quinn conseguem fazer uma série em que não importa a ordem de leitura dos livros, ainda que você consiga entender melhor as referências tendo lido as publicações na ordem estabelecida. Cada livro foca em um personagem integrante de certo grupo social e/ou familiar e, o melhor de tudo: tratam-se de histórias independentes.

No segundo livro do quarteto Smythe-Smith, conhecemos um pouco mais sobre Daniel, o Conde de Wintead, irmão de Honoria, que estava exilado na Itália por um desentendimento bobo com Lorde Hugh Prentice, que acabou tomando proporções maiores que deveria: um duelo entre os dois amigos. Três anos depois de ter sido forçado a deixar a Inglaterra, sob a ameaça de morte pelo pai de Hug, Lorde Ramsgate, Daniel volta para casa no dia do concerto anual das Smythes-Smith e conhece Anne, uma linda jovem que substituiu sua prima Sarah na apresentação.

Anne é a governanta das irmãs mais novas de Sarah e sabe muito bem que um envolvimento com um conde seria uma grande tolice. Mas… ela sente-se cada vez mais atraída por ele. A governanta esconde o segredo de sua verdadeira identidade, pois foge de uma pessoa que a fez muito mal no passado e a persegue, com o intuito de acertar as contas.

Julia Quinn não parece ter um compromisso em evidenciar os aspectos sociais da época sobre a qual escreve, e isso é muito bom. Existem muitos romances clássicos e históricos dos quais podemos tirar inúmeras lições e aprender sobre a época, com relatos de quem a viveu (no caso dos clássicos). Nesta história, um conde decide se casar com a governanta porque está apaixonado por ela e… ponto final. Ninguém se opõe, a família inclusive gosta da moça e logo a acolhe como membro. Certamente um conde podia fazer o que bem entendesse com o seu destino, mas as coisas não seriam fáceis para uma noiva fora daquilo que era esperado para ele. Gostei do foco ser mais o romance e os conflitos do passado dos dois personagens que a questão da mobilidade social alcançada por meio do casamento. Estava sentindo falta de livros que alegrassem o meu dia (ou noite), com uma história bem contada e com conflitos na medida certa.

 

Ps.: Não poderia finalizar essa resenha sem falar sobre a escritora Harriet e a adoradora de unicórnios, Frances. Após ler esse livro, sempre que vejo um unicórnio lembro-me da personagem. E quando estou escrevendo ou lendo uma história muito maluca, tipo Henrique VIII e o unicórnio do mal, Harriet logo me vem à cabeça. O romance entre Daniel e Anne é lindo, mas as pequenas Smythe-Smith são um charme a parte nesta história. O próximo romance, A Soma de Todos Os Beijos, é sobre a irmã de Harriet e Francis, Sarah. E também sobre Lorde Hugh Prentice. Até lá!

 

 

Veja abaixo as minhas citações favoritas do livro Uma Noite Como Esta:

“-Acho… – disse ele em um tom perplexo. – Acho que preciso beijá-la.

Ela recuou de forma abrupta, não parecendo exatamente assustada, mas sim confusa. Ou talvez preocupada.

Mulher esperta. Sem dúvida ele parecia um louco.

– Um beijo rápido – assegurou Daniel. – Só preciso lembrar a mim mesmo…

Ela permaneceu em silêncio, então, como se não pudesse se conter, perguntou:

– O quê?

Ele sorriu. Gostou da voz dela. Era reconfortante e agradável, como um bom conhaque. Ou um dia de verão.

– O que é bom – respondeu. (p. 26 e 27)

 

“-Milorde…

– Daniel – corrigiu ele.

Ela arregalou os olhos, chocada.

– O quê?

– Meu nome é Daniel.

– Eu sei. Mas não vou chamá-lo assim.

– Bem, é uma pena. Mas valeu a pena tentar. Vamos, então… – Ele estendeu o braço, e ela ficou impassível. – Vamos indo? – insistiu.

– Não irei com o senhor.

Ele deu um vago sorriso. Mesmo com um dos lados da boca vermelho e inchado, o homem parecia um demônio.

– Isso significa que vai ficar comigo?” (p. 38)

 

“Enquanto as meninas contavam os passos ao longo do Rotten Row, ele e a Srta. Wynter ficaram sentados conversando sobre nada em particular. E durante todo aquele tempo, Daniel não conseguia parar de pensar em como gostaria de pegar a mão dela.

Só isso. Apenas a mão dela.

Ele a levaria aos lábios e inclinaria a cabeça em uma saudação terna. E saberia que aquele beijo simples e cavalheiresco seria o começo de algo fantástico.” (p. 62)

 

 “- Esse beijo – continuou Daniel, a voz ardendo de desejo contido. – Esse beijo… Eu o desejo com um fervor que abala a minha alma. Não tenho ideia de por que o desejo, mas foi o que senti no instante em que a vi ao piano, e isso só aumentou desde então.” (p. 105)

 

“- Pode me beijar apenas uma vez? – sussurrou ela. Porque realmente queria aquilo. Queria um sabor de perfeição, mesmo que soubesse que não poderia desejar mais. – Pode me beijar uma única vez, e nunca mais voltar a fazer isso?” (p. 107)

 

“Mas quando se acomodavam em seus assentos, na sala de refeições cheia da estalagem, Daniel a fitou do outro lado da mesa e não foi a sua beleza que viu. Foi seu coração. Sua alma. E teve a profunda sensação de que sua vida nunca mais seria a mesma.” (p. 150)

 

“Daniel se manteve muito quieto, esperando pela onda de ciúme que não veio. Estava furioso com o homem que se aproveitara da inocência dela, mas não sentiu ciúme. Não precisava ser o primeiro, percebeu. Precisava ser apenas o último.” (p. 214)

 

“- Quer se casar comigo?

– Eu já disse que sim – respondeu Anne com um sorriso curioso.

– Eu sei. Mas quis perguntar de novo.

– Então, aceito de novo.” (p. 262)

 

 

 

Título: Uma Noite Como Esta (Série Quarteto Smythe-Smith, livro 2)
Autora: Julia Quinn
Tradução: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

 

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março 23, 2017

[ETC.] AS MELHORES CITAÇÕES DE “LONGE DESTE INSENSATO MUNDO”, DE THOMAS HARDY

 

Pelo o que eu pude perceber desde que li Longe Deste Insensato Mundo, de Thomas Hardy, é que essa é uma história do tipo que as pessoas amam ou odeiam. A protagonista, Bathsheba Everdene, seria a responsável por sentimentos tão calorosos em torno do romance. Sendo eu do time das pessoas que amaram a história de Hardy, compartilho abaixo as melhores citações de Longe Deste Insensato Mundo, pois nem todas puderam ser postas na resenha que fiz do livro. Para ilustrar, as fotos são da adaptação cinematográfica de 2015, do diretor Thomas Vinterberg, que contou com nomes como Carey MulliganMatthias SchoenaertsMichael Sheen e Tom Sturridge no elenco.

 

Sinopse do livro: Bathsheba Everdene é espirituosa e expansiva demais para uma dama inglesa do século XIX. Antes uma simples camponesa, agora é herdeira de uma vasta propriedade rural em Weatherbury, mas seu temperamento independente e enigmático causa falatórios entre seus próprios empregados. Gabriel Oak, um fazendeiro que sofrera grandes perdas, é apaixonado por ela, mas a jovem tem outros pretendentes, o sedutor sargento Troy e o respeitável fazendeiro de meia-idade Boldwood. Ao mesmo tempo em que os destinos destes três homens dependem da escolha de Bathsheba, ela descobre as terríveis consequências do seu coração inconstante. Um romance de paixão, com descrições da vida rural e paisagens idílicas, apresenta ao leitor uma obra-prima com extrema honestidade sobre as relações sexuais.” Fonte: Pedrazul Editora.

 

ATENÇÃO: O conteúdo abaixo pode conter spoiler do livro ou filme.

 

“O guarda observou o veículo que passava.

‘É uma moça muito bonita’, disse ele a Oak.

‘Mas tem seus defeitos’, comentou Gabriel.

‘É verdade, fazendeiro.’

‘E o maior deles é – bem, o de sempre.’

Regatear? Sim, é mesmo.’

‘Ah, não.’

‘O que, então?’

Gabriel, talvez, um pouco ressentido pela indiferença da viajante, olhou para onde havia testemunhado a atuação dela pela cerca e disse:

‘Vaidade.’” (p. 10)

 

Farei uma única coisa nesta vida, uma coisa certa, que é amá-la e esperá-la, e continuar a desejá-la até morrer.” (p. 28)

Gabriel Oak, interpretado por Matthias Schoenaerts.

 

“‘Parece assustadoramente errado não aceitá-lo quando você tem tanto sentimento!’, disse ela com um pouco de angústia, olhando ao redor sem esperanças de escapar de seu dilema moral. ‘Como gostaria de não ter corrido atrás de você!’ No entanto, ela parecia encontrar um atalho para reencontrar a alegria e ajustou seu rosto para parecer brejeira. ‘Não seria possível, Mr. Oak. Quero alguém que me dome. Sou independente demais. Você nunca conseguiria, sei disso.’” (p. 29)

 

“‘Agora prestem atenção, vocês têm uma patroa em vez de um patrão. Ainda não conheço o meu poder e meus talentos para a agricultura, mas devo fazer o meu melhor e se me servirem, servirei a vocês. Se houver alguém desleal entre vocês (se houver alguém, mas espero que não) achando que por eu ser uma mulher não entendo a diferença entre mau e bom comportamento.’

‘Não, dona’, disseram todos.

‘Muitíssimo bem observado’, disse Liddy.

‘Acordarei antes de vocês; estarei nos campos antes que cheguem e tomarei o meu desjejum antes que estejam nos campos. Resumindo, surpreenderei todos vocês.’”

 (p. 68)

 

Bathsheba Everdene, interpretada por Carey Mulligan.

 

“‘Oh, o fazendeiro Boldwood’, murmurou Bathsheba e olhou para ele enquanto este ia ainda mais rápido. O fazendeiro não virou a cabeça em nenhuma vez, seus olhos estavam fixos num ponto mais distante da estrada, que passou tão inconscientemente e distraidamente como se Bathsheba e seus encantos fossem o mais diluído ar.’” 

(p. 76)

 

“‘Sofro – muito – ao pensar’, declarou ele com simplicidade solene. ‘Venho conversar com você pela primeira vez. Minha vida não me pertence mais desde que a vi, Miss Everdene. Venho para pedir-lhe em casamento.’” (p. 103)

 

Bathsheba e Mr. Boldwood, interpredado por Michael Sheen.

 

“Uma mulher pode ser tratada com a amargura que lhe é doce e com a rispidez que não lhe é ofensiva.” (p. 109)

 

“‘Gabriel, ficará aqui comigo?’, perguntou ela, sorrindo de maneira cativante, sem se preocupar em fechar os lábios, pois logo sorriria novamente.

‘Ficarei’, respondeu Gabriel.

E ela sorriu outra vez.” (p. 115)

 

Bathsheba e Gabriel Oak.

 

“‘Bathsheba amou Troy da maneira que somente as mulheres autoconfiantes amam quando abandonam sua autoconfiança. Quando uma mulher forte de forma imprudente joga fora sua força é pior do que uma mulher fraca que nunca teve força para jogar para fora. Uma fonte de sua inadequação é a novidade da ocasião. Ela nunca teve prática em fazer o melhor de tal condição. A fraqueza é duplamente fraca por ser nova.’” (p. 152)

 

“‘E os defeitos de Troy ficavam completamente distantes da visão de uma mulher, enquanto seus encantos estavam bem na superfície, contrastando assim com o humilde Oak, cujos defeitos eram evidentes a um cego e cujas virtudes eram como metais em uma mina.’” (p. 153)

 

Bathsheba e Sargento Troy, interpretado por Tom Sturridge.

 

“‘A senhora sabe que eu a amo e sempre amarei. (…) ‘Você é tudo o que há de mais importante para mim, até mais que a minha vida!’” (p. 156)

 

“Há expressões no olhar que não estão na língua e há mais contos em lábios pálidos do que entram pela audição.” (p. 163)

 

Bathsheba e Gabriel Oak.

 

“É difícil para uma mulher definir seus sentimentos na linguagem que é, principalmente, feita para os homens se expressarem.” (p. 287)

 

“‘Bathsheba’, disse ele, com ternura e com surpresa, aproximando-se: ‘se ao menos eu soubesse de uma coisa; que me permitiria amá-la e ganhá-la, e me casar com você depois de tudo… se ao menos eu soubesse disso!’

‘Mas você nunca saberá’, murmurou ela.

‘Por quê?’

‘Porque nunca pergunta.’

‘Oh… Oh!’, disse Gabriel, com uma risada baixa de alegria. ‘Minha querida…’” (p. 323)

 

Gabriel Oak e Bathsheba.

 

“Eu correria atrás de você, minha linda Bathsheba, por muitas milhas e muitos dias e é difícil me invejar essa visita.” (p. 323)

 

“Quem observava precisava estar muito próximo para descobrir que as siluetas, sob os guarda-chuvas, eram Oak e Bathsheba, de braços dados pela primeira vez em suas vidas. Oak num casaco que se estendia até os joelhos e Bathsheba com uma capa que chegava até seus tamancos. No entanto, apesar de estar vestida de uma forma tão simles, havia uma certa aparência rejuvenescida sobre ela: como se uma rosa pudesse fechar-se e voltar a ser um botão.” (p. 326)

 

Gabriel Oak e Bathsheba.

 

 

Sobre o livro:

Título: Longe Deste Insensato Mundo
Autor: Thomas Hardy
Tradução: Ellen Bussaglia
Editora: Pedrazul
Páginas: 328

 

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Veja o trailer do filme (em inglês):

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